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Questão de autoridade

Como tenho feito para manter a casa e as crianças em ordem.

[DIA A DIA] Como é ser mãe de 3?

Fonte: Pinterest

- Ser mãe de 3 não é tão complicado quando pensam, nem tão simples quanto às vezes parece, na teoria.

Eis a minha resposta padrão à essa pergunta. Contudo, no instante que respondo, logo me vem à mente as cenas da luta diária em casa para que tudo dê certo, para que esteja viva no dia seguinte e possa responder a mesma pergunta à outro estranho que me pergunte.

Minha casa, normalmente, é um caos. Sempre bagunçada, por isso, é tão complicado receber visitas. Por mais que arrume, há sempre brinquedos jogados, roupas que eles cismam em trocar por conta própria, gritaria a todo instante, a não ser que estejam dormindo ou tenham saído, coisa rara. Não há nada que eu comece a fazer e termine assim, de uma vez. Toda tarefa é interrompida por algum grito, briga, queda ou pedido urgente. Eles nunca podem esperar! Apensar de tentar criar esse conceito na cabecinha deles, de que nem tudo é na hora que queremos, que não estamos sempre à disposição, à mercê de suas vontades e desejos, é uma lição difícil de assimilarem! Mas o importante é insistir, persistir.

Raramente estão quietos. Por mais que invista em brincadeiras, cabaninhas, cadernos de colorir, tempo de qualidade que todos os dias separo para conversar, ler algo interessante ou simplesmente brincar junto. Apesar de tudo isso, estão sempre fazendo arte. Tenho que ficar todo instante ligada, atenta aos sons ou à falta dele. Como dizem, criança calada é um perigo. E é mesmo! Dá para contar até 10 e depois ouvir o som abafado do tombo, algo que espatifa no chão ou o grito da confusão instaurada. Silêncio dá nisso...

- Logo agora que estava pensando em soltar aquele suspiro de alívio! - Penso.

Como consigo lidar com tudo isso? Rotina. Procuro seguir uma hora para tudo, mas não quer dizer que seja escrava dessa rotina. Por vezes, eu a quebro para colocar algo melhor na agenda. Finais de semana, por exemplo, são incertos, mas durante a semana, é o que me salva da loucura quando tenho que ficar sozinha com eles o dia todo. Se Luiza não dormir logo após o almoço, fica chata o resto do dia. Luiza chata ninguém aguenta, então, almoçou? Banho e cama! Se não comerem na hora mais ou menos certa, ficam pedindo besteira para preencher a lacuna da fome e depois não comem direito na hora que deviam. Então, esteja  que estiver fazendo, paro tudo para alimentá-los na hora certa. Ir para a cama no horário, é um sofrimento. Brigam, choram, mas não cedo aos chiliques e reclamações. Normalmente, faço tudo por demanda. Hora do banho é a mesma para todos. Arrumo as roupinhas e deixo em cima da cama. Eles entram para o banho e saem ao mesmo tempo, aí posso vesti-los e ficar de olho na bagunça bem de perto. Para almoçar, sirvo as refeições, coloco a mesa e quando tudo está ajeitado, os chamo para comer e sento junto. Isso não quer dizer que eu vá comer. Prefiro alimentá-los, colocar a Luiza na cama para a soneca e só depois me sirvo e como com calma, se for possível, o que às vezes não é. Faz parte!

Quando vão para a cama é o tempo que tenho para mim, para escrever, ler um pouco, assistir um filme. Questão de sobrevivência separar um tempinho para minha cabeça e não me sinto nem um tantim culpada por isso, por me querer bem. Minha vida não pode girar em função deles o tempo todo, por isso, separo um dia para sair com as amigas, espaço para cuidar de mim, da minha saúde e beleza. Para tanto, o maridão fica em casa cuidando das crianças, como faço quando ele tem os programas dele. Nessas horas o importante é o casal entender que ambos temos necessidades e preferências e para que dê tudo certo, um cede daqui, outro dali, encaixando os melhores horários para que todos saiamos felizes com as escolhas que fizemos. Ter filhos é complicado e naturalmente, alguns homens tendem a acreditar que é tarefa da mulher cuidar de tudo sozinha, sendo ele um mero ajudante. Não!! Não é! Ele não é coadjuvante dessa história. Recai sobre os ombros dele a criação dos filhos, as responsabilidades e tarefas necessárias para que sejam crianças felizes e saudáveis. Divisão de tarefas é tudo nessa batalha diária de conciliar vida (toda ela!) com os filhos.

Há dias em que tudo corre certinho, todos felizes e saltitantes com o sentimento de dever cumprido, e o melhor, sem se estressar. Outros, que parece que vou surtar! Juro! Tenho que respirar fundo para não sair correndo, com o sentimento de "nunca mais voltar". É claro, isso passa quando me acalmo, mas é como me sinto, às vezes, mais vezes do que gostaria, porém é a realidade.

Como disse, nem sempre é fácil, mas não tão difícil quanto pensam. Sempre soube que seria mais ou menos assim, acho que por isso, não me espanto tanto. Sempre soube o peso que seria abdicar da minha carreira e vida social para ser mãe tão jovem. Sempre soube que criança é complicada e cada uma única em sua personalidade e jeitinho, por isso, um desafio diário por mais que existam livros ditando a forma perfeita de criá-los. Quando planejamos com calma e estudamos os desafios que estão por vir, nos preparamos. Mesmo quando saímos do prumo ou da expectativa de vida que tínhamos para um caminho desconhecido, é só sentar, colocar a cabeça no lugar e pensar o melhor caminho.

Por exemplo, eu conheço a personalidade dos meus filhos, sei o que chateia e irrita. O desafio é evitar e não dar motivos para o chilique. Isso não quer dizer ser permissivo. É apenas evitar o estresse. Se eu sei o quanto dormir mal deixa minha filha irritada, planejo para que sempre estejamos em casa no horário da soneca. Se eu sei que o meu filho não gosta de certo alimento, por que não pesquisar outras formas de fazê-lo ou algo que o substitua com a mesma riqueza de vitaminas?

Assim vou levando o meu dia. A cada fase nova e complicada que passam, vou me adequando, me especializando. E quando penso que já sei demais, que me tornei expert no assunto, eles reviram o meu dia para me mostrar o quanto preciso aprender! rs!

E vocês? Como fazem para sobreviver à maternidade e os desafios de cada dia?

Beijos!

ROBERTA CAMPOS - ABRIGO

Como levar a maternidade de forma mais leve?

Fonte: saudebeleza.org
Toda ação gera uma reação. Está garantido pela física e comprovado por nossas experiências pessoais. É só uma forma menos poética de dizer: tudo o que plantamos colhemos. As escolhas que fazemos não apenas traçam  nosso caminho, como também dizem quem realmente somos, na essência. Não adianta discurso bonito, se é nas atitudes que entendemos quem cada um é.

No entanto, mesmo quando nossa essência é boa, a terra fértil e semente bem plantada, surgem atitudes que não planejamos, não condiz com nossa personalidade, apenas fogem do controle. Está garantido também pela física que uma força externa pode alterar a estado de um objeto, ainda mais estando ele em repouso, neste caso, o que veio para interferir, nem precisa de tanta força para nos tirar do eixo. Observando o dia a dia com os filhos, comprova-se essa teoria, que de teórica não tem nada!

Quantas vezes nos pegando seguindo uma rotina às cegas, sem nem pensar se ela é tão necessária ou tão benéfica. Acontece que filho é o "X" dessas equações. Passamos a vida inteira procurando não o seu valor, que é inestimável mesmo, mas prever seus "passos", possíveis trajetória, sem sucesso, é claro. Cada dia um resultado diferente. Cada manhã um recomeço, se dermos a sorte de dormirmos! Para complicar a vida, há também aquela força externa que pode ser uma noite mal dormida  - efeito zumbi -, dentição, "terríveis dois" - já escrevi sobre isso -, alguma mudança na rotina como um passeio ou entrada na escolinha, visitas, presentes, avós, irmãos que nascem, irmãos que vivem em outra casa, irmãos que vivem junto, seu humor, humor do pai, babá atrevida que ensina o que não foi instruída a fazer, seu trabalho, trabalho do marido, pitaco "dasamiga", pitaco da sogra, pitaco de qualquer um, enfim, tudo que tire a normalidade da rotina da família, mudanças necessárias ou que fazem parte do cotidiano, mas que mesmo assim, trazem um certo estresse. Essas forças externas, quando chegam e sempre chegam, caso não estejamos preparadas, ressabiadas, cabreiras e bastante espertas para perceber, somos levadas como por uma onda. Se deixarmos, podemos acabar jogadas nas pedras, metaforicamente falando.Na prática, tomamos aquelas atitudes que não fazem parte da nossa personalidade, não retratam quem somos.

Quando nasce um filho, o primeiro, sempre planejamos: não serei uma mãe histérica, ele terá uma alimentação assim ou assado, não deixarei que o trabalho afete a maternidade e não deixarei de ser uma excelente profissional comprometida com os resultados, eles jamais farão uma pirraça em público, dormirão "X" horas e mais uma infinidade de expectativas e planos que traçamos na esperança... NÃO!... na convicção de que conseguiremos cumprir as metas, como se fosse algo fácil. As outras mães que assistimos por aí reclamando ou vivendo algo diferente são muito exageradas ou péssimas mães.

- Há! Se fosse comigo! - pensamos.

Tudo OK. Também já pensei assim e passei mais 6 anos redescobrindo a maternidade, a real.

De tudo o que passei, todos os apertos e problemas que tive, aprendi uma coisa: não dá para esperar o baque dos problemas. Não podemos deixar que as ondas nos leve. Em vez de lutar para seguir uma rotina engessada, causando um estresse desnecessário, que tal adaptar a rotina para a paz reinar? Eu prefiro ficar brincando com meus filhos, assistindo desenho, do que correr o dia todo para manter a casa arrumada e eles largados por aí, fazendo pirraça, implorando por atenção. Do que adianta brigar com a criança na hora das refeições, enfiando guela abaixo um brócolis, quando você poderia pesquisar quais alimentos poderiam substituir por terem as mesmas vitaminas ou novas receitas para que mude a cara do legume e o faça mais atrativo?

No quesito ser levado pela onda, dá para prever certas coisas como uma pirraça. Filhos passam por fases semelhantes, é só você se antecipar. Pesquise, procure saber e conversar com outras mães. O bebê, que pode ser mais anjinho do mundo, passará pelos "terríveis dois" e sim, te desafiará, será atrevido e chato, como qualquer outro. PRE-PA-RA!!!! rs! E pensando nessa fase "adorável", evite situações que podem resultar em pirraça, NAQUELA pirraça de enlouquecer, sabe? Nada de passar em frente a lojas de brinquedos! Entrar, então, nem pensar! Para quê dizer um "não" assim, seco, se dá para sugerir outro opção e evitar o estresse, principalmente quando há plateias, daquelas que julgam bem julgado?

- Pode? - o filho pergunta.
- Há! Que tal brincarmos de "tal coisa"? - a mãe sugere.

Pronto! Evitou a briga, a confusão, o estresse. Mais ums dia se passou e você sobreviveu. E assim, os dias vão passando, as fases vão dando lugar a outras, algumas mais fáceis, outras complicadas como é de se esperar. Todos já conhecem, dá para se preparar. Não apenas da física, mas da vida, tiramos um aprendizado importante: nunca ficarmos inertes esperando os problemas acontecerem, ao mesmo tempo, não lutarmos demais por problemas que não têm solução. Flexibilidade! Já crescemos, fomos preparadas para este desafio. Não entendo a dificuldade neste quesito com a maternidade. É "rebolar" da mesma forma que fazemos no trabalho, no casamento, na vida em família. A intenção é fazer da maternidade algo mais leve, mais tranquilo de ser levado. E onde está o erro em querer fazer da maternidade uma experiência prazerosa, que nos complete, algo que faça suspirar, em vez de nos enlouquecer?

Agora, que me perdoem as leitoras, mas tenho que ir ali, rebolar para colocar criança na cama. Afinal, de todas as minhas imperfeições na maternidade, a que eu mais gosto é poder dormir ao lado dos meus pequenos. Se é certo? Sei lá! Não perco meu tempo com os pitaqueiros. Mas amo dormir com o cheirinho deles assim tão perto. No meio da noite, levanto e volto para o computador ou se o cansaço for muito grande, mudo para cama do marido! Só mudo de braços, mas o amor é o mesmo!!! Tão forte quanto! E onde está o erro em amar tanto?

Boa noite!

JOTA QUEST - DENTRO DE UM ABRAÇO

O dom de acolher

Fonte: maedoano.com.br
Grades nas janelas, proteção nas quinas e portas, proibido brincar perto do fogão, peças pequenas dos brinquedos escondidas para não serem engolidas, nada de correr com lápis de cor na mão ou qualquer outro objeto pontiagudo, ausência de tapetes que deslizam e causam quedas, cuidado com a TV grande que pode cair em cima do bebê caso ele tenha a brilhante ideia de subir na estante, copos e potes de vidro na prateleira mais alta e tantas outras soluções que tomamos diariamente para manter as crianças seguras.

É automático! Em todo lugar que chegamos, passamos o nosso raio-x em tudo, como um scanner e por um milésimo de segundo pensamos com a cabecinha deles, imaginando onde dá para subir, o que pode ser colocado na boca, os perigos do ambiente que adentramos. Um alarme soa em nossa cabeça, coisa que deve vir de fábrica com a maternidade, e eliminamos todo e qualquer risco aos nossos filhos. Porém eu me pergunto:

- E os seus braços? Estão sempre abertos para proteger?
- É claro! - Deve ser sua resposta imediata, sem nem pensar duas vezes.

Porém, não estou dizendo hipoteticamente. Quero falar em termos práticos. Só quem tem filho sapeca em casa para entender! Eles inventam mil novas maneiras de desafiar o scanner que fazemos do ambiente, mesmo daquele que já conhecemos bem, como o de nossa casa. Quando menos esperamos lá está uma criança estirada ao chão, chorando, pedindo por socorro.

Bernardo é assim. Inventa novas armadilhas para se machucar todos os dias. Já cismou de fazer um carrinho daqueles maiores de skate ou outros dois carrinho de patins. O que deu? Tombo, ué! E dos feios, daqueles de deixar um galo de todo tamanho na nunca! Já pulou tão alto na cama que aterrizou no chão, outro tombo. Já subiu na estante e caiu lá do alto. Foi pegar uma bola e fuçar nos livros. Torceu o pé e ficou um tempinho sem andar direito. Também já pulou embaixo do chuveiro e escorregou. E andou sem olhar para onde ia, bateu a testa bem na parede, sem dó nem piedade. E em todas essas horas, só me vem à mente uma pergunta:

- Por quê??? Por quê, Bernardo?

Minha vontade nessas horas é dar uma bronca, afinal, não é possível que ele vá repetir o feito. Impossível? Que nada! Lá vai ele todo serelepe arranjar novos "desafios" e mais dor de cabeça, não dele, minha. Volta um tempo depois com mais algum "dodói", às vezes até dá trégua de alguns dias, mas sempre paramos na mesma cena: mamãe desesperada, tentando segurar o choro e o nervosismo para acalmar a criança. Afinal, para quê dar bronca? A "punição" o resultado da sua estripulia já está ali, doendo. Nessas horas, nosso colo tem que ser o ninho onde ele irá se esconder, nossos braços, o refúgio na hora do medo e da dor. Penso não apenas na infância, mas na vida adulta, na adolescência. Que meus filhos entendam que mesmo quando fazem algo errado o meus braços sempre estarão abertos para acolher, acalmar e quando só imperar o silêncio, aí sim, vem a bronca, o conselho, as dicas, o desejo para que tudo melhore. Que eles não tenham medo, mas confiem que em mim está a segurança e verdades que necessitam ser ditas da vida, tudo com muito carinho e amor, coisa que só encontrarão nos pais ou equivalente, como avós, tias e madrinhas.

Quantas vezes estivemos em apuros e precisamos de um abraços amigo? Daqueles que não julgam, não apontam o dedo, não nos use como exemplo de nada, dê pitaco ou conselhos furados no furor da raiva de "ter que ajudar"? Inúmeras vezes estive nesta situação e depois da morte da minha mãe, é o que mais sinto falta. Se pessoas crescidas e teoricamente tão certas das decisões que tomam às vezes precisam deste colo, como julgar uma criança? Como não dar este colo, este chamego? Em quem mais eles confiarão? Onde procurarão abrigo?

Então, se seu filho te presenteou com mais uma arte daquelas de arrepiar os pelinhos da nuca, ao invés de brigar, dar chilique, apontar defeitos, falar baboseiras, torcer contra ou soltar um sonoro "bem feito", que tal dar colo? Cuidar? Ele confia em você por um motivo: é a mãe dele. Então exerça este papel com amor. Existe amor maior que acolher o filhote no ninho?

Acho que não!

MARCELO JENECI - FELICIDADE

Nada substitui o amor prático

Fonte: Pinterest
Já pararam para analisar, observar aquelas pessoas que dizem seguir um conceito moral, mas fazem o contrário? Eu sim. E aquelas que pregam a paz, a tolerância e a liberdade de expressão, mas logo ficam enfurecidas se são questionadas? Existem aos montes por aí, né? Chame do que quiser, mas eu prefiro chamar de hipocrisia mesmo! Discursos lindos, porém na prática, nunca colocados em ação. E nesse balaio de gatos de hipócritas, gosto de colocar também o amor aos filhos.

Em todo canto que olhamos, nas conversas, nas rodas e grupinhos de mães, uma infinidade de mulheres que só têm elogios a tecer sobre os filhos. Nenhum deles tem um defeito, na verdade, nós mães, nunca enxergamos ou lembramos dos defeitos dos filhos e nem alardeamos o que nos vêm à mente, na esperança de concertar tudo, aquela birra chata, a hábito de não comer legumes, a luta para colocá-los na cama... Todos comem bem e de tudo, dormem direitinho, são comportados, verdadeiros anjos. Crianças rodeadas de elogios, muitos deles, mentirosos ou exagerados, brinquedos caros, agendas lotadas que, para alguns pais é sinônimo de sucesso e amor deles para com os filhos. Para mim, sinônimo de uma infância mais curta, em que importamos da vida adulta todo o estresse e dia a dia corrido.

Em meio a tudo isso, eu me pergunto:
- Será que essas crianças sabem o quanto são amadas?

Será que o "aparentar amor" é mais importante que o amor prático? Será que não estamos substituindo o amor, aquele que demonstramos, por coisas palpáveis? E que espécie de crianças sairão de tudo isso? O que valorização?

Fui criada por uma mãe solteira, por isso, sozinha na batalha diária de cuidar dos filhos. Sempre estive próxima dos tios e tias, criada com os primos, crescendo junto. Todos ajudavam a cuidar, um pelos outros. Porém, da minha mãe, só tive convivência diária, vínculo mãe e filha mesmo, depois que nos mudamos para nossa própria casa, quando eu tinha 11 anos. Éramos só eu, minha mãe e meu irmão. Foram necessários anos e um pouco de maturidade para que eu entendesse o quanto minha mãe me amava. Ela não sabia demonstrar. Não foi criada com vínculos de afeto, não sabia como abraçar um filho, como dar um beijo de "boa noite". Nos amava profundamente, pois só uma mãe que ama muito seus filhotes para sair de um plantão de 12 horas, embarcar em outro emprego e seguir adiante para sustentar com dignidade a casa. Só uma mãe que ama muito seus filhotes para mesmo depois de trabalhar tanto, chegar em casa e nos dar atenção, cuidar de tudo e ainda cozinhar divinamente bem, só para nos agradar. Pois bem. É claro que minha mãe que amava, mas criança não enxerga esses sacrifícios que fazemos e hoje eu entendo. Demorei demais para notar o tamanho exato desse amor, coisa que vamos descobrindo aos poucos. Tive que eu mesma começar a "revolução". Demonstrar o quanto a amava diariamente com todo carinho. Já que eu cumprimentava a todos os conhecidos com beijos e abraços, por que não faria com minha mãe? O susto que ela levou quando eu lhe dei um abraço, assim do nada, valeu uma vida inteira. Azar meu foi ela morrer logo depois que comecei a me comportar diferente. Azar foi não ter aproveitado mais o tempo com ela, conversar, confidenciar segredos, papear sem compromisso, fazer algo bacana ou não fazer nada, só ficar por perto. Pude aproveitar. Pouco, mas pude.

Com base nesta experiência, crio meus filhos completamente diferente da forma que fui criada. Demonstro todos os dias o quanto os amo, digo diariamente, converso abertamente sobre todos os assuntos, digo como me sinto e o que espero deles. A caixa de brinquedos ainda está cheia, ou doamos alguns ou não compramos nada novo. Para quê enchê-los de coisas, jogos e bonecos que brincam sozinhos e não favorecem a criatividade, vídeo-games que ocupam as tardes e os deixam cegos diante da TV? Para quê? Quando saímos, é para brincar, comer algo gostoso, passar tempo juntos, só a gente. Coisa boa! Valorizo e insisto que eles aprendam o mesmo, que o tempo com as pessoas que amamos vale muito mais a pena que qualquer brinquedo caro, que o tempo bolando uma cabaninha bacana é mais legal que ficar vendo os brinquedos eletrônicos que já sabem brincar sozinhos, que fazer bagunça com os irmãos é muito mais divertido que qualquer outro amiguinho, já que terão uma vida toda para compartilhar mamãe e papai e quando eles crescerem se lembrarão com carinho de tudo isso, eu sei. Os faço pensar nas escolhas que fazem, como quando escolhem brigar com o irmãozinho.

- Quem é o seu melhor amigo, que brinca todos os dias contigo? - Eu pergunto.
- O meu irmão - É a resposta. E é exatamente isso que quero ouvir.

Como disse, não entendo essa necessidade de provarmos que amamos nossos filhos com bens materiais ou em declarações abertas nas redes sociais, que inclusive, eles nem verão. Acho lindo as declarações, eu mesma já fiz várias. No entanto, ser mãe não é só aquela maravilha. Somos mães, chatas às vezes, mandonas! Minha prioridade não é provar que os amo. Eu os amo e eles sabem disso! Não me importo de parecer uma mãe ruim, que não deixa tudo, que implica, que diz "não" sem dó nem piedade, mas é nesses atos que vejo mais amor, afinal, dói muito mais em mim cada negativa, cada bronca que dou. Sei que é melhor para eles, para que se tornem pessoas melhores, então resisto bravamente em minha chatice.

No final de tudo isso, eles crescerão, ouviremos no trajeto algumas frases feias que as crianças dizem quando os colocamos de castigo ou dizemos "não" à exigências que fazem, contudo, um dia, no futuro eles lembrarão que o relacionamento pais-filhos é construído diariamente com presença e carinho, como um castelo, feito aos poucos com tijolinhos, tudo que os ensinamos diariamente. E é na infância que está o alicerce, a fase mais complicada e importante desse projeto. Está aí a dificuldade.

Espero ter bastante tempo para contemplar minha obra, para construí-la com calma e aos pouquinhos, afinal, apesar de difícil e complicada, esta é a fase mais gratificante. Só Deus sabe o quanto fico feliz ao ver meus três bagunceiros correndo pela casa, fazendo farra juntos e felizes. Entro na farra junto. Sou daquelas mães que decoram as falas dos desenhos prediletos, que cantam e dançam junto, que jogam bola e ficam suadas brincando de correr, que participam de cada degrauzinho que sobem. Louca? Sim! Eles gostam assim e o mais importante: sabem o quanto os amo!

Boa noite!

CIDADÃO QUEM - AMANHÃ COLORIDO

7 dicas para conviver com crianças de 1 a 3 anos

Fonte: enciclopediadobebe.com.br
Um vídeo muito engraçado do Story of This Life tem feito sucesso, mostrando a rotina, coisinhas simples que só que tem uma crianças de 1 à 3 anos para entender. No vídeo, essas crianças são chamados de toddler, termo usado para classificar aquelas que não são mais tão bebês, nem crescidos o bastante para serem independentes . Estão naquela fase complicado de aprendizado, de descobrir o mundo, os sons, texturas, o limite da paciência dos pais. E é aí que entram essas preciosas dicas de sobrevivência.

Luiza está exatamente nesta fase. Ao mesmo tempo que é uma fofura vê-la crescendo e se desenvolvendo, dá um certo desespero. Cada dia uma novidade de travessura... E dá-lhe criatividade! Nossa para nos safar da bagunça e dela em aprontar todo dia uma coisa diferente.

O video lista 7 regrinhas para conviver melhor com os bebês...ops!... com essas crianças! rs!

1. A canetinha não é feita só para o papel.
2.  Se você não sabe o som de algum animal, invente.
3. Se um bebê te estender um telefone, atenda.
4. Fique atenta ao que diz, eles com certeza repetirão.
5. Em algum momento, eles sempre farão de você um mentiroso.
6. Se eles odeiam a comida um dia, também odiarão o dia seguinte.
7. Se estão quietos, provavelmente estão fazendo alguma travessura.



Fonte: Catraquinha

Filho não pode ser sua única fonte de satisfação

Fonte: exame.abril.com.br

É complicado ser quem realmente somos quando temos filhos! Principalmente com a cobrança diária em sermos perfeitas, que criam verdadeiros anjinhos, tão educados e contidos, tão "plasticamente" fofos... O que passe disso, só depõe contra o nosso trabalho. Crianças que correm, brincam, brigam, falam alto, são taxadas de má educadas, quando na verdade, são apenas crianças! Ainda não foram moldadas para viver em sociedade, por isso, espontâneas.

Voltando ao assunto...

Você acha que eu gosto de ouvir Galinha Pintadinha o dia todo? Para aliviar o estresse das musiquinhas repetitivas, estamos fazendo a transição para o Palavra Cantada, músicas mais gostosas de ouvir, com vocabulário mais variado e letras inteligentes. Quase todos os dias é uma festa, colocamos o DVD Pé com Pé do Palavra Cantada e dançamos, cantamos, nos divertimos. Todos juntos! Até o papai não escapa da farra. Há sempre momentos assim, de descontração, para amenizar aquela faceta de mãe chata que tenho que exercer todos os dias. É mandar tomar banho, comer tudo, não bater no irmão... Tudo isso, dito às vezes, eu confesso, não com a delicadeza que eu gostaria. Fazer o quê? Parece que quando nos tornamos mãe, uma sirene cresce dentro da garganta e o volume aumenta com quantidade de filhos. Tenho 3. Já imaginou? Odeio gritar! O-D-E-I-O !!! Mas nem sempre consigo manter a calma necessária para convivermos na mais serena paz, nem sempre consigo colocar em prática os manuais, todos os manuais que ensinam dicas infalíveis em como moldar seu filho e fazê-lo uma marionete que não questiona, não pensa. Contudo, é o que todos querem, aceitam como natural. E nós mães, fadadas ao fracasso, sendo essa uma jornada impossível de continuar. Não estamos adestrando cachorros, estamos criando filhos que pensam por eles mesmos.Eu, definitivamente, não preciso viver torturada por esses manuais. Não quero.

Me perguntam sempre como consigo dar conta de três com diferentes personalidades. Bom, eu sigo minha intuição. Faço o que acho certo. Respeito a individualidade de cada um, seus sentimentos, medos, personalidade e assim, as coisas vão ficando mais calmas. Ensino respeito, educo, passo todos os valores que acredito serem importantes para se tornarem pessoas de bem. Porém, meu desejo não é moldá-los para serem como as pessoas querem que eles sejam. Passei minha vida toda sendo o que não queria ser. E não há sensação pior do que não se aceitar como realmente é.

Algumas pessoas acreditam que criar filhos seria como plantar árvores, inflexíveis, raízes grossas e firmes. Filhos livre e leves são resultado de um mal trabalho. Já eu, acredito que criar filhos é mais como plantação de bambu... rs! Ou aquelas árvores altas, flexíveis, com raízes fortes, mas que se moldam à situação, aos problemas, ao que a vida nos apresenta. Não confunda liberdade com permissividade! Não deixo meus filhos soltos, fico perto, bem pertinho acompanhando tudo, mas respeitando os limites, as diferenças entre eles. Pregamos tanto que respeitemos as diferenças com pessoas de outra cor, de outro time, nacionalidade, opção sexual, mas não queremos respeitar as diferenças dentro da nossa própria casa, aqueles detalhes que fazem cada filho ser singular. Criados da mesma maneira, mas diferentes entre si. Um gosta de beterraba e outro não. Fazer o quê? Enfiar "guela" abaixo? Não! Eu mesma não sou muito fã. Questão de paladar. Quem sabe se fizermos panquecas coloridas com beterraba, que são batidas no meio da massa, eles comeriam, sem reclamar tanto? Haveria menos estresse em casa e você respeitaria o limite de cada um. Dá para ser mais flexível? Dá!

Se as revistas dizem que "tem que fazer para que a criança se desenvolva bem" - é sempre esse o motivo - e a família não tem condições financeiras, estruturais ou de logística para aplicar o "conselho", o que fará? Se sacrificará para fazer o que "tem que fazer"? Por que não parar para pensar e analisar se realmente precisa? Será mesmo tão necessário assim? E nas gerações passadas, que as crianças não tinham tanto acesso a tudo, que as mãe não tinham noção desses "modismos" de agora, as crianças eram criadas como? E ficaram piores por causa disso? Sei lá, eu tenho percebido que as gerações passadas eram melhores. Não é dado tirado de nenhuma pesquisa, nem uma especialista que vos fala, é apenas minha opinião. E realmente, crescer antigamente era muito melhor. Será mesmo que seu filho precisa de tanto? Tantos brinquedos? Aula disso ou daquilo desde os 3 anos? Não passou pela sua cabeça que várias pessoas que contam sobre seus filhos terem amado tal produto, de ter sido imprescindível no desenvolvimento deles, são pagas para dizerem exatamente isso? Quanta inocência...

Acho graça das mamães de primeira viagem, comprando tapetinhos, cadeirão, brinquedos caríssimo que, dizem os especialistas, ajudam no desenvolvimento. Fico com pena pensando na hora que elas perceberão no desperdício de dinheiro e tempo. Largue a criança no chão, brincando com chocalhos, potes plásticos, bola e se possível, outras crianças, para você ver o desenvolvimento dela... Eu continuo afirmando que todos os marcos de desenvolvimento dos meus filhos, foram dados na casa da minha avó, sem os brinquedos caros, sem os "estímulos" que esse bando de gente palpita que seja necessário. Foi ali, no meio da terra, brincando com bichinhos, comendo fruta do pé, correndo descanso que eles aprenderam a brincar, que cresceram naturalmente, sem exigências, sem gráficos mostrando o "progresso". Eles progridem e ponto. Vão aos poucos crescendo e eu, com calma acompanhando, me divertindo também. A vida me mostrando que não preciso de sacrifícios, além dos naturais (rs!), para exercer a maternidade.

Afinal, em meio a toda essa baderna, em que o mundo se intromete na forma que criamos nossos filhos,vamos nos sacrificando, deixando de nos cuidar, de fazer coisas que gostamos ou gostávamos, antes da maternidade, antes dessas obrigações fazerem parte da nossa vida. E seu filho lá, com o quarto abarrotado de brinquedos que ele nem lembra que existem e você aqui, sonhando em passear, tirar uma noite de folga dessa rotina tão desgastante, sonhando em fazer as unhas, depilar... Todo seu dinheiro indo em coisa inúteis. Haaa... Mas não é só uma questão de dinheiro. Trata-se do tempo desperdiçado, na dedicação para as coisas que não servem para nada, enquanto seus planos, aqueles mesmos que você fez muitos anos antes, vão ficando trás. A maternidade vai ficando pesada, chata, você infeliz. E mesmo assim, provavelmente, alguns estarão me julgando por dizer tamanha atrocidade! Afinal, nem o direito de achar ruim, temos.

Mãe boa, mãe perfeita, mãe dedicada, não reclama! Acha tudo bom! Do acordar várias vezes durante a noite até o fato de não conseguir cuidar de si, tudo isso muito bom!

Me reservo o direito de ser eu mesma, ter minha personalidade intacta, meus sonhos ainda na listinha de planejamento, afinal, sou mãe, mas não deixei de ser a Sheila com meus próprios desejos para o futuro e eles, os planos, nem sempre inclui crianças como sair à noite com o marido, jantar fora e depois namorar, como minha carreira, os livros que planejo ler, que pasmem, não são sobre maternidade! Minha vida não precisa ser regida o tempo todo pelos meus filhos. São meus, são tudo para mim, mas nem toda fonte de alegria tem que vir deles! Havia sonhos e planos aqui antes de ser mãe, uai. Preciso parar de escutar as músicas que gosto? Me sentir culpada pelo cinema que às vezes planejo (nem sempre executo) ir? Me sentir mal por, ao invés de comprar o vigésimo carrinho fora de temporada, preferir ir à manicure, comprar um vestido bonito ou fazer um corte bacana no cabelo?

Acho que não! Não mesmo!

Ter filho não pode, nem nunca será minha única fonte de satisfação! E quando eles se forem? Começarem a namorar, a sair com a turma? Acabará a vida? Lá pelos 40/50 anos que você começará a viver? Por que não ser feliz agora? Saiba que mãe feliz, faz o filho ainda mais feliz!!! =)

É para pensar, viu??
Boa noite!

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MALLU MAGALHÃES - VELHA E LOUCA
 

10 ideias de decoração de quarto infantil desenvolvida por decoradores que, provavelmente, não tem filhos.

Gosto de decoração. Adoro ideias criativas e reaproveitamento de materiais como caixotes, pneus, madeiras velhas, brinquedos... Não apenas pelo baixo custo, mas pela exclusividade da peça, sendo única, projetada só para aquele fim e mesmo quando reproduzida, nunca ficará igual. Imagina só um projeto todinho original? É de se apaixonar!

Pois bem, em minhas pesquisas me deparei com quartos lindos, dignos de príncipes e princesas, outros divertidos e criativos. Encontrei também projetos tão diferentes, que é até complicado achar profissional que reproduza em nossa região. Outros, porém, sendo sincera, eu até preferiria que não houvesse profissional nenhum que reproduzisse. São projetos lindos e criativos, mas quem os idealizou, provavelmente não tem filhos, ou se tem, não pensou nas consequências ou no quanto enlouqueceria os pais.

Eis alguns achados...


1. Piscina de bolinhas!!! Uhuuuuu!!! Qual criança não gostaria?
Agora, já imaginou você, a noite toda, catando as bolinhas uma por uma? Ou tirando a criança que adormeceu lá dentro... Um sufoco, né?? Quem planejou isso, não pensou nos pobres pais que irão na primeira chance transformar isso em cama comum, para não conviver com essas benditas bolinhas!! rs!

Fonte: Pinterest


2. Com parede de escalar! 
E eu só fico pensando na quantidade de pontos e membros quebrados... Isso se a criança não tiver a brilhante ideia de subir até o lugar mais alto e pular, tentando acertar a cama.


Fonte: Pinterest
Fonte: Pinterest


3. Que ideia linda!!! Uma escada decorando... 
Se há alguma dúvida, eu afirmo: a criança irá subir. Isso é quase que um convite formal para que suba!!!

Fonte: Pinterest
Este com escada e passagem para o cômodo superior. Linda!!! Continuo preocupada... rs!
rockntech.com.br

4. Um balanço?? Não!!! O que será isso??
O que estava pensando o decorador ou a mãe que permitiu que fosse instalado?

Fonte: Pinterest


5. Lindo!!! Mas já imaginou a queda feia? 
Samuel, com 6 anos, tem mania de se levantar, falar, mexer, reclamar, tudo isso enquanto dorme. Em uma cama como esta, ele não teria este problema, acordaria rapidinho com o tombo! Sem levar em conta, é claro, quando quiserem fazer birra e se esconder lá no fundo, no cantinho. E lá vamos nós, subir essa escada suspeita tentando fazer a criança descer, tarefa fácil na hora da pirraça.

Fonte: Pinterest
6. E esses que se superaram??

 Uniram tudo que há de mais perigoso: escadas, camas muito altas, paredes de escalar... 
Fonte: Pinterest



7. Esses nichos para a criança entrar são muito bacanas e criativos.
Agora, pense em uma criança com birra ou fazendo alguma coisa errada dentro deles... E você lá, tentando pegar a crianças que está escondida no fundo. Você não consegue entrar porque foi feito sob medida para a criança se "divertir"... É de chorar, né? 
Fonte: construindominhacasaclean.com

8. Este quarto lindo tem um navio pirata em cima das camas, todo decorado...
Minha preocupação está nestas redes de proteção de 50 centímetros de altura, o ventilador no teto, crianças decapitadas (exagerada, eu?? rs!) braços quebrados, a ideia de querer pular para cima do armário, mexer na fiação da luminária... Haja criatividade, né? Mas em se tratando de filhos, nunca é bom duvidar dessa bendita criatividade. 

Fonte: rockntech.com.br

9. E este quarto todo branco? Para ser "colorido" com adesivos pelas crianças...

Fonte: rockntech.com.br
Veja que graça fica depois de decorado!!! Um ambiente tão calmo, tão aprazível, que transmite tanta tranquilidade... SQN...rs!
Fonte: rockntech.com.br

10. Este realmente, é para nos enlouquecer!!!
Imagina a cena: 
- Vai tomar banho menino! - A mãe manda.
- Não vou! Não quero. 
A criança sai correndo, sobe a escada, a pobre mãe corre atrás para colocá-lo no banho, ela desce pelo escorrega, a mãe desce a escada novamente, a criança já conseguiu passar por ela como um jato e subiu novamente para descer novamente. Tentando dar uma de esperta, a mãe espera no final do escorrega. Ele, olhando lá de cima, espera ela sair para descer, quando não ficar pelo meio do caminho, travando a descida com o pé... Ufaaaa...
Cansei só de narrar essa historinha!!! 

Fonte: Pinterest
E vocês? O que acharam? É exagero meu? Ou tenho razão?  Diz que tenho... Please!!! rsr!

Beijos!

[DIA A DIA] Samuel me contando os seus segredos... rs!

Ontem seguimos a rotina de sono normalmente, porém o Samuel não queria ficar na cama. Toda hora inventava uma desculpa. Mal o coloquei deitado e sai do quarto e ele já veio fazendo alvoroço dizendo que teve um pesadelo. Olhei bem...olhei bem...

- Tem vergonha nessa cara não, Samuel? Nem deu tempo de dormir, que dirá ter um pesadelo!!

Ele abriu um sorriso safado e quando percebeu o próprio deslize ficou com raiva e saiu batendo o pé.

Depois de um tempo ouço alguns gemidos de dentro do quarto. Era ele reclamando baixinho que estava com medo, chamando pelo pai.

Haaa...esse pai!! rs! Sempre aliviando a barra desses sapecas!

Resolvi ir lá ver o que estava acontecendo. E desta vez, realmente ele estava com medo, com o rostinho assustado. Naquele momento resolvi apelar para a imaginação dele.

- A gente é bobo demais, Samu... Você com esse medo todo e esse cachorrão aqui para te proteger dando sopa! - E peguei a pelúcia de cachorrinho dele e trouxe para perto, coloquei ao lado dele, esperando que se acalmasse e entrasse na história que inventei,

Samuel me olhou com pena e disse:

- Ô mamãe, ele é de pelúcia, não é de verdade. Quando eu brinco com ele, sou eu que faço a voz e invento a história. Não é de verdade!!!

Me falou isso como que contando um novidade, me dando um choque de realidade, um segredo que ele guardava de que o cachorrinho não era vivo. Parecia um adulto revelando a uma criança que Papai Noel não existia!! Eu ri tanto!!!! Na verdade, tive uma crise de riso!! Mauricio teve que me substituir e ficar deitado ao lado até que ele adormecesse.

Meu Deus, cadê as crianças de antigamente, que realmente acreditavam que os brinquedos eram vivos?? rs!

Só o Samuel mesmo...


Faça as pazes com a imperfeição

Estive pensando nas mães...em todas elas, na minha inclusive. Analisando bem a minha infância, tento me lembrar de como me sentia em relação a algumas coisas que minha mãe fazia e me deixava triste ou insatisfeita, como a dedicação dela ao trabalho e a falta de tempo para mim, por exemplo. Tento me lembrar também do que as pessoas diziam na época. E só me lembro de um detalhe: eles a achavam louca. Louca por escolher ter um filho da maneira que teve, solteira. Louca por trabalhar tanto, às vezes o plantão era de 36 horas, acredite se puder. Louca por sonhar em ter um filha fazendo faculdade, vestindo-se bem, criada diferente, com oportunidades diferentes das que foram oferecidas a ela e o máximo de diferença possível da forma que ela mesma foi criada. Para quem não sabe, minha família era bem humilde. E a minha mãe desejar as coisas da forma que desejou e fazer, assim, de supetão mesmo, foi uma loucura. Mas vendo quem me tornei, quem o meu irmão se tornou, mesmo convivendo tão pouco com ela, percebo que todas as decisões dela foram acertadas, construíram a minha personalidade, fazem parte de quem eu sou, da minha essência. Imagino o quanto ela se sentiu mal pelas críticas, afinal, mesmo convictas do caminho que estamos trilhando, ouvir críticas sempre é algo complicado, difícil de aceitar. E ela acertou em cheio, pena não ter tido tanto tempo para comemorar sua vitória. =(

Analisando a maternidade nos dias de hoje, as criticas são bem mais ferrenhas e cruéis! As mães tem que seguir um manual de mãe perfeita que é um absurdo. Não basta "fazer das tripas coração" para que o filho engula algum legume amassando escondido no meio do feijão. Tem que fazê-lo entender a importância dos legumes, dar os alimentos separados para que saibam o real gosto, tem que dar em pedaços para que estimule a mastigação, há a necessidade de ser várias porções com valores nutricionais, vitaminas diferentes e de vários grupos alimentares, não pode oferecer liquido no meio da refeição (e como é que eu faço para enfiar guela abaixo o legume?? rsrs!), ele tem que pegar algum alimento com as mãozinhas para conhecer a textura, fazer mais de uma opção diária para o almoço e jantar... E isso são apenas alguns "detalhes" do manual da alimentação perfeita. 

Vejamos a hora do sono: Não basta colocá-lo para dormir e conseguir que ele durma pelo menos 4 horas por noite. Não! Isso não basta! O "processo" começa às 17 horas com aquela papinha que você fez diferente do almoço e respeitando todos os detalhes descritos anteriormente. Aí tem o banho, brincadeiras que acalmam, "desaceleramento" da casa, luzes mais apagadas, sons mais baixos (afinal, ninguém tem vida mais depois do nascimento do bebê... ), lá pelas 18-19 horas tem a historinha e o bebê tem que estar em sono profundo antes das 20 horas, nem um minuto a mais. Haaa...as mães que sofrem com bebê que acordam a noite toda, que não dormem cedo de jeito nenhum e quando fazem isso, acordam às 4 da madruga querendo brincar, crianças que só dormem com os pais e tudo classificado como "anormalidade" ou errado mesmo, pelo especialistas, quem aí que não se encaixa no perfil descrito de perfeição, está fazendo tudo errado, não se preocupa com o desenvolvimento ou ama o seu filho. Esse tipo de gente (eu, por exemplo) assinou um termo de irresponsabilidade que vem até com certificado de "péssima mãe". O meu está aqui emoldurado e pendurado na parede da sala... rs! 

Dei esses dois exemplos para que todos entendam a pressão que vivemos com diversos "especialistas" que apontam o dedo, ou melhor, o "mãezímetro" deles, classificando nós, pobres mortais em "menos mães" ou "mais mães" que outras. 

Gostaria de ressaltar que há tantos manuais, tantos estudos, que se fossem tão certos assim, não haveriam tantos, haveria apenas um: o que deu certo! Lógico, não quero desmerecer o trabalhos de psicólogos, nutricionistas e pediatras renomados, mas a não ser que seja uma consulta em que a personalidade dos pais e do filho foi analisada com cuidado, assim como sua rotina, seu poder aquisitivo, seus conceitos morais e carga cultural levados em consideração, não dá para dizer nada precisamente, né? 

Vi, recentemente, estudos que apontaram que bebês que foram amamentados no peito por pelo menos 2 anos serão adultos mais bem sucedidos financeiramente, com um alto grau de estudo, e inclusive, um QI maior, comparados com os que foram amamentados por menos tempo ou não foram amamentados. Dá para acreditar? Não? Então leia a matéria clicando aqui. Então, baseado neste estudo, meus filhos, provavelmente, não terão uma vida lá muito bacana? Aff.... Afinal, não amamentei o Samuel, que por sinal já está quase aprendendo a ler sozinho sem nunca ter ido para escola, não amamentei a Luiza que é uma criança inteligentíssima tagarela de 1 ano e meio e o Bernardo eu "só" amamentei por 1 ano e meio, o que também não está bom. Tem que ser 2 anos!!! 

Outro estudo disse que "mães que trabalham fora estimulam as filhas a conseguir cargos melhores e estudar mais". A pesquisa disse que filhos de mães que trabalham se saem melhor no futuro, as meninas, quando crescerem têm mais chances com cargos privilegiados e são mais bem educadas por frequentarem a escola desde cedo. Nota-se que o estudo não foi feito baseado nas escolas do Brasil, né? Mas tudo bem!! rs! Já os meninos, segundo o estudo, tendem a ajudar mais em casa e passar mais tempo cuidando dos filhos. Então, comparando com essa pesquisa, meus filhos também não serão muito felizes, afinal, desde que o Samuel tem 2 anos, eu não trabalho fora. Me dedico tempo integral a eles! O engraçado, é que, mesmo tendo uma mulher dentro de casa, o que não me faz uma doméstica, o meu marido ajuda em tudo que pode, os meninos juntam os brinquedos, cuidam da Luiza, auxiliam na cozinha, a cuidar dos cachorrinho e guardam as compras. Minha Luiza tem personalidade tão forte quanto da mãe e creio que nunca será acomodada ao ponto de não lutar pelo que sonha. Ninguém sonha com pouco, né? Portanto, se ela quiser alcançar um cargo bacana, ela conseguirá, esforçando-se ao máximo, como qualquer outra pessoa, inclusive a que foi criada por uma mãe que trabalha fora!

Se eu me preocupasse com esses estudos, ficaria deprimida a vida toda por não trabalhar fora e não dar o exemplo para a minha filha, como se ficar em casa dedicando-me à minha família fosse menos nobre, mais fácil e cômodo para "mulheres como eu", que emolduraram aquele bendito diploma de incompetência materna só para ter o que pendurar, né? Afinal, sou apenas uma mulher acomodada, desatualizada, oprimida pelo machismo, sem estudo e opção, que escolheu ficar em casa em vez de ir trabalhar e dar o exemplo para a filha que, provavelmente, também será assim...  - Sentiu a ironia, né? rsrs!

Se eu me preocupasse, ficaria triste por não ter amamentado, apesar do esforço para que acontecesse, por não ter tido parto normal, mesmo a cesariana sendo a melhor escolha na época e por tantas outras escolhas que fazemos pensando sempre no melhor. Minha gente, eu nem sairia da cama. Mas eu não me importo com nada disso. Ninguém pode dizer o que fazer, a melhor fórmula, mesmo dando certo com outras mães e outras crianças, não é garantia nenhuma. Temos que aprender que todas temos nossas imperfeições e apontar o dedo para a outra mãe, não diminui nossos erros. Tenho certeza absoluta que por mais perfeita que seja a blogueira X ou especialista Y, todas erramos em algum aspecto e escondemos para que ninguém nos aponte o dedo. Nunca esquecemos, é verdade, nos culpamos eternamente por cada detalhezinho desses que passam desapercebidos pelos outros e carregamos como um fardo escondido por debaixo da roupa. Porém de maneira nenhuma contaremos as coisas que acontecem dentro de nossas casas, na intimidade com os filhos. Nunca se esqueça disso, tá? Ninguém posta no facebook o quanto está chateada por ter errado nisso ou naquilo. Nunca vi nenhuma mulher tirar uma selfie com os dizeres " Cansada demais dos meus filhos. Vontade de abandonar tudo" ou "Vendo ou troco 2 crianças por cachorros que são mais fáceis de criar", complementando com #maternidadeÉumSACO. Nunca vi!!! rsrsr!

Não contaremos as vezes que dormimos abraçadas com eles no sofá às duas da madrugada depois de lutar por horas para que ele dormisse direitinho conforme manual descrito acima... Nem comentaremos, as vezes que demos pão de queijo por que a criança já tinha cuspido a comida toda na sua cara, aquela mesma que ficamos horas planejando e fazendo. Nunca deixaremos que saibam dos gritos desesperados que damos quando eles brigam como Tom e Jerry. Ninguém realmente nunca saberá das vezes que, por não aguentar mais o choro da criança, nos trancamos no banheiro para pensar no que fazer... Nunca!! Cansadas, somos vencidas pelos sucos prontos, pelo biscoito dado às pressas para matar a fome, pelo espaço que sedemos na cama para que todos durmamos juntos, afinal, certo ou errado, estamos todos descansando, né? Estamos exaustas demais para contar historinha para dormir. O dia é corrido demais para ficar desacelerando a casa às 19 horas quando se tem tanto a fazer. Não temos tempo de analisar o valor nutricional de cada alimento, apenas damos o que nos parece mais saudável e fácil de fazer...

E isso nos faz menos mães? Não! Nunca!! Faça às pazes com a imperfeição e mande à favas quem fica lhe apontando o dedo!! rs! A maternidade não deve ser um sacrifício, tem que ser algo prazeroso, leve... Não dá para viver arrependida e sentindo-se culpada por tudo que fazemos.

Pense nisso...

Beijos!!


Desabafo do dia!!!

E todo mundo dando pitacos na crianção dos nossos filhos, hein? Não pode dar palmada, não pode colocar de castigo, não pode falar alto, não pode perder o controle, não pode fazer nada por que pode gerar algum trauma (oi??)... Só me pergunto quem virá aqui em casa lidar com os meus problemas, segurar a barra para mim... Já que todo munda quer opinar, né? Que venha ajudar...

Logo eles crescerão, poderão se tornar crianças mal educadas, sem limites, achando que podem tudo, que mamãe sempre passará a mão na cabeça. Se por acaso se tornarem pessoas de caráter ruim, tudo Ok... Não há punição mesmo! De uma certeza em tenho: eles nunca pagarão por nada, nunca serão advertidos ou questionados, só para não gerar traumas, viu?

SQN!! rs!

Eu não permitirei essa intromissão na forma que crio o meu filho!!!!!!! Lógico que não farei nada de errado, para prejudicar... Mas o certo, farei sim. Ficarão de castigo, pensarão no que fazem de errado e consertarão seus erros, até descobrirem o que é certo e errado, até que a escolha certa seja obvia na cabecinha deles! Até estar enraizados todos os conceitos morais e éticos que fazem de uma pessoa uma BOA PESSOA.

Por isso, meninas, se pitaco fosse bom, não haveriam tantos manuais milagrosos. Havia apenas um: o que deu certo! Siga seu instinto materno, ele te guiará, sempre!! Coloque-se no lugar do seu filho, pense no que é melhor para ele, no futuro, o que construirá bondade, caráter inabalável, personalidade forte, sinceridade, compaixão, amor e respeito ao próximo, valorização da vida de todos os seres vivos... enfim! Lute pelo que acredita e passe adiante através dessas sementinhas.

=)
Bom dia!!!


Como fazer se a criança quer escolher a própria roupa?

Ultimamente tenho passado por uma situação nova: Bernardo quer escolher o que vestir!
Com o Samuel eu não passei por nada disso. Tudo bem, que hoje, já com os seus 5 anos, ele diz o que quer vestir, mas apenas quando o programa é assistir ao jogo de Fluminense com o pai. Aí sim, ele quer opções de camisas (do Flu, é claro...rs!) para escolher. Aí eu monto o resto do look baseado na escolha que ele fez. Tudo certo. Porém, em qualquer outra lugar que ele vá, eu posso escolher tranquilamente que ele veste e ainda se exibe todo orgulhoso perguntando se está bonito. "Lógico, né? Você sempre está bonito!" - respondo.

De uns dias para cá, Bernardo quer ficar o dia todo vestido para sair, no conceito dele, é claro. O "vestido para sair" dele é calça, blusa de frio ou jaqueta e tênis, mesmo estando um calor de matar! O dia todo ele fica assim. Para tomar banho, trocar de roupa ou caso suje alguma peça que ele está vestindo e tiver que trocar, para tudo isso, é uma verdadeira guerra. Ele esperneia, chora, faz um escândalo!

No final de semana, ele estava vestido com moletom velho e tênis, pois estava bem friozinho aqui em BH. O papai ia sair com ele e por isso, tivemos que trocar de roupa, mas ele não queria de jeito nenhum. Depois de muita luta, consegui colocá-lo no banho e vesti-lo conforme o clima (lá fora, apesar do frio, está ensolarado). Coloquei uma bermudinha jeans e uma blusa mais fina de frio. Ele ficou chorando tentando puxar a bermuda para baixo querendo cobrir as pernas, como uma calça. Foi tenso! rs! No final das contas, venci!! rs! Ele se distraiu e foi brincar todo feliz.

Pesquisando sobre o assunto, descobri que as roupas usadas são elementos da formação da personalidade da criança, por isso, não podemos interferir muito, mas acho que isso refere-se à crianças mais velhas. No caso do Bernardo, li também que é normal as crianças associarem as roupas à momentos felizes que tiveram vestidas com elas ou à pessoas que elas amam muito, têm muito afeto. Olhando dessa maneira, acho que se aplica bem aqui em casa. Bernardo quer se vestir como o pai. É a forma que o pai sai para trabalhar: calça, camisa, blusa de frio, sapato. Na verdade, o Mauricio veste, normalmente um terno ou quando quer ir mais despojado, um jeans, mas nunca abre mão de um blazer. Creio que esse seja o motivo do meu Bê nunca querer tirar a blusa de frio. O interessante em tudo isso, é que ele sabe exatamente a hora do "lazer". Quando vamos para o parquinho, ele veste a bermudinha, camiseta, tênis e boné, como o pai. rs! Engraçado demais!


Enquanto eu fico aqui neste sofrimento, que tal olharmos algumas dicas que ajudem neste processo?

Dica 1: Separe as gavetas por estação (Primavera, Verão, Outono, Inverno)
             É lógico que temos que levar em conta que muitas vezes dá uma reviravolta no tempo e não                dá para seguir à risca o que está disponível na gaveta da estação.

Dica 2: Separar gavetas por dias da semana.
             Creio que assim fica mais fácil, pois dá para se ter uma ideia melhor de como estará o clima e              datas especiais que exigem uma "arrumação" mais caprichada. rs!


Dica 3: Separar duas ou três opções de roupa segundo a ocasião e pedir que a criança escolha uma                    das opções pré-escolhidas por você. Sempre deu certo com o Samuel!! rs!

Dica 4: Ser tolerante. Ás vezes, não tem tanto mal assim ir na casa da Vovó vestindo um fantasia ou aquela saia de tule que a sua filha insiste em usar o dia todo. Para quê brigar, né?

Espero que tenham gostado das dicas!!

Beijos!!


Coisas que criticava antes de me tornar mãe

Sempre cuidei de alguma criança, seja o meu irmão, sete anos mais novo, seja dos meus primos. Mas nunca houve o vínculo de mãe e filho, afinal as idades eram próximas demais. Não sou tão velha assim, viu? Uma idosa de 27 anos, só... rsrs!

Porém, graças ao me lado muito crítico, sempre reparava no comportamento de algumas mães e seu filhotes e pensava "haaa...comigo não será assim" ou "se fosse o meu filho..."

Grande engano o meu em pensar que seria diferente, né? Crianças são parecidas, por que passam pelas mesmas fases, todas elas!

Agora veja a lista de coisas que eu achava inadmissível na crianção de uma criança e no universo materno (existe esse termo? rs!):

1. Levar crianças à bares e restaurantes que não possuem estrutura para criança. 
    Eu achava um absurdo crianças que não sabiam se comportar no restaurante, fazendo bagunça, gritando, derrubando tudo, chorando. Me incomodava mesmo! "Por que não levaram para um restaurante com Playground? Algum lugar que tenha a estrutura para crianças? Será que os pais não estão vendo que todos estão incomodados? Que tivemos um dia de trabalho cansativo e precisamos relaxar????" - pensava.
Mas o que não me passava pela cabela era que aquela mãe estava naquele "trabalho" há meses ou anos, todos os dias sem hora de descanso. Ela que deveria estar bem cansada, né? Hoje eu vejo que há dias em que a babá falta, que a criança que se comporta super bem, em um dia específico decide fazer todas as artes acumuladas ( Samuel é mestre nisso..) ou que simplesmente os pais não aguentam mais comer McDonald's. Direito que eles têm, né? Sempre critiquei levar as crianças em bares, mesmo aqueles mais comportadinhos. Depois que me tornei mãe, percebi que há dias em que não dá jeito e se você quer comer qualquer coisa diferente de McLanche Feliz, só levando a outros restaurantes mesmo! Tô pagando a língua, viu??? rs!

2. Ficar comemorando cada gesto diferente que a criança aprende.
    Mães que ficavam tirando fotos que se colocadas em sequência viravam filme, era uma chatice para mim. Minha mãe mesmo fazia isso com a minha prima Ana Luiza (originou o nome Luiza da minha filha). Tirava as fotos e explicava uma por uma, os motivos, as caras e bocas que ela fazia. E olha que ela era a tia, hein? Hoje sou eu quem faço isso. Meus filhos tem tantas fotos.... vídeos... E eu imprimo tudo. Faço aqueles álbuns enormes e desentocamos tudo do armário quando chega uma visita. Mostramos tim-tim por tim-tim, cada detalhe. E não há de negar as ligações para a minha Avó contando cada passinho, cada dente que nasce, cada nova arte. Bernardo certa vez derrubou minha lata de açúcar no chão da cozinha toda. Em vez de limpar, fui tirar fotos e ligar para a minha Vó...rsrs! Eu mesma me tornei aquela mãe chata!! E não estou nem aí para quem não gosta. Acho que é por isso que quando nasce um bebê, automaticamente, as mulheres entram em um grupo de mães para terem a mesma conversa, falar dos mesmos assunto e comigo não foi diferente!

Bernardo brincando com açúcar! Tão fofo!! 

3. Trocar fraldas em público
    Nossa...Eu achava uma falta de educação, ficar ali mostrando o piu piu e a bundinha do neném na frente de todo mundo, tirando fralda cheia de xixi, ou pior, recheada de caca... Eca!! "Não há lugar mais apropriado para isso não?" - pensava. Mas eu mesma já fiz isso e agora acho super normal. Só um mãe para entender o desespero de outra que além de ter que dar um jeitinho de trocar o bebê, aguentar os olhares de metralhadora do povo. Sinto-me culpada pelo tempo em que um desses olhares críticos eram o meu.

4.  Usar filho como desculpa
   É muito comum no trabalho você ficar sabendo que o funcionário X faltou por que o filho estava doente e eu mesma já pensei horrores sobre esse tipo de pessoa. Nunca fui de comentar nada, mas pensava: "Tá bom, viu? Filho ficou doente bem na sexta-feira?" Sinto em dizer que depois que tive os meus filhos, não apenas já tive que sair cedo, faltar ao trabalho ou largá-lo no meio do dia para levar criança ao médico, como também já até me demiti por que era necessário ficar em casa e eu achava injusto apresentar uma infinidade de atestados médicos do meu filho, não produzir nada e ainda receber o meu salário no fim do mês. Eu entendo o que é passar datas como Natal e feriados com criança doente em casa e tenho certeza absoluta que ao usar meus filhos como justificativa as pessoas pensaram da mesma forma que eu pensei. Também não me importo. Só aguardo a chegada dos filhos dessas pessoas... Só quem é mãe entende!

5. Criança presas aos pais (como se fossem cães)
    Lembro-me bem de ir ao shopping e ver uma criança correndo loucamente até que um puxão dos pais a fizeram parar. Fiquei olhando de onde vinha e lá atrás estava uma mãe segurando o rabinho de um macaquinho de pelúcia comprido e que estava amarrado às costas da criança. Mostrei ao meu marido e ficamos rindo do "cachorrinho" que eles tinham. Hoje em dia, eu entendo. Entendo o que é correr atrás de uma criança rezando para que não tropece, se machuque, trombe nos outros, atravesse a rua correndo... Tenho um filhinho desses impossíveis de controlar em público. É por que nunca tive a "louca" de ir comprar, mas se der vontade, eu compro, sem me importar com o que vão pensar. Afinal, o importante é o meu filho seguro ao meu lado, não o que vão pensar de mim. Estou lembrando de uma história aqui de uma avó que foi presa por maus-tratos por que fez o mesmo com o neto, amarrando à blusinha dele, um cordão para evitar que ele corra pelo supermercado. Maus-tratos, minha gente? A senhora disse que viu no shopping uma mulher fazendo o mesmo e achou interessante por que queria evitar que o neto se perdesse no mercado. Agora eu pergunto: quer dizer que se comprar a mochila cara com aquela cordinha no Tool Box, está tudo bem? Mas se a mulher faz uma adaptação está errado? Engraçado... Eu não critico mais! Só quem passa a agonia de ver que seu filho não está ao lado para saber o quanto é desesperador.

Eis a "mochila de segurança" vendida na Tool Box... Dó mesmo é da senhora que foi acusada de maus-tratos, né?


6. Criança chorando no ônibus, avião, trem...
     Eu realmente achava o fim do mundo ter que ficar aguentando choro de bebê em ônibus, avião ou qualquer outra ambiente em que eu não pudesse fugir daquele barulho infernal . Era o caos! Mas pensando bem e pela experiências que tive com meus bebês que já ficaram chorando do inicio ao fim de uma viagem, eu entendo a coitada da mãe, que está ali constrangida, chateada, nervosa e frustrada por não conseguir acalmar o seu bebê. Eu mesma já fiquei assim. A gente fica olhando ao redor se martirizando por estar incomodando os outros, esperando às vezes algum olhar amigo, algum sorriso de aceitação, que tranquilize aquele momento, que nos faça nos sentir menos culpadas e mais compreendidas. Depois que me tornei mãe...aí sim, fui entender esse tipo de situação. Só depois...

7. Birras em público
    Essa é clássica!! Quem nunca olhou para uma criança estirada ao chão e pensou "haaa...se fosse o meu filho!" ou " o meu filho nunca se comportaria assim", ou ainda "eu faria dessa (ou aquela) forma". Quem nunca?? Eu já pensei assim. Mas ao ver o meu filho na mesma situação e depois de tentar de todas as formas possíveis que ele parasse com aquele auê, eu desisti. Deixei que a birra continuasse até que perdesse a graça. E foi o que aconteceu. Mas é lógico que surge sempre algum sabichão que sabe a fórmula da felicidade e vem dar conselhos furados ou aquele tipo de gente que fica com dó da criança e ainda diz que estamos maltratando. Sempre tem, né? Toda mãe (mãe de verdade, que se preocupa com a criação do seu filho) sabe que dar ibope para a birra do filho é pior e ceder à ela, só o faz entender que se consegue tudo dessa maneira. Então, melhor é deixar para lá... Agora eu sei.

8. Negar algum alimento ao filho
    Certo dia, fui levar o Samuel ao médico e passei em uma lanchonete para comprar água. O Samu disse que estava com fome, mas fome de pirulito, bala, chicletes. Eu neguei por que ele estava doentinho e aquela não era a alimentação adequada para o momento. Ele começou a brigar, reclamar. A mulher, dona do estabelecimento, tirou um pirulito do pote e deu a ele, sem a minha autorização, anulando tudo o que eu estava argumentando com o meu filho. Dá para acreditar? Fiquei com tanta raiva!!! Depois conversei com o Samu explicando que aquele comportamento era errado e que quando chegasse em casa ficaria de castigo. Porém, quando eu mesma não era mãe, já critiquei diversas vezes aquelas mães, ao meu ver, chatas que proibiam tudo. "Coitadinha da criança!" Mas o que nos falta pensar é que não sabemos o que está se passando, se a criança está doente, tem alergia a algum alimento ou por que a mãe quer criá-lo de forma diferente, com alimentação mais saudável. Mas o mais importante para se lembrar é O FILHO NÃO É MEU! Isso resume tudo!!! Custei a entender...rs!

9. Não dar o brinquedo (ou qualquer outra objeto) que o filho pediu
    É comum ver crianças aos berros em shopping, lojas e supermercado pedindo só (só...) um carrinho, um brinquedinho, uma boneca e os pais negando de forma firme. E eu perguntava, "por que não comprar logo a porcaria do brinquedo? É baratinho, poxa vida! Eu mesma já estou quase indo lá comprar para a coitada da criança, só para calar o choro!!!" Só agora entendo que não é uma questão de dinheiro ou querer comprar algo. É simplesmente uma mãe cumprindo a promessa que ela mesma havia feito à criança caso ela se comportasse mal, e como ela não se comportou bem, não ganharia o brinquedo. É talvez uma mãe como eu sou hoje, que está exercitando o poder do "não" (Já escrevi sobre isso, CLIQUE AQUI para ler), tentando criar filhos menos materialistas ou que acham que podem conseguir tudo no choro. Só agora entendo... e pratico o meu "não" com naturalidade.

10. Gritar ou bater e um filho
     Eu sou contra a bater em criança, sou mesmo! Sempre fui! Nunca apanhei da minha mãe e sou a prova que não é necessário bater para criar uma pessoa de bem, com caráter e dignidade. Minha mãe também não gritava comigo, com o meu irmão, às vezes por que ele aprontava muito. Certa vez conheci uma moça que tinha uma filha de 10 anos e ela gritava pela janela do apartamento as ordens à sua filha, aí eu disse sem pensar muito:
- Quando eu tiver os meus filhos eu não vou ficar gritando e nem batendo. Minha mãe falou que mulher que grita não tem educação e é feio.
Eu tinha uns 15 anos quando disse isso e realmente pensava assim, que mulher que falava alto não tinha classe... rsrs! Quanta ingenuidade!! rsrs! Mas se a minha mãe conseguia manter a calma comigo e não gritava ou batia, não quer dizer que eu herdei essa qualidade. Não, eu realmente não herdei. Desde que me tornei mãe, sou escandalosa, estridente, histérica, às vezes... Não sei como meus filhos me aguentam. Mas só quem é mãe entende o que é perder o controle e gritar, chegando até a dar as tão temidas palmadas no bumbum. Eu já fiz isso, e só quem é mãe entende o que é fazer e se sentir culpada o resto da vida! Se você nunca encostou a mão no seu filho, parabéns, mesmo!! Mas tenho certeza que já pensou, prometeu ou quase bateu. É uma situação complicada, triste. Mas de mãe para mãe, só a gente se entende...  =)


Boa noite!! 

As paciência que eu preciso ter (e às vezes me falta...)

Já fui criança, dizem que bem mimada e pirracenta. Já fui adolescente, chata, como todos eles são!! rs! Já fui jovem (falo de ontem, é claro!! rsrs!), dispersa do mundo ao redor, concentrada nas minhas vontades e desejos. Em todos esses momentos, eu nunca havia parado para pensar o que sentiria quando tivesse os meus filhos, na verdade, parei sim. Achei que não aguentaria, que não teria tanta paciência, porém tenho me surpreendido, viu? rs! Momentos que qualquer pessoa arrancaria os cabelos e lá estou eu, calma, tentando resolver o problema.

A questão que me preocupa é o fato da minha vida parecer vídeo-game. Isso mesmo!! Um vídeo-game, com fases cada dia mais difíceis. Eu, que anteriormente me preocupava com as birras do Samuel que não passavam de parar no meio do caminho e não querer andar, como um burrinho empacado, hoje fico louca quando os três cismam de fazer infinitamente pior. É... naquele tempo, eu estava na fase 3... super tranquila!! A 1º fase foi sobreviver ao inicio da gravidez com enjoos que me fizeram emagrecer 10kg no total (ô tempo bom....rsrs!) e a 2º foi aguentar firme os 3 primeiros meses do bebê em que a minha vida se resumia às noites mal dormidas.

Superar esses tempos difíceis não tem sido fácil. Confesso que há dias em que me pergunto, onde fui me meter!! Para quem conhece os meus filhos (e agora estão chocados com essa afirmativa...rs!), eles são lindos, doces e amáveis, separadamente... Experimente juntar tudo de uma vez só!!! Vira uma confusão! Não, eu não me arrependo, (às vezes... rs!) sei que tudo faz parte de um ciclo, que logo ficará mais tranquilo ou eu que ficarei fera neste jogo. Eu prefiro ficar "profissa", viu? Afinal, assim, tudo ficará fácil.

Só espero ter paciência, muito mais do que já tenho tido para não surtar. Espero ser mais esperta que eles, mais sábia...

E você deve estar se perguntando:

- Poxa vida! Você tem dificuldade em ser mais esperta que os seus filhos?

Sim!! Tenho sim!! Eles inventam todos os dias maneiras diferentes de aprontar, de bater no irmão sem que eu perceba, de roubar biscoito antes do almoço, de esconder as coisas erradas que fazem, de aprontar e me desobedecer, de me enlouquecer. Todo nascer de sol é novo quando se tem crianças espertas, inteligente e criativas (bota criatividade nisso!), em ação.

Para vocês terem uma ideia, Samuel e Bernardo brigam o dia todo. O Bê é mais descarado, bate no irmão bem na minha frente mesmo, sem medo nenhum. Puxa o cabelo do Samu  até o menino ficar deitado no chão. Fico com dó, tento resolver da melhor maneira possível e é lógico, o castigo sempre sobra para o Bernardo. Mas o outro não fica para trás não!! Ele descobriu que eu só consigo saber quando eles estão brigando quando um deles chora ou grita. Se eu não ouvir nada, não tem como eu descobrir, afinal é muito para fazer e não posso ficar o dia todo com os olhos em cima do que estão fazendo. Pensando nisso, Samuel deu um jeito de calar o choro do irmão enquanto bate nele. Eu ouvi um choro abafado, bem baixinho e fui ver. A casa estava quieta demais e isso é problema na certa! Quando fui ver no quarto, Samuel tinha pego uma toalha e estava sufocando o choro do irmão. Dei um grito de susto e soltei o Bernardo que já estava roxo, tadinho. Estão vendo? Eles sempre têm um jeito novo de aprontar!!! Tenho que ficar bastante atenta e isso estressa demais, Ficar 100% do dia com a cabeça à mil, cansa...E muito. Mas faz parte do processo, né? Dessas benditas fases...

Agora, bem agora... eu não faço a mínima ideia em que fase estou, mas de uma certeza eu tenho, o chefão é a adolescência!!! rs!

Meus bagunceiros preferidos!!