"Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive. "
(Ricardo Reis, in "Odes" Heterónimo de Fernando Pessoa)
Ser mulher é difícil, complicado, duro. Por vezes temos que conciliar a doçura com a força para ir em frente. Cobradas diariamente para dar resultados visíveis, já que não bastar dar frutos, todos têm que ver o resultado de tamanho esforço, que nem é reconhecido. Visto como natural, nada mais que obrigação. Ninguém repara no suor e lágrimas que derramamos para conquistar, ir além. Já queimamos soutiens em praça pública e lutamos tanto por igualdade, agora que aguentemos, né? Antes só precisávamos "aguentar" a maternidade e o casamento. Já que exigimos vida profissional e com igualdade, que esgotemos nossas forças, mas façamos tudo com perfeição. Menos que isso não é aceito, não é justificado.
No mundo corporativo, a cobrança é tanta e até maior que a empregada aos homens. Além de driblar o machismo, o lado emocional, há também empecilhos naturais como a velha e boa TPM, sem descer do salto, perder a compostura. Se assim fizermos, somos taxadas de "masculinizadas". Tentar se impor sem levantar, nem por um segundo a voz, caso contrário, somo as histéricas-loucas-descontroladas. E pior, harmonizar toda essa força, essa fúria em conquistar, com o lado doce e delicado que nos é imposto, sem esquecer, é claro, da maternidade. E cá estamos fazendo até 3º turno de trabalho. Sem reclamar, viu? Mulher boa não reclama, aguenta firme.
A maternidade nos é cobrada com tanta crueldade. Não há espaço para humanidade, cansaço ou estresse. Temos que seguir o curso natural de investir na carreira, casar, se anular, ter filhos e depois abandonar tudo para criá-los. E tudo o que conquistamos? Deixamos para lá, ué. A nossa missão "mor" é gerar. Não podemos ter outros prazeres como vida social, sexual, vaidade e vida profissional de sucesso. Nos é ensinado desde cedo que não dá para conciliar todas as coisas. E que alegria sinto em ver tantas profissionais de sucesso que conseguem manter todas as áreas em equilíbrio. Mulheres que não se deixam abater pelos comentário maldosos que só servem para nos entristecer e desmotivar.
Como blogueira, tive o prazer de conhecer mulheres incríveis, algumas, inclusive, com sucesso em suas profissões, mas que largaram tudo para empreender, em busca de um mercado corporativo mais justo e mais humano. Pessoas que querem fazer seu próprio horário de trabalho e ter tempo de curtir os filhos. Mulheres que separam um dia de folga no meio da semana para ir às apresentações, peças de teatro, recitais e tudo que julgar mais importante para acompanhar de perto e não perder nenhum detalhe da criação dos pequenos. Luxo que não podemos ter nas grandes empresas empregadoras.
Sinto em dizer, queridos que torcem contra, apesar das cobranças, chateações, falta de sensibilidade e estrutura para as mamães, estamos "rebolando" e dando nosso jeitinho para crescer profissionalmente. Estamos de mãos dadas, ajudando umas às outras, apoiando cada salto em busca do desconhecido, que é empreender. E o mais bonito: saltamos em cima de salto-agulha. Continuamos belas para provar, que é sim possível ter tudo o que queremos, apesar de nos informarem e torcerem pelo contrário.
Sim, estamos mais caladas em casa, nas festas de família, nas rodas de bate papo. Não queremos mais conversar com quem não tem interesse em entender esse movimento. Não temos mais paciência com pessoas que só querem, só prestam para criticar nossas escolhas, como se fosse fácil. Fácil é apontar o dedo, dizer o que fazer com a vida do outro, sem ponderar os motivos das escolhas que cada uma de nós faz.
Não queremos mais ser parte mulher, parte esposa, parte mãe e outra parte profissional. Queremos conquistar tudo na sua totalidade. Eu não quero ser "parte-nada", quero ser inteira em tudo o que fizer e fazer com excelência. Se necessário for, recolher as asas e esperar a oportunidade certa ou aguardar o tempo propício de voar, quando o vento estará mais à favor. Não pense que desistimos! Estamos trabalhando, planejando com a mesma maestria que fazemos tudo que nos dedicamos por inteiro. Somos excelentes na arte de camuflar sonhos e sentimento à procura do momento perfeito para colocar em prática o plano de ação escondido no fundo da gaveta de calcinhas.
Veremos nossos filhos crescerem, na estatura e em caráter, ali ao lado da mesa de trabalho. Não nos importamos com o barulho e confusão, quando pensamos no quão benéfico é não perder nadica de nada do desenvolvimento deles, quando pensamos nas pessoas maravilhosas que estamos criando. Crianças acostumadas com a mãe lutadora, que segue o seu caminho, não importando com os obstáculos.
Venceremos os olhares desconfiados, as palavras desmotivadoras, os maridos chatos, a família linguaruda, quem não acredita em nosso potencial, quem torce contra pelo prazer de dizer "eu avisei". Não perceberam que nossa motivação é muito maior e mais forte que tudo isso? É o amor! Amor aos filhos, desejo de um futuro melhor, amor à nós mesmas e aos nossos sonhos que à muito sonhamos em silêncio.
Preparem-se! Parecemos quietinhas, loucas, conformadas, resignadas, mas estamos juntando forças. Bradaremos ao mundo tudo o que queremos conquistar, queiram vocês ou não! Não adianta dizer que não conseguiremos, seja você mãe, pai, amiga derrotista, sogra ou marido descrente. Nossa característica mais forte é a surdez. Passamos tanto tempo nos adequando ao que queriam que fizéssemos, que desenvolvemos uma capacidade incrível de não dar ouvidos a quem nos queira mal: mal cuidadas, mal amadas, mal-tudo.
E chegará um tempo de realizações, de colher os frutos que plantamos hoje, nas noites em claro que passamos trabalhando e estruturando o trabalho. É questão de lógica: tudo o que plantamos e regamos, colheremos. E nossos frutos serão lindos! Estamos educando crianças que sonham mais alto, que não tem medo de arriscar, que sabem o caminho de casa apesar das asas abertas para o mundo e tudo o que há de belo e novo. Estamos criando meninas que terão esse mesmo sangue empreendedor nas veias e meninos que respeitarão, apoiarão e se espelharão nas mulheres fortes que passarem por suas vidas, incluindo a mãe.
É... neste ano que se inicia, apesar de algumas chateações e não poder ver com clareza o futuro que me espera, só preciso fechar meus olhos com fé, pedindo forças para continuar, que logo os sonhos se materializam em minha mente. Eis o maior perigo do mundo: mulheres que sonham e lutam para conquistar.
Gostava de dormir, sempre acordei tarde. Dormia tarde demais. Ás vezes eram quatro da madruga e eu ainda em pé, vendo séries, batendo papo no extinto Orkut ou no MSN (lembra?) ou fazendo trabalho de faculdade. Sempre produzi melhor à noite.
Agora...
Ao me tornar mãe, pensei que não daria conta. Ganhei um livro enorme explicando tudo sobre o bebê até os 2 anos. As primeiras páginas explicavam doenças que poderiam afetar o bebê, ou seja, fiquei paranoica e logo percebi que minha habilidade de dormir tarde seria muito útil. Aprimorei e virei um zumbi humano. Bom, pela menos, estava acordada, não importa a base de quê, mesmo sendo a base do medo! rs!
SOBRE GOSTAR OU NÃO DE COZINHAR
fonte: arquivo pessoal
Antes... Diziam que eu cozinhava bem, mas quando fiquei 1 mês cuidando de uma priminha, ela pediu "pelo amor de Deus" para o pai dela não comprar macarrão, por que ela não aguentava mais comer aquilo, coitada. rs! Agora...
Apesar de gostar de cozinhar, fazer papinhas, não é lá um prato muito agradável para se fazer. Vai pouco tempero, requer pouca prática, até mesmo por que não temos mesmo, não leva óleo ou ingredientes muito elaborados e no final de tudo, ainda temos que amassar. Vira uma meleca, né? rs! Sem contar as vezes que fazemos tudo com todo carinho e o bebê cospe tudo, sem dó nem piedade de todo trabalho, tempo e empenho empregado. Resumindo, é um trabalho que exige uma certa criatividade na cozinha e muito jogo de cintura, coisa que eu não tinha sobrando. Tive que aprender. Samuel comia de tudo, não tive problemas com isso. Bernardo não gostava de verdura e papinhas amassadinhas. Queria comer era arroz com feijão. Luiza hoje come bem, mas introduzir a alimentação salgada foi um desafio. Ela só queria frutas e papinhas doces, mas salgadas, necas!!! Minha avó que sugeriu que eu desse abóbora com cenoura e pouco sal. Ela amou e aos poucos, fui introduzindo alimentos mais salgados e variados, porém sempre com a abóbora como base. E quando se tem 3 crianças que comem completamente diferente uma da outra? Ô minha gente... eu tenho que rebolar, viu? Haja criatividade!
SOBRE CONVÍVIO COM CRIANÇAS
Fonte:Arquivo pessoal
Antes... Era impaciente com crianças, nunca havia me passado pela cabeça ter uma em casa, só minha. Sempre cuidei dos meus primos e (sinto em dizer, "primaiada"...) era chato demais cuidar dos menores.
Agora... Não há um lugar no mundo que vá sozinha, sem meus filhos. Pode ser o supermercado, médico, mesmo sendo o ginecologista, até no banheiro... Estão sempre comigo! E sinceramente, faz parte da minha rotina, nem percebo mais. É claro, por ser meus filhos, eu conheço melhor, tenho autoridade sobre eles e sinto prazer em tê-los sempre comigo. Há aqueles dias que acordo querendo ficar sozinha, quietinha no meu canto, porém esse luxo não posso me dar! Ter filho é estar acompanhada 24 horas por dia!!!
SOBRE FICAR EM CASA
Fonte: Arquivo pessoal
Antes... Era "rueira", como dizemos por aqui, daquelas que adoravam ficar batendo perna por aí. Saia e voltava bem tarde, emendava um programa com o outro, sem nem avisar em casa. Minha mãe havia falecido e era mais ou menos cada um por si e Deus por todos!
Agora...
Novidade são os dias em que saio de casa. Se não fosse a janela, nem saberia o clima da cidade. Por muitos anos, só saia no final de semana, por causa das crianças. Isso quer dizer, que não botava o pé na rua até chegar sábado.
Sair com eles dá tanto trabalho. É tanta tralha para levar, você tem que pesar se vale a pena. Na maioria das vezes, eu achava que não valia. De uns tempos para cá, tenho dividido mais a tarefa de cuidar das crianças com o marido. Então, às vezes, saio sozinha, mas é raro. Com o blog, os eventos para ir estão aumentando, mas mesmo assim, é complicado. Não fico em paz enquanto não deixar tudo certinho para facilitar a tarefa para o marido. Dou banho nas crianças, alimento, deixo coisas pré-preparadas, um monte de instruções e ainda ligo para verificar. Sofrido, viu?
SOBRE OS ESTUDOS
Antes...
Tiravas notas ruins em qualquer matéria que envolvesse raciocínio lógico. Para mim, nada daquilo era lógico, apenas a minha lógica de nada fazer sentido e ponto. Não era falta de esforço, mas realmente aquilo não entrava na minha cabeça. Em compensação, Português, História, Geografia, Literatura, eram minha praia.
Agora...
Aplico a Física de forma prática na minha vida. Citarei um texto meu que você pode ler completo aqui.
"Quantas vezes nos pegando seguindo uma rotina às cegas, sem nem pensar se ela é tão necessária ou tão benéfica. Acontece que filho é o "X" dessas equações. Passamos a vida inteira procurando não o seu valor, que é inestimável mesmo, mas prever seus "passos", possíveis trajetória, sem sucesso, é claro. Cada dia um resultado diferente. Cada manhã um recomeço, se dermos a sorte de dormirmos! Para complicar a vida, há também aquela força externa que pode ser uma noite mal dormida - efeito zumbi -, dentição, "terríveis dois" - já escrevi sobre isso -, alguma mudança na rotina como um passeio ou entrada na escolinha, visitas, presentes, avós, irmãos que nascem, irmãos que vivem em outra casa, irmãos que vivem junto, seu humor, humor do pai, babá atrevida que ensina o que não foi instruída a fazer, seu trabalho, trabalho do marido, pitaco "dasamiga", pitaco da sogra, pitaco de qualquer um, enfim, tudo que tire a normalidade da rotina da família, mudanças necessárias ou que fazem parte do cotidiano, mas que mesmo assim, trazem um certo estresse. Essas forças externas, quando chegam e sempre chegam, caso não estejamos preparadas, ressabiadas, cabreiras e bastante espertas para perceber, somos levadas como por uma onda. Se deixarmos, podemos acabar jogadas nas pedras, metaforicamente falando.Na prática, tomamos aquelas atitudes que não fazem parte da nossa personalidade, não retratam quem somos."
SOBRE LIBERDADE
Antes...
Desenho do Samuel
Achava que todos tínhamos que pensar igual. Para isso, era determinada na minha tarefa de persuadir, convencer à todos a mudarem de opinião, a pensarem como eu pensava.
Depois...
À medida que embarcava e me aprofundava na maternidade, apesar do senso crítico ficar mais aguçado e ficar mais seleta em relação às amizades e quem realmente merecia a minha atenção, desenvolvi de forma mais abrangente a empatia, que é a capacidade de se colocar no lugar do outro. Ao me deparar com qualquer situação de conflito ou a ser discutida, passei a me colocar no lugar do outro, mesmo quem parecia ser o vilão da história, afinal, ninguém é totalmente bom ou em sua totalidade mau. Sinto que me tornei uma pessoa melhor, mais humana.
MINHA PERSONALIDADE
Bernardo em sua rotineira pirraça
Antes...
Mimada, queria tudo do meu jeito. Acho que fui uma criança difícil, viu? rs!
Agora...
Pago minha língua e com gosto! Luiza é cri cri, mandona, atrevida. Perguntei para uma tia de onde essa menina tirou essa personalidade, se havia alguém na família que se assemelhasse:
- Você! - Foi a resposta - Você era atrevida e cri cri desse jeito, parece até que estou vendo você pequenininha. - Não acredito! Eu era mesmo assim? - Era!
Ri. O que mais eu poderia fazer? Pelo menos sei mais ou menos o rumo da personalidade dela. Da mesma forma que identificam característica da minha mãe em mim, creio que no futuro enxergarei ainda mais do que já enxergo hoje, um pouco do que sou na Luiza.
Fui agraciada com três filhos de personalidades tão diferentes. Aprendi na marra como lidar com cada um deles, com suas manias e birras. A impressão que tenho é que sou expert no assunto, talvez não... rs!
BELEZA
Antes...
Vaidosa ao extremo, criticava ou olhava torto para qualquer mulher que eu via sem salto e maquiagem, como se fossem desleixadas.
- Como uma mulher pode se largar tanto de lado? Como tem coragem de dizer que não tem tempo? Todo mundo tem tempo de pelo menos passar um batom! - Pensava.
Agora...
Me identifico com mamães que narram o seu dia como cansativo e definem sua rotina com "não deu tempo de comer, o que dirá tomar um bom banho!?"
Realmente, só sendo mãe para entender essa vida de cuidar do outro antes de você mesma, de abrir mão de sua vaidade para manter um serzinho tão dependente bem cuidado, alimentado, seguro. Questão de prioridade. Com o tempo, vamos adequando nossa vida à de nossos filhos, abrindo espaço, criando uma rotina mais flexível que nos favoreça também. Aí sim, sobra um tempinho para nos cuidar, nos alimentar direitinho, tomar um bom banho. Devagarinho vamos retomando nosso lado mulher e logo, nem lembramos o quanto foi custoso chegar até ali.
SOBRE O SILÊNCIO QUE TANTO AMO
Antes...
Fonte: Arquivo Pessoal
Gostava de viajar sozinha. Me hospedar em quartos grandes e silenciosos para pensar, dormir até tarde, passar um tempo comigo mesma.
Ficava horas em silêncio, só por prazer de ficar incomunicável. Certa vez, um ex namorado ao me conhecer, confessou que me via todos os dias no ônibus, sempre sozinha e calada, respondendo a todos por movimento de cabeça e pensou que eu era surda-muda. rs! Acredite se puder!
Um dos momentos mais legais da minha vida, foi ir a um retiro e ter que ficar sem conversar, sem bater papo por 3 dias. Isso mesmo! 3 dias sem uma boa conversa e olha que haviam outras mulheres maravilhosas por lá. Eu e mais cinco garotas compartilhávamos o mesmo quarto, mesmo assim, não trocávamos uma palavra. No início foi bem complicado, mas logo me acostumei. Era natural para mim. Quando retornei, tive dificuldades em conversar com outras pessoas futilidades, como sempre fiz. Passei a apreciar ainda mais o silêncio, o meu silêncio.
Agora...
Interessante e irônico uma pessoa que goste tanto do silêncio planejar três filhos com uma diferença de idade tão pequena entre eles. Silêncio aqui em casa, só depois das 22h quando finalmente, todos estão na cama, incluindo os cachorros. E é nessa hora que eu escrevo, leio, vejo filmes, fico sozinha pensando, enquanto ouço uma boa música. No dia seguinte, é claro, sou a exaustão em pessoa, mas vale a pena. Prefiro assim. Caso contrário, enlouqueço. Preciso desses minutos à sós comigo mesma.
Para quem gostava tanto de viajar e sair sozinha, estar sempre acompanha, às vezes é desesperador! Sim, desesperador. Há momentos que não queremos companhia, no banheiro, por exemplo. rs!
São planos para o futuro retomar velhos hábitos que me faziam tão bem, como viajar sozinha, digo sem filhos, já que o maridão sempre está por perto! Por enquanto, me contento com as madrugadas em claro...
COMER!!!
Antes...
Adorava comer lentamente, para sentir o gosto da comida com calma e comer bem quente.
Agora...
Para comer bem e com calma, tenho que alimentar as crianças, colocá-las para brincar, assistir um filme ou tirar uma soneca e só depois posso me sentar à mesa e comer tranquilamente. Complicado, viu?
PAIXÃO PELO FUTEBOL
Fonte: Arquivo pessoal
Antes...
Sempre gostei de futebol, nunca com um time do coração. Sei cantar um pouco de cada hino dos principais clubes brasileiros, já vesti camisa do Atletico/MG, já assisti jogos do Cruzeiro e, confesso, já torci para o Kaká...ops, para o São Paulo, coisa de adolescente.
Agora...
Mas desde que conheci o Mauricio, passei a torcer pelo Fluminense carioca. No início foi para acompanhar o marido, mostrar interesse por suas paixões, mas logo passei a gostar de ir aos estádios, cantar as músicas e hino. Quando o Samuel nasceu, logo com 59 dias, ele foi ao estádio assistir ao jogo do Flu. Não, não sou uma mãe irresponsável. Foi um jogo tranquilo que não representou perigo nenhum, afinal, que espécie de mãe você acha que sou? Por favor não responda! rs!
Ele cresceu e junto com os centímetros acrescentados à sua estatura, uma paixão louca pelo time também fez parte do seu crescimento. Hoje eu continuo torcendo pelo Fluminense, porém a coisa fica séria quando se trata da paixão do Samuel pelo time. Ele fica triste quando perde, comemora tanto as vitórias. Faz parte de nossas vidas ir ver o Flu jogar e um vínculo muito bonito com o pai. Ás vezes, deixo que façam "programa de pai e filho", reservo esse espaço para o Mauricio, para que convivam e apreciem a companhia um do outro. Tenho certeza da boa semente que estou plantando e gerará bons frutos.
VIDA PROFISSIONAL
Antes...
O trabalho era tudo o que mais amava. Acordar cedo, me vestir, colocar meu salto agulha e sair maquiada para matar o meu leão diário era maravilhoso. Adorava!!
Agora...
Larguei tudo!! Tudinho por meus filhos. Se me arrependo? Não! Mas às vezes me bate um vazio, uma sensação de inutilidade. Até eu perceber o quanto meus filhos são bem cuidados, o quanto a minha dedicação não será em vão. Valerá à pena, eu sei. Gostaria de compartilhar outro trecho que escrevi exatamente sobre essa sensação de inutilidade de se ficar em casa.
"Ficar em casa, não me deixou burra, inútil ou foi uma escolha fácil. Adorava trabalhar, estudar. Eu simplesmente pude escolher e tenho que colher os frutos da minha escolha, por exemplo, ver minhas amigas crescendo na vida profissional, enquanto estou aqui colocando criança para dormir, trocando fraldas, cuidando dos meus filhos. Eu escolhi desacelerar as coisas por um tempo, mas não parei a minha vida, coloquei um post-it no trecho que dizia "vida social e profissional". Logo eu volto ao ponto que marquei e retomo tudo de onde parou. Continuo aqui sonhando em estudar mais, trabalhar fora, crescer profissionalmente, só fico na expectativa para que esse dia chegue, na certeza que fiz o meu trabalho como mãe e logo farei o melhor que puder na vida profissional."
A maternidade me transformou completamente! Não há nem comparação. Não perco mais meu tempo com rixas inúteis, nem com discussões que não levarão a nada. Sinceramente, há coisas mais importantes para eu fazer e é onde concentrarei minhas forças.
O interessante é que eu fazia tanto antes dos meus filhos, me sentindo a garota mais linda, inteligente e esperta do mundo. Mal sabia dos desafios que estavam por vir! A maternidade aprimora o que há de bom em cada mulher, trabalha nossas imperfeições e temos que vencê-las diariamente.
E com você? O que mudou na vida? O que aperfeiçoou? O que está sendo custoso?
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