Para o enjoo matutino, suco de limão. Para as dores nas costas, massagem do marido. Para as primeiras contrações, calma. E quando o bicho pegar no parto, certeza das escolhas que fez. Para o primeiro choro, dá o peito. E quando ele ferir, pomadinha resolve. Para amamentação, persistência. Para as noites em claro, paciência. Para o cansaço do dia seguinte, divisão de tarefas. Para os dias longos em casa sozinha, Netflix. Para a solidão que assola, WhatsApp. Para o tempo passando, alívio. Para os primeiros dentinhos, aperto no peito. Para o primeiro ano, encantamento. Para os primeiros passinhos, coração na boca. Para os dodóis, beijinho. Para os "terríveis dois", certeza de tudo irá passar. Para as birras em público, expertise. Para os "nãos" necessários, frieza. Para a gripe, descongestionante e chá de limão. Para aprender a perder, jogo de tabuleiro. Para o primeiro dia de aula, choro. Para o dever de casa, estratégia. Para os "porquês", Google. Para o que não há reposta, sinceridade. Para o medo de tempestade, colo. Para a bronca injusta, peça desculpas. Para a briga de irmãos, jogo de cintura. Para os dias chuvosos, pipoca e filme. Para os dias de sol, bolhas de sabão. Para a culpa, não tem solução. Para o tempo passando, sofrer por antecipação. Para as injustiças do mundo, ensine o amor. Para viver feliz, equilíbrio. Para seguir em frente, voar. Para doer menos, colo e braços abertos para retornar. Para formar um lar, amor. Para tudo há solução. Para o ninho vazio, não. Mas tenha a certeza, de que eu nunca o deixarei ir. Te ensinei a perder, mas a mim não.
Estou ainda me acostumando a sua barba que espeta e a suas mãos grandes segurando meu corpinho de bebê, mas já percebi pelo seu sorriso que você é amigão e por isso vou te dar umas dicas sobre a mulher da nossa vida. Essa mesmo, a mamãe.
Ontem de madrugada ela estava triste. Sozinha e no frio. Eu chorei, porque ela não podia. Pedi colo, porque assim eu dava um pouco de colo pra ela. Tente entender papai.
Então, quando perceber as dobrinhas a mais na barriguinha dela, vamos combinar de deixar pra lá. Quando ver que o cabelo dela, antes cheio e brilhante, está caindo, lembre a ela que vai passar. Diga pra ela todo dia que ela é linda. É isso que eu falo quando a acordo com um sorriso ás 3 da manhã.
Eu e mamãe passamos 40 semanas juntos na barriguinha e eu ainda preciso muito dela. Então, se de manhã ela estiver com olheiras por não ter dormido, seja compreensivo e não se irrite se ela não achar boa ideia você ir pro futebol com seus amigos e quiser sua companhia. Troca a minha fralda ou lava a louça la na cozinha e lembra que vai passar! Daqui a pouco vou pro futebol com você e mamãe pode ler aquele livro que comprou antes de engravidar e deixou de lado pra ler tudo sobre maternagem.
Lembre a cada segundinho que não é fácil criar e parir uma nova pessoa. Lembre dos seios dela sempre pesados, gotejando leite e algumas vezes machucados. Eu estou aprendendo ainda e algumas vezes sou impaciente. Mas a mamãe nunca é!
E se ela não souber o que fazer e se desesperar enquanto eu choro desesperado, também sem saber o que fazer com meu corpinho e as coisas novas que estou aprendendo, me pega no colo, passeia comigo pela casa e dá alguns minutinhos pra mamãe chorar escondido, respirar fundo e voltar pra mim. As vezes a gente vai precisar desses minutinhos longe para vermos o quanto nos queremos.
Entenda por favor que ela vai ficar um tempo sem maquiagem, que ela vai até esquecer de escovar os cabelos depois das madrugadas que passarmos acordados. E se isso acontecer, penteia pra ela, faz uma massagem nos ombros tensos. Ela acha que tem que carregar o mundo todo nos braços e ela carrega, porque eu sou o mundo dela agora (mas depois que eu tiver um pouquinho maior eu prometo deixar você entrar nesse nosso mundinho!).
Algumas noites eu vou estranhar o mundo e tudo a minha volta. Vou chorar pra valer. Provavelmente vai acontecer no mesmo dia que eu passar a tarde toda acordado, brincando de testar minhas perninhas e braços. Mamãe estará exausta eu sei. Mas não posso evitar experimentar o mundo. Quando eu tiver até vermelho de tanto chorar e a mamãe chorando junto, me pega no colo, me leva pra uma voltinha no prédio e dê a mamãe pelo menos uma hora pra tomar um banho relaxante ou uma sonequinha.
Eu vou lembrar de você papai na mesma proporção do tempo que você se dedicar a mim. Aquelas horas que você "perder" deixando de lado um jogo na TV ou preciosas horas de sono são as que irão contar na balança do nosso relacionamento. E pode ser até que a gente se acerte quando eu estiver maiorzinho, mas não podemos deixar a mulher da nossa vida se sentindo mal com ela mesma nesse meio tempo né? Porque ela vai papai. Vai se culpar, vai achar que não está dando conta. Meu trabalho é sorrir pra ela e ama-la cada dia mais. O seu é fazer parte.
Olá pessoal! O texto de hoje foi escrito pelo Marcos. Visão de um papai sobre a gestação <3
Como pais a gente acompanha tudo, mas só ficamos "grávidos" quando a companheira já está com 38 semanas. Sim, a gestação masculina começa com 38 semanas.
Espante-se você mulher! Por mais que o pai seja participativo em todos os exames, chore com o bater do coração no ultrassom... ele realmente percebe que a gravidez é real quando chega a 38 semanas de gestação, ou quando o médico fala “agora ele pode nascer a qualquer hora!”.
A verdade é que durante todo o processo de gestação, da semana 1 até a semana 38, o bebe é só da mulher. Ela sente ele mexer pela primeira vez, ela engorda, sente dores no quadril, nas pernas, vai no banheiro de cinco em cinco minutos. Sente o pezinho nas costelas e você só é um espectador. Olha, acaricia, as vezes até engorda junto e quando põe a mão na barriga - o bebe pára de mexer. Não conseguimos se quer chegar perto do que é o sentimento da mãe durante toda uma gestação. Já ouvi muita gente dizer que ser pai é uma pretensão.
Na trigésima oitava semana de gravidez quando o médico me falou, “agora é com ele, no dia em que ele quiser nascer ele nasce”: BUMM meu mundo virou de cabeça pra baixo.
Tem fralda? Termômetro, pomada, banheira, tem berçoooo??? Será que eu esqueci algo?
Realmente fiquei louco! Dormia poucas horas por dia. Não sabia o motivo, porém às 4 horas da manhã - sem sono algum, me pegava pensando como seria a cara do neném. Será que ele vai chorar muito? Será que nasce hoje?
A mãe vira na cama e fala AI. Você se sobressalta e pergunta: "Vai Nascer?", com a cara mais pálida que fantasma.
Hoje fico pensando, será que esse turbilhão nas duas últimas semanas é o sentimento que a mulher tem durante toda a gestação? Sinceramente se for está explicado porque elas engravidam e nós não. Levamos 38 semanas para entender tudo, e começar a sentir o que para vocês é realidade desde o momento que aparecem duas listrinhas no exame de farmácia: ele vem ai, ele vai nascer!
Então mamães, não fiquem achando que os papais não estão nem ai pro que está acontecendo. A ficha apenas não caiu ainda. É que a gravidez dele ainda não começou.
Mas saibam que apesar de durar apenas duas semanas, essa gestação de pai vai mudar pra sempre a forma que ele vê o mundo!
Antes de ser mãe, ou seja, na semana passada - eu comprei um bercinho que fica do lado da minha cama. Parecia a coisa mais incrível do mundo. Decorei, preparei tudo. Parecia uma boa ideia. Você ia ficar pertinho, mas o bastante para mamãe e papai ainda reinarem absolutos na cama deles. Parecia ser uma proximidade suficiente. A caminha é uns 8 cm mais alta que a nossa cama. É pequena e acolhedora. Juro que pensei ser uma ideia brilhante. Aí você chegou. Cheirinho irresistível e a natural dificuldade de regular sua própria temperatura. Ficava super frio nestes dias de início de junho. Tinha pequenos espasmos se assustando com o mundo. Meu coração vinha na boca em cada novo sustinho. Ai apareceu minha necessidade louca de ver seu peito subir e descer a cada respiração. Veio minha ânsia de testar sua temperatura com a mão. De ouvir seu primeiro resmunguinho para não te deixar chorar. Eu sei que você não faz manha. Eu sei que tudo que te move tem uma força verdadeira. Sei que se você reclama de algo, é porque é importante pra você. Você não veio ser um tirano. Você precisa de mim.
Fonte: Arquivo Pessoal
E então o bercinho se transformou. Criou garras geladas que te abraçavam quando meus braços é que deviam fazê-lo. Ficou mais gelada que floquinhos de neve e ficou enorme. Parecia uma cama king size. E você ali tão longe! Eu dormi a primeira noite debruçada sobre a madeirinha do berço, pra te envolver no meu abraço. Como eu podia fazer aquilo? Te deixar ali? Estivemos juntos por 40 semanas. Você dormiu na mesma cama que eu e seu pai desde o minuto que foi concebido. Agora eu achava que você precisava do seu espaço e eu do meu? Não!! Chega dessa coisa louca e desenxabida. Você nasceu de mim. Eu pari você em cada contração. Você tem a vida toda pra aprender a dormir sozinho. Agora eu, tenho alguns poucos anos para aproveitar o dormir junto.
Sei que você conseguiria, depois de alguma decepção comigo, dormir sozinho naquele bercinho. Mas descobri que eu e seu pai não conseguimos dormir nesta cama grande sem segurar suas mãozinhas e sentir seu cheiro. Adultos são assim. Quando menos esperam eles precisam de um herói. Obrigada por salvar a gente de dormir sem você!
Tenho 3 filhos. Entre eles, uma diferença de aproximadamente 2 anos, por escolha minha mesmo. Queria que eles crescessem juntos, que brincassem e eventualmente brigassem também, porque faz parte do desenvolvimento da criança.
Quando engravidei do Bernardo, contei para o Samuel da forma mais simples possível. Disse que crescia um irmãozinho na minha barriga para brincar com ele, que vivia tão sozinho lá em casa. Ele adorou a ideia. Disse que o irmão viria para brincar de bola com ele. Achei tão fofo! Quando nasceu, ficou tudo bem. Ele não ficou chateado, eu não dei presente nenhum. Simplesmente chegou e pronto! Mas como vocês já devem ter percebido, o Samuel não é nenhum desafio. Menino tranquilo, sempre ajudando e sendo gentil.
Bernardo foi crescendo, engravidei da Luiza quando Bernardo estava fazendo 1 ano. As mudanças já começaram na forma que ele dormia. Ele adorava tirar uma soneca deitado na minha barriga. Mas a Luiza foi crescendo dentro de mim, e não dava mais para manter aquele hábito. Eu o amamentava e o meu primeiro médico disse que eu não mais poderia dar o peito a ele. Fiquei chateada demais. Depois, quando troquei de médico, o Dr. Sérgio me disse que não tinha nada demais continuar amamentando o Bernardo e que até ajudaria na amamentação da Luiza, o peito já estaria preparado e não feriria. Mas tudo bem, já passou!!
Quando a Luiza nasceu, Samuel encarou muito bem como sempre, mas o Bernardo, até ficar doente ficou. Nas primeiras noites da Luiza em casa, quem me acordava era ele, com febre, chorando.A Lulu mesmo, dormia a noite toda! Vai entender...
Só aí tive ideia do que era essa questão do ciúme. Vi que era um sentimento real, que chegava a doer no meu filho, tadinho. E ele brigava, queria quebrar as coisas, chorava, não me deixava dormir, ficava doente, gritava, queria bater na Luiza. Mas nessas horas, não dá para aplicar castigos e punições. Temos que entender que é uma fase importante, um marco, coisa natural que faz parte da vida. Melhor é dar atenção, conversar mais, entender esse sentimento.
Se você como mãe, sabe que seu filho está com ciúmes e o pune por isso, está dando a entender que aquele sentimento não é válido, que você não o compreende e isso o afasta e entristece ainda mais a criança.
Ciúmes é normal. Todos temos, mesmo que não assumido. Pense um pouquinho na sua infância e perceba como era difícil. Lembre-se da incompreensão de alguns e como isso te chateava. Engraçado como esquecemos dos sentimentos de criança, de como coisas que hoje achamos besteira era questão de vida ou morte naquela época. Coloque-se no lugar do seu filho! Até hoje mesmo, você não tem ciúmes do seu marido? Pai? Mãe? Ou quando você é a queridinha no trabalho e alguém mais popular chega tomando o seu lugar? Pense. Dá um aperto no coração. Agora, potencialize isso no universo da criança em que tudo é mais complicado de ser entendido por aquelas cabecinhas. Difícil, né?
Com o tempo fui aprendendo que ciúmes é importante, porque faz parte da vida, ensina através da competição entre irmãos, a lidar com as competições da vida.
Mas se você quer amenizar um pouco isso, melhor seria não mexer muito na rotina da criança com a chegada do novo membro da família. Tente manter tudo como estava. Não o matricule em cursos, futebol, natação, mesmo que na melhor das intenções, porque isso seria como uma forma de se livrar da criança para ficar mais tempo com o mais novo. Tente fortalecer o laço entre eles. Faça-o participar. Ensine a dar banho, a ajudar a cuidar. Diga que é o irmãozão que vai ajudar a cuidar do bebê. Ele vai se sentir importante, membro importante da família, que faz parte de um time.
E acima de tudo demonstre o seu amor pelos dois. Tente sempre dedicar um tempo ao mais velho, mas reserve um parte do dia para ficar com os dois, ao mesmo tempo, mostrando que o bebê agora faz parte da família, não importa o quanto a mais velho brigue, isso nunca irá mudar e é melhor ele se acostumar, aprender a se divertir com todos juntos, inclusive com o "bebê intruso"! rs!
É o que eu tenho feito e às vezes me surpreendo com uma cena tão bonita dos três brincando juntos, rindo, fazendo bagunça. Chamamos aqui em casa de "Gangue da frauda"... rsrsr! Humor é tudo!
Sinceramente, acho que nós duvidamos e subestimamos a angelicalidade (sim, essa palavra existe!) dos nossos filhos. Estamos a todo instante nos cobrando das obrigações que a maternidade trás, correndo e se esforçando para seguir à risca todos os manuais ou pelo menos o que achamos melhor para nossos filhos. Ignorando o que sentimos, o que nos aflige ou tira o sono. Quantas vezes seguramos as lágrimas para que ninguém, principalmente os filhos, nos veja chorando? Quantas vezes eles nos pegam "no pulo" e no meio do soluço de choro ensaiamos um sorriso? Diversas vezes, pelo menos comigo foi e continua sendo assim.
Porém, em momentos assim, me esqueço o tamanho da bênção que é se mãe, foco nos meus afazeres, no cansaço diário, na frustração de muitas vezes não conseguir seguir o caminho que realmente desejava seguir e me torno uma mãe estressada, carrancuda, brava e briguenta, assim, sem motivo algum. Sem querer desconto neles o fruto das minhas escolhas, como se não soubesse que eram exatamente com esses frutos que eu seria "agraciada". Tudo na vida é feito de escolhas e à partir delas, vem o resultado. No momento que decidimos seguir certo rumo, devemos calcular os frutos, os sacrifícios e as glórias que virão dessas escolhas. Convenhamos, somos adultas, sabemos muito bem onde cada escolha nos levará, mas teimamos em achar injusto ou mal calculado. Esse meu vitimismo me irrita, às vezes. Se tenho motivo para reclamar? Claro! Não é nada fácil seguir em frente. Se posso? Sim! Tenho esse direito. Preciso descontar nas pessoas que amo o fruto das minhas escolhas? Não, isso eu não preciso e nem devo.
O dia a dia não nos deixa ver com tanta clareza e dia desses, me vi sendo uma péssima mãe e pior, me esquecendo o quanto sou abençoada em tê-los por perto, por ter gerado uma vida e do prazer de fazê-los pessoas incríveis, como realmente são.
Depois de uma manhã estressante, brigando por motivos tolos, me vi sentada no sofá chorando, sentimentos aflorados e em carne viva. Não conseguia mais conter as lágrimas, não era capaz de estancar o "sangramento". Abri meus olhos e bem na minha frente estava a Luiza, com os olhinhos penetrantes que pareciam enxergar minha alma. Ela passou a mão no meu rosto, arredou as lágrimas e olhando fixamente para meu rosto disse:
- Menina linda! - E sorriu.
Sorri, por que não cabiam mais lágrimas. A felicidade era tanta com a doçura da minha flor e a delicadeza em perceber o quanto precisava de um chamego, que só consegui sorrir, gargalhar, na verdade. Bernardo foi chegando perto e ele, que fala tão pouco disse:
- Amo a mamãe. - E me deu um cheiro.
Sozinha na sala com os meus dois pequeninhos, abri o máximo que pude os braços e fiquei ali brincando de cócegas, pensando o quão estúpida sou em me torturar com sentimentos ruins. Não aproveitar a boa companhia que tenho, enquanto ainda são pequenos e ainda cabem no meu colo.
Fonte: arquivo pessoal
Como disse, duvidamos da angelicalidade de nossos filhos, o quanto o carinho e o amor deles são necessários para nós e tem poder para curar qualquer tristeza da alma. Somos relutantes demais. Parece que preferimos a garganta fechada de agonia e a tristeza que nos tira a leveza do coração, do que a gargalhada gostosa que nossos filhos podem arrancar. É mais fácil assim, para se fazer de vítima.
É claro! A maternidade aqui não é colorida e nem essa que vos fala, mãe perfeita. Contudo, como eu gostaria de levar tudo com mais leveza e por mais tempo! E olha, que eu sou dessas que bate bem nesta tecla, me policio e procuro seguir o caminho mais tranquilo, mesmo assim, às vezes me pego assim, triste, carregando o mundo nas costas e pior, descontando nos meus filhos a dor que esse peso me trás.
Depois disso, daquele chamego gostoso, da lição que aprendi com meus bagunceiros, passei a tarde de folga, brincando com eles. Assistimos desenho, dançamos, brincamos, rimos bastante. Dane-se a casa para arrumar, quem precisa de uma resposta urgente, a cabeça quente pelos problemas que ainda não tenho solução. Dane-se tudo isso! O hoje é o que me importa e ele é brindado à base de muita risada.
Surpreenda-se com a angelicalidade dos seus filhos! Permita que eles cumpram sua missão de trazer alegria, de nos fazer realizadas, mulheres completas e felizes.
Estive pensando... Dia desses, em uma crise de raiva, Samuel me falou que não queria mais me ver e saiu pisando duro, bateu a porta com uma força, que só Deus para me dar paciência.
Eu mesma já estou vacinada quanto a esses ataques de raiva em que a criança diz coisas feias para os pais. Mas fiquei pensando nas mães que ouvem pela primeira vez e ficam chocadas, magoadas. Meninas, não se preocupem. Isso é super normal, faz parte do desenvolvimento da criança.
Normalmente, essa frases são ditas em momentos de raiva, muita raiva... E logo são esquecidas. eles não guardam rancor e nem levam a sério o que dizem.
Frases como "te odeio", "quero que você morra", "você é gorda", "você é feia", "você é chata", são ditas para nos tirar do sério. A criança está passando por alguma momento de raiva, estresse ou não tem algum pedido atendido e quer nos ver com raiva e frustradas também. Não ceda! Não ceda ao chilique, aos berros, ao bater de porta. Caso contrário, ela perceberá que te manipula com essas frases, que se tornarão mágicas, afinal, se consegue tudo quando se diz, né? Respire fundo. Se te magoou, dê um tempo para você, saia de cena para se acalmar, mas não deixe que ela perceba isso.
Eu sugiro que analise a situação. Veja bem, certa vez, eu mandei o Samuel dormir, porque estava tarde demais, mas ele queria ficar vendo futebol com o pai. Como eu já havia mandado, não arrastei o pé. Ele ficou com tanta raiva, saiu aos berros para tomar banho, chorando, dizendo que me odiava. Minha vontade era de ir lá brigar com ele, colocar as coisas no eixo.
Respirei fundo e pensei que também sou "bravinha" e tenho as minhas crises de raiva que só o Mauricio para aguentar! E normalmente, quem bate de frente comigo, acaba piorando as coisas. Então, se o Samuel me puxou, era melhor eu ir com mais calma. Em toda atitude dos filhos, temos que ver que eles são um pedacinho nosso e podem ter puxado as manias, temperamento e defeitos. Enxergue você mesma neles!!
Bom, fui ao banheiro para vê-lo e ele estava lá em uma crise histérica. O abracei, e pedi que se acalmasse. Ele ficou nos meus braços, soluçando de raiva e foi se acalmando. Estava nervoso e cansando. Dizer que me odiava foi a válvula de escape. Quando se acalmou, enquanto eu dava banho, perguntei se ele me odiava. Ele disse que me amava. Pronto!! Passou.
Agora, se seu filho diz isso tudo para te magoar, diga que o ama e por amá-lo nunca diria algo tão feio para magoá-lo. Se o Samuel me diz essas coisas para me magoar, eu sempre pergunto:
- Quem cuida de você? Quem te alimenta? Prepara suas coisinhas? Cuida das suas roupas? Te veste? Te protege??
Para todas as perguntas a resposta é só uma: Você!!
Então pergunto logo depois:
- Você me odeia??
E ele pensando melhor e mais calmo responde que não, que me ama.
Bom, isso porque criei meu filho para a conversa. Creio que se explicarmos tudo na linguagem deles, com palavras fáceis de entender, a comunicação fica mais leve, mais tranquila. Acho mais honesto com ele tratar de assuntos, mesmo mais complicados, de forma aberta e sem mentiras, sem "era uma vez". Eu conto e pronto! Explico da melhor forma possível para que entenda, mas explico. Não fujo dos assuntos.
Sabe o que isso fez conosco? Criou um relacionamento verdadeiro, sincero. Quando ele me pergunta alguma coisa, eu digo o que acho, ou mesmo quando eu não sei a resposta, eu digo que não sei e ele sabe que estou dizendo a verdade. Ele acredita em mim... e eu nele!
Portanto, não levem em conta essas frases, por mais feias que sejam. Lembrem-se do que vocês mesmas já disseram para os seus pais e que não era nada sério. Crie um vinculo de amor e companheirismo em que seu filho irá se importar com os seus sentimentos e ele não irá te magoar mais.
A Mara Luquet a gente já conhece né? Mas imagina toda a experiência desta especialista em finanças pessoais direcionada para responder a algumas das nossas perguntas existenciais: Como e quando começar a falar sobre grana com as crianças? E como se planejar financeiramente para as despesas com os filhos desde o nascimento até a idade adulta? Mara Luquet é a convidada do Encontro Canguru do mês de fevereiro e falará sobre essas questões. O evento com a colunista da Rede Globo e da rádio CBN será no dia 27, sábado, às 10h30, no Cineart Boulevard. Após a palestra da jornalista, que é autora de livros como Tristezas Não Pagam Dívidas e O Assunto É Dinheiro, haverá sessão de autógrafos de sua obra mais recente, Muito Além do Voo, escrita em parceria com o neurocientista e instrutor de voo livre Ruy Marra. A sessão contará também com a presença do coautor. Vagas Limitadas!
Façam as inscrições aqui ó: http://cangurubh.com.br/evento/dinheiro--filhos--
Prepare-se! Você está prestes a embarcar na maior aventura de sua vida! Já viajou o mundo? Estudou tudo o que tinha para estudar? Fala quantas línguas? Viveu grandes amores? Fez psicanálise? Pois bem. Mesmo diante de tanta experiência de vida, prepare-se que à partir do momento que tiver uma vida crescendo dentro de você, não haverá emoção mais forte, aprendizado mais profundo, amor maior que o mundo e dia a dia mais louco!
Ser mãe é se desmontar por completo de tudo o que você é para se tornar algo melhor. Nunca se preocupou direito com sua alimentação? Ainda grávida passará a comer um belo prato de salada com gosto pensando nos benefícios para a saúde do bebê. Depois do nascimento, na fase de introdução alimentar, aflorará todos seus dotes culinários, até os inexistentes. A leitura de tabelas nutricionais de produtos, analisando grama por grama o que de benéfico fica para crianças será rotina. Confesso, eu mesma que amo um cachorro-quente "vulgar" - como diria meu marido - proibi terminantemente a entrada de salsichas e semelhantes aqui em casa depois conhecer à fundo o processo de fabricação! Nunca atinei para o fato de crianças dormirem tarde, hoje arranco meus cabelos cada vez que passa da hora de dormir. Nos tornamos automaticamente chatas, mas por um motivo apenas: queremos o melhor para nossos filhos e apesar de adoramos saber das novidades na maternidade, odiamos as palpiteiras de plantão. Queremos fazer tudo do nosso jeito. No fundo, bem no fundo, tudo fica um pouco parecido, mas queremos personalizar a criação, sermos autênticas neste processo. E na ânsia de sermos diferentes, somos todas iguais!
Depois de três gestações, esse processo está sendo menos brusco. A coisa foi feia mesmo com a chegada do primeiro, mas depois tudo corre mais naturalmente. E o que tirei disso tudo quero compartilhar aqui com vocês:
1.Siga seus instintos Deus é perfeito, sabe? Da mesma forma que o seu útero é um bercinho confortável por 9 meses, seus braços um ninho e refúgio por toda a vida e o seu beijo adquire propriedades curativas, à partir do momento que o bebê nasce, é instalada uma sirene interna em nossa cabeça e uma bússola no coração. Por mais que existam livros, bons conselhos, pesquisas e "modus operandi" sobre tudo na maternidade, o seu jeito, aquele só seu, é o melhor para seu filho. Por que quando essa sirene soa, minha amiga, não adianta falarem o contrário, há sempre algo acontecendo! O famoso 6º sentido das mães existe sim! Então faça bom uso dele, e para tanto, é preciso à vezes tapar os ouvidos para o barulho ao redor e deixar guiar-se pelo coração.
2. Diga NÃO às expectativas alheias. Por mais que queiramos, lutemos e nos esforçamos, nunca seremos boas em tudo o que fizermos. Não queira ser uma mãe perfeita (por que ninguém é), uma esposa exemplar, uma profissional invejável, dona de casa prendada, uma excelente filha e amiga sempre disposta, ainda mais tudo isso ao mesmo tempo, por que não dá! Tenho uma amiga que ao se casar, passava tanto tempo limpando a casa e cuidando do maridinho que saia para trabalhar, que não conseguia tempo para comer! Isso mesmo! Mas tempo para fazer o jantar para ele tinha. E olha, que nem filhos o casal planejava ter... Ela vivia aflita em ser perfeita. Para quê? E por acaso ele se casou com uma doméstica ou com uma mulher? O mesmo já vi acontecer com mães que se sacrificam tanto para serem perfeitas em tudo e que mal tinham tempo para se cuidar. Como pode isso? Como viver assim? Para provar que é boa? Ninguém precisa viver assim 24 horas por dia, querendo provar, mostrar a todos, aparentar perfeição. Faça o que estiver ao seu alcance. Se não der para arrumar a casa por que esteve trabalhando fora ou em casa com as crianças (trabalho tão nobre quanto...), deixe para lá. O que vão pensar? Isso realmente importa? REALMENTE??
3. Não se desespere. É comum olharmos para o bebê ali chorando no berço e ficarmos pensando "o que eu estou fazendo de errado", "sou péssima mãe" ou "eu já não sei mais o que fazer". Sim, bastante comum! Nessas horas, pense no que está te incomodando. Os olhares dos outros, do marido? Peça que saiam! Fique às sós ali com o bebê e faça o que for preciso. Respire fundo, mantenha a calma. Se ficar nervosa, o bebê sentirá e ficará nervoso também. Coloque o bebê sobre o seu peito e tente acalma-lo com as batidas do seu coração. Sussurre alguma canção, faça o velho e bom "shiiiiii", nine com calma o seu filho. Disseram para não dar colo? Que chupeta faz mal? Que dar peito demais mima? Que você não iria conseguir sozinha? Esqueça tudo isso. Por isso é importante pedir que todos saiam para a mãe se sentir confortável com as decisões que tomar. Diferentemente do que pensam e tentam provar, a mãe é uma só: Você! Então faça o que achar melhor para o seu bem estar e do bebê também! P.S. Se o marido prometer ajudar e não dar pitaco furado, pode deixar que fique! rs!
4. Planeje. Que mulher é multitarefas e tem mania de planejar tudo com antecedência, isso já sabemos. Mas todos ficam martelando na nossa cabeça que não dá para planejar quando se trata de maternidade, mas dá sim. Por exemplo: Vai trocar as fraldas? Pense em tudo que pode acontecer. Do xixi no rosto, até o cocô que vai como um jato na roupa (sim, já aconteceu comigo!rs!) e prepare-se. Deixe outra peça de roupa à mão, lenços e fraldas extras. Colocou o bebê para dormir depois de muito lutar? Antes que Murphy lhe dê "bom dia", pense em tudo que pode dar errado. Desligue o telefone e a campainha, ande como um ninja pelo quarto para evitar aquele brinquedinho barulhento que com certeza você irá tropeçar e acordará o bebê. Está um sol lindo e resolveu levar o baby para passear? 5 minutinhos de carro, coisa boba. Pois bem. Leve a velha e boa malinha com tudo o que poderá precisar, pois o dia que você sair sem ela, será exatamente o dia mais precisará. Vai que o tempo vira, que o bebê faça caca daquelas que até a nuca fica suja, que caia na fonte da praça, que chova ou que se machuque? Pense em tudo isso. Planeje!
5. Mantenha quem te faz bem por perto. É comum quando ingressamos nesta nova fase, fazermos novas amizades, coisa boa mesmo. Porém nos esquecemos daquelas amigas solteiras, que agora não tem tanto em comum conosco, mas arrancam boas risadas e fazem tão bem. Besteira da nossa parte esse afastamento. Pode ser que no início fiquemos entretidas com o bebê e as novidades, mas logo a rotina fica cansativa e ter com quem conversar sobre outros assuntos que não seja o bebê, evita surtos de estresses. Ás vezes neste processo de nova mãe nos esquecemos das pessoas que nos fazem bem, mesmo sendo aquele amigo de infância chato, mas que gosta das mesmas músicas que você! Mesmo que seja aquela prima louca que tem a vida bem diferente da sua e escolhas bem singulares, mesmo assim, é ela quem te trás novidades, histórias interessantes, novas canções, conversas leves e gostosas. Pense nisso!
6. Saiba falar "não". Aquela ajudinha? A visita em cima da hora? O pitaco furado? A crítica desnecessária? As exigências de quem não tem direito de te exigir nada? Diga não! Assim, seco mesmo! Evite motivos de estresse, para você, é claro. Um "não" bem dado evita muita dor de cabeça...
7. Maternidade não pode ser sua única fonte de satisfação. Por mais lindo que pareça casar, engravidar, ter filhos maravilhosos e ser feliz para sempre, a vida não é exatamente dessa maneira. Não vivemos em função disso, bóra confessar e deixar de hipocrisia? Antes de nos tornarmos mães, éramos mulheres com gostos e vontades só nossas. Não podemos abandonar tudo o que gostamos e nos faz bem por causa da maternidade. Por um tempo até que precisamos, já que o bebê precisa de cuidados constantes logo no início. Contudo, eles crescem e com o desenvolvimento, vem também a independência. À medida que eles forem crescendo, vá retomando a vida, o salto alto, a vida social, a carreira profissional, tudo o que faz de você, você mesma! rs! Mesmo antes disso tudo, se houver alguma maneira, alguém de confiança que você possa deixar o filhote para dar uma escapadinha com o marido ou com as amigas, isso faz um bem...
8. Evite situações de estresse. Sabe aquele encontro mensal com os amigos do marido que você PRE-CI-SA ir? Te contar uma coisa: precisa não! Se for um lugar estressante, um ambiente que não favoreça a tranquilidade da criança e tenha estrutura para receber uma mãe com o filhote, para quê procurar motivos de estresse com o marido, os amigos, a criança e você mesma? Não vá! Fique em casa tranquila. Se você for daquelas esposas tranquilex, que não se importam em dar uma folga para o maridão (coisa que ele precisa às vezes, vamos convir...), deixe que ele vá tranquilo e aproveite a noite. Combine um outro dia para você fazer o mesmo com suas amigas e ele ficaria com o bebê. Bem melhor, né? Isso vale também para aquele primo em segundo grau que cismou de visitá-la no pós parto só para encher o saco, afinal, o que ele acrescentaria? É pai? Irá ajudar de alguma forma? É próximo da família? Se a resposta for negativa para todas essas perguntas, evite o estresse de receber quem realmente não quer. Escrevi sobre isso já... bem aqui.
9. Separe um tempo para a vida amorosa. Nunca esqueça do marido, do romance, dos jantares, das noites conversando ou fazendo outra coisa melhor ainda... rs! Nunca! O amor do seu companheiro que originou essa família linda, então seria muito injusto deixar que ele morra aos poucos por falta de tempo, disposição e criatividade.
10. Você até pode ser multitarefas, mas nunca será mulher-maravilha. Não se cobre tanto! Tenha real noção das suas limitações físicas e psicológicas. Isso não é demonstrar fraqueza, mas humanidade!
11. Não gaste com o que realmente não precisa. Não sei o porquê, mas associamos bebê ao consumismo. Temos que comprar tal marca de fralda que é a melhor, o brinquedo Fisher Price falante que joga bolas para o alto e deixa a criança feliz como na propaganda, as roupinhas importadas que estragam menos e podem ir na máquina, aquele jogo incrível de berço que depois de instalado ficamos pensando onde o bebê ficará dentro dele, aquela poltrona de amamentação caríssima "super prática" e a cama para a babá que ficará no quartinho dele. Deixa eu te contar alguns segredos: ás vezes a melhor fralda não é a mais cara, muito pelo contrário. O brinquedinho caro da Fisher Price que faz um monte de peripécias, ficará largado pela casa, o bebê gosta mais da caixa e dos potes plásticos que ele roubará do armário da cozinha. Se faz tanta questão assim, há hoje no mercado empresas que alugam brinquedos como estes que duram tão pouco e são muito caros. Vale a pena procurar saber. A roupinha importada que você cismou de comprar por que dura mais lavando na máquina, não durará por que o bebê cresce e não caberá de toda forma. Luiza chegou a não usar tanta roupinha e outras ela usou tão pouco que eu poderia vender como nova, se não fosse a falta da etiqueta, nada disso foi importado, só produto brazuca. Jogos de berço são perigosos e podem causar o sufocamento. É lindo, eu sei, mas é melhor não comprar do ter o bercinho vazio por causa alguma tragédia (Saiba mais dicas sobre berço seguro aqui. ). A poltrona de amamentação quase nunca será usada, então invista pouco ou compre uma boa almofada de amamentação e livre-se do trambolho. Aquela cama? Sinto em dizer, fofa, mas a babá é você! Creio eu, você já deve ter onde dormir e no final das contas, acabamos arrumando um lugarzinho para o bebê no nosso quarto mesmo e aquela cama só ocupa espaço e suja lençol. Pense muito bem no que vai gastar, afinal, não queremos criar filhos materialistas e superficiais que se preocupam tanto com o que têm. Filho é um troço caro, logo essa economia vai para algo mais importante e realmente necessário.
12. Saiba pedir ajuda Quando o bebê nasce pensamos que está sobre nossos ombros a responsabilidade de cuidar e saber de tudo o que querem e precisam. Não! Não nascemos sabendo como cuida de uma criança! Não tenha vergonha de perguntar como fazer, de confessar que está cansada e precisa de ajuda. Pai não é mero ajudante, ele é parte importante neste processo e tem deveres compartilhados com a mãe. Portanto, saiba delegar as funções, pedir arrego na hora do desespero. O peso e responsabilidade não precisa estar apenas nas suas costas.
13. Passe para os seus filhos o que tiver de melhor. Acho tão bonito pais fãs do Beatles que ensinam seus filhos a ouvirem também e serão futuros fãs, coisa que aproxima, cria empatia, um relacionamento gostoso e leve com os pais. Se tem um hobby, envolva os filhos. Se gosta de ler, ensine-os a gostar também. Pratica esportes? Que legal seria envolvê-los e fazê-los apaixonados pelo o que você também é! Uma banda, um time do coração, algum ritual bacana em datas comemorativas... Tão lindo isso! Aqui em casa meu marido é torcedor fanático do Fluminense. Samuel, Bernardo e Luiza desde cedo aprenderam a cansar "nense!" e vão ao estádio mesmo quando ainda estavam na minha barriga. Minha mãe cozinhava muito bem e me envolvia neste processo. Hoje em dia, já posso envolver meus filhos também e eles adoram!
14. Invista em você! Cuide-se! Na ida ao shopping, compre algo bonito para você, no supermercado, compre o que você gosta de comer também. Não se sinta culpada por estudar, trabalhar fora, dedicar-se a um a projeto só seu, que não envolve os filhos. Continuo afirmando e sempre afirmarei que mães felizes, seguras de si e realizadas, fazem os filhos ainda mais felizes.
15. Divirta-se. Brinque junto, ensine-os brincadeiras da "sua época" e caia na farra também! Quem disse que maternidade tem que ser chata? Dá para brincar, se divertir também! Adoro brincar com os meninos de pique-esconde, danço e canto junto. Parecemos uma família de loucos quando toca nossas músicas preferidas e nem sempre é infantil, viu? Mas eles caem na bagunça! E nos divertimos! Sozinhos em casa, sem motivo nenhum nem data comemorativa... Apenas nos divertimos! E isso me faz uma mãe mais feliz, mais leve e mais tranquila. Quando vemos a maternidade não apenas como sacrifício e esforço, as coisas ficam mais fáceis e o dia a dia mais gostoso de levar.
Maternidade é um aprendizado constante. O que pensamos saber hoje, cai por terra amanha. Cada criança é única. Mesmo criados de maneiras parecidas, como os meus três daqui, eles tem personalidades que divergem entre si, reagem de maneiras diferentes pelas mesmas situações que passam. Isso vale para as mães também. O que é bom para mim, não quer dizer que será para você. Pondere e analise com calma o que te faz bem e se encaixa na sua vida. O importante em tudo isso é ser feliz, inspirar os filhos a serem felizes!
Luiza está em uma fase de descobertas, fase de testar nossos limites de paciência e permissividade. Fase complicada, eu sei. Mas me deparei com momentos lindos e ainda novos para mim, como o fato dela gostar de dançar, conversar, contar histórias e passar tempo ao meu lado. Não havia experimentado isso com os outros dois, que nesta fase ou estavam fazendo bagunça, arte como costumamos dizer por aqui, ou estavam quietos brincando sozinhos.
Minha Lulu não! Gosta de interagir, detesta ficar sozinha. Nos pega pela mão, nos arrasta até o lugar que quer. E lá ficamos, juntas. Paralelo a esse sol que é a sua presença, iluminando toda a casa, está a terrível crise de dois anos. Sim, aquela menina doce e amável, do nada vira um furacão de fúria quando algo lhe é contestado ou negado. Quer jogar objetos para todo lado, mostra a língua e tenho que segurar o riso dada a fofura, xinga e briga. Mesmo segurando o rostinho e olhando bem nos olhos dela, explicando o quanto aquela atitude está errada, ela não fixa o olhar no meu, continua a tentar me irritar. Firmo a voz:
- Fica quieta, Luiza. Coisa feia que você está fazendo. É para parar agora!
Aí ela chora. Fico com pena, sei que é natural testar os limites, faz parte do desenvolvimento natural da criança, mesmo assim, não posso deixar por menos. Tenho que impor esses limites! Não é justo com ela. Devo-lhe uma boa educação como me esforço para dar aos meninos. O fato de ser menina delicada não muda nada! Aqui em casa, não há separação. Todos com os mesmos direitos. Eles não podem agredi-la, ela também não. Eles juntam o que derrubam no chão, ela também. Há quem pense que ela não entende o que digo só por que ainda não desenvolveu completamente a fala. Entende sim. Uso palavras fáceis e frases curtas. Ela entende. Tanto, que faz exatamente o que digo.
Já passei por essa fase, até escrevi sobre os "Terribles Twos" do Bernardo (Clique Aqui para ler). Já vi a doçura e timidez do Samuel indo por água abaixo enquanto ele esperneava no chão do shopping. Vi também o Bernardo tão amoroso testando todos os limites da minha paciência enquanto escalava os móveis da casa, parecia até sentir prazer com nosso desespero. Sim, nosso! Pai também sofre. Como pode a personalidade da criança mudar tanto?
Há explicação para isso:
O QUE É?
"Terríbles Twos" ou adolescência da criança, como é conhecida, é caracterizada pela oposição a qualquer solicitação que o pais façam. Pode ser a mais simples delas, como "vá tomar banho". É motivo de birra. Por que? É natural! Faz parte do desenvolvimento. É quando ela percebe que é um indivíduo único que tem vontades próprias, não uma continuação dos mãe. Apesar de querer ser independe, ainda não tem maturidade para isso e se atrapalha toda.
PODE BATER?
Para começar, descarte qualquer tipo de agressão, que além de não adiantar nada, só trazem malefícios para o desenvolvimento dela e deturpa tudo o que ela aprende sobre o amor. Já que batemos para "ensinar por que amamos", ensinamos que o amor permite agressões. Aí abrimos um precedente perigoso, principalmente para as meninas que no futuro poderão apanhar caladas de seus cônjuges julgando normal "apanhar por amor". Quer saber mais sobre isso, leia o texto do blog Cientista que Virou Mãe. Um excelente texto sobre o assunto!
O QUE FAZER NA HORA DA PIRRAÇA PÚBLICA?
Não adiante brigar enquanto a criança estiver em crise. Antes mesmo de sair de casa, explique as regras, o que espera do comportamento dela no local. Nunca ceda às reclamações e exigências ou ela entenderá que conseguirá tudo com a birra. Tente acalmá-la. Diga que só conversará depois que ela se acalmar. Abrace-a tentando acalmá-la. Eles não entendem o que está acontecendo, é só um momento de fúria, por isso preciso ser auxiliados no processo de se acalmar. Se nada der certo, saia com ela do local. Tire o público que dá força à birra.
Depois da situação sobre controle, converse. Explique claramente o que pensa daquele comportamento, o quanto está chateada com a birra. Que só voltarão a se divertir se ela se comportar. Dê escolhas: "ou você se comporta ou vamos embora!" Se ela prometer se comportar, mude o foco da conversa, ache outra distração para evitar novo atrito, mas não ceda ao pedido que gerou a birra. Você já disse "não". Caso a pirraça persista, cumpra o que prometeu. Vá embora! Explique o motivo à criança com frases curtas e simples.
E O QUE FAZER PARA AMENIZAR?
Evite atritos. Se a criança pedir algo que você não pode fazer ou dar, sugira outra coisa. Evite lugares e situações que aumentem a probabilidade de birras. Por exemplo, para quê entrar ou passar na frente de uma loja de brinquedos se você não irá comprar nada? Para quê criar esse estresse? Criança não entende o "depois compramos" ou "não tenho dinheiro hoje". Elas acham que é só pegar e levar, então, evite. Se você sabe que seu filho tira soneca às 14h e fica mal humorado se não dormir direito, evite sair ou marcar compromissos neste horário. É claro, isso não quer dizer ser permissivo. Só saiba das consequências de sua escolha. Se estiver disposta a correr o risco, à domar a fera, então OK. Vá em frente! Se quiser saber mais sobre o poder do "não", clique aqui.
Siga uma rotina certa. Criança gosta de saber o que tem pela frente e fica mas fácil a argumentação:
- Você sabe que está na hora de dormir! - É a resposta caso haja algum objeção à hora de dormir.
E SE COMEÇAR A BATER?
Criança bate por que está com raiva, frustrada e chateada. Neste caso, o importante é tentar acalmá-la da melhor forma possível, mas não deixe que ela bata em você. Segure as mãos dela com firmeza, abaixe-se na altura dos olhos dela e diga com voz firme, dura e olhar de reprovação, que entende o quanto ela está brava, mas que está errado bater. Diga que se continuar assim, haverão consequências, diga quais serão, lembrando-se de ser realista e coerente. O "castigo" tem que ter conexão com o erro. Se ela está fazendo birra na pracinha, diga que irão embora imediatamente se ela não parar e que ficarão "X" dias sem voltar. Cumpra o prometido caso persista o erro.
E SE ELA AGREDIR A SI MESMA?
É normal crianças puxarem o próprio cabelo, baterem a cabeça ou se beliscarem para chamar atenção e gerar comoção da parte dos pais. Neste caso, coloque um travesseiro embaixo da cabeça ou coloque-a em algum lugar seguro. Eu, por exemplo, coloco no berço. Lá ela não pode se machucar tanto. Saia de perto, mas fique de olho. Sem plateia não há comoção.
1. Tenha tudo sempre à mão. Tudo! Fraldas de outras marcas, caso seu bebê tenha alergia a alguma delas, lenços, pomadas pare evitar assaduras outra de tratamento também, cotonetes, algodão e garrafa térmica para colocar água morna. Até mesmo o que você não espera usar como remédios, chupetas... Todas queremos amamentar por 2 anos, cuidar dos filhos com a paciência de Mahatma Gandhi, mas nem sempre isso é possível. Então, se julgar (e isso só cabe a você, mãe.) que chegou no seu limite e achar que dando uma chupeta seu filho ficará mais calmo, assim o faça. Siga o seu instinto e cá só até o seu limite. Fazer qualquer coisa "custe o que custar" por que os especialistas falaram que assim que TEM QUE SER, não faz bem a você nem ao seu bebê. Instinto materno está aí para provar que não!
2 . Todo mundo lembra da farmacinha do bebê, mas se esquece da farmácia das mães. Tenha sempre à mão analgésicos para dor de cabeça indicado pelo médico porque você está amamentando, pomadas para aliviar um pouquinho a dor na hora de amamentar, hidratantes, shampoo e condicionador. Tudo o que você gosta de usar para ficar mais bonita e cheirosa. Nunca podemos deixar de nos cuidar, tá?
3. Alguns pais fazem além de chá de fraldas, chá de congelados para fazer estoque, já que a mãe não estará muito disposta a ir para a cozinha nos primeiros dias com o bebê. Além disso, estoque o que puder. Vá ao mercado dias antes do nascimento e compre tudo o que precisará por uns 20, 30 dias. Facilitará muito as coisas!
4. Nos primeiros dias, o bebê dorme muito, torno de 20 horas por dia, mas ele acordará e chorará às vezes sem motivo nenhum aparente. Nesta hora fique calma e comece a inspeção: Fraldas, se está suja ou muito apertada, frio ou calor, às vezes as mães exageram nas mantas, na dúvida, coloque sempre uma peça de roupa a mais no bebê do que você está usando, fome, afinal, ele ainda não tem uma rotina muito certinha de mamar ou é colo mesmo que ele quer, dengo puro, neste caso, aproveite para ficar agarradinha com aquele "trenzim" lindo! rs!
5. Persista na amamentação. Como falei no item 2, as pomadas ajudam muito na hora da amamentação que, inclusive, algumas devem começar a serem usadas antes do nascimento do bebê para preparar o peito. Converse com o seu médico sobre isso, em como se preparar, pois apesar de ser muito linda e prazerosa, nos primeiros dias é um sofrimento! Nunca sabemos se estamos fazendo certo, se o bebê está mamando bem... Na dúvida, pergunte para sua mãe, avós....alguém que já passou pela mesma experiência. Mas persista, viu? Amamentar é um vinculo maravilhoso com os filhos e fazem bem para a saúde do bebê e da mamãe também.
6. Os hormônios estarão te deixando louca! Se quiser ficar de mal humor, fique! Quiser chorar, chore! Você tem todos os direitos, afinal, independente do tipo de parto que você teve, é uma experiência muito chocante e são mudanças muito bruscas.
7. Olha, é normal você não se sentir mãe. Aconteceu comigo também. Você acha o bebê uma fofura, está ali cuidando, mas não sente aquele amor indescritível e forte que dizem. É normal! Ajuda também o fato do bebê não interagir muito, ele parece que está em outro mundo...tadinho!! rs! Mas ele está ali, às vezes olhando para você, se acalmando quando ouve a sua voz e reconhece que é a mesma que ele ouvia quando estava na barriga. Portanto, não se preocupe com isso, ok? Logo você perceberá que aquele pacotinho deitado no berço é a sua vida! =)
8. Por mais que a gente ache que consegue fazer tudo e parece que queremos provar isso ao mundo, de que somos mães dedicadas, não precisamos ser assim. Deixe para lá as opiniões e discursos sobre mães perfeitas dos livros que você leu e seja você! Limitadamente você! Se precisar de ajuda, peça! Não tenha vergonha de pedir que alguém lhe faça um lanche, que vá ao mercado se faltar alguma coisa, delegue funções para familiares mais próximos e ao maridão. Não se desgaste por pouco.
Por falar em marido, já leu o texto 10 COISAS QUE TODO PAPAI PRECISA SABER SOBRE SUA ESPOSA QUANDO NASCE UM BEBÊ? 9. É normal aparecerem especialistas em maternidade em quem menos esperamos, um cunhado palpiteiro, por exemplo ou aquela tia desbocada. Então, confie em seu instinto materno. Se achar que o bebê está com calor e vierem dando pitaco, mande todos às favas, e faça o que quiser e achar melhor para o seu filho. Luiza nasceu em dezembro, um caloooor de matar e quando eu a vestia de camisetinha e shorts todo mundo (todo mundo mesmo!) me parava para fazer algum comentário. No início, eu até que respondia educadamente. Mas no final era "nossa, ela deve estar com frio!" Resposta: Sorte a dela se estiver, porque todo mundo está quase derretendo de calor!!" rrss!!
10. Para o bebê não criar hábitos errados quanto ao sono, já vá acostumando os seus olhinhos com o dia e a noite. Mesmo quando ele estiver cochilando, ele tem que saber que é dia, deixe as cortinas um pouco mais abertas e à noite, tente não acender muitas luzes para mamada da noite. Um abajur ajuda muito nessas horas!!
11. Durma o quanto puder, porque é exatamente como dizem. Seu sono além de ficar mais leve de preocupação com o bebê, será interrompido muitas vezes durante a noite. Deixe seus afazeres de casa para lá ou contrate alguém para te ajudar por 1 mês, 2...o quanto precisar.
12. Por mais que você queira exibir o seu bebê, não exagere nas visitas. Por experiência própria, eu digo, isso atrapalhará e muito o sono do bebê. Ele fica agitado, excitado e cansado demais de tanta gente tirando fotos, falando alto, alterando a rotina dele, e a criança, quanto mais casada e estressada fica, mais luta contra o sono. Todos vão embora, deixando um bebê estressado, casa bagunçada e você mesma exausta, com uma looonga noite pela frente! Dá uma lida neste GUIA DE ETIQUETAS PARA VISITAR UM RECÉM NASCIDO.
13. Não tenha medo nem vergonha de ligar para o pediatra quando achar necessário. Febre, dor forte, constipação ou diarreia são alarmantes.
14. Por falar em cocô, sim ele é preto mesmo nos primeiros dias! E tem até nome: mecônio! Então não se preocupe. Para saber mais sobre o cocô do bebê e o que é normal ou não, acesse o site da Baby Center. Tem até galeria de fotos para ajudar na comparação!
15. Neném amamentado no peito não costuma ter tanta cólica, mas varia de bebê a bebê. Os meus filhos, mesmo os que foram amamentados com fórmula, nunca tiveram cólicas. Graaaças a Deus!! Mas dizem que pode vir mais ou menos aos 15 dias de vida e durar até os 3 meses.
16. Umbigo não é nada de terrível. É natural que sua mãe e sua avó fiquem com medo e fiquem fazendo "terror", mas lembre-se que elas são de uma época em que se enrolava o bebê com aquelas faixas enormes e o bebê ficava imóvel, época em que se demorava 15 dias para eles abrirem os olhos. Hoje em dia, falta pouco para nasceram falando. Pergunte para às enfermeiras que dão o primeiro banho na maternidade e siga à risca, sem medos. Eu cuidei sozinha dos meus três filhos e foi super tranquilo!
17. Por mais molinho e delicado que o bebê pareça, ele não derrete, tá? Pode mexer à vontade, trocar fraldas, dar banho, segurar tranquilamente.
18. Não ignore as suas dores. Sabemos que quem precisa de cuidado é o bebê, mas não podemos deixar de lado a nossa saúde. Principalmente, se o parto foi cesárea. Qualquer dor, ligue para o médico. A cirurgia não te deixa de cama, dá mais medo é de se movimentar, mas não é dor exatamente. Eu tomei banho sozinha já no primeiro dia. Dói um pouco, é claro, mas não é nada absurdo. O que passar de "tolerável" deve ser comunicado ao médico. isso vale também para a amamentação. Quando é o primeiro filho, pode chegar a ferir, mas se as pomadas não estiverem funcionando, converse com o médico também.
19. Não se desespere com o choro do bebê. Vá fazendo as tentativas que falei anteriormente, até acertar. Você não tem obrigação de saber resolver tudo, mesmo que seja seu segundo filho. Cada um é diferente do outro!
20. Os primeiros meses, são os mais complicados. Depois de um tempo, você começa a conhecer melhor a personalidade do bebê e se adapta (você e toda a casa) , seguindo uma rotina que seja boa para todos,
21. Dica: não há nada mais gostoso para a mãe e o bebê do que colocá-lo para dormir em cima do seu peito. Ele se acalma porque ouve o seu coração e respiração, da mesma forma que ouvia quando estava no útero, sente-se aconchegado e você mais próxima dele com aquele cheirinho gostoso, típico de bebês! Faça isso! É uma delícia!
22. Aproveite cada momento, cada detalhe porque é único e dará saudade no futuro!
Qualquer dúvida, converse comigo que descobrimos a resposta juntas!!!
Tweet Tweet