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Como levar a maternidade de forma mais leve?

Fonte: saudebeleza.org
Toda ação gera uma reação. Está garantido pela física e comprovado por nossas experiências pessoais. É só uma forma menos poética de dizer: tudo o que plantamos colhemos. As escolhas que fazemos não apenas traçam  nosso caminho, como também dizem quem realmente somos, na essência. Não adianta discurso bonito, se é nas atitudes que entendemos quem cada um é.

No entanto, mesmo quando nossa essência é boa, a terra fértil e semente bem plantada, surgem atitudes que não planejamos, não condiz com nossa personalidade, apenas fogem do controle. Está garantido também pela física que uma força externa pode alterar a estado de um objeto, ainda mais estando ele em repouso, neste caso, o que veio para interferir, nem precisa de tanta força para nos tirar do eixo. Observando o dia a dia com os filhos, comprova-se essa teoria, que de teórica não tem nada!

Quantas vezes nos pegando seguindo uma rotina às cegas, sem nem pensar se ela é tão necessária ou tão benéfica. Acontece que filho é o "X" dessas equações. Passamos a vida inteira procurando não o seu valor, que é inestimável mesmo, mas prever seus "passos", possíveis trajetória, sem sucesso, é claro. Cada dia um resultado diferente. Cada manhã um recomeço, se dermos a sorte de dormirmos! Para complicar a vida, há também aquela força externa que pode ser uma noite mal dormida  - efeito zumbi -, dentição, "terríveis dois" - já escrevi sobre isso -, alguma mudança na rotina como um passeio ou entrada na escolinha, visitas, presentes, avós, irmãos que nascem, irmãos que vivem em outra casa, irmãos que vivem junto, seu humor, humor do pai, babá atrevida que ensina o que não foi instruída a fazer, seu trabalho, trabalho do marido, pitaco "dasamiga", pitaco da sogra, pitaco de qualquer um, enfim, tudo que tire a normalidade da rotina da família, mudanças necessárias ou que fazem parte do cotidiano, mas que mesmo assim, trazem um certo estresse. Essas forças externas, quando chegam e sempre chegam, caso não estejamos preparadas, ressabiadas, cabreiras e bastante espertas para perceber, somos levadas como por uma onda. Se deixarmos, podemos acabar jogadas nas pedras, metaforicamente falando.Na prática, tomamos aquelas atitudes que não fazem parte da nossa personalidade, não retratam quem somos.

Quando nasce um filho, o primeiro, sempre planejamos: não serei uma mãe histérica, ele terá uma alimentação assim ou assado, não deixarei que o trabalho afete a maternidade e não deixarei de ser uma excelente profissional comprometida com os resultados, eles jamais farão uma pirraça em público, dormirão "X" horas e mais uma infinidade de expectativas e planos que traçamos na esperança... NÃO!... na convicção de que conseguiremos cumprir as metas, como se fosse algo fácil. As outras mães que assistimos por aí reclamando ou vivendo algo diferente são muito exageradas ou péssimas mães.

- Há! Se fosse comigo! - pensamos.

Tudo OK. Também já pensei assim e passei mais 6 anos redescobrindo a maternidade, a real.

De tudo o que passei, todos os apertos e problemas que tive, aprendi uma coisa: não dá para esperar o baque dos problemas. Não podemos deixar que as ondas nos leve. Em vez de lutar para seguir uma rotina engessada, causando um estresse desnecessário, que tal adaptar a rotina para a paz reinar? Eu prefiro ficar brincando com meus filhos, assistindo desenho, do que correr o dia todo para manter a casa arrumada e eles largados por aí, fazendo pirraça, implorando por atenção. Do que adianta brigar com a criança na hora das refeições, enfiando guela abaixo um brócolis, quando você poderia pesquisar quais alimentos poderiam substituir por terem as mesmas vitaminas ou novas receitas para que mude a cara do legume e o faça mais atrativo?

No quesito ser levado pela onda, dá para prever certas coisas como uma pirraça. Filhos passam por fases semelhantes, é só você se antecipar. Pesquise, procure saber e conversar com outras mães. O bebê, que pode ser mais anjinho do mundo, passará pelos "terríveis dois" e sim, te desafiará, será atrevido e chato, como qualquer outro. PRE-PA-RA!!!! rs! E pensando nessa fase "adorável", evite situações que podem resultar em pirraça, NAQUELA pirraça de enlouquecer, sabe? Nada de passar em frente a lojas de brinquedos! Entrar, então, nem pensar! Para quê dizer um "não" assim, seco, se dá para sugerir outro opção e evitar o estresse, principalmente quando há plateias, daquelas que julgam bem julgado?

- Pode? - o filho pergunta.
- Há! Que tal brincarmos de "tal coisa"? - a mãe sugere.

Pronto! Evitou a briga, a confusão, o estresse. Mais ums dia se passou e você sobreviveu. E assim, os dias vão passando, as fases vão dando lugar a outras, algumas mais fáceis, outras complicadas como é de se esperar. Todos já conhecem, dá para se preparar. Não apenas da física, mas da vida, tiramos um aprendizado importante: nunca ficarmos inertes esperando os problemas acontecerem, ao mesmo tempo, não lutarmos demais por problemas que não têm solução. Flexibilidade! Já crescemos, fomos preparadas para este desafio. Não entendo a dificuldade neste quesito com a maternidade. É "rebolar" da mesma forma que fazemos no trabalho, no casamento, na vida em família. A intenção é fazer da maternidade algo mais leve, mais tranquilo de ser levado. E onde está o erro em querer fazer da maternidade uma experiência prazerosa, que nos complete, algo que faça suspirar, em vez de nos enlouquecer?

Agora, que me perdoem as leitoras, mas tenho que ir ali, rebolar para colocar criança na cama. Afinal, de todas as minhas imperfeições na maternidade, a que eu mais gosto é poder dormir ao lado dos meus pequenos. Se é certo? Sei lá! Não perco meu tempo com os pitaqueiros. Mas amo dormir com o cheirinho deles assim tão perto. No meio da noite, levanto e volto para o computador ou se o cansaço for muito grande, mudo para cama do marido! Só mudo de braços, mas o amor é o mesmo!!! Tão forte quanto! E onde está o erro em amar tanto?

Boa noite!

JOTA QUEST - DENTRO DE UM ABRAÇO

Nada substitui o amor prático

Fonte: Pinterest
Já pararam para analisar, observar aquelas pessoas que dizem seguir um conceito moral, mas fazem o contrário? Eu sim. E aquelas que pregam a paz, a tolerância e a liberdade de expressão, mas logo ficam enfurecidas se são questionadas? Existem aos montes por aí, né? Chame do que quiser, mas eu prefiro chamar de hipocrisia mesmo! Discursos lindos, porém na prática, nunca colocados em ação. E nesse balaio de gatos de hipócritas, gosto de colocar também o amor aos filhos.

Em todo canto que olhamos, nas conversas, nas rodas e grupinhos de mães, uma infinidade de mulheres que só têm elogios a tecer sobre os filhos. Nenhum deles tem um defeito, na verdade, nós mães, nunca enxergamos ou lembramos dos defeitos dos filhos e nem alardeamos o que nos vêm à mente, na esperança de concertar tudo, aquela birra chata, a hábito de não comer legumes, a luta para colocá-los na cama... Todos comem bem e de tudo, dormem direitinho, são comportados, verdadeiros anjos. Crianças rodeadas de elogios, muitos deles, mentirosos ou exagerados, brinquedos caros, agendas lotadas que, para alguns pais é sinônimo de sucesso e amor deles para com os filhos. Para mim, sinônimo de uma infância mais curta, em que importamos da vida adulta todo o estresse e dia a dia corrido.

Em meio a tudo isso, eu me pergunto:
- Será que essas crianças sabem o quanto são amadas?

Será que o "aparentar amor" é mais importante que o amor prático? Será que não estamos substituindo o amor, aquele que demonstramos, por coisas palpáveis? E que espécie de crianças sairão de tudo isso? O que valorização?

Fui criada por uma mãe solteira, por isso, sozinha na batalha diária de cuidar dos filhos. Sempre estive próxima dos tios e tias, criada com os primos, crescendo junto. Todos ajudavam a cuidar, um pelos outros. Porém, da minha mãe, só tive convivência diária, vínculo mãe e filha mesmo, depois que nos mudamos para nossa própria casa, quando eu tinha 11 anos. Éramos só eu, minha mãe e meu irmão. Foram necessários anos e um pouco de maturidade para que eu entendesse o quanto minha mãe me amava. Ela não sabia demonstrar. Não foi criada com vínculos de afeto, não sabia como abraçar um filho, como dar um beijo de "boa noite". Nos amava profundamente, pois só uma mãe que ama muito seus filhotes para sair de um plantão de 12 horas, embarcar em outro emprego e seguir adiante para sustentar com dignidade a casa. Só uma mãe que ama muito seus filhotes para mesmo depois de trabalhar tanto, chegar em casa e nos dar atenção, cuidar de tudo e ainda cozinhar divinamente bem, só para nos agradar. Pois bem. É claro que minha mãe que amava, mas criança não enxerga esses sacrifícios que fazemos e hoje eu entendo. Demorei demais para notar o tamanho exato desse amor, coisa que vamos descobrindo aos poucos. Tive que eu mesma começar a "revolução". Demonstrar o quanto a amava diariamente com todo carinho. Já que eu cumprimentava a todos os conhecidos com beijos e abraços, por que não faria com minha mãe? O susto que ela levou quando eu lhe dei um abraço, assim do nada, valeu uma vida inteira. Azar meu foi ela morrer logo depois que comecei a me comportar diferente. Azar foi não ter aproveitado mais o tempo com ela, conversar, confidenciar segredos, papear sem compromisso, fazer algo bacana ou não fazer nada, só ficar por perto. Pude aproveitar. Pouco, mas pude.

Com base nesta experiência, crio meus filhos completamente diferente da forma que fui criada. Demonstro todos os dias o quanto os amo, digo diariamente, converso abertamente sobre todos os assuntos, digo como me sinto e o que espero deles. A caixa de brinquedos ainda está cheia, ou doamos alguns ou não compramos nada novo. Para quê enchê-los de coisas, jogos e bonecos que brincam sozinhos e não favorecem a criatividade, vídeo-games que ocupam as tardes e os deixam cegos diante da TV? Para quê? Quando saímos, é para brincar, comer algo gostoso, passar tempo juntos, só a gente. Coisa boa! Valorizo e insisto que eles aprendam o mesmo, que o tempo com as pessoas que amamos vale muito mais a pena que qualquer brinquedo caro, que o tempo bolando uma cabaninha bacana é mais legal que ficar vendo os brinquedos eletrônicos que já sabem brincar sozinhos, que fazer bagunça com os irmãos é muito mais divertido que qualquer outro amiguinho, já que terão uma vida toda para compartilhar mamãe e papai e quando eles crescerem se lembrarão com carinho de tudo isso, eu sei. Os faço pensar nas escolhas que fazem, como quando escolhem brigar com o irmãozinho.

- Quem é o seu melhor amigo, que brinca todos os dias contigo? - Eu pergunto.
- O meu irmão - É a resposta. E é exatamente isso que quero ouvir.

Como disse, não entendo essa necessidade de provarmos que amamos nossos filhos com bens materiais ou em declarações abertas nas redes sociais, que inclusive, eles nem verão. Acho lindo as declarações, eu mesma já fiz várias. No entanto, ser mãe não é só aquela maravilha. Somos mães, chatas às vezes, mandonas! Minha prioridade não é provar que os amo. Eu os amo e eles sabem disso! Não me importo de parecer uma mãe ruim, que não deixa tudo, que implica, que diz "não" sem dó nem piedade, mas é nesses atos que vejo mais amor, afinal, dói muito mais em mim cada negativa, cada bronca que dou. Sei que é melhor para eles, para que se tornem pessoas melhores, então resisto bravamente em minha chatice.

No final de tudo isso, eles crescerão, ouviremos no trajeto algumas frases feias que as crianças dizem quando os colocamos de castigo ou dizemos "não" à exigências que fazem, contudo, um dia, no futuro eles lembrarão que o relacionamento pais-filhos é construído diariamente com presença e carinho, como um castelo, feito aos poucos com tijolinhos, tudo que os ensinamos diariamente. E é na infância que está o alicerce, a fase mais complicada e importante desse projeto. Está aí a dificuldade.

Espero ter bastante tempo para contemplar minha obra, para construí-la com calma e aos pouquinhos, afinal, apesar de difícil e complicada, esta é a fase mais gratificante. Só Deus sabe o quanto fico feliz ao ver meus três bagunceiros correndo pela casa, fazendo farra juntos e felizes. Entro na farra junto. Sou daquelas mães que decoram as falas dos desenhos prediletos, que cantam e dançam junto, que jogam bola e ficam suadas brincando de correr, que participam de cada degrauzinho que sobem. Louca? Sim! Eles gostam assim e o mais importante: sabem o quanto os amo!

Boa noite!

CIDADÃO QUEM - AMANHÃ COLORIDO

Independência


Mãe cuida.
Mãe zela.
Mãe quer por perto.
Mãe se preocupa se estiver longe.
Mão põe embaixo da asa.
E que mal há nisso? Nenhum ué...Até o momento que interferimos no crescimento natural da independência da criança! Já pararam para pensar nisso?

Dia desses Bernardo queria por que queria carregar toda a caixa de brinquedos para a sala, mesmo sendo pesada, ele queria. Ao se deparar com o sofá que era uma obstrução que só poderia ser ultrapassada levantando a caixa, ele passou aperto. Não tinha força suficiente para levantá-la. Logo quis sair em seu socorro, mas meu irmão me barrou:
- Não!! Deixa ele tentar!!
- Mas é muito pesada para ele carregar, tadinho... - argumentei.
- Então ele dará outro jeito. Se toda hora você ir lá resolver os problemas dele, ele nunca aprenderá a resolvê-los sozinho!

E não é que ele tinha razão? Bernardo foi escorando a caixa pela lateral do sofá até conseguir  levantá-la sozinho. Achei tão inteligente o jeitinho que ele deu. Coisa que não teria feito, se eu tivesse interferido. Eles crescem, sabia? Mãe esquece disso... Mãe quer esquecer disso. Mãe se esforça para esquecer. Sei disso, porque é o que faço. Ao vê-los dormir que percebo o quanto cresceram. Quando estão sentadinhos no meu colo, não noto. Sempre os vejo de cima para baixo e na minha cabeça será assim para sempre.

Há alguns meses, deixei o Samuel no banho sozinho enquanto enxugava o Bernardo. Quando voltei, ele já tinha terminado o banho, passado condicionador e tudo. Estava de chuveiro desligado esperando a toalha que eu já estava levando.
- Ué, filho. Você já terminou? - perguntei.
- Já!!! - rindo de mim. - Eu tomei banho sozinho, lá lá lá... - me caçoando.
E eu me sentindo uma inútil, por não ter serventia nem na hora do banho! Hoje ele toma banho sozinho, escova os dentes, se veste, penteia o cabelo, escolhe a roupa, escolhe o que comer no restaurante, dá pitaco em tudo que fazemos. A frase sempre começa com um "que tal...", nem sei de onde ele tirou isso, porém percebo que ele já tem opinião e quer oportunidade de expor. Meu bebê cresceu! Até o dentinho já caiu!!!

Bernardo tem a personalidade bem diferente da do Samuel. É mais agitado, contudo, mais grudado e carinhoso. Parece com o pai. Explode quando está com raiva, mas basta um chamego que volta a mansidão. Também está se desenvolvendo bem, explorando os sentimentos de menino crescido, vendo até onde pode chegar na arte que faz, observando o limite de paciência de cada um. Super inteligente!

Luiza também já deixou de ser bebê. Oficialmente? Só em dezembro, quando completará 2 anos. Contudo, já diz o que quer e o que não quer. Toda doce e delicada, contrastando com a braveza, típica da mãe! rs!

Só sei que não há mais brinquedos de bebê espalhados, fraldas compradas são poucas, nada de ambiente quietinho, só correria. Correria e gritaria. Eles inventam as brincadeiras e todos brincam juntos! Todos! Até Luiza que já está bastante esperta para a idade.

E eu, que antes achava um absurdo, apesar de nunca externar minha opinião, mães que carregando os filhos no colo até os 4 anos, dando comida na boca e tratando como bebê crianças que às vezes parecem ter um vocabulário mais rico que dos pais, hoje as entendo. Todas queremos prolongar esses dias. Reclamamos que é uma beleza, mas queremos que dure o máximo possível.

Tenho problemas na coluna. Sinto dores horríveis nas costas. Arrumo casa por etapas, cada dia um cômodo. Depois deito de dor nas costas. Mas se alguém vem me criticar por carregar a Luiza, coisa que faço pouco pela falta de tempo, mas tem sempre um crítico que não resiste aos comentários maldosos, digo que ela nunca mais será daquele "tamaínho". Ela nunca mais caberá no meu colo como agora e provavelmente, quando crescer, não irá querer ficar.

Tenho sim que parar tudo para brincar enquanto ainda posso, enquanto eles ainda querem. Dane-se a casa bagunçada, a louça para lavar. Eu quero é ficar deitada com meus filhos brincando na cama. Eu quero é sentar no chão e brincar de cabaninha. Eu quero é ensinar do que eu gostava de brincar quando tinha a idade deles: amarelinha, pula-elástico, esconde-esconde, queimada. Assim, na terra mesmo, a poeira subindo enquanto corro e eles achando graça da mãe gordinha deles correndo feito uma louca! Não me importo com mais nada. Eu quero é brincar! Não me importa a sua opinião. Vê só se eu vou perder tempo argumentando... Enquanto argumento querendo provar que estou certa, eles crescem e isso eu não perco por nada!

Deixemos que eles cresçam, desenvolvam sua independência. Ensinemos nossos filhos a fazer tudo sem precisar de nossa ajuda, mas não percamos esses detalhes, esses momentos...

Boa noite!

PHOTOGRAPH - ED SHEERAN

O dia em que cansei de ser mãe


Não, eu não quero o peso de ser sempre perfeita. Não quero ter que atualizar minhas redes sociais sempre com as "maravilhas" da maternidade. Só por hoje, eu não quero falar só de filhos, promoção de fraldas na farmácia ou como o tempo seco prejudica as crianças nessa época. Afinal, hoje, só hoje, estou pouco me importando com tudo isso. Por um único dia, não quero ter que acordar com um sorriso nos lábios, fazer o café com toda disposição, arrumar tudo e ainda ir para o fogão com a inspiração de um chef renomado. Hoje não!!!!

Só por hoje, não quero insistir para que comam direitinho. Se quiserem bem, se não, amém. Deixo tudo para lá! Mais tarde, quem sabe, abrimos um pacote de biscoito e matamos a fome que deveria ser de comida. Quero colocá-los na cama, fazê-los tirar uma soneca, mas em meu próprio benefício. Afinal, estou exausta demais para brincar, dançar e inventar moda para entreter criança. Que fiquem em frente à TV vendo desenho animado, inclusive, sento e assisto junto, tentando achar leveza neste dia que já nasceu para ser chato e arrastado. 

Quero sentar e assistir todas as novelas que passarem, sem nem saber do que se tratam, já que nunca acompanho. Normalmente, nos dias em que sou boa mãe, no horário da novela estou brincando, preparando o jantar ou me dedicando a passar mais tempo de qualidade com eles. Mas hoje não!! Faz tempo que não fico sem fazer nada, assim de bobeira. Se brigarem, não estou nem aí. Hoje é dia do papai resolver tudo. Hoje o lanche da noite, por que o jantar já foi para o espaço por causa do avançar da hora, é por conta dele. Se o cardápio for sanduíche com refrigerante, tudo bem. Só por hoje, não quero brigar por alimentação saudável! E danem-se as críticas. Hoje, qualquer frase, seja de elogio ou crítica, nada disso está me importando. Mal aguento o som da minha voz, quê dirá dos outros!

Coloco todo mundo na cama. Todos!!! Escovo os dentes primeiro, é claro, um resquício da boa mãe que sou, mas que hoje não acordou e nem saiu da cama. Ouço gritos do quarto. Estão brigando. Chego como um furação, brigando. Coloco as coisas no eixo na base do grito, algo que detesto fazer. Não!! Hoje não tem história, não quero ter que inventar mil maneiras de fazê-la divertida e interessante, nem estou no pique de fazer vozes diferentes e contar mais de uma vez, só porque gostaram demais dela. 

- Hoje estou cansada, filho. Estressada. Amanhã mamãe conta duas, tá? - respondo.

Desligo as luzes, brigo com o cachorro que está querendo ficar na sala, fecho as cortinas para garantir que tudo esteja mais escurinho ao amanhecer, para que durmam mais e me deixem em paz. Espero, sinceramente, estar melhor pela manhã. Que essa bruxa que acordou hoje, morra com o nascer do sol, mas na dúvida, melhor garantir que durmam alguns minutos a mais. Corro para o abraço do marido que está ocupado, como sempre.

- Me socorre, amor.... Estou exausta de mim!!! - E choro em desespero.

É... Hoje ele não está lá com muita paciência para mulher histérica e louca. Não tive sorte na minha abordagem. Tudo OK. Ás vezes, o marido perfeito também ficou na cama e nem acordou hoje... Vai saber?

No corredor, vejo uma sombra. É Bernardo que não consegue dormir. Mauricio o manda para a cama. Eu peço que volte.

- Vem cá, meu bem. - digo para ele.

Bernardo vem todo dengoso, me enchendo de beijos, cheiros e abraços. Fala comigo mansinho, resmunga um "te amo" e fica agarradinho. Olhando para aquele anjo, eu me lembro da sorte que tenho. Lembro-me de tantas mulheres por aí que queriam ter uma família como a minha, filhos lindos e saudáveis, marido apaixonado. Que sorte!!

Que estúpida!! Que burra!!! Fiquei me torturando com essa minha chatice o dia todo, sem motivo algum. Acordei azeda, e daí? Por que não tomei a minha dose diária de gargalhadas da Luiza, de abraços do Samuel e de "esfregadinha de nariz" do Bernardo? Estão vendo? A gente percebe que está ficando velha, quando começa a esquecer os remédios que nos dão vida!

- Eles é que te dão vida, sua burra!!! - penso comigo mesma.

Amanha será outro dia. Quero logo ir para a cama, acordar a boa mãe que cismou de tirar folga sem avisar!!!

Boa noite!!

COLDPLAY - PARADISE

Quando acordamos estressadas...

Há dias em que acordamos com o "ovo virado" ou, como diz a minha Vó Maria, "com a Vó atrás do toco", seja lá o que isso signifique. Mas toda vez que ficamos emburrados ou de mal humor, lá vem ela dizendo a mesma frase, que colocamos a vó, ela mesma, atrás do toco! rs! Coisa de mineira mesmo!!! Pois bem, hoje estou com a Vó Maria atrás do toco. Desculpa aí, Vó!!!

Em dias assim, me permito não fazer nada, apenas o que me faz bem ou que seja extremamente importante, como o almoço. Procuro ler, ver minhas sérias preferidas, assistir TV ou um filme. Porém, nada neste mundo me deixa mais feliz do que brincar com os meus filhos.

Engraçado...
Quando estava grávida ou antes mesmo, quando tudo não passava de um sonho, planos para o futuro, sempre me vinha à mente cenas lindas entre mãe e filho. Me imaginava brincando, conversando, sorrindo com o meu filho nos braços. Creio que toda mãe ou aspirante à maternidade também pensa assim e planeja um relacionamento mais gostoso e leve com os filhos, momentos de alegria plena em meio à rotina. É claro, tudo isso vai aos ares quando o bebê nasce e começam as responsabilidades, noites mal dormidas, alimentação ruim por falta de tempo. Todo esse sacrifício por um serzinho que fica lá, deitando, inerte a tudo, com raras expressões de alegria ou satisfação. Nos primeiros meses, o bebê mal interage conosco. Dá uma certa frustração. Eu chegava a sentir tédio, acredite se puder. Afinal, eles dormiam boa parte do tempo e eu ficava ao lado do berço olhando, esperando alguma reação, algum toque, qualquer coisa que mostrasse que estou fazendo um bom trabalho, qualquer gesto de satisfação. Porém, infelizmente, só nos resta o trabalho, duríssimo por sinal. À medida que vão crescendo, passam a sorrir, a reagir ao toque da mamãe, ávida por convívio, por momentos doces que ela sonhou e esperou por tanto tempo.

Estressante viver assim, sabe? Cuidando, trabalhando, fazendo de tudo e ainda mais um pouco, por nossos filhos e às vezes não ter nem um sorriso como retribuição. É claro, alguns são tão pequenininhos que mal conseguem sorrir, outros ainda não sabem que os legumes que engolem e as horas de sono que os obrigamos a ter são importantíssimos para sua saúde e não há maior prova de amor do que os "nãos"  que damos. Há dias em somos as vilãs. Meu Samuel já chegou a dizer que prefere ficar com o papai. Lógico, né? Eu chego da rua e estão todos sujos, vestidos (ou não! rs!) como querem, comendo bobagem, vendo desenho animado até enjoar, a casa virada de cabeça para baixo... Mamãe á chata mesmo! Obriga a comer fruta, a juntar os brinquedos, a dormir na hora certa, a deixa a TV um pouco de lado. É gostoso ser assim? Não!! Mas precisamos!!!

Mas hoje não!!! Já que estou de "ovo virado" decidi deixar tudo como está e aproveitar!! Meus pequeninhos, que não são tão pequenos assim, já brincam, conversam, têm senso de humor e aprontam bastante. Hoje me permiti ficar na cama até tarde, brincar com o Bernardo de dar beijo doído, bem apertado, que de tão forte chega a doer um pouquinho, em mim, né? rs! Hoje coloquei Palavra Cantada e dancei com os três, fazendo bastante farra. Os meninos pulando em cima da cama e eu e a Luiza, fazendo coreografia!! rs! Hoje nos permiti comer bolo de cenoura com cobertura de chocolate até lambuzar!! E foi tão bom, tão gratificante!!! Fico às vezes pensando nessa parte boa da maternidade que esquecemos. Quero mais momentos assim de alegria plena. Parar de ficar imaginando quando eu viverei momentos felizes e fazê-los acontecer. A casa? Deixe que bagunce!! Depois arrumamos, oras!!!

Fico me perguntando do quê servirá manter tudo certinho, ser sempre a chata, não aproveitar os dias que vão passando para brincar com eles... Do que adiantará? Ontem mesmo Samuel era um bebê e hoje me assusto quando percebo que ele já perdeu os primeiros dentinhos de leite!! Eu quero é ser feliz!! Rir, brincar de cosquinha, cantar e dançar desajeitadamente, fazê-los gargalhar com mãe desorientada que eles têm, conversar e ouvir o que pensam, me espantar com respostas incrivelmente inteligentes e com suas maluquices também. Aproveitar enquanto posso colocá-los no colo e beijar, enquanto minhas costas doem só um pouco quando os carrego para dançar. Aproveitar, por que o tempo está passando muito mais rápido do que eu imaginava, do que eu gostaria.

E hoje ao vê-los dormindo depois de tanta estripulia, meu coração doeu de saudade do que eu ainda tenho! Sim, sofro por antecipação. Sofro pensando no quanto cresceram e em como gostaria que ficassem pequenininhos para sempre. Trabalho sempre dá!! Mas eu já sei a fórmula de fazer tudo isso ser mais prazeroso: tirar sempre um dia de folga para brincar!!

Bora brincar enquanto eles ainda querem brincar conosco?

Boa noite!


A escolha de ser mãe

Há 7 anos eu fiz uma escolha: a de ser mãe, ter uma família. Digo 7 anos, por que a escolha de ser mãe começa no dia que escolhemos esse caminho, não no dia que nasce o bebê. Você tem que ser mãe antes mesmo de engravidar, pensar em tudo o que essa escolha fará na sua vida.

Desde então os meus dias são mais longos, minhas noites mais curtas (bem mais curtas...rs!), só como comida fria e quando dá tempo, datas em que normalmente as pessoas estão comemorando em festas barulhentas, fico em casa, afinal os meus filhos não podem e não gostam de barulhada, ir ao salão cuidar de mim, nem pensar! Quando faço minhas unhas é de madrugada e torcendo para o esmalte secar rápido para poder dormir. Vida social, não tenho mesmo, nunca. Não confio em deixar a minha gangue da fralda com ninguém. Namorar? Coitado do marido!! Assistir TV? Não faço a mínima ideia do que está na programação! Ler um livro? Tenho pelo menos 3 aqui que nem comecei a ler, e não é preguiça, é falta de tempo! Sair com as amigas? Faz tanto tempo que não as vejo...

É abri mão de tanta coisa, mas tem valido a pena. Cada sorriso, cada bagunça, cada colinho e carinho...

Tenho observado tantas pessoas procurando realizar seus sonhos, seus desejos e anseios, seus "tudo"! Um mundo egoísta em que talvez um filho só venha para completar as realizações da pessoa, como um troféu na estante. Não há a preocupação de criar crianças mais humanas, conscientes do seu papel no mundo e na sociedade, ensinar que não viemos parar por aqui só por acaso ou para realizar as nossas vontades apenas, temos que fazer algo mais, deixar nossa marca aqui. Tudo na vida é passageiro e conquistar coisas que não são palpáveis é mais importante e mais gratificante que qualquer outra coisa. O prazer da vida está em coisas simples. Em relação aos meus filhos, quero deixar no mundo pessoas boas, que farão a diferença não importa o rumo de vida que eles tomem. Quero ser o exemplo, ensinar a serem justos, honestos, a ajudar quem precisa, deixar uma marca de bondade no coração das pessoas, e talvez em algum momento, todos verão que foi a criação, foi o sacrifício de uma mãe em abrir mão de tudo para cuidar e ensinar, que fez a diferença, que resultou em pessoas de bem.

Contudo, o importante nesse processo é fazê-los entender que são a minha vida! Ensinar direitinho o caminho de casa, onde encontrarão proteção, carinho e confiança mesmo quando não caberem mais no meu colo.

Eu fico aqui, sozinha dentro de casa, cuidando, cozinhando, trocando fraldas, coisas bobas,para alguns... Fazendo escolhas erradas para muitas mulheres que pensam que é fácil seguir esse caminho, "oprimida pelo machismo"(rsrss!! adoro essas comparações! Ô feministas bem humoradas, viu?? rsrs!).

Não, eu não sou burra em largar tudo, cuidar de crianças o dia todo, deixar de lado minha carreira. Essa agora é a minha carreira! E garanto, muito mais difícil, complicada e desafiadora. A nobreza está em fazer tudo isso com um sorriso no rosto, bendizendo os dias que você passa com os filhos, mesmo os mais estressantes.

Mãe não desiste do "trabalho" quando está difícil, mãe insiste e persiste...

É os meus dias são mais deles do que meu, mas vale cada segundo! Um dia eles verão... E eles verem é o que há de mais importante para mim.



Boa mãe segundo o Samuel...rs!


Relacionamento pai e filha



Quando nasce uma menina não nasce apenas uma mãe com pré-disposição a embonecar o seu bebê, nasce também o pai mais babão do mundo!

Quem conhece o Mauricio sabe bem do seu jeitão atrapalhado, abrutalhado e personalidade forte, típica de militar.  Mas o que ninguém sabe e vê é a delicadeza em que ele trata a Luiza, seu xodó. O mundo caindo aqui em casa e ele com a voz mansa conversando com ela. Sempre dizendo o quanto ela é delicada e precisa de cuidados. Os meninos mal chegam perto dela e lá vem o Mauricio dizendo para tomar cuidado, para não machucá-la. Se os meninos caem, "levanta que não foi nada"... Ô meu Deus!! E eu é que bajulo os meninos!! Haaa...Mas a princesa Lulu, não!! Cheia de regalias!! Fica no colo dele por horas deitadinha no peito dele, no meu, não para quieta!! Ela também tem a sua preferência, que eu já percebi. rsrs! Está muito obvio o meu ciume??? rsrs!!!

É impressionante o que uma menininha faz com a nossa casa, perfumando, alegrando e acalmando, já que todos evitam falar alto para não assustá-la, as brincadeira são mais gentis para não machucá-la, até as cores são mais delicadas. Somos envolvidas por bonecas com vestido azul clarinho, laços de cabelo rosa, sapatinhos amarelinhos... Tudo bem sutil, bem a cara da Luiza. Impressionante também o que essa menininha faz com os "homens" da família, aflorando toda a gentileza, carinho e delicadeza de garotos que antes eram tão brutos e barulhentos. Quando ela está por perto, tudo munda, para melhor, é claro!

O papai que antes só sabia falar de futebol, agora se rende aos vestidos e laços e por vezes o vejo debruçado sobre ela conversando, enaltecendo sua beleza e inteligência, coisa que só havia visto fazer comigo mesma. Mas não fico com ciumes, não!! Fico feliz em dividir o meu reinado com uma princesa linda que mais parece um sol, com olhinhos cor de céu, sempre sorrindo!

Vocês já leram o post sobre a ordem do nascimento influenciar na personalidade da criança? Não?? É este aqui!! Nele eu conto como o 3º filho vem para harmonizar a família. E é exatamente assim aqui em casa, ela veio para completar a nossa família, nos unir e trazer alegria.

Quanto ao relacionamento dela com o Mauricio, sempre sonhei em lhe dar uma menina, para que ele curtisse o que era ter uma princesa linda em casa, para que alguém mais o amasse como, ou próximo ao que eu amo. E não sei se vocês já repararam, filha ama o pai de um jeito mais profundo, parecido com a forma que as esposas amam. Conheço histórias em que pai tem que comprar flores para a mãe para a filha, caso contrário dá até briga!! rs! É lógico que existem filhas desnaturadas, por aí, mas essas não contam! Não sabem o que estão perdendo. Para mim, que não fui criada pelo meu pai, ver a Luiza cercada de proteção me faz realizada!! Como esposa, ver quem mais admiro no mundo tendo o amor puro dessa minha lindeza daqui e vê-lo feliz, derretido e entregue a esse amor...não existem palavras para descrever!!

Se você está à espera de uma menina, prepare-se para dividir o reinado, mas também para ver aquela coisinhas linda extrair o que há de melhor do seu marido e de você mesma, que por ser espelho dela, se sentirá cobrada a ser sempre melhor!! E existe coisa melhor no mundo que experiências nos fazendo evoluir?

Caso já tenha uma princesa linda aí em casa, conte-me mais, como é o relacionamento dela com o papai. Adoooro essas histórias!! rs!



Bjos!



A sensibilidade do Samuel

Gostaria de dividir com vocês um traço da personalidade do Samuel muito lindo, mas que muito me preocupa: a sensibilidade! Não é novidade para quem acompanha o blog que ele não tem medo, nem vergonha de demonstrar o que sente de forma pura e verdadeira, sem se conter ao mostrar o quanto ama, sem se conter ao extravasar seus momentos de raiva. Ele se joga por completo nas emoções. Eu não sei se toda a criança é assim, mas vendo o comportamento do Bernardo em situações semelhantes ou mesmo quando eu cuidava do meu irmão e primos, nunca havia visto uma criança tão sensível quanto o Samuel. Ele tem o dom de perceber quando estamos tristes, quando a situação está crítica, se estamos bravos e encara as coisas com bastante maturidade, muito além do que exigimos a ele, pois quero que ele aproveite ao máximo os sentimentos de criança. Às vezes eu gostaria que ele não percebesse tanto... rs!

Contarei alguns momentos para exemplificar:

*   Samuel assistindo o filme "Sempre ao seu lado" e eu descansando. Sou acordada por uma criança totalmente aos prantos , soluçando de tanto chorar:
- Mamãe, o cachorrinho ficou sem o dono dele. E depois ficou na neve sozinho!!! Aí depois ele morreu. Sozinhooo mamãe!!!
E se jogou nos meus braços. Eu tentei explicar que eles iam ficar juntos no céu, mas ele não parava de chorar. Ô dó!!

*   Saímos para ir ao supermercado e no ponto de táxi tinha um cachorrinho faminto. Como temos cães em casa, na sacola tinha um daqueles patês de cachorro. Demos ao bichinho, mas não tínhamos como ajudar exatamente naquela hora. Tivemos que ir embora e deixar o cãozinho lá. Samuel foi chorando no carro, não queria dormir de preocupação e ficava dizendo:
- Mas mamãe, a gente tem que ajudar os bichinhos!!!
Mauricio voltou no dia seguinte, mas não o encontrou. E o Samuel até hoje lembra do bichinho.

*   Passando Cocoricó na TV. Chamo o Samuel para assistir porque achei que ele gostaria. O tema daquele dia era o cachorrinho do garoto que ficava doente e morria. Que azar o meu!!! O tempo todo enquanto o bichinho estava doente ele perguntava se ele ia morrer e eu dizendo que não, que ele ia melhorar para brincar com menino. Mas o cãozinho morria!!! Vishhhh... Samuel ficou chorando sem parar e eu tive que trocar o canal! Poxa vida!!! Era Cocoricó!!! Existe coisa mais inocente?? rs!

*   Eu andava tristinha aqui em casa, mas como não podemos parar a vida, fui colocar o Samuel na cama. Deitei junto, com o rosto bem perto do dele. Normalmente, ele me conta sobre alguma coisa interessante que viu, as brincadeiras, futebol... Mas dessa vez, tudo ficou em silêncio e ele quietinho olhando para mim. Eu disse sem olhar direito para ele, de vergonha:
- Mamãe está tão triste hoje, sabe, filho? - Esperando que ele mudasse de assunto para algo que fosse mais interessante ou que me olhasse com dúvida, sei lá.
Mas ele de forma espantosa estava olhando bem para dentro dos meus olhos e parecia que estava compreendendo tudo o que eu estava dizendo. Ele balançou a cabeça dizendo que "sim" e depois disse:
- Eu amo você, mamãe. -  e ainda continuou, porque a histérica aqui estava aos prantos - Mamãe, eu queria achar o meu caderno (uma agenda velha que o Mauricio deu a ele para desenhar) para escrever para você assim "Mamãe, eu te amo, você é o meu anjo. Assinado Samuel".
Como é que ele sabia exatamente a hora de dizer uma coisa linda dessa??
P.S. Já contei essa história aqui no blog, se quiser ler na íntegra Clique aqui.

O que me preocupa tanto com toda essa sensibilidade é que existem pessoas no mundo que se aproveitam disso. Eu gostaria tanto de conseguir explicar a ele que às vezes ele sairá magoado, que nem sempre entenderão esse dom, que ele terá que aprender a se conter um pouco, principalmente quando estiver com raiva.

Haaa...é tão complicado, né?? Perceber na criança detalhes tão singulares e preciosos, mas que temos que moldar para que ele conviva em sociedade, para que não se magoe tanto ou não se expor e aos seu sentimentos.

E vocês? Já passaram por situação semelhante??

Conte-me mais...

Bjos!!!


A gente sabe que está no caminho certo como mãe quando:



  • Até nas brincadeiras os carrinhos pedem "licença" e "desculpas" quando batem um no outro! 
  • Você diz "a mamãe cuida de você" e recebe como resposta "eu também cuido de você, mamãe".
  • Samuel acorda de manhã e vem logo dizer "bom dia", dar um beijo e elogiar o meu cabelo que está tão bagunçado (ou mais...rs!) quanto ontem!! 
  • Bernardo acorda e vem para a minha cama trazendo manta, coelho de pelúcia e travesseiro para deitar ao meu lado e fica lá, dando beijo e conversando baixinho.
  • Um está comendo alguma coisa, o outro pede um pedaço e tudo é dividido sem brigas, sem dramas.
  • Luiza ou Bernardo estão dormindo e Samuel vem logo pedir silêncio para garantir que eles continuem tendo um bom sono. E ele mesmo, fica brincando na sala, quietinho, sem fazer barulho. Isso para mim, é respeito ao próximo, graças a Deus muito bem ensinado.
  • Vê-los brincando juntos, dançando juntos, comendo juntos, aprontando juntos!! Bom, o que eu queria era uma família grande e unida, né? Acho que consegui!! rs!
  • Samuel elogia a sua irmã o tempo todo. Diz que ela é linda e fofinha!! 
  • Tudo o que planeja também inclui os irmãos. A frase sempre é "eu, a Lulu e o Inardo" - como ele chama o Bernardo. 
  • Aqui em casa não tem o brinquedo da Luiza, do Bernardo e do Samuel. Todos são para ser compartilhados!! 
  • Quando veem mamãe ou papai tristes, eles ficam por perto, dão beijo, fazem carinho...é sempre assim!!
Esses são alguns detalhes!! Pequenos gestos de carinho que mostram a autenticidade e a força do amor que nos une!! 
Grata demais a Deus por isso!! 

E quando a coisa complicar, mamães, porque existem dias assim mesmo... lembrem-se desses detalhes que fazem a diferença ou melhor, são nesses detalhes que a gente é feliz e às vezes nem percebemos. Depois de muito tempo você vê uma foto daquele momento e pensa "nossa...como eu fui feliz!!" =)





Sobre o amor que ensinamos


Fonte: Arquivo pessoal

Quando descobri que estava grávida, comecei a ler sobre aquele amor indescritível, que os sites e livros insistem em descrever e sentia um certo peso em “ter que sentir” também aquele amor. É lógico, que por instinto eu protegia e cuidava do meu bebê antes mesmo dele nascer. Eu sentia quando ele se mexia dentro de mim, respondendo ao meu toque e pensava que ele nem deveria saber quem eu era ou o que ele mesmo estava fazendo, mas apenas seguindo o seu instinto de procurar quem lhe dava abrigo.

Quando o Samuel nasceu, ao ouvir o seu chorinho, chorei, mas nem sei se foi de medo, emoção, amor, as circunstâncias ou dopada demais para perceber qualquer coisa. O tempo foi passando, nasceu Bernardo e Lulu e mesmo assim, a impressão que eu sempre tive foi que mãe era para cuidar, suprir as necessidades do seu bebê e lá na frente, quando ele crescesse e fosse uma adulto (porque adolescência não conta para nada!!! Rs!), eu finalmente, ia receber minha recompensa em forma de gratidão, de amor e carinho.

Vivia dizendo para o meu marido “às vezes não me sinto mãe deles” ou “eles nem parecem que saíram de mim”. Eu sei, é esquisito, mas eu realmente não me sentia “a mãe”, daquelas que lemos nas revistas. Inclusive, como dica, eu afirmo para nunca levarem em conta somente o que dizem nas revistas ou nos pitacos do outros, porque cada criança é diferente e o filho é seu, crie-o da forma que achar melhor!

Voltando ao assunto, é lóógico que o Samuel já demonstrou seu amor, como certa vez que eu estava passando muito mal com aqueles enjoos de gravidez (da Luiza) e ele veio para ficar deitado na minha cama e ficou fazendo carinho no meu cabelo até eu adormecer. Mesmo assim, até ontem eu não sabia o quanto eles me amavam e retribuiriam. 

Ultimamente ando tristinha. Os motivos não sei bem ao certo. Mas o fato é que, ontem, do nada me deu uma crise de choro que eu não consegui conter. Fui para o quarto ficar quietinha lá, para não incomodar ninguém. Bernardo entrou no quarto e com um chocolatinho na mão que ele não daria para ninguém (está naquela fase terrível de 2 anos, sabe????), me entregou, me deu um beijo e ficou sentadinho lá falando alguma coisa que eu não entendo, mas tão docinho, tão docinho que tive que ficar quietinha para ouvir e só se ouvia o som daquela voz rouquinha que ele tem. Me fez um último carinho no cabelo e foi brincar. Me levantei e fui coloca-los na cama, afinal, já eram 10h da noite. Deitei na cama com o Samuel para conversar um pouquinho com o rostinho bem perto. Ele normalmente me conta sobre alguma coisa interessante que viu, sobre seus desenhos ou do seu assunto preferido, o futebol. Mas desta vez, ele ficou caladinho olhando para mim. E eu disse, sem olhar nos olhos dele de vergonha:

- Mamãe está tão triste hoje, sabe, filho?- Esperando que ele mudasse de assunto por algo mais que o interessasse mais ou que me olhasse com dúvida, mas de forma espantosa, ele estava olhando bem nos meus olhos e compreendendo o que eu estava falando. 

Balançou a cabeça dizendo que estava entendendo e disse: 

- Eu amo você, mamãe - e continuou, porque a histérica aqui já estava chorando novamente – Mamãe, eu queria achar o meu caderno (uma agenda velha que o Mauricio deu para ele brincar de desenhar) para escrever para você assim: "mamãe eu te amo, você é o meu anjo. Assinado Samuel".

Meu Deus!! De onde é que criança tira essas coisas? Bom, mas finalmente, eu percebi que desde a barriga eles não seguem extinto, eles não só procuram por proteção, mas retribuem muito mais cedo que a gente pensa todo o carinho, amor e tempo dedicado.

Ouvi certa vez uma mãe dizer que o nosso bebê dentro de nós é a certeza de que nunca estamos sós. E eu passei a conversar com a minha barriga! rs! Realmente, eles são as nossas companhias mais gostosas! Podemos dançar, brincar, cantar, fazer bagunça, vestidas de camisola que eles mesmo assim terão um elogio e não criticarão as nossas loucuras.

Portanto, aproveite cada momento que você tem com o seu pequeno, porque diferentemente do que eu pensava, quando crescerem terão suas próprias vidas e talvez não nos deem a atenção que esperamos. Mas o HOJE, essa coisa pequenininha que fica em pé no berço quando ouve seus passos no corredor, esse sorriso largo que dão ao acordar e nos ver... Haaaa...isso não tem preço e passa muito rápido.

Só para constar, a primeira frase do Samuel quando me viu hoje pela manhã foi “mamãe, seu cabelo está lindo” e eu nem o havia penteado ainda...rsrsr!

Eu não mereço tanto amor!!!!

Na foto, o dia do nascimento do Bernardo. Eu estava menos grogue neste dia! rsrs!