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A importância do ócio

Foto: Arquivo Pessoal
Li recentemente um texto falando sobre importância do ócio na vida das crianças. Nele dizia que as agendas lotadas, os vários compromissos que têm, dificultam o processo criativo. O ócio, a falta do que fazer, trazem à tona toda a criatividade contida. E, realmente, ao me lembrar da infância que tive, as melhores ideias, as brincadeiras mais legais vieram em momentos de mais solidão e marasmo.

Eu, sinceramente, achava que era coisa só de criança, mas pude experimentar na prática. Por um acaso do destino fiquei sem internet por 3 dias!!! 3 dias para uma blogueira é muita coisa, enlouquecedor, sabe? Pois foi assim que fiquei no primeiro dia, completamente louca, pensando nos e-mails, nos textos que tinha para postar, nas pessoas que precisava contactar. O dia foi passando, me conformei com a situação, já que até implorar que um técnico venha e eles terem esse desprendimento, é um longo caminho. Nos dias seguintes, fiquei pensando em como ocupar meu dia, não que faltasse o que fazer, mas gostaria que fosse algo realmente proveitoso. Deu a louca: faxinei casa, troquei chuveiro e torneira que estava pingando, cuidei das coisas práticas que estavam pendentes há tempos.

Haaaa...aquela sensação boa de dever cumprido. A calma por ter utilizado meu tempo de forma proveitosa! O tempo com os meus filhos ficou mais gostoso, por que não haviam distrações. Brincamos, dançamos, cantamos. Tempo bem aproveitado e de qualidade com os meus filhos não tem preço. Não sei por que dificultamos tanto...

Fiquei pensando nos dias desperdiçados com a internet, redes sociais, que de sociais não tem nada, afinal, são vidas perfeitamente falsas, fotos que não condizem com a verdade de cada um, nada de real, nada de consistente. É apenas uma competição de quem tem a vida mais bonita e todo mundo trapaceia neste jogo! Rs! Infelizmente.... Que maravilha seria se todos praticassem o que postam, se todos vivessem como se mostram.

Hoje pude passar um tempo com a Luiza, enquanto os meninos tiravam uma soneca. Colorimos, brincamos, lanchamos juntas e pude perceber o quanto está crescida a minha menina. Já não é mais um bebê! Quando terminamos de comer, ela pegou meu copo, meu prato e perguntou:

- Pia?

Eu disse que “sim” e lá foi ela levando a louça para a pia! Tão novinha e já ajudando a mamãe. Cantamos “Livre estou” de Frozen e “Alecrim dourado”. Fiz desenhos para ela colorir e aproveitei para guardar os primeiros traços da minha sapeca preferida!


É tão bom quando vivemos na prática o que postamos nas redes sócias, né? O interessante é que nenhuma foto foi tirada. Não registramos esse momento. Bom, só na memória. E não é que isso vale muito mais?

Bom dia!

SKANK - SUTILMENTE

Diga NÃO às expectativas alheias

Fonte: Revista Donna
Será libertador o dia que as mamães pararem de julgar a vida e as escolhas das outras.
Não critico o julgamento em si, já que é inevitável mesmo! Todas julgamos umas às outras. Sempre... Observamos, absolvemos o que é bacana e criticamos o que achamos esquisito ou difere dos nosso hábitos. Coisa da vida, da natureza humana.

Agora, imagine a cena:

Três famílias almoçando no shopping, sentadas em mesas próximas...Vamos imaginar uma que seja parecida com a minha, ok? Com três filhinhos de 6, 3 e 1 ano e meio.

Família 1
A mãe leva a comidinha feita em casa para o menorzinho que ainda é bebê e não pode comer "porcarias", correndo o risco de uma intoxicação com comida da rua. A gente não sabe quem botou a mão, né? Levamos de casa, condicionado na bolsinha térmica. Vai ao restaurante mais natural possível, enche a prato dos outros dois filhos de legumes e um grelhadinho. Eles nem conhecem Mac Donald's por que a mãe nunca deu e não permite que eles passem tempo em frente a TV para descobrir o que é. Ela, antes de comer, leva todos ao banheiro para lavar a mão, quando chega na mesa dá uma reforçada com álcool gel e limpa novamente todos os talheres usados. Enquanto o pai come tranquilamente, a mãe desesperada implora para os maiores comerem. Eles não querem. Querem correr, brincar. A menorzinha faz uma lambança daquelas com a papinha e fica chorando quando a mãe tentar limpar o máximo possível com o lenço umedecido. Os maiores começam a brigar e mexer na comida do outro, já que não tem interesse nenhum em comer.

- Nãoooooo! Com a mão não, "Filhinho 1"!!! É falta de educação!
- Não fala de boca cheia, "Filhinho 2"! E senta direito! Você não está no sofá de casa!!!
No final, a mãe não comeu nada e está estressada, o pai está satisfeito e tranquilão, os maiores não comeram e agora brigam, o bebê chora e está imundo, lambuzado de papinha. E o que deveria ser um passeio vira um filme de terror! Todos vão embora estressados e cansados, desistindo do passeio que deveria ter sido para lazer.

Família 2
A mãe está acompanhada da avó das crianças. A mãe tira um lenço umedecido da bolsa e limpa as mãozinhas de todos. Deixa que os filhos escolham o que querem comer, contando que não seja muita porcaria. Eles comem direitinho porque escolheram, acompanhado de refrigerante, afinal, é fim de semana, né? O bebê come no prato da mãe mesmo e está super tranquilo. A avó tenta ajudar o máximo possível, apesar de sabermos que tudo recai sobre os ombros da mãe. O bebê agora cismou de não querer mais.
 - Ok! - Pensa a mãe. - Mais tarde compramos um biscoitinho para dar uma enganada. Se ele não está com fome, eu estou e não perderei meu tempo insistindo para que a criança coma!!
Eles terminam a refeição rápido para continuar passeando no shopping.

Família 3
A mãe, o pai, os filhos... Todos comem Mac Donald's acompanhado de Coca-Cola. Todos montam e brincam com os brindes. O mais bebê come nuggets com batata frita e suco, os mais velhos Mac Lanche Feliz, afinal este mês é dos Minions e os brindes são super legais! Todos deixam boa parte da comida na bandeja e vão fazer compras.

Julgamentos possíveis das outras mães que estão olhando a Família 1:

- Que frescura dessa mãe!!! Criança tem que ter contato com os germes para desenvolver resistência!!
- Por que enfiar legumes "guela" abaixo das crianças? Até no fim de semana? É por isso que são crianças chatas!!!
- Essas crianças não devem nem aguentar viver com essa mãe paranoica!
- E esse marido lerdo? Se fosse o meu, daria um tapa na testa para vê se acorda...
- Adiantou todo esforço? Todo mundo saiu estressado!!!
- Deixa as crianças brincarem, sua chata!!! Dá um copo de Coca que eles acalmam!!!

 Julgamentos possível das outras mães que estão olhando a Família 2:
- Cadê o pai das crianças para ajudar a cuidar dos rebentos?
- Tem que trazer a coitada da velha para ajudar!! Exploração de idosos!!!
- Aláááá... deixa os meninos comerem o que querem!! Criança acostumada a fazer tudo o que quer! Por isso que esse mundo está assim!!
- Falta pulso de homem, falta presença de pai...
- Credo... o bebê comendo na mesma colher da mãe! Ela não tem noção da quantidade de bactérias e de doenças que são passadas pela boca?
- Nossa... Deixa a criança sem comer e continua almoçando como se nada tivesse acontecendo. Mãe desnaturada!!

Julgamentos possíveis das outras mães que estão olhando a Família 3:
- Todo mundo comendo porcaria!!! Incentivando a obesidade infantil...
- Vão crescer e ter um monte de doenças!
- Criança fazendo o quer? Por isso crescem mimadas, achando que podem fazer tudo... Está aí o futuro deste País!!!
- A família só pensa em comprar!!! Aí cresce um monte de criança fútil e vazia!! Tem que ensinar a valorizar as coisas realmente importantes da vida...

E blá blá blá...

Agora, pense: todas essas mamães querem o melhor para os filhos e para si mesmas. É o que importa! O que cada uma faz da sua vida, não diz respeito a ninguém! 

A questão aqui não é o que cada mãe acha! Todo achismo é baseado em conceitos morais, vivência, como foi a infância da pessoa, poder aquisitivo, religião... Enfim, uma vida inteira de "certezas". Não dá para apontar o dedo e simplesmente falar. Na verdade, ninguém faz isso. Pensamos à respeito, comentamos com os mais próximos, mas nunca vi ninguém abordar uma mãe para falar mal das escolhas que ela faz. Não com a grosseria que pensamos! Às vezes um palpite furado, mas não expomos o que pensamos, a realidade nua e crua. E mesmo com os pitacos, a maioria de nós, mães,  daria uma má resposta daquelas dignas de se enfiar a cabeça na terra, então, é um dos perigos para os palpiteiros.

Porém, desde que inventaram um troço chamada "rede social", as pessoas, livres do olho no olho, se sentem no direito de criticar, falar atrocidades, donas da verdade e propagadores das opiniões logicamente corretas, provadas inclusive com estudos científicos, procurados às pressas no Google só para provar que estão certas!!!

E de onde tiraram a necessidade de estarem certas? Para quê provar que a minha opinião é a correta e lógica? Para quê responder às provocações que passam longe de um debate de ideias, mas uma guerra entre egos.

Eu, sinceramente, quero evitar a fadiga! Prefiro que achem que sou mole demais, que não tenho argumentos, que estou errada, do que perder o tempo discutindo. Cada um que siga sua vida da maneira que quiser, não atrapalhando a minha...

Haaa...Como seria mais fácil, se cada mãe cuidasse dos seus filhos, dos seus projetos, da sua própria vida, em vez de perder tempo criticando, magoando ou irritando outras mães! Demora-se um tempo para chegar a maturidade de não mais se importar com as opiniões alheias, para ligar o botão do "dane-se". Fico imaginando milhares de mulheres que vão para a cama de cabeça quente pensando nas escolhas "erradas" que fazem, como se já não nos sentíssemos culpadas o tempo todo, independente dos julgamento, ainda esses anjos de candura, facilitam a nossa missão plantando a semente da discórdia entre o nosso coração, o que sentimos que temos que fazer e o nosso cérebro, pesquisa, dados que "provam" que talvez não seja uma boa escolha. As circunstâncias, o que achamos exagero ou o que achamos necessário e imprescindível, ditam as regras que temos na maternidade, norteiam as decisões que tomamos.

Cada um que siga o seu caminho, seu instinto de mãe. Quanto aos julgamentos, jogue fora o manual da "mãe perfeita" e diga NÃO às expectativas alheias!!!

Boa noite!

Gostou? Curta Uai, Mãe!?
 TIAGO IORC - BOSSA

Sobre as pedras desnecessárias que atiramos

Mère et enfant (1892) - Renoir
Sou da turma que acha normal as pessoas serem diferentes, terem opiniões que divergem da minha e total direito de expressá-las, a não ser que fira alguém desnecessariamente. A internet é terra de ninguém, sempre soube disso, porém ultimamente as pessoas tem confundido "liberdade de expressão" com guerra. Apesar de ter minhas convicções, de acreditar que toda mulher deve ter direito sobre o seu corpo para escolha do parto, independente de dados ou pesquisas, porque cada um escolhe o que achar melhor para si, sou contra ao aborto, à favor da amamentação em livre demanda, salvo se isso estiver te enlouquecendo, a favor de uma alimentação saudável, quando é possível, mas não deve ser um sacrifício. Enfim, tenho o que acredito e ninguém precisa concordar comigo. São coisas que eu levo comigo e só. Não tento convencer ninguém, argumentar para defender minhas ideias, porque somos adultas, convicções e valores são formados muito antes, na nossa infância. Por esse motivo, apesar de não concordar com uma infinidade de páginas e blogs por aí, eu curto a página, acompanho de perto para estar por dentro das novidades e ouvir o que têm a dizer. Todo comentário é válido, toda opinião deveria ser respeitada e assim o faço.

Infelizmente, hoje tive que abrir uma exceção para todo esse amor e tolerância que tenho e exercito diariamente. Nunca vi tanto ódio, tanta perseguição e anseio por estar certa em uma única pessoa. Acredito que, pode ser o assunto mais tabu possível, ninguém está completamente certo. Cada um carrega consigo sua experiência de vida, suas frustrações, tragédias, alegrias, convicções religiosas e conceitos ético. Por este motivo, nenhuma opinião deve ser desprezada, mesmo que não concordemos.

Uma certa página a favor do aleitamento materno criticou a Fernanda Gentil por abandonar a amamentação. Até aí tudo certo, como disse, todos podemos expressar nossa opinião. A página, em nenhum momento, criticou a Fernanda como pessoa ou disse aqueles jargões que algumas pessoas usam como "não é mãe de verdade", "se preocupou só com ela" e por aí vai. Não mesmo. A página apenas fez uma lista com informações úteis explicando cada detalhe para a apresentadora e para qualquer outra mulher que tenha dúvidas quanto a amamentação. E quem não tem? Muito bacana mesmo!

Porém, uma enxurrada de mulheres ofendidíssimas com o assunto começaram a opinar com frases super carinhosas, sabe? A blogueira, que deveria estar preparada para ouvir e às vezes descartar as bobagens que algumas pessoas falam protegidas pela tela do computador, entrou na guerra. Respondendo uma por uma as ofensas. Pra quê? Para confirmar que estava certa? Por quê??

Não satisfeita, ainda postou uma história completamente louca sobre uma moça que abandonou um bebê e comparando com o desmame precoce. Dizendo que quem protegeu a Fernanda com o argumento de "ninguém sabe o que o outro passa", deveria se colocar no lugar dessa mãe também. Que só estavam apoiando a apresentadora por ela ser branca e rica, que a empregada que abandonou o bebê era negra e pobre, por isso não iriam a favor dela. "PelamordeDeus"!!! O que tem uma coisa a ver com a outra? Só para constar, não fui a favor dos Nardonis, tá? rs! E eles são brancos e ricos!!

Qual a satisfação em apontar o dedo? Se a mulher está errada com o desmame precoce, quem sou eu para criticar? Uma mãe perfeita, por acaso? Não!! "Haaa...mas luto por uma causa". Luta, é? Então apoie, informe, ajude, conduza as pessoas pelo caminho correto. Não critique quem não seguiu o que você achava de certo, até mesmo por que, ninguém precisa achar certo o mesmo que você acha.

Somos mulheres, mães, profissionais, irmãs, filhas, pessoas. Respeitemos as pessoas, na sua essência! Ninguém sabe da luta que cada uma trava ao se levantar da cama!!

A não ser é claro, as perfeitas de plantão!!! rs! A essas, um brinde!

Boa noite!

EVANESCENCE - EVERYBODY'S FOOL

Oi, meu nome é Sheila!

Fiquei pensando por horas, por dias, para saber o que escrever na primeira publicação do meu blog. Não, assunto não falta. Este universo de fraldas, choros, chupetas, eu conheço bem...
Porém me sinto uma invasora chegando dessa forma, lançandos textos, desabafos e informações, sem antes explicar o motivo de estar aqui e como vim parar aqui.
Bom, meu nome é Sheila Trindade, assino como Sheila Mendonça porque apesar de no cartório estar escrito que sou solteira, tenho plena convicção de que sou casada, mais até que muitos casais que estão aí de papel passado, mas não entendem e não viveram 1\10 do que vivi com o meu marido. Ele, o marido (rs!), foi o responsável por eu estar aqui, escrevendo, por que apesar de, modéstia à parte, eu ter talento e gosto pela causa, eu nunca pensaria em expor minhas ideias de forma tão aberta, se não fosse o incentivo dele.
Quando o encontrei, nem reparei que estava encontrando o amor da minha vida, meu companheiro e o único merecedor do que estava prestes a fazer com a minha vida: Estava na faculdade, trabalhando, crescendo na minha carreira, mas algo sempre me faltou desde que perdi minha mãe aos 18 anos. Me faltava “família”. Essa mesma que todo mundo tem e reclama, composta de pai, mãe, irmãos... A minha foi completamente destruída pois não aguentava mais ficar em casa com tantas lembranças e por isso trabalhava...todos os dias, sem hora para chegar em casa. E quando me forçava a ter uma folga, entrava em um shopping às 10hs e só saía quando fechava. Ocupava meu tempo lendo, indo ao cinema, sempre sozinha, mas nunca em casa.
Nesta ânsia de “nunca estar em casa”, eu visitava muito minhas tias e foi cuidando de uma priminha minha, a Ana Luiza, que tive a vontade, o desejo de ser mãe. Só não havia encontrado o parceiro perfeito para essa aventura, essa loucura, afinal, só tinha 21 anos!!
E fui encontra-lo enquanto fazia o que eu só sabia fazer : trabalhar, os dois viciados nesta prática, para ocupar o tempo, a vida passando mais depressa.
Nos apaixonamos não apenas um pelo outro, mas pelo sonho que compartilhávamos: ter uma família. E quando decidimos o que queríamos, não contamos para ninguém, porque não entenderiam.
Queríamos uma família e grande! Hoje somos em 15!! Calma, calma... não pari 13 crianças!! Só (só...rs!) 3: Samuel, Bernardo e Luiza (em homenagem à minha priminha). O restante são os nossos cães que, apensar de serem como filhos, não sou tão entendedora do assunto.
Dessas 3 aventurinhas, surgiram histórias, experiências e alguma expertise...
E da necessidade em compartilhar e querer ajudar outras mães que não tiveram tantas “oportunidades” de treinar esse tal do instinto materno, eu escrevo.

"E eis que percebo - quase que como uma obviedade - que muito mais do que me expressar, me aproximar, questionar, protestar ou me libertar, escrever, em si, é a resposta mais imediata do meu coração pra todas as perguntas que eu carrego dentro de mim." - Yohana SanFer 

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