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Dermatite atópica

O que é Dermatite Atópica?


É uma doença crônica de pele que não tem cura, mas tratamento, também conhecida por eczema atópico. Geralmente começa na infância, com crianças que já tem histórico de doenças alérgicas na família, como rinite alérgica e asma. É caracterizada por manchas avermelhadas que coçam, ardem, apresentam rachaduras que descamam e até sangram. O surgimento mais comum é nas dobras dos braços, na parte de trás dos joelhos e na face. A boa notícia é que 90% das crianças melhoram com a adolescência.
IMPORTANTE: NÃO É CONTAGIOSA!!!


Origem ou Causas


A causa pode ser a má formação da camada mais externa da pele. Um problema com a FILAGRINA,  a proteína que serve para unir as células da pele e formar uma barreira de proteção. Sem essa barreira, a pele fica desprotegida podendo ter infecções e causar as lesões com a pele que de tão seca, se parte.

Fatores que podem piorar o quadro


  • Tempo seco e frio
  • Calor e transpiração
  • Estresse emocional
  • Poeira 
  • Banhos quentes e muito longos

O que fazer?


  • Evitar roupas de lã
  • Evitar tecidos sintéticos
  • Tomar banhos rápidos e mornos (quase frio) com pouco sabonete, de preferência neutro e sem usar buchas ou esfoliantes
  • Após o banho usar hidratante
  • Passar hidratante 2 vezes ao dia e toda vez que sentir a pele coçar


MINHA EXPERIÊNCIA


Poucas pessoas sabem, mas Samuel teve Dermatite Atópica ainda bebê. Certa vez, depois do banho, percebi uma machucadinho embaixo do pescoço. Pensei que fosse alguma arte. Esperei dois dias e nada de sumir, nem melhorar. Marcamos consulta com o pediatra. Ele me disse que era só uma alergia. Me receitou uma pomadinhas daquelas mais simples. Não recordarei os nomes dos medicamentos, por que faz muito tempo e essa história eu me esforcei ao máximo para não lembrar! Usei a bendita pomada e depois de alguns dias o dodói sumiu. Parei de usar, conforme ele havia me dito para fazer e ela voltou. Passei novamente a pomada e o machucado sumiu novamente e ficamos nisso. Frustrante demais!

Após algumas semanas, percebi que atrás do joelho crescia uma crosta que coçava muito. E quando mais ele coçava, piorava. Coincidiu com uma virose que ele teve e na consulta com outro pediatra sobre a virose, mostrei o machucado. O médico se alarmou e disse que era Dermatite Atópica. Apesar de ser algo sério, que exige tratamento, é muito comum nas crianças. Inclusive, todo dia ele atendia um caso de dermatite, como não havia atendido nenhum até aquele momento, já estava na expectativa! Primeira vez que vejo um médico torcer pela doença! rs!

Receitou sabonete antibacteriano, xarope para melhorar a coceira, pomada para curar os ferimentos e evitar infecções e hidratante, o Fisiogel. Mas nada, absolutamente nada melhorava. Usamos tudo, saí do emprego para cuidar dele o dia todo, por que pensei que talvez fosse resistência baixa por causa da mudança de vida que foi entrar na escolinha. Mesmo assim, não melhorou.

O pediatra havia me passado o celular dele e da mãe dele que também era médica, porém com mais experiência e disse para ligarmos se não melhorar. Ligamos e ele nos receitou 5 injeções para serem dadas uma vez por dia, todos os dias. Então, todas as noites, o levávamos para a farmácia e Samuel passava por aquilo, a dor, o incômodo, além do que ele já estava passando. E nada melhorava. Ligamos para o médico novamente, ele receitou mais 2 doses da injeção. Como disse, não me lembro do nome de nenhum medicamento, mas sei que era para melhorar a infecção da pele que já estava bastante avançada. A base do tratamento da Dermatite Atópica é a hidratação, mas antes, tínhamos que curar a infecção da pele.

Mesmo com as injeções e todo o aparato de medicamentos, não havia evolução, só piorava. Por fim, o médico me disse para procurar um dermatologista, por que havia chegado no limite que ele poderia oferecer como tratamento.

Assim, fomos encaminhados para um dermatologista. Ela, logo de cara, me deu uma bronca por não ter a procurado antes, afinal, é tão simples ser mãe, trabalhar fora, cuidar de tudo e ainda acertar sempre... Perguntei se ela tinha filhos.

- Não, ainda não! - Ela respondeu.

- Então você não entende... Quando tiver, vai ver como é na realidade. - respondi.

Ficou aquele clima horrível!!! Mulher detestável!! Sem sensibilidade nenhuma!! Eu já estava aflita com aquela situação, não precisava daquilo para me sentir pior, em vez de focar no tratamento da criança...

Pois bem... Ela receitou basicamente os mesmos medicamentos que médico anterior e mais uma pomadinha bem pequenininha, porém muito mais cara que qualquer uma das outras. Custava em torno de R$100 e durava apenas 3 dias, por que a extensão de pele machucada era muito grande e tínhamos que passar em todo machucadinho, que inclusive, já estava chegando ao rosto. Então eram as pernas, os braços, parte das costas e agora o rosto!! Desesperador, viu?

Mas o pior disso tudo, era ver o preconceito das pessoas, Saíamos com ele e as pessoas apontavam, pais afastavam seus filhos, olhavam com nojo, diziam que era câncer, me abordavam para dizer uma infinidade de absurdo, desde que eu era desleixada, até sobre religião, que era mal olhado, macumba, que havíamos feito algo de errado no passado e nosso filho estava pagando...

Me diziam que era alimentação, que por ele comer chocolate, tomar leite comum, comer biscoitinhos, que tudo isso havia desencadeado a alergia. Certa vez uma mulher me disse para fazer salada crua com cenoura, tomate, beterraba, chuchu, batata e dar somente aquilo, cru. Não usar nenhum tempero industrializado, dar leite de cabra, benzer e mais uma infinidade de loucuras. Outra falou para que dar banho com rosas brancas, sei lá para quê...

Na rua, as pessoas tinham nojo, diziam para os filhos não brincarem com ele quando iam ao parquinho, até mesmo na escolinha, apesar dos professores explicarem para os pais do que se tratava e não havia perigo de ser contagioso. Só podíamos sair com o Samuel de calça, mesmo estando sol forte, para evitar os olhares, os pitacos e o constrangimento.

E todo esse tempo, não houve um só dia que eu não tenha deixado de cuidar, medicar, tratar, hidratar a pele. Apesar de tudo, até denunciados por maus tratos fomos ao Conselho Tutelar. Dá para acreditar? Tive que apresentar provas do tratamento que ele estava fazendo, notas da farmácia, laudo médico e carteirinha do plano de saúde. No final, fomos encaminhados para o SUS, afinal, já não aguentávamos pagar os medicamentos que eram muito caros. Queríamos receber o tratamento gratuito, já que estavam dando pitaco na minha vida, que pagassem o tratamento, ué.

Samuel foi encaminhado para a consulta e lá eles receitaram exatamente a mesma coisa, inclusive a maldita pomada cara. E quando fomos procurar saber onde conseguir os medicamentos, disseram que o SUS não disponibiliza o tratamento, que não havia como conseguir as pomadas. Disseram que tínhamos que entrar com um processo judicial contra o governo.

Enquanto isso, minhas noites eram em claro com uma fraldinha de pano e toda vez que ele acordava à noite para coçar, o que causava sangramento, eu impedia colocando a fraldinha em cima e apertava para ver se aliviava a coceira. Ele mesmo, não dormia bem, tadinho. A roupa de cama tinha que ser trocada todos os dias, pois saía uma água do machucado que descia pela perninha dele que ficava em carne viva e sangrava, sujando os lençóis e a roupinha. Um sofrimento sem tamanho...

Não tínhamos tempo para aquela coisa de processo judicial, sinceramente, estávamos desesperados, falidos, cansados de tudo aquilo, fisicamente e psicologicamente.

Decidi fazer uma visita à minha avó no interior. Quem sabe, se saíssemos daquele ambiente horroroso de doença, melhorava? Minha avó pôde ver de pertinho o que ela só sabia por telefone. Ficou horrorizada. Decidiu levá-lo a uma igreja, dessas pequenininhas de cidade do interior. Tenho muita fé em Deus, mas nunca havia presenciado nenhum milagre, até aquele momento. Um pastor jovem conversou comigo, orou por ele, ungiu e me deu um óleo para ungir a casa e o Samuel todos os dias. Afirmou que dali alguns dias ele melhoraria e seria curado.

Fui para a casa não convicta, mas desesperada para que essa fosse a solução. Só Deus mesmo para resolver aquilo. E assim o fiz. Eu e meu marido que é católico, orávamos e ungíamos a casa e o Samuel todos os dias. E aconteceu o milagre!!! Ele foi curado. Não há nenhuma ferida na pele dele, nenhuma. Nem marcas de tudo o que ele passou. Sumiu, simplesmente, sumiu.

Samuel ainda tem a pele seca. Uso hidratante para ajudar, mas é um caso bem mais leve. Por ser tão branquinho, a pele lisinha ainda fica seca e às vezes, no inverno descama, porém é como a pele de qualquer criança. As feridas sumiram completamente, sem usar nenhum medicamento, sem usar nenhum hidratante especial, sem nenhuma explicação.

Quando voltei à cidadezinha fui mostrar o milagre ao pastor, a igreja estava fechada, mas minha avó depois o reencontrou e deu seu testemunho...

Quando o levo ao médico, nem tento explicar, as pessoas me achariam louca, então deixo para lá. Poucos sabem desse milagre e assim ficou guardado até agora!!

Espero que seja uma inspiração para vocês manterem a fé em Deus!!

Porém, por favor, nunca se esqueçam do tratamento, viu? Deus faz o seus milagres diários através da medicina com profissionais capacitados que vencem doenças, descobrem curas e tratamentos que ajudam tantas pessoas. Por isso, nunca desista do tratamento passado pelos médicos. O milagre, às vezes, está aí mesmo, nesses medicamentos.


E vocês? Tem alguma história de superação também? Já recebeu uma ajudinha como esta de Deus?

Beijos!

Para saber mais sobre a doença e a questão do preconceito, o programa Bem Estar fez uma reportagem muito bacana, para assisti-la, CLIQUE AQUI.

Se vocês notarem no bracinha dele, próximo ao cotovelo, está uma das machas da dermatite... É a única foto que guardo dessa época, em que alergia está à mostra... Momentos que quero esquecer.

 Fontes:
Globo.com
Tratamento Dermatite Atópica - Globo.com
Minha Vida  
Doenças de pele podem causar bullying e constrangimento

Filho não pode ser sua única fonte de satisfação

Fonte: exame.abril.com.br

É complicado ser quem realmente somos quando temos filhos! Principalmente com a cobrança diária em sermos perfeitas, que criam verdadeiros anjinhos, tão educados e contidos, tão "plasticamente" fofos... O que passe disso, só depõe contra o nosso trabalho. Crianças que correm, brincam, brigam, falam alto, são taxadas de má educadas, quando na verdade, são apenas crianças! Ainda não foram moldadas para viver em sociedade, por isso, espontâneas.

Voltando ao assunto...

Você acha que eu gosto de ouvir Galinha Pintadinha o dia todo? Para aliviar o estresse das musiquinhas repetitivas, estamos fazendo a transição para o Palavra Cantada, músicas mais gostosas de ouvir, com vocabulário mais variado e letras inteligentes. Quase todos os dias é uma festa, colocamos o DVD Pé com Pé do Palavra Cantada e dançamos, cantamos, nos divertimos. Todos juntos! Até o papai não escapa da farra. Há sempre momentos assim, de descontração, para amenizar aquela faceta de mãe chata que tenho que exercer todos os dias. É mandar tomar banho, comer tudo, não bater no irmão... Tudo isso, dito às vezes, eu confesso, não com a delicadeza que eu gostaria. Fazer o quê? Parece que quando nos tornamos mãe, uma sirene cresce dentro da garganta e o volume aumenta com quantidade de filhos. Tenho 3. Já imaginou? Odeio gritar! O-D-E-I-O !!! Mas nem sempre consigo manter a calma necessária para convivermos na mais serena paz, nem sempre consigo colocar em prática os manuais, todos os manuais que ensinam dicas infalíveis em como moldar seu filho e fazê-lo uma marionete que não questiona, não pensa. Contudo, é o que todos querem, aceitam como natural. E nós mães, fadadas ao fracasso, sendo essa uma jornada impossível de continuar. Não estamos adestrando cachorros, estamos criando filhos que pensam por eles mesmos.Eu, definitivamente, não preciso viver torturada por esses manuais. Não quero.

Me perguntam sempre como consigo dar conta de três com diferentes personalidades. Bom, eu sigo minha intuição. Faço o que acho certo. Respeito a individualidade de cada um, seus sentimentos, medos, personalidade e assim, as coisas vão ficando mais calmas. Ensino respeito, educo, passo todos os valores que acredito serem importantes para se tornarem pessoas de bem. Porém, meu desejo não é moldá-los para serem como as pessoas querem que eles sejam. Passei minha vida toda sendo o que não queria ser. E não há sensação pior do que não se aceitar como realmente é.

Algumas pessoas acreditam que criar filhos seria como plantar árvores, inflexíveis, raízes grossas e firmes. Filhos livre e leves são resultado de um mal trabalho. Já eu, acredito que criar filhos é mais como plantação de bambu... rs! Ou aquelas árvores altas, flexíveis, com raízes fortes, mas que se moldam à situação, aos problemas, ao que a vida nos apresenta. Não confunda liberdade com permissividade! Não deixo meus filhos soltos, fico perto, bem pertinho acompanhando tudo, mas respeitando os limites, as diferenças entre eles. Pregamos tanto que respeitemos as diferenças com pessoas de outra cor, de outro time, nacionalidade, opção sexual, mas não queremos respeitar as diferenças dentro da nossa própria casa, aqueles detalhes que fazem cada filho ser singular. Criados da mesma maneira, mas diferentes entre si. Um gosta de beterraba e outro não. Fazer o quê? Enfiar "guela" abaixo? Não! Eu mesma não sou muito fã. Questão de paladar. Quem sabe se fizermos panquecas coloridas com beterraba, que são batidas no meio da massa, eles comeriam, sem reclamar tanto? Haveria menos estresse em casa e você respeitaria o limite de cada um. Dá para ser mais flexível? Dá!

Se as revistas dizem que "tem que fazer para que a criança se desenvolva bem" - é sempre esse o motivo - e a família não tem condições financeiras, estruturais ou de logística para aplicar o "conselho", o que fará? Se sacrificará para fazer o que "tem que fazer"? Por que não parar para pensar e analisar se realmente precisa? Será mesmo tão necessário assim? E nas gerações passadas, que as crianças não tinham tanto acesso a tudo, que as mãe não tinham noção desses "modismos" de agora, as crianças eram criadas como? E ficaram piores por causa disso? Sei lá, eu tenho percebido que as gerações passadas eram melhores. Não é dado tirado de nenhuma pesquisa, nem uma especialista que vos fala, é apenas minha opinião. E realmente, crescer antigamente era muito melhor. Será mesmo que seu filho precisa de tanto? Tantos brinquedos? Aula disso ou daquilo desde os 3 anos? Não passou pela sua cabeça que várias pessoas que contam sobre seus filhos terem amado tal produto, de ter sido imprescindível no desenvolvimento deles, são pagas para dizerem exatamente isso? Quanta inocência...

Acho graça das mamães de primeira viagem, comprando tapetinhos, cadeirão, brinquedos caríssimo que, dizem os especialistas, ajudam no desenvolvimento. Fico com pena pensando na hora que elas perceberão no desperdício de dinheiro e tempo. Largue a criança no chão, brincando com chocalhos, potes plásticos, bola e se possível, outras crianças, para você ver o desenvolvimento dela... Eu continuo afirmando que todos os marcos de desenvolvimento dos meus filhos, foram dados na casa da minha avó, sem os brinquedos caros, sem os "estímulos" que esse bando de gente palpita que seja necessário. Foi ali, no meio da terra, brincando com bichinhos, comendo fruta do pé, correndo descanso que eles aprenderam a brincar, que cresceram naturalmente, sem exigências, sem gráficos mostrando o "progresso". Eles progridem e ponto. Vão aos poucos crescendo e eu, com calma acompanhando, me divertindo também. A vida me mostrando que não preciso de sacrifícios, além dos naturais (rs!), para exercer a maternidade.

Afinal, em meio a toda essa baderna, em que o mundo se intromete na forma que criamos nossos filhos,vamos nos sacrificando, deixando de nos cuidar, de fazer coisas que gostamos ou gostávamos, antes da maternidade, antes dessas obrigações fazerem parte da nossa vida. E seu filho lá, com o quarto abarrotado de brinquedos que ele nem lembra que existem e você aqui, sonhando em passear, tirar uma noite de folga dessa rotina tão desgastante, sonhando em fazer as unhas, depilar... Todo seu dinheiro indo em coisa inúteis. Haaa... Mas não é só uma questão de dinheiro. Trata-se do tempo desperdiçado, na dedicação para as coisas que não servem para nada, enquanto seus planos, aqueles mesmos que você fez muitos anos antes, vão ficando trás. A maternidade vai ficando pesada, chata, você infeliz. E mesmo assim, provavelmente, alguns estarão me julgando por dizer tamanha atrocidade! Afinal, nem o direito de achar ruim, temos.

Mãe boa, mãe perfeita, mãe dedicada, não reclama! Acha tudo bom! Do acordar várias vezes durante a noite até o fato de não conseguir cuidar de si, tudo isso muito bom!

Me reservo o direito de ser eu mesma, ter minha personalidade intacta, meus sonhos ainda na listinha de planejamento, afinal, sou mãe, mas não deixei de ser a Sheila com meus próprios desejos para o futuro e eles, os planos, nem sempre inclui crianças como sair à noite com o marido, jantar fora e depois namorar, como minha carreira, os livros que planejo ler, que pasmem, não são sobre maternidade! Minha vida não precisa ser regida o tempo todo pelos meus filhos. São meus, são tudo para mim, mas nem toda fonte de alegria tem que vir deles! Havia sonhos e planos aqui antes de ser mãe, uai. Preciso parar de escutar as músicas que gosto? Me sentir culpada pelo cinema que às vezes planejo (nem sempre executo) ir? Me sentir mal por, ao invés de comprar o vigésimo carrinho fora de temporada, preferir ir à manicure, comprar um vestido bonito ou fazer um corte bacana no cabelo?

Acho que não! Não mesmo!

Ter filho não pode, nem nunca será minha única fonte de satisfação! E quando eles se forem? Começarem a namorar, a sair com a turma? Acabará a vida? Lá pelos 40/50 anos que você começará a viver? Por que não ser feliz agora? Saiba que mãe feliz, faz o filho ainda mais feliz!!! =)

É para pensar, viu??
Boa noite!

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MALLU MAGALHÃES - VELHA E LOUCA
 

Sobre o silêncio que nunca mais teremos

Sou mineira. Sou tímida, digo, na minha essência, apesar de trabalhar essa deficiência desde cedo e conseguir afastá-la quando preciso falar em público. Não gosto de falar da vida do povo, não gosto de falar sobre mim. Bom, na verdade, eu até que gosto, mas evito. Resumindo, me esforço para ser antipática. Mentira!! Sou até legalzinha. rs! Porém, tudo isso, todas essas características, me tornaram uma amante do silêncio, da calma. 

Quando era criança amava entrar em lugares apertados e silenciosos e ficava ouvindo aquele zumbido do silêncio. O zumbido do silêncio é o que há de melhor!!! Nos dias quentes, deitava embaixo da cama e brincava de esconde-esconde sem que ninguém soubesse que estávamos brincando. Na adolescência ficava no meu quarto quietinha lendo, ouvindo música. Não, não tínhamos computador, como no quarto da maioria dos adolescentes de hoje. Era só a cama e o armário mesmo! Mas amava! Era o meu cantinho. Quando entrei na faculdade, ainda no primeiro período, descobri que nem todas as salas do prédio eram usadas, algumas ficavam completamente vazias. Ia para lá, pensar no escuro. Ás vezes, para estudar, outras para ouvir música. Não é que eu goste de ficar sozinha o tempo todo, queira me isolar do mundo ou que eu seja anti-social. Pelo contrário, sou bastante comunicativa e adoro um "fuzuê". No entanto, sempre senti falta de estar comigo mesma, sozinha. Excelente companhia, não é mesmo? rs! Pensar calmamente, colocar as ideias em ordem. Algumas vezes, quando tinha a oportunidade de entrar em uma piscina, mergulhava, sentava no fundo, fechava os olhos e ficava quieta segurando a respiração o máximo que conseguisse. O silêncio do meu mundo sempre me agradou, me acalmou.

Obviamente, depois de me tornar mãe, esse pequeno prazer, foi por água abaixo. Com o Samuel ainda dava para ficar um pouco a sós comigo mesma. Ô bebê quietinho! Dormia que era uma beleza!! Mas Bernardo veio para compensar, sabe? Agitado, apesar de dormir bem, quando acordava, (e ainda é assim) era como um furacão. Enquanto eram bebês, a coisa era mais tranquila, a rotina mais fácil de levar. Porém, eles cresceram. São meninos, saudáveis, graças a Deus, e por isso, estão na fase da bagunça, da confusão, da correria. Confesso, estou enlouquecendo. Minha casa nunca está silenciosa. Nunca! Eles brincam de corrida no meio da cozinha, de lutinha no sofá, de pular em cima da minha cama. de cachorrinho no chão da sala, com direito a latidos e tudo, de cabaninha, de dançar as músicas do Palavra Cantada, fingindo serem percussionistas com meus potes plásticos e colheres para batucar. 

E eu, ficava boa parte do tempo, gritando pedindo silêncio. Que coisa contraditória! Eles deveriam pensar que sou louca. 

- Grita mais baixo, gente... - Eu dizia aos berros! rs!

Neste fim de semana fui para a casa da minha avó passar o feriado. E lá, percebi que a gritaria não fazia parte de um plano maléfico de me enlouquecer ainda mais. Não era por maldade ou por vingança porque não os havia deixado comer algum doce ou jogar video-game, coisa que odeio ver criança fazendo. Não, não era isso! Eles são crianças e querem brincar e a gritaria faz parte da brincadeira, da diversão. Como brincar de fantasmas, se não dá para gritar de susto?? Sim, eles brincam disso também. Samuel coloca um lençol e Bernardo fica correndo pela casa, gritando, fingindo estar com medo.

- Que gracinha vê-los brincando, assim tão bonzinhos. - Minha Vó dizia.

- Você deve estar louca de achar isso "gracinha". - Eu pensava. 

Mas ao me lembrar da minha infância (por que sempre nos esquecemos que já fomos crianças, hein?), constatei o quanto devo ter enlouquecido minha mãe, meus tios e tias. Apesar de hoje gostar do meu silêncio, lembro-me das farras com os meus primos, dos porta-retratos quebrados brincando de gato-mia, da bagunça, gritaria e correria no quintal brincando de karaokê com água e quem errava ou cantava mal levava uma ducha de água fria. Lembrei das cabaninhas que tomavam conta da sala toda e tínhamos que juntar às pressas com o aproximar da hora que minha mãe chegava do trabalho e às vezes, não dava tempo. Pois bem. Fui criança e com muito orgulho, com muita saudade. 

Não dá para tirar isso dos meus filhos. Que eles brinquem, gritem, façam a farra que tiver que fazer, que se sujem sem se preocupar com a limpeza da roupa, que as gargalhadas sejam sempre altas e espontâneas. É o que de melhor desejo para os meus filhos. 

E vocês? Quantas vezes, você tentou ensinar seu filho a brincar? Logo nós, que esquecemos como é ser criança num estalar de dedos! Vamos fazer diferente? Bora aprender a ser feliz sem reservas com nossos filhos? E que tal entrar na farra também? Entrar na bagunça? Brincar junto? Haaa...essa fase eu não quero perder por nada nesta vida. Logo eles estarão pedindo o primeiro celular para atrofiar o polegar com o WhatsApp... Pense nisso.

=)

PALAVRA CANTADA - CRIANÇA NÃO TRABALHA

Sobre o benefício dos joelhos ralados

Em minhas pesquisas para fazer uma festinha de aniversário para o Samuel (sim, vamos fazer e depois eu conto tuuudo!!), vi uma reportagem sugerindo um cardápio muito bacana, com comidinhas mais caseiras, a decoração simples e colorida beneficiando mais o clima de alegria do que aquela parafernália que vemos em algumas festinhas por aí. Adorei tudo, tudo... Porém, vendo as fotos com mais cuidado, me deparo com uma que me chamou a atenção: Crianças enfileiradas  cada uma com um bolinho e uma vela para soprar e a legenda dizendo que cada um tinha o próprio bolo por que todos amam soprar velinhas. Tudo certo. Mas fiquei pensando: Mas era o aniversário de 1!! E aquele um, queria o dia especial para ele. Só para ele... Caso contrário não haveria diferença entre ir a uma festinha qualquer e a dele. Pensei também no que estamos ensinando para nossas crianças...
Será que é saudável, digo emocionalmente falando, ensinar que tudo tem que ser igualzinho ao do amiguinho, quando o que mais vemos na vida são diferenças? Que tudo na vida há de ser como a criança quer, para não contrariar, afinal, todos amamos as coisas sendo feitas para nos agradar...? Será que é normal isso? 

Vi uma psicóloga contando que não se educa adolescentes. Se quisermos que nossos filhos aprendam alguma coisa, a hora certa é na infância. Nada de "não contrariar" por que é pequenininho. Temos que ensinar o caminho doa a quem doer e normalmente, dói muito mais na gente discipliná-los, eu sei.

Analisando a situação como um todo, será que estamos criando crianças mimadas demais? Vejo pais loucos atrás dos filhos em parquinhos e praças para que não se machuquem e com isso é normal ouvirmos frases como "desça daí que você vai cair", "não corre", "não pula", "não brinque assim, brinque 'assado'!". Gente, são crianças!! Elas tem que pular, correr, subir e descer, brincar da forma que acharem interessante e legal. Estamos querendo ensinar as crianças a serem crianças!! Como se soubéssemos exatamente o que fazer!! rs! É lógico que em tudo há limite! Não queremos ver crianças por aí machucadas, fazendo bobagem ou brincadeiras que prejudiquem os outros ou si mesmas, mas não vejo mal em alguns joelhinhos ralados!! 

Na casa da Vó tem balanço, brincadeira com
 terra, bagunça e muita diversão!!! 

Quando meus filhos vão para a casa da minha Avó, que eles já adotaram como deles mesmo... Eles brincam, pulam, às vezes se machucam correndo atras de bola ou subindo onde não deveriam. Claro, que eu protejo, cuido para que não se machuquem, mas percebo que todos os marcos de desenvolvimento dos meus filhos tiveram o início lá, naquele quintal, correndo, brincando com terra até a única parte limpa ser o branco dos olhos!! Foi brincando naquele quintal que meus filhos descobriram de onde vem as frutas e verduras, os insetos que machucam, as galinhas botando ovo que vira bolinho de chuva feito com todo carinho pela Vó. Dentro daquela casa, Luiza e Bernardo deram os primeiros passos, Luiza falou as primeiras palavrinhas, Bernardo passou a se comunicar melhor, Samuel aprendeu a falar o que não conseguia e aprendeu a ir no banheiro direitinho. Não, eu não moro tão perto assim da casa da minha avó. Mas todas as vezes que passo alguns dias por lá, alguma coisa boa acontece! Talvez por eu dar mais liberdade para os meus filhos experimentarem o que há de novo, talvez por eu não temer que algo de ruim aconteça, a não ser os joelhos ralados e bichos de pé que provavelmente pegarão andando descalços por aí (é normal... rsrsr!), ou por poder confiar que caso alguma coisa aconteça, tenho a minha Avó ao lado para ajudar e dar a mão na hora do sufoco.

Cresci assim. Indo passar férias na cada da Vó, comendo couve e alface colhidos na horta ao lado da cozinha, comendo bolinho de chuva no café da tarde, correndo e brincando de bola junto com os garotos, primos meus, até ficar como um tatuzinho, subindo em goiabeira e mangueira para comer fruta do pé, assim, sem lavar mesmo! Andando de bicicleta, caindo e me levantando para brincar mais. Me fez um bem...

Como posso ordenar que meus filhos parem de correr, se esta é melhor sensação do mundo, sentindo o vento no rosto? Como posso pedir que desçam da árvore, se fruta colhida na hora é muito mais gostosa? Alcançar aquelas galhos mais altos vendo tudo ali do alto é tão bom!!! Como posso dizer como brincar se eu mesma tinha uma imaginação muito mais fértil e criativa quando era criança do que eu tenho hoje!? Haaa...eu fazia teatro, compunha música, dançava, inventava brincadeiras, sem nenhuma tecnologia! E era tão mais legal!! Como posso estragar a infância dos meus filhos desse jeito? Enfiando guela abaixo o que eu acho certo, quando na verdade, estou mais perdida que tudo!! Criança não complica, sabe bem mais do que pensamos...

Criança não tem medo, por que eu tenho que impor esse sentimento que tentamos por tanto tempo abolir de nossas vida para alçar voos cada vez mais altos? Elas tem que ter acesso ao que lhes trás curiosidade para querer descobrir, ir cada vez mais longe em suas conquistas! Logo eu, que mais quero o bem, serei responsável pela poda em suas asinhas? Não, eu não!! rs!  

Pensem nisso, mamães. Nossos filhos crescerão, infelizmente, eles crescerão! E temos que ensinar o que será importante para toda vida, o que levarão consigo sempre. Nem sempre estaremos por perto para proteger, para colocar a joelheira e o capacete. Ás vezes a vida dá uma rasteira tão grande e tão rápida que não dá tempo de colocar nada para evitar o impacto. Nessas horas, coragem para se levantar do chão, ali sozinho, tem que ser a lembrança de infância mais forte na cabeça deles, a certeza que ele consegue mesmo só, ir em frente...

 E você agradecerá cada joelho ralado do seu filhinho, conquistado aprendendo a viver!
Lulu farreando da casa da Vó Maria...
 Boa noite!!
=)

Crianças de férias na casa da Vó ( Parte II )

Estou contando como foi deixar meus pequenos passarem férias na casa da Avó, sozinhos... Era a primeira vez que ficava sem esses bagunceiros!!

Se você perdeu o primeiro texto sobre o assunto:
Crianças de férias da cada da Vó ( Uhuuuuuu!)

No dia seguinte a ida dos meninos, foi esquisito acordar sem o costumeiro "bom dia" do Bernardo que é sempre o primeiro a acordar e ir para a nossa cama tirar mais um cochilo deitado no meio da gente. Não ver o Samuel sentado no sofá com cobertor para espantar o frio, vendo desenho animado com carinha de sono e sempre que nos vê dizer que dormiu direitinho!! rs!

Acordei só com o resmunguinho da Lulu, dei o leitinho dela. Mauricio foi trabalhar e ficamos aqui largadas, abandonadas à própria sorte... rs! Fiquei sem saber o que fazer e não é por falta de trabalho, é falta de ânimo mesmo!

E eu pensando que teria liberdade, tranquilidade e descanso, me vi sentada em frente à TV vendo desenhos animados da mesma forma que fazia (e reclamava) todas as manhãs. O lado bom foi o tempo livre para me dedicar à Luiza, brincar com ela, dar colo, dormir abraçadinha com essa fofura. Foi ótimo! Contava as horas para que o Mauricio chegasse logo, ter com quem conversar... Não contei? Estava sem computador também!!! Eu, que sobrevivo por aparelhos...rsrs! Quase morri!

Por estar apenas com a Luiza, fizemos vários passeios, visitamos amigos queridos, jantamos fora quase todos os dias, isso quando o frio permitia, né? BH estava um gelo! Ligávamos diariamente para a casa da minha Vó e minha tia passava o relatório diário. rs!

Saber que estavam se divertindo, conversar com os meninos, ouvir histórias engraçadas e receber fotos para matar a saudade, ajudava muito. É tão bom ver nossos filhos cercados de amor, carinho e atenção, mesmo quando estão longe de casa, né? Amados, bem tratados, queridos e naturalmente mimados por quem já me mimou... Isso é tão engraçado!

Minha Vó Maria brincava de nos apertar e fazer cócegas quando eu era pequena e hoje, mesmo depois de tantos anos (para mim, é claro, já que ela continua a mesma!! rs!), ela faz o mesmo com os meus filhos. Corre atrás deles pela casa imensa, coisa que a própria mãe aqui não consegue fazer. Coisa de vó mesmo!! Parece que elas têm uma força fora do comum, sabem de tudo, sabedoria conquistada pelos anos já vividos, senso de humor natural de quem já não deve satisfação de nada a ninguém, leveza que adquirimos com o tempo...

Escrevi sobre isso dia desses (PARA LER CLIQUE AQUI.).
Avós que acumulam amor para a chegada dos netos, no meu caso, minha avó deve ser SÓ AMOR. Afinal, mesmo depois de me criar com tanto carinho, sobrou tanto para dar aos meus filhos!

Coisa boa, viu?

Segue as fotos...



Com a tia Kila


Bravo por que colocaram o capuz da blusa...rs!

Meu cabeludo!


Se sujando bastante...
É muito dengo...

Sorriso do papai...  
Bravo... rs!
Beijos!!!

Crianças de férias na casa da Vó!! ( Uhuuuuuu!)

DOENTE E CANSADA!!

Bom, isso comoveu a minha tia, aquela mesma que veio aqui me ver no dia do meu aniversário, que resolveu passar alguns dias na casa da minha avó e levar os meninos com ela para brincar um pouco!!

Uhuuuuuuu!!! - Essa foi a minha reação!! rs!

A Luiza ficaria conosco. Ela é bem quietinha e eu poderia ver como é ser mãe de 1 novamente... rs!

Meu marido que é muito agarrado com os meninos e ficou me perguntando o porquê da decisão, quis participar do assunto, mas neste critério, sou eu que escolho, viu? Foi só mostrar as minhas olheiras e chorar um tantim de nervoso que deu tudo certo. Ele entendeu e eu nem precisei fazer muita chantagem emocional!!! rs! Fiquei empolgada. Fui ao shopping leva-los para dar uma volta, despedir em grande estilo com alguns mimos, comprar coisas para a viagem, besteirinhas que criança gosta de levar para brincar com a Vó... Fiquei empolgada e deixei para arrumar a mala no dia seguinte, o mesmo que eles viajariam. Coisa de louco, viu? Acordei no dia seguinte no pique total e fui empolgada arrumar as malas, separar bastante roupa de frio por que aqui em BH estava um gelo, imagina no interior? Acordei os meninos, arrumei tudo direitinho, tomaram café, nada muito pesado para não passarem mal na estrada, e pegamos um táxi. Todos nós! Papai também foi para se despedir. Eles iriam viajar de ônibus mesmo, já que o trajeto para a cidade da minha Avó é feito no máximo em 1h30min. "Pertim, né?" rs!

Encontrei com a minha tia na rodoviária de Belo Horizonte às 10 horas, conforme combinamos. Tá, tá bom, atrasei uns 15 minutos. Faz parte da vida...rs! Principalmente da minha. Já me atrasava quando cuidava apenas de mim, imagina agora com 3 crianças para arrumar? rs!

Descobrimos que só havia ônibus para Prudente de Morais, cidade da minha Vó, 12h30min. Ficaríamos por mais de 2 horas com as crianças na rodoviária. Quase morri do coração! rs! Rodoviária é um lugar perigoso, Bernardo não fica quietinho no lugar e a Luiza estava sem o carrinho de passeio. Acabei não levando achando que iria voltar rápido para casa. Depois de tantos anos e 3 filhos, ainda cometo esse erro! rs! É sempre assim: toda vez que deixamos de levar algo é quando mais precisamos!!! rs! Teria que ficar com a Luiza no colo mesmo, já que soltá-la, era correria e sujeira na certa. Resolvemos então, comprar o que faltava como fraldas, biscoitinhos, brinquedos para mimar mais um pouquinho, já que não são mimados o suficiente, né, tia Val? rs!

Engraçado mesmo foi o momento que decidimos deixar a Lulu andar um pouco para brincar com os meninos. Foi colocá-la no chão e começou a correria. Esparramaram "que nem" água, cada um para um canto. Saímos feito loucas, eu e minha tia, correndo atrás de cada um!! rs!

Logo chegou a hora de embarcar. Foi tudo tão corrido e não consegui me despedir. Eles subiram correndo no ônibus, dada a empolgação em viajar e nem me deram um beijo. Como o ônibus tinha ar condicionado, as janelas eram fechadas. Ficamos através do vidro mandando beijos e nos despedindo. Entrei no táxi de volta para casa. Dentro do carro, um incômodo. Cheguei em casa e era o mafuá de sempre com brinquedos e roupas espalhadas por causa da correria. Coloquei a Lulu no berço para descansar um pouco e fiquei andando pela casa, como barata tonta, sem saber o que fazer. Sinceramente, não sabia por onde começar a minha "folga".

Preparei algo rápido para comer, almocei a comida quente, sem ninguém me incomodando, sem precisar implorar para criança alguma comer ou argumentar para ver o jornal em vez do desenho animado. Comi, deitei na cama e o incômodo continuava. Fiquei deitada por um tempo, pensando nos meninos, nos rostinhos sorrindo para mim pela janela do ônibus fechada.

Finalmente, percebi que já estava descansada!! rs! Eu não precisava de dias de folga, só de 1 ou 2 horas!! Pronto!!
- Quero os meninos de voltaaaaaaaaaa!  - chorei.

Liguei para o Mauricio, meu marido. Disse que estava aflita, que queria os meninos aqui, a casa estava quieta demais, não havia ninguém para bagunçá-la, nem correria pelos cômodos e gritaria.

Juro. Se eu pudesse, dirigiria até lá, chegaria antes que eles só para trazê-los de volta!! rs! Mas não dava. Teria que me acostumar com aquela quietude toda. Até o fato da Luiza estar dormindo me incomodava. Alguém tinha que "brincar" comigo!! rs!

Fiquei como boba chorando...

Quem aí é assim também? Vive pedindo férias dos filhos e quando isso acontece, morre de saudade?

Depois conto como tudo terminou, ok?

Abraços!!!

Olha a carinha de tristeza deles longe de mim... rs!