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Férias no Museu dos Brinquedos 2016


Fonte: Museu dos Brinquedos
 Em 2016, o Museu dos Brinquedos embarcou na onda esportiva já nas férias de janeiro.

A programação especial irá mesclar esporte, jogos, brincadeiras, artes e muita diversão. Para tanto, o Museu fez uma parceria com a Academia de Ginástica Cross Fit Cipó - especializada em condicionamento físico através de exercícios funcionais - que irá transformar o pátio em um espaço de desafios corporais que possibilitará às crianças experimentarem o corpo, explorarem suas possibilidades de movimentos e, principalmente, vivenciarem seu potencial de comunicação e expressão no coletivo.

O esporte, além de desenvolver nossas habilidades motoras, possui um grande potencial de trabalhar a autoestima, confiança, raciocínio e ainda socializar pessoas das mais diferentes idades, classes, religiões, gêneros, entre tantas outras diferenças presentes na sociedade.

Oficinas esportivas e lúdicas com Academia Cross Fit Cipó
Data: de 05 a 30 de janeiro – segunda a sábado
Horário: de 11h às 12h e de 15h às 17h
Atividades: Circuito de desafios motores com corda, argolas, túneis, labirintos, rolamentos, corrida de obstáculos e brincadeiras desafiadoras coletivas.

Brinquedos no pátio, cantinho da leitura, exposição de brinquedos
Horário: de 10h às 17h
Data: de 05 a 30 de janeiro – segunda a sábado
Atividades: Ainda no pátio, a garotada poderá usufruir de brinquedos como pião, bilboquê, elástico, telefone de lata, dama, ludo, dominó, corda, perna de pau e de lata, futebol de prego, além do cantinho do faz de conta com fantasias e adereços.
Oficinas artísticas e manuais
Horário: 10h30, às 11h30, 14h30, 15h30 e 16h30

Datas:
• Dias 11, 18 e 25 - Segunda-feira: bumerangue
• Dias 05, 12, 19 e 26 - Terça-feira: gol a gol artesanal
• Dias 06, 13, 20, 27 - Quarta-feira: tocha olímpica e medalha
• Dias 07, 14, 21 e 28 - Quinta-feira: ping pong de balão
• Dias 08, 15, 22 e 29 - Sexta-feira: jamball reciclado
• Dias 09, 16, 23 e 30 - Sábado: peteca e pé de lata
Mais informações pelo site do Museu dos Brinquedos ou pelo telefone (31) 3261-3992.


Fonte: Museu dos Brinquedos
 O Museu dos Brinquedos vai participar da 5ª edição do Festival Diversão e Arte Verão de Ouro Preto. Com a exposição A Fascinante História dos Brinquedos, que mostra a evolução dos brinquedos e sua importância em nossa sociedade, promovendo um resgate de memórias que vai agradar as crianças e fazer os adultos viajarem no tempo. A exposição será aberta no dia 8 de janeiro, no Museu Casa dos Contos, em Ouro Preto, e pode ser vista até o dia 17.

Serão ministradas, ainda, seis oficinas para as crianças durante todo o Festival Diversão Arte Verão. São elas: Oficina do Bonequinho Doce, Oficina de boneco de jornal, Oficina de bichinho com cabacinha, Oficina de Geleca, Oficina de Boneco com colher de pau, Oficina de Boizinho de bucha vegetal, todas voltadas à temática do resgate das brincadeiras tradicionais. As oficinas serão oferecidas gratuitamente.

Confira abaixo a programação

Programação - Festival Diversão Arte Verão
Ouro Preto - 08 a 17/01/2016

8/01 - sexta-feira
Das 14h às 17h - Brincando na Rua com a Nana
E pensar que as brincadeiras de antigamente nunca mais seriam vistas!! No Brincando na Rua com a Nana, as crianças têm a oportunidade de reviver as brincadeiras tão esquecidas, da infância de seus pais. Através de brincadeiras animadas, misturadas com músicas, Nana convida as crianças a se divertirem com muita interatividade e brindes!! Campeonatos de bambolê, corridas de saco, corridas com ovo na colher e muitas outras brincadeiras irão divertir a todos.
Local: Praça do Padre Faria

19h - Abertura do Festival e da Exposição “A Fascinante História dos Brinquedos” - Museu dos Brinquedos de Belo Horizonte
19h30 - Apresentação com Nana e a Macaca Lica
20h - Lançamento do TukTour
20h30 - Encerramento com apresentação do Grupo de Pastorinhas do Padre Faria
Local: Salão Principal da Casa dos Contos

De 9 a 17/01

Exposição “A Fascinante História dos Brinquedos”
Visitação: às segundas-feiras, das 14h às 18h; de terça a domingo, das 10h às 17h
Local: Salão Principal da Casa dos Contos

9 e 10/01 - sábado e domingo - das 14h às 17h
• 14h - Oficina do Bonequinho Doce: Primeiro vamos ouvir a bonita história do Bonequinho Doce, um clássico da nossa literatura, escrito por Alaíde Lisboa. Em seguida, vamos aprender a fazer uma massinha caseira e construir nosso próprio bonequinho.
• 15h - Oficina de boneco de jornal: até os adultos vão querer transformar jornal em bonecos com roupa, cabelo e rostinhos.
• 16h - Oficina de bichinho com cabacinha: as crianças irão sair puxando seu bichinho feito de cabaça.
Local: Sala Direita - Museu Casa dos Contos

De 12 a 14/01 - de terça a quinta-feira
Das 14h às 16h - “Animando - Mostra de Curtas de Animação”
Evento em parceria com a Casa da Animação de Sabará/MG
Confira a relação dos filmes em nosso blog.
Local: Cine Vila Rica

16 e 17/01 - sábado e domingo - das 14h às 17h
• 14h - Oficina de geleca: quem imagina que podemos fazer nossa própria geleca usando cola e água boricada...
• 15h - Oficina de boneco com colher de pau: um bonequinho com roupa e adereços vai ganhar vida em uma colher de pau.
• 16h - Oficina de boizinho de bucha vegetal: quem imagina que uma bucha velha pode virar um boizinho?
Local: Sala Direita - Museu Casa dos Contos

17/01 - domingo
Das 09h às 12h - “Se Essa Rua Fosse Minha”
Evento em parceria com o Museu dos Brinquedos de BH
A atividade visa transformar a rua em um espaço público dedicado ao lazer, à cultura e ao encontro entre famílias, onde as crianças possam brincar com total segurança junto de seus pais.
Local: Largo Marília de Dirceu

Fonte: Página e Site do Museu.

O dom de acolher

Fonte: maedoano.com.br
Grades nas janelas, proteção nas quinas e portas, proibido brincar perto do fogão, peças pequenas dos brinquedos escondidas para não serem engolidas, nada de correr com lápis de cor na mão ou qualquer outro objeto pontiagudo, ausência de tapetes que deslizam e causam quedas, cuidado com a TV grande que pode cair em cima do bebê caso ele tenha a brilhante ideia de subir na estante, copos e potes de vidro na prateleira mais alta e tantas outras soluções que tomamos diariamente para manter as crianças seguras.

É automático! Em todo lugar que chegamos, passamos o nosso raio-x em tudo, como um scanner e por um milésimo de segundo pensamos com a cabecinha deles, imaginando onde dá para subir, o que pode ser colocado na boca, os perigos do ambiente que adentramos. Um alarme soa em nossa cabeça, coisa que deve vir de fábrica com a maternidade, e eliminamos todo e qualquer risco aos nossos filhos. Porém eu me pergunto:

- E os seus braços? Estão sempre abertos para proteger?
- É claro! - Deve ser sua resposta imediata, sem nem pensar duas vezes.

Porém, não estou dizendo hipoteticamente. Quero falar em termos práticos. Só quem tem filho sapeca em casa para entender! Eles inventam mil novas maneiras de desafiar o scanner que fazemos do ambiente, mesmo daquele que já conhecemos bem, como o de nossa casa. Quando menos esperamos lá está uma criança estirada ao chão, chorando, pedindo por socorro.

Bernardo é assim. Inventa novas armadilhas para se machucar todos os dias. Já cismou de fazer um carrinho daqueles maiores de skate ou outros dois carrinho de patins. O que deu? Tombo, ué! E dos feios, daqueles de deixar um galo de todo tamanho na nunca! Já pulou tão alto na cama que aterrizou no chão, outro tombo. Já subiu na estante e caiu lá do alto. Foi pegar uma bola e fuçar nos livros. Torceu o pé e ficou um tempinho sem andar direito. Também já pulou embaixo do chuveiro e escorregou. E andou sem olhar para onde ia, bateu a testa bem na parede, sem dó nem piedade. E em todas essas horas, só me vem à mente uma pergunta:

- Por quê??? Por quê, Bernardo?

Minha vontade nessas horas é dar uma bronca, afinal, não é possível que ele vá repetir o feito. Impossível? Que nada! Lá vai ele todo serelepe arranjar novos "desafios" e mais dor de cabeça, não dele, minha. Volta um tempo depois com mais algum "dodói", às vezes até dá trégua de alguns dias, mas sempre paramos na mesma cena: mamãe desesperada, tentando segurar o choro e o nervosismo para acalmar a criança. Afinal, para quê dar bronca? A "punição" o resultado da sua estripulia já está ali, doendo. Nessas horas, nosso colo tem que ser o ninho onde ele irá se esconder, nossos braços, o refúgio na hora do medo e da dor. Penso não apenas na infância, mas na vida adulta, na adolescência. Que meus filhos entendam que mesmo quando fazem algo errado o meus braços sempre estarão abertos para acolher, acalmar e quando só imperar o silêncio, aí sim, vem a bronca, o conselho, as dicas, o desejo para que tudo melhore. Que eles não tenham medo, mas confiem que em mim está a segurança e verdades que necessitam ser ditas da vida, tudo com muito carinho e amor, coisa que só encontrarão nos pais ou equivalente, como avós, tias e madrinhas.

Quantas vezes estivemos em apuros e precisamos de um abraços amigo? Daqueles que não julgam, não apontam o dedo, não nos use como exemplo de nada, dê pitaco ou conselhos furados no furor da raiva de "ter que ajudar"? Inúmeras vezes estive nesta situação e depois da morte da minha mãe, é o que mais sinto falta. Se pessoas crescidas e teoricamente tão certas das decisões que tomam às vezes precisam deste colo, como julgar uma criança? Como não dar este colo, este chamego? Em quem mais eles confiarão? Onde procurarão abrigo?

Então, se seu filho te presenteou com mais uma arte daquelas de arrepiar os pelinhos da nuca, ao invés de brigar, dar chilique, apontar defeitos, falar baboseiras, torcer contra ou soltar um sonoro "bem feito", que tal dar colo? Cuidar? Ele confia em você por um motivo: é a mãe dele. Então exerça este papel com amor. Existe amor maior que acolher o filhote no ninho?

Acho que não!

MARCELO JENECI - FELICIDADE

7 dicas para conviver com crianças de 1 a 3 anos

Fonte: enciclopediadobebe.com.br
Um vídeo muito engraçado do Story of This Life tem feito sucesso, mostrando a rotina, coisinhas simples que só que tem uma crianças de 1 à 3 anos para entender. No vídeo, essas crianças são chamados de toddler, termo usado para classificar aquelas que não são mais tão bebês, nem crescidos o bastante para serem independentes . Estão naquela fase complicado de aprendizado, de descobrir o mundo, os sons, texturas, o limite da paciência dos pais. E é aí que entram essas preciosas dicas de sobrevivência.

Luiza está exatamente nesta fase. Ao mesmo tempo que é uma fofura vê-la crescendo e se desenvolvendo, dá um certo desespero. Cada dia uma novidade de travessura... E dá-lhe criatividade! Nossa para nos safar da bagunça e dela em aprontar todo dia uma coisa diferente.

O video lista 7 regrinhas para conviver melhor com os bebês...ops!... com essas crianças! rs!

1. A canetinha não é feita só para o papel.
2.  Se você não sabe o som de algum animal, invente.
3. Se um bebê te estender um telefone, atenda.
4. Fique atenta ao que diz, eles com certeza repetirão.
5. Em algum momento, eles sempre farão de você um mentiroso.
6. Se eles odeiam a comida um dia, também odiarão o dia seguinte.
7. Se estão quietos, provavelmente estão fazendo alguma travessura.



Fonte: Catraquinha

Sobre o silêncio que nunca mais teremos

Sou mineira. Sou tímida, digo, na minha essência, apesar de trabalhar essa deficiência desde cedo e conseguir afastá-la quando preciso falar em público. Não gosto de falar da vida do povo, não gosto de falar sobre mim. Bom, na verdade, eu até que gosto, mas evito. Resumindo, me esforço para ser antipática. Mentira!! Sou até legalzinha. rs! Porém, tudo isso, todas essas características, me tornaram uma amante do silêncio, da calma. 

Quando era criança amava entrar em lugares apertados e silenciosos e ficava ouvindo aquele zumbido do silêncio. O zumbido do silêncio é o que há de melhor!!! Nos dias quentes, deitava embaixo da cama e brincava de esconde-esconde sem que ninguém soubesse que estávamos brincando. Na adolescência ficava no meu quarto quietinha lendo, ouvindo música. Não, não tínhamos computador, como no quarto da maioria dos adolescentes de hoje. Era só a cama e o armário mesmo! Mas amava! Era o meu cantinho. Quando entrei na faculdade, ainda no primeiro período, descobri que nem todas as salas do prédio eram usadas, algumas ficavam completamente vazias. Ia para lá, pensar no escuro. Ás vezes, para estudar, outras para ouvir música. Não é que eu goste de ficar sozinha o tempo todo, queira me isolar do mundo ou que eu seja anti-social. Pelo contrário, sou bastante comunicativa e adoro um "fuzuê". No entanto, sempre senti falta de estar comigo mesma, sozinha. Excelente companhia, não é mesmo? rs! Pensar calmamente, colocar as ideias em ordem. Algumas vezes, quando tinha a oportunidade de entrar em uma piscina, mergulhava, sentava no fundo, fechava os olhos e ficava quieta segurando a respiração o máximo que conseguisse. O silêncio do meu mundo sempre me agradou, me acalmou.

Obviamente, depois de me tornar mãe, esse pequeno prazer, foi por água abaixo. Com o Samuel ainda dava para ficar um pouco a sós comigo mesma. Ô bebê quietinho! Dormia que era uma beleza!! Mas Bernardo veio para compensar, sabe? Agitado, apesar de dormir bem, quando acordava, (e ainda é assim) era como um furacão. Enquanto eram bebês, a coisa era mais tranquila, a rotina mais fácil de levar. Porém, eles cresceram. São meninos, saudáveis, graças a Deus, e por isso, estão na fase da bagunça, da confusão, da correria. Confesso, estou enlouquecendo. Minha casa nunca está silenciosa. Nunca! Eles brincam de corrida no meio da cozinha, de lutinha no sofá, de pular em cima da minha cama. de cachorrinho no chão da sala, com direito a latidos e tudo, de cabaninha, de dançar as músicas do Palavra Cantada, fingindo serem percussionistas com meus potes plásticos e colheres para batucar. 

E eu, ficava boa parte do tempo, gritando pedindo silêncio. Que coisa contraditória! Eles deveriam pensar que sou louca. 

- Grita mais baixo, gente... - Eu dizia aos berros! rs!

Neste fim de semana fui para a casa da minha avó passar o feriado. E lá, percebi que a gritaria não fazia parte de um plano maléfico de me enlouquecer ainda mais. Não era por maldade ou por vingança porque não os havia deixado comer algum doce ou jogar video-game, coisa que odeio ver criança fazendo. Não, não era isso! Eles são crianças e querem brincar e a gritaria faz parte da brincadeira, da diversão. Como brincar de fantasmas, se não dá para gritar de susto?? Sim, eles brincam disso também. Samuel coloca um lençol e Bernardo fica correndo pela casa, gritando, fingindo estar com medo.

- Que gracinha vê-los brincando, assim tão bonzinhos. - Minha Vó dizia.

- Você deve estar louca de achar isso "gracinha". - Eu pensava. 

Mas ao me lembrar da minha infância (por que sempre nos esquecemos que já fomos crianças, hein?), constatei o quanto devo ter enlouquecido minha mãe, meus tios e tias. Apesar de hoje gostar do meu silêncio, lembro-me das farras com os meus primos, dos porta-retratos quebrados brincando de gato-mia, da bagunça, gritaria e correria no quintal brincando de karaokê com água e quem errava ou cantava mal levava uma ducha de água fria. Lembrei das cabaninhas que tomavam conta da sala toda e tínhamos que juntar às pressas com o aproximar da hora que minha mãe chegava do trabalho e às vezes, não dava tempo. Pois bem. Fui criança e com muito orgulho, com muita saudade. 

Não dá para tirar isso dos meus filhos. Que eles brinquem, gritem, façam a farra que tiver que fazer, que se sujem sem se preocupar com a limpeza da roupa, que as gargalhadas sejam sempre altas e espontâneas. É o que de melhor desejo para os meus filhos. 

E vocês? Quantas vezes, você tentou ensinar seu filho a brincar? Logo nós, que esquecemos como é ser criança num estalar de dedos! Vamos fazer diferente? Bora aprender a ser feliz sem reservas com nossos filhos? E que tal entrar na farra também? Entrar na bagunça? Brincar junto? Haaa...essa fase eu não quero perder por nada nesta vida. Logo eles estarão pedindo o primeiro celular para atrofiar o polegar com o WhatsApp... Pense nisso.

=)

PALAVRA CANTADA - CRIANÇA NÃO TRABALHA

"Você é perfeita como é, filha!"

Fonte: Arquivo pessoal
"Oi, minha flor!" - é o que digo toda vez que acordo e vou ao berço da minha Luiza. O interessante é que, na minha cabeça, a vejo realmente como uma flor, linda. Não é modo de falar, não é um elogio. Eu realmente acho minha filha linda como uma flor.

Vi, recentemente uma foto de uma garotinha, com o cabelo alisado. Algumas mulheres foram em defesa da mãe, dizendo que só alguém com o cabelo "daquele jeito" entenderia os apertos que passam na hora de se arrumar. Outras foram em defesa do cabelo anelado, dizendo que era bonito, que deveriam deixar daquela maneira. Apesar de não gostar de levantar bandeiras, achei que alguém deveria entrar em defesa da garotinha. Sim, ela estava sendo discutida, sem nem mesmo ser defendida. Eu disse que não tinha nada a ver com a vida da mãe, nem da filha que era dela, só dela. Porém com tantos exemplos de mulheres bonitas com o cabelo crespo, por que não incentivar o natural? Fazer a criança escrava da chapinha desde cedo seria uma grande maldade. Mostrar para a garotinha que ela era linda exatamente do jeito que é, faria um bem enorme para a autoestima, principalmente à medida que for crescendo e se preocupando mais com o opinião dos outros.

Já pararam para pensar quantas vezes fazemos isso com nossas filhas, querendo que se enquadrem em padrões impostos por "sei lá quem"? Meninas de 5, 6 anos que querem brincar, pular, correr, mas não podem por que estão vestidas com mini saia jeans e salto. Não podem ficar suadas, por que não é coisa me menina! Brincar com terra, de futebol, com os garotos? Nem pensar!
"Parece um machinho" - Dizem, ou ainda "é uma maria-homem". Acima de tudo, minha gente, elas são crianças!! Não deveriam estar se preocupando com maquiagem, salto, roupas justas, impressionar as pessoas ou os garotos. Deveriam se preocupar em brincar!

E claro que eu quero minha Luiza linda e bem vestida! Mas com roupa de criança e sendo ela mesma. Hoje eu escolho a roupa que ela veste, mas logo não será mais possível. Criança cresce, desenvolve a própria personalidade e estilo. Não dá para mudá-los, sem feri-los ou nem mesmo assim em alguns casos. Eles são o que são! Não devem ser miniatura de nós mesmos e sim, tomar o próprio rumo.

Cresci com os meus primos. Meu irmão era (continua sendo....rs!) sete anos mais novo do que eu. Meus primos tinham a idade mais próxima à minha, por isso brincava mais com eles.

Havia uma priminha que tinha um estilo, mais... digamos... singular. Andava para todo canto de short's, camiseta e tênis. Eu, como sempre, embonecada, por que eu sou assim, uma boneca, sabe?? (rsrs!) Porém ela cresceu ouvindo que deveria ser delicada, feminina como eu era. Falavam tanto na cabeça da menina! Ainda bem que a personalidade dela é muito mais forte que a insistência do povo! E do meu lado, eu ouvia que deveria ser mais despojada, como ela. Um horror! Crescemos, cada uma no seu estilo, somos amigas e hoje não nos vemos como diferentes ou esquisitas, mas únicas. Não somos todas? Cada uma com sua particularidade, suas manias, o jeitinho que nos diferencia das demais... Para quê enquadrar as mulheres em padrões, a maioria, inatingíveis? E quantas garotas estão por aí se sentindo péssimas por não serem magras como as modelos de revista, por não terem o cabelo liso ou olhos claros? Quantas estão aí com medo de, nesse verão, vestir um biquíni por terem o corpo com mais curvas que das amigas? Meninaaaa.... Você é linda! Se sua mãe não te disse isso, se seu pai não te criou como a princesa que é, eu te digo. Não há nada de errado em você! Você é unicamente linda!

Penso sempre nisso!
Minha filha é linda, única e não posso, não quero, não devo (Senhor, me ajuda... rs!) impor nenhuma expectativa que talvez eu tenha.

Voltando ao caso da mãe da menininha cheia de cachos, ela também pensa assim, eu sei. Depois de um tempo ela postou em seu facebook uma foto mostrando que a criança só estava fazendo um tratamento para ressaltar os cachos. Portanto, nunca acredite em tudo o que você vê por aí e não saia criticando ou falando pelos cotovelos sem saber ao certo do que se trata.

Fonte: Facebook
Veja só que lindeza essa fofura com todos esses cachos!!! Caso você tenha uma princesa dessas em casa com cachos lindos, há um blog muito bacana, o Cacheia!, que mostra formas de cuidar bem dos cachinhos e estimula as mulheres a assumirem o cabelo natural. Acho lindo!! Amo mesmo é o slogan do blog: "Tá cheia? Então cacheia!" =)

E que tal, deixarmos nossas filhas serem elas mesmas? Lindamente, unicamente, elas!! Fazê-las mulheres que acreditam na sua beleza real, que não precisam se preocupar com o que os outros pensam, que se acham lindas independente da cor e forma do cabelo, da cor da pele, dos olhos...

Demoramos muito tempo para não nos preocupar mais com a opinião dos outros. Eu, por exemplo, demorei 28 anos! Quem sabe, se trabalhássemos mais esse assunto com nossos filhos desde cedo, eles demorariam menos para perceber isso? Minha filha confia no que eu digo, Agora mesmo ela subiu no sofá, alcançou a janela que é gradiada, porém mesmo assim, ela ficou com medo, presa, sem ter como descer. Eu só estendi a mão e me emocionei no quanto ela confia em mim. Ela pulou!!! Pulou no sofá, da altura que ela estava, sem medo nenhum, gargalhando. Sendo assim, passarei muitos dias ainda da minha vida, na verdade, toda ela, dizendo o quanto é linda, cantando para fazê-la dormir, acalmando o seu coraçãozinho com as batidas do meu, oferecendo o meu colo e todo o meu amor. Amor de mãe é assim, né? Sem cobranças, sem pedidos. A gente ama. E creio que está no pacote, não pedir que eles sejam quem não são.


INSPIRAÇÃO DE HOJE: TIAGO IORC - DIA ESPECIAL



Quando Luiza tem dificuldade de dormir, canto essa música! =)

Boa noite!

Dentinhos começando a cair...

Esse mês foi tão corrido, tão caótico que eu mal pude parar para observar as mudanças que estavam acontecendo por aqui.

Sou aquele tipo de mãe que ao ver os filhos dormir fica imaginando como eles serão daqui 5, 10 anos. Observo cada detalhe, cada curvinha do rostinho, tentando descobrir como serão, que caminho escolherão, se irão parecer mais comigo ou com o pai, como será o tom da voz e o jeitinho de conversar... E em um desses devaneios, há algum tempo atrás, quando o Samuel ainda era um bebê, eu imaginei como ele ficaria sem os dentinhos de leite. Lembro-me de ter comentado com o Mauricio de como ele ficaria lindo com aquela "janelinha". Rs!

E não é que poucos dias antes da festa, Samuel veio todo saltitante:
- Mamãããe!! O meu dente vai cair!!
Logo pensei que era acidente doméstico. Alguma briga entre irmãos que gerou um dente quebrado. Saí como uma louca correndo pela casa e quase trombo com ele no corredor exultante de alegria, com a mãozinha na boca, mostrando o dente já mole.

Como ele conhece crianças que já perderam os dentinhos, ficou muito mais calmo e agiu com naturalidade. Porém, no dia que ele viu o Luan, primo dele, sem o dentinho pela primeira vez, ficou horrorizado achando que era algo ruim. Veio me perguntar o que era "aquilo", cheio de dó do "machucado" do priminho. Expliquei que era assim mesmo, que os dentinhos de leite, que são pequenininhos, têm que sair para dar lugar aos maiores, de gente grande.

- E vai cair o meu também? - Ele perguntou.
- Claro, ué. De todo mundo cai. Aconteceu comigo também. - Respondi.
- Mas vai doer comer sem o dente, mamãe!
- Mas logo nasce outro, filho. Aí tudo volta ao normal!!

Agora ele está aqui, se divertindo mexendo com o dentinho que já está quase, quase caindo...
Uma fofura só!

Tanto tempo sonhando com momentos assim, agora torço para que o tempo passe mais lentamente!!

Ai, meu Deus... O meu menino está crescendo!!!!!!!!!!!
Que dor no coração!! rs! 




Sobre o benefício dos joelhos ralados

Em minhas pesquisas para fazer uma festinha de aniversário para o Samuel (sim, vamos fazer e depois eu conto tuuudo!!), vi uma reportagem sugerindo um cardápio muito bacana, com comidinhas mais caseiras, a decoração simples e colorida beneficiando mais o clima de alegria do que aquela parafernália que vemos em algumas festinhas por aí. Adorei tudo, tudo... Porém, vendo as fotos com mais cuidado, me deparo com uma que me chamou a atenção: Crianças enfileiradas  cada uma com um bolinho e uma vela para soprar e a legenda dizendo que cada um tinha o próprio bolo por que todos amam soprar velinhas. Tudo certo. Mas fiquei pensando: Mas era o aniversário de 1!! E aquele um, queria o dia especial para ele. Só para ele... Caso contrário não haveria diferença entre ir a uma festinha qualquer e a dele. Pensei também no que estamos ensinando para nossas crianças...
Será que é saudável, digo emocionalmente falando, ensinar que tudo tem que ser igualzinho ao do amiguinho, quando o que mais vemos na vida são diferenças? Que tudo na vida há de ser como a criança quer, para não contrariar, afinal, todos amamos as coisas sendo feitas para nos agradar...? Será que é normal isso? 

Vi uma psicóloga contando que não se educa adolescentes. Se quisermos que nossos filhos aprendam alguma coisa, a hora certa é na infância. Nada de "não contrariar" por que é pequenininho. Temos que ensinar o caminho doa a quem doer e normalmente, dói muito mais na gente discipliná-los, eu sei.

Analisando a situação como um todo, será que estamos criando crianças mimadas demais? Vejo pais loucos atrás dos filhos em parquinhos e praças para que não se machuquem e com isso é normal ouvirmos frases como "desça daí que você vai cair", "não corre", "não pula", "não brinque assim, brinque 'assado'!". Gente, são crianças!! Elas tem que pular, correr, subir e descer, brincar da forma que acharem interessante e legal. Estamos querendo ensinar as crianças a serem crianças!! Como se soubéssemos exatamente o que fazer!! rs! É lógico que em tudo há limite! Não queremos ver crianças por aí machucadas, fazendo bobagem ou brincadeiras que prejudiquem os outros ou si mesmas, mas não vejo mal em alguns joelhinhos ralados!! 

Na casa da Vó tem balanço, brincadeira com
 terra, bagunça e muita diversão!!! 

Quando meus filhos vão para a casa da minha Avó, que eles já adotaram como deles mesmo... Eles brincam, pulam, às vezes se machucam correndo atras de bola ou subindo onde não deveriam. Claro, que eu protejo, cuido para que não se machuquem, mas percebo que todos os marcos de desenvolvimento dos meus filhos tiveram o início lá, naquele quintal, correndo, brincando com terra até a única parte limpa ser o branco dos olhos!! Foi brincando naquele quintal que meus filhos descobriram de onde vem as frutas e verduras, os insetos que machucam, as galinhas botando ovo que vira bolinho de chuva feito com todo carinho pela Vó. Dentro daquela casa, Luiza e Bernardo deram os primeiros passos, Luiza falou as primeiras palavrinhas, Bernardo passou a se comunicar melhor, Samuel aprendeu a falar o que não conseguia e aprendeu a ir no banheiro direitinho. Não, eu não moro tão perto assim da casa da minha avó. Mas todas as vezes que passo alguns dias por lá, alguma coisa boa acontece! Talvez por eu dar mais liberdade para os meus filhos experimentarem o que há de novo, talvez por eu não temer que algo de ruim aconteça, a não ser os joelhos ralados e bichos de pé que provavelmente pegarão andando descalços por aí (é normal... rsrsr!), ou por poder confiar que caso alguma coisa aconteça, tenho a minha Avó ao lado para ajudar e dar a mão na hora do sufoco.

Cresci assim. Indo passar férias na cada da Vó, comendo couve e alface colhidos na horta ao lado da cozinha, comendo bolinho de chuva no café da tarde, correndo e brincando de bola junto com os garotos, primos meus, até ficar como um tatuzinho, subindo em goiabeira e mangueira para comer fruta do pé, assim, sem lavar mesmo! Andando de bicicleta, caindo e me levantando para brincar mais. Me fez um bem...

Como posso ordenar que meus filhos parem de correr, se esta é melhor sensação do mundo, sentindo o vento no rosto? Como posso pedir que desçam da árvore, se fruta colhida na hora é muito mais gostosa? Alcançar aquelas galhos mais altos vendo tudo ali do alto é tão bom!!! Como posso dizer como brincar se eu mesma tinha uma imaginação muito mais fértil e criativa quando era criança do que eu tenho hoje!? Haaa...eu fazia teatro, compunha música, dançava, inventava brincadeiras, sem nenhuma tecnologia! E era tão mais legal!! Como posso estragar a infância dos meus filhos desse jeito? Enfiando guela abaixo o que eu acho certo, quando na verdade, estou mais perdida que tudo!! Criança não complica, sabe bem mais do que pensamos...

Criança não tem medo, por que eu tenho que impor esse sentimento que tentamos por tanto tempo abolir de nossas vida para alçar voos cada vez mais altos? Elas tem que ter acesso ao que lhes trás curiosidade para querer descobrir, ir cada vez mais longe em suas conquistas! Logo eu, que mais quero o bem, serei responsável pela poda em suas asinhas? Não, eu não!! rs!  

Pensem nisso, mamães. Nossos filhos crescerão, infelizmente, eles crescerão! E temos que ensinar o que será importante para toda vida, o que levarão consigo sempre. Nem sempre estaremos por perto para proteger, para colocar a joelheira e o capacete. Ás vezes a vida dá uma rasteira tão grande e tão rápida que não dá tempo de colocar nada para evitar o impacto. Nessas horas, coragem para se levantar do chão, ali sozinho, tem que ser a lembrança de infância mais forte na cabeça deles, a certeza que ele consegue mesmo só, ir em frente...

 E você agradecerá cada joelho ralado do seu filhinho, conquistado aprendendo a viver!
Lulu farreando da casa da Vó Maria...
 Boa noite!!
=)

[DIA A DIA] Samuel me contando os seus segredos... rs!

Ontem seguimos a rotina de sono normalmente, porém o Samuel não queria ficar na cama. Toda hora inventava uma desculpa. Mal o coloquei deitado e sai do quarto e ele já veio fazendo alvoroço dizendo que teve um pesadelo. Olhei bem...olhei bem...

- Tem vergonha nessa cara não, Samuel? Nem deu tempo de dormir, que dirá ter um pesadelo!!

Ele abriu um sorriso safado e quando percebeu o próprio deslize ficou com raiva e saiu batendo o pé.

Depois de um tempo ouço alguns gemidos de dentro do quarto. Era ele reclamando baixinho que estava com medo, chamando pelo pai.

Haaa...esse pai!! rs! Sempre aliviando a barra desses sapecas!

Resolvi ir lá ver o que estava acontecendo. E desta vez, realmente ele estava com medo, com o rostinho assustado. Naquele momento resolvi apelar para a imaginação dele.

- A gente é bobo demais, Samu... Você com esse medo todo e esse cachorrão aqui para te proteger dando sopa! - E peguei a pelúcia de cachorrinho dele e trouxe para perto, coloquei ao lado dele, esperando que se acalmasse e entrasse na história que inventei,

Samuel me olhou com pena e disse:

- Ô mamãe, ele é de pelúcia, não é de verdade. Quando eu brinco com ele, sou eu que faço a voz e invento a história. Não é de verdade!!!

Me falou isso como que contando um novidade, me dando um choque de realidade, um segredo que ele guardava de que o cachorrinho não era vivo. Parecia um adulto revelando a uma criança que Papai Noel não existia!! Eu ri tanto!!!! Na verdade, tive uma crise de riso!! Mauricio teve que me substituir e ficar deitado ao lado até que ele adormecesse.

Meu Deus, cadê as crianças de antigamente, que realmente acreditavam que os brinquedos eram vivos?? rs!

Só o Samuel mesmo...


Meu docinho!!


Boa mãe segundo o Samuel...rs!


Parque Ecológico Marcos Mazzoni

Depois de ouvir muito bem sobre o Parque Marcos Mazzoni, decidimos levar as crianças. Não fica tão pertinho da minha casa, então tivemos que ir de carro, mas é coisa de 5 minutinhos e valeu a pena demais!!

Fiquei encantada com o local! Muita criança correndo, grama, pessoas fazendo pic nic, famílias por perto, e havia até festinha rolando no dia! Achei muito legal!

Lá também tem Biblioteca Infantil que é mantida pela comunidade, segurança, tudo muito bem cercadinho para deixar as crianças correrem à vontade, uma arena linda para eventos e apresentações, brinquedos novos e bem conservados, banheiro para os visitantes, só não tem trocador, mas aí seria exigir demais mesmo!! rs! ( ou não!!)

Veja as fotos dos meus pequenos bagunçando por lá:

Bernardo brincando no barco ou seria um navio?? rs!

Barco com escorrega. Olha o Samuel aí brincando...

Essa é a parte de trás do barco. Bernardo está lá em cima com a sua garrafinha, não larga para nada!! rs!

Preocupado com a altura...rs! Mas medo não tem, não!! Serelepe demais!!! rs!

Brincando no balanço
Lulu sendo paparicada enquanto os irmãos fazem bagunça!
Muitas crianças levam brinquedos para brincar e se sujar de terra!! Acho muito legal. Bernardo amou!!! Mamãe não se importa em lavar roupinha de barro que ele usou para "ser criança". 




Samu aproveitou para brincar de bola com o papai, lógico, depois dele bajular mais a Lulu...rs!
E brincar com as outras crianças também!!! =) 
Cansaram de brincar??? rs!

Acho que sim!!! Bora ficar no balanço para recobrar o fôlego, né? rs!

A Luiza não parecia cansada!!! rs!

Mamãe também se divertiu muito!! 

Todo mundo embora felizzzzz!!! Ebaaaaaa!

Bom, eu não tirei fotos do local em si, por que foi um programa familiar, o blog ainda estava no inicio e eu nem tinha a intenção de postar, mas diante da falta de lugares bacanas para levar a criançada, não poderia deixar passar a oportunidade de compartilhar com vocês! Caso queiram ver detalhes do lugar, o blog Na pracinha tem um guia de praças e parques de BH e região para que não falte opções de lugares ao ar livre para a molecada brincar!! Vela a pena conferir!!!

Confira aqui a lista de Praças e Parques do blog Na pracinha

Espero que tenham gostado!! Caso visitem alguma parque ou praça bacana, compartilhe conosco!! Precisamos demais criar nossos filhos em contato com a natureza, se sujando de terra, brincando com os bichinhos... Faz um bem....

Me lembro bem da minha infância brincando com a molecada da rua de Rouba-bandeira, Pique-escode, Pula-elástico, futebol... Sem contar com a cada da Vó que eu ia passar férias com os primos e farrear bastante, sem preocupação nenhuma de se sujar. Era tão bom!!

Canto sempre para a Luiza a música do Palavra Cantada, Menina Moleca, porque quero que ela cresça assim, sendo o mais moleca possível, aproveitando a infância o quanto puder!

Olha que lindo o clipe:




E para quem quer ver a criançada dançando para valer na versão ao vivo:



Haaaa...ia me esquecendo...rs!
O endereço do Parque Ecológico Marcos Mazzoni é Rua Deputado Bernardino de Sena Figueiredo, 1022, bairro Cidade Nova. Aberto de terça a domingo de 7h30 às 18h.
Informações: 3277-5621

Caso queiram fazer alguma festinha, tem que ligar ou ir conversar com o pessoal da administração para reservar o espaço que você escolheu para decorar e caso queira levar uma mesa, brinquedos (cama-elástica, piscina de bolinha)...ok? Tudo muito bem organizado para evitar o estresse, né? rs!

Bjos!!!

Vendo Jornal


A sensibilidade do Samuel

Gostaria de dividir com vocês um traço da personalidade do Samuel muito lindo, mas que muito me preocupa: a sensibilidade! Não é novidade para quem acompanha o blog que ele não tem medo, nem vergonha de demonstrar o que sente de forma pura e verdadeira, sem se conter ao mostrar o quanto ama, sem se conter ao extravasar seus momentos de raiva. Ele se joga por completo nas emoções. Eu não sei se toda a criança é assim, mas vendo o comportamento do Bernardo em situações semelhantes ou mesmo quando eu cuidava do meu irmão e primos, nunca havia visto uma criança tão sensível quanto o Samuel. Ele tem o dom de perceber quando estamos tristes, quando a situação está crítica, se estamos bravos e encara as coisas com bastante maturidade, muito além do que exigimos a ele, pois quero que ele aproveite ao máximo os sentimentos de criança. Às vezes eu gostaria que ele não percebesse tanto... rs!

Contarei alguns momentos para exemplificar:

*   Samuel assistindo o filme "Sempre ao seu lado" e eu descansando. Sou acordada por uma criança totalmente aos prantos , soluçando de tanto chorar:
- Mamãe, o cachorrinho ficou sem o dono dele. E depois ficou na neve sozinho!!! Aí depois ele morreu. Sozinhooo mamãe!!!
E se jogou nos meus braços. Eu tentei explicar que eles iam ficar juntos no céu, mas ele não parava de chorar. Ô dó!!

*   Saímos para ir ao supermercado e no ponto de táxi tinha um cachorrinho faminto. Como temos cães em casa, na sacola tinha um daqueles patês de cachorro. Demos ao bichinho, mas não tínhamos como ajudar exatamente naquela hora. Tivemos que ir embora e deixar o cãozinho lá. Samuel foi chorando no carro, não queria dormir de preocupação e ficava dizendo:
- Mas mamãe, a gente tem que ajudar os bichinhos!!!
Mauricio voltou no dia seguinte, mas não o encontrou. E o Samuel até hoje lembra do bichinho.

*   Passando Cocoricó na TV. Chamo o Samuel para assistir porque achei que ele gostaria. O tema daquele dia era o cachorrinho do garoto que ficava doente e morria. Que azar o meu!!! O tempo todo enquanto o bichinho estava doente ele perguntava se ele ia morrer e eu dizendo que não, que ele ia melhorar para brincar com menino. Mas o cãozinho morria!!! Vishhhh... Samuel ficou chorando sem parar e eu tive que trocar o canal! Poxa vida!!! Era Cocoricó!!! Existe coisa mais inocente?? rs!

*   Eu andava tristinha aqui em casa, mas como não podemos parar a vida, fui colocar o Samuel na cama. Deitei junto, com o rosto bem perto do dele. Normalmente, ele me conta sobre alguma coisa interessante que viu, as brincadeiras, futebol... Mas dessa vez, tudo ficou em silêncio e ele quietinho olhando para mim. Eu disse sem olhar direito para ele, de vergonha:
- Mamãe está tão triste hoje, sabe, filho? - Esperando que ele mudasse de assunto para algo que fosse mais interessante ou que me olhasse com dúvida, sei lá.
Mas ele de forma espantosa estava olhando bem para dentro dos meus olhos e parecia que estava compreendendo tudo o que eu estava dizendo. Ele balançou a cabeça dizendo que "sim" e depois disse:
- Eu amo você, mamãe. -  e ainda continuou, porque a histérica aqui estava aos prantos - Mamãe, eu queria achar o meu caderno (uma agenda velha que o Mauricio deu a ele para desenhar) para escrever para você assim "Mamãe, eu te amo, você é o meu anjo. Assinado Samuel".
Como é que ele sabia exatamente a hora de dizer uma coisa linda dessa??
P.S. Já contei essa história aqui no blog, se quiser ler na íntegra Clique aqui.

O que me preocupa tanto com toda essa sensibilidade é que existem pessoas no mundo que se aproveitam disso. Eu gostaria tanto de conseguir explicar a ele que às vezes ele sairá magoado, que nem sempre entenderão esse dom, que ele terá que aprender a se conter um pouco, principalmente quando estiver com raiva.

Haaa...é tão complicado, né?? Perceber na criança detalhes tão singulares e preciosos, mas que temos que moldar para que ele conviva em sociedade, para que não se magoe tanto ou não se expor e aos seu sentimentos.

E vocês? Já passaram por situação semelhante??

Conte-me mais...

Bjos!!!


essa do Luan Santana é ótima!! rsrsr!


É...boba sou eu!!!


Loucuras que uma mãe de 3 filhos passa


  • Você não consegue alimentar todos de uma só vez. Enquanto insisto para o Samuel comer sozinho, por que me nego a dar comida para uma criança de 5 anos, Bernardo não pára sentado na cadeira e vira o rosto toda vez que ofereço legumes. Enquanto isso, Luiza chora por que estou demorando demais a dar a próxima colherada de papinha. E eu?? Só almoço depois que todos estão na cama descansando com a barriguinha cheia e isso é em torno de 15hs da tarde. 
  • Para dar banho, é um sofrimento. Estou dando banho no Samuel e o Bernardo fica batendo na porta do box para entrar. Se deixo que entre, eles brigam para ver quem fica embaixo do chuveiro ou quem brinca com os brinquedos. Enquanto isso, Lulu chora assustada com a baderna. 
  • Na hora de sair de casa, brigam para ver quem chega primeiro no portão, brigam pelo lugar no carro, porque querem comer o que outro está comendo, brigam por... É...acho que vamos ficar em casa mesmo!

  • Para brincar juntos, os primeiros 10 minutos, tudo fica bem. Bernardo então começa a implicar com os brinquedos, Samuel a atrapalhar e sabotar as brincadeiras de raiva do Bê, Luiza, que só quer ficar quietinha no seu canto é atacada por eles por motivos diferentes: Samuel quer beijar, abraçar, cuidar...até demais. E o Bernardo de ciumes quer aprontar, subir em cima. Tenho que ficar brigando para que se comportem e não machuquem a Luiza!!! Resultado: cada um no seu canto, até que se acalmem para brincar novamente por mais 10 minutos!
  • Para dormir, coloco a Luiza primeiro no berço, que dorme rapidinho e tranquilamente. Deito o Bernardo no berço com o seu copinho de leite e ele fica lá bebendo. Aproveito esse tempo para para tirar os brinquedos, pelúcias, cabaninha, almofadas...tudo de cima da cama do Samuel procurando espaço para ele dormir. Todo mundo na cama, tudo calmo. Até que... o Bernardo termina de tomar o leite, desce do berço, vai para a cama do Samu brincar. Fazem bagunça, Luiza acorda com o "fuzuê" e volto à estaca zero. 
E isso são apenas alguns momentos do dia fácil que eu tenho!!! rsrs!

E com vocês?? Quê apertos passa aí na sua casa???

Bjooos!


Puxa-saco!!!


Menino bravo!!!


Amor que só pai de verdade ensina!!

Estou vendo TV. Pelo canto do olho vejo que o Samuel está olhando para mim, mas finjo que não percebi. Mas ele continua, espera que o meus olhos cruzem com o dele e diz com toda doçura do mundo:

- Eu te amo!! - Assim, naturalmente.

Eu respondi que também o amo e pergunto:

- Por que você diz toda hora que me ama, filho??

Resposta:

- Papai me ensinou a falar que te ama!! Ele disse para eu falar toda hora para você. Foi ele mesmo que me ensinou "eu te amo".

Meus olhos encheram de lágrimas!!

Poucas, pouquíssimas pessoas sabem sobre mim, acho 3 pessoas ou menos!! E quem sabe esse pouquinho sobre a minha vida (porque sou fechada demais para contar minhas coisas para qualquer um...), conhece o que tenho passado esses últimos meses de solidão, tristeza sem motivo, depressão mesmo. E quem acompanha de perto vê a paciência de Jó que o Mauricio tem tido comigo. Só ele mesmo. Mas o que sempre esperei dele no nosso casamento foi isso mesmo. Muito mais que amor, sexo, amizade... acho que o mais lindo nesses momentos é o companheirismo. Agora, eu nunca esperaria essa frase vinda do Samuel. Que o Mauricio ensinaria o meu filho a não apenas me amar (porque filho ama mesmo...), mas dizer isso, diariamente para me mostrar o quanto a nossa família é linda e importante!

Isso sim é trabalho de pai!! O maior e melhor que já vi,,, E dane-se quem não sabe valorizar isso, né??

Obrigada, amor!! Te amo!!!


Coisas que só criança diz...