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Como levar a maternidade de forma mais leve?

Fonte: saudebeleza.org
Toda ação gera uma reação. Está garantido pela física e comprovado por nossas experiências pessoais. É só uma forma menos poética de dizer: tudo o que plantamos colhemos. As escolhas que fazemos não apenas traçam  nosso caminho, como também dizem quem realmente somos, na essência. Não adianta discurso bonito, se é nas atitudes que entendemos quem cada um é.

No entanto, mesmo quando nossa essência é boa, a terra fértil e semente bem plantada, surgem atitudes que não planejamos, não condiz com nossa personalidade, apenas fogem do controle. Está garantido também pela física que uma força externa pode alterar a estado de um objeto, ainda mais estando ele em repouso, neste caso, o que veio para interferir, nem precisa de tanta força para nos tirar do eixo. Observando o dia a dia com os filhos, comprova-se essa teoria, que de teórica não tem nada!

Quantas vezes nos pegando seguindo uma rotina às cegas, sem nem pensar se ela é tão necessária ou tão benéfica. Acontece que filho é o "X" dessas equações. Passamos a vida inteira procurando não o seu valor, que é inestimável mesmo, mas prever seus "passos", possíveis trajetória, sem sucesso, é claro. Cada dia um resultado diferente. Cada manhã um recomeço, se dermos a sorte de dormirmos! Para complicar a vida, há também aquela força externa que pode ser uma noite mal dormida  - efeito zumbi -, dentição, "terríveis dois" - já escrevi sobre isso -, alguma mudança na rotina como um passeio ou entrada na escolinha, visitas, presentes, avós, irmãos que nascem, irmãos que vivem em outra casa, irmãos que vivem junto, seu humor, humor do pai, babá atrevida que ensina o que não foi instruída a fazer, seu trabalho, trabalho do marido, pitaco "dasamiga", pitaco da sogra, pitaco de qualquer um, enfim, tudo que tire a normalidade da rotina da família, mudanças necessárias ou que fazem parte do cotidiano, mas que mesmo assim, trazem um certo estresse. Essas forças externas, quando chegam e sempre chegam, caso não estejamos preparadas, ressabiadas, cabreiras e bastante espertas para perceber, somos levadas como por uma onda. Se deixarmos, podemos acabar jogadas nas pedras, metaforicamente falando.Na prática, tomamos aquelas atitudes que não fazem parte da nossa personalidade, não retratam quem somos.

Quando nasce um filho, o primeiro, sempre planejamos: não serei uma mãe histérica, ele terá uma alimentação assim ou assado, não deixarei que o trabalho afete a maternidade e não deixarei de ser uma excelente profissional comprometida com os resultados, eles jamais farão uma pirraça em público, dormirão "X" horas e mais uma infinidade de expectativas e planos que traçamos na esperança... NÃO!... na convicção de que conseguiremos cumprir as metas, como se fosse algo fácil. As outras mães que assistimos por aí reclamando ou vivendo algo diferente são muito exageradas ou péssimas mães.

- Há! Se fosse comigo! - pensamos.

Tudo OK. Também já pensei assim e passei mais 6 anos redescobrindo a maternidade, a real.

De tudo o que passei, todos os apertos e problemas que tive, aprendi uma coisa: não dá para esperar o baque dos problemas. Não podemos deixar que as ondas nos leve. Em vez de lutar para seguir uma rotina engessada, causando um estresse desnecessário, que tal adaptar a rotina para a paz reinar? Eu prefiro ficar brincando com meus filhos, assistindo desenho, do que correr o dia todo para manter a casa arrumada e eles largados por aí, fazendo pirraça, implorando por atenção. Do que adianta brigar com a criança na hora das refeições, enfiando guela abaixo um brócolis, quando você poderia pesquisar quais alimentos poderiam substituir por terem as mesmas vitaminas ou novas receitas para que mude a cara do legume e o faça mais atrativo?

No quesito ser levado pela onda, dá para prever certas coisas como uma pirraça. Filhos passam por fases semelhantes, é só você se antecipar. Pesquise, procure saber e conversar com outras mães. O bebê, que pode ser mais anjinho do mundo, passará pelos "terríveis dois" e sim, te desafiará, será atrevido e chato, como qualquer outro. PRE-PA-RA!!!! rs! E pensando nessa fase "adorável", evite situações que podem resultar em pirraça, NAQUELA pirraça de enlouquecer, sabe? Nada de passar em frente a lojas de brinquedos! Entrar, então, nem pensar! Para quê dizer um "não" assim, seco, se dá para sugerir outro opção e evitar o estresse, principalmente quando há plateias, daquelas que julgam bem julgado?

- Pode? - o filho pergunta.
- Há! Que tal brincarmos de "tal coisa"? - a mãe sugere.

Pronto! Evitou a briga, a confusão, o estresse. Mais ums dia se passou e você sobreviveu. E assim, os dias vão passando, as fases vão dando lugar a outras, algumas mais fáceis, outras complicadas como é de se esperar. Todos já conhecem, dá para se preparar. Não apenas da física, mas da vida, tiramos um aprendizado importante: nunca ficarmos inertes esperando os problemas acontecerem, ao mesmo tempo, não lutarmos demais por problemas que não têm solução. Flexibilidade! Já crescemos, fomos preparadas para este desafio. Não entendo a dificuldade neste quesito com a maternidade. É "rebolar" da mesma forma que fazemos no trabalho, no casamento, na vida em família. A intenção é fazer da maternidade algo mais leve, mais tranquilo de ser levado. E onde está o erro em querer fazer da maternidade uma experiência prazerosa, que nos complete, algo que faça suspirar, em vez de nos enlouquecer?

Agora, que me perdoem as leitoras, mas tenho que ir ali, rebolar para colocar criança na cama. Afinal, de todas as minhas imperfeições na maternidade, a que eu mais gosto é poder dormir ao lado dos meus pequenos. Se é certo? Sei lá! Não perco meu tempo com os pitaqueiros. Mas amo dormir com o cheirinho deles assim tão perto. No meio da noite, levanto e volto para o computador ou se o cansaço for muito grande, mudo para cama do marido! Só mudo de braços, mas o amor é o mesmo!!! Tão forte quanto! E onde está o erro em amar tanto?

Boa noite!

JOTA QUEST - DENTRO DE UM ABRAÇO

O dom de acolher

Fonte: maedoano.com.br
Grades nas janelas, proteção nas quinas e portas, proibido brincar perto do fogão, peças pequenas dos brinquedos escondidas para não serem engolidas, nada de correr com lápis de cor na mão ou qualquer outro objeto pontiagudo, ausência de tapetes que deslizam e causam quedas, cuidado com a TV grande que pode cair em cima do bebê caso ele tenha a brilhante ideia de subir na estante, copos e potes de vidro na prateleira mais alta e tantas outras soluções que tomamos diariamente para manter as crianças seguras.

É automático! Em todo lugar que chegamos, passamos o nosso raio-x em tudo, como um scanner e por um milésimo de segundo pensamos com a cabecinha deles, imaginando onde dá para subir, o que pode ser colocado na boca, os perigos do ambiente que adentramos. Um alarme soa em nossa cabeça, coisa que deve vir de fábrica com a maternidade, e eliminamos todo e qualquer risco aos nossos filhos. Porém eu me pergunto:

- E os seus braços? Estão sempre abertos para proteger?
- É claro! - Deve ser sua resposta imediata, sem nem pensar duas vezes.

Porém, não estou dizendo hipoteticamente. Quero falar em termos práticos. Só quem tem filho sapeca em casa para entender! Eles inventam mil novas maneiras de desafiar o scanner que fazemos do ambiente, mesmo daquele que já conhecemos bem, como o de nossa casa. Quando menos esperamos lá está uma criança estirada ao chão, chorando, pedindo por socorro.

Bernardo é assim. Inventa novas armadilhas para se machucar todos os dias. Já cismou de fazer um carrinho daqueles maiores de skate ou outros dois carrinho de patins. O que deu? Tombo, ué! E dos feios, daqueles de deixar um galo de todo tamanho na nunca! Já pulou tão alto na cama que aterrizou no chão, outro tombo. Já subiu na estante e caiu lá do alto. Foi pegar uma bola e fuçar nos livros. Torceu o pé e ficou um tempinho sem andar direito. Também já pulou embaixo do chuveiro e escorregou. E andou sem olhar para onde ia, bateu a testa bem na parede, sem dó nem piedade. E em todas essas horas, só me vem à mente uma pergunta:

- Por quê??? Por quê, Bernardo?

Minha vontade nessas horas é dar uma bronca, afinal, não é possível que ele vá repetir o feito. Impossível? Que nada! Lá vai ele todo serelepe arranjar novos "desafios" e mais dor de cabeça, não dele, minha. Volta um tempo depois com mais algum "dodói", às vezes até dá trégua de alguns dias, mas sempre paramos na mesma cena: mamãe desesperada, tentando segurar o choro e o nervosismo para acalmar a criança. Afinal, para quê dar bronca? A "punição" o resultado da sua estripulia já está ali, doendo. Nessas horas, nosso colo tem que ser o ninho onde ele irá se esconder, nossos braços, o refúgio na hora do medo e da dor. Penso não apenas na infância, mas na vida adulta, na adolescência. Que meus filhos entendam que mesmo quando fazem algo errado o meus braços sempre estarão abertos para acolher, acalmar e quando só imperar o silêncio, aí sim, vem a bronca, o conselho, as dicas, o desejo para que tudo melhore. Que eles não tenham medo, mas confiem que em mim está a segurança e verdades que necessitam ser ditas da vida, tudo com muito carinho e amor, coisa que só encontrarão nos pais ou equivalente, como avós, tias e madrinhas.

Quantas vezes estivemos em apuros e precisamos de um abraços amigo? Daqueles que não julgam, não apontam o dedo, não nos use como exemplo de nada, dê pitaco ou conselhos furados no furor da raiva de "ter que ajudar"? Inúmeras vezes estive nesta situação e depois da morte da minha mãe, é o que mais sinto falta. Se pessoas crescidas e teoricamente tão certas das decisões que tomam às vezes precisam deste colo, como julgar uma criança? Como não dar este colo, este chamego? Em quem mais eles confiarão? Onde procurarão abrigo?

Então, se seu filho te presenteou com mais uma arte daquelas de arrepiar os pelinhos da nuca, ao invés de brigar, dar chilique, apontar defeitos, falar baboseiras, torcer contra ou soltar um sonoro "bem feito", que tal dar colo? Cuidar? Ele confia em você por um motivo: é a mãe dele. Então exerça este papel com amor. Existe amor maior que acolher o filhote no ninho?

Acho que não!

MARCELO JENECI - FELICIDADE

Nada substitui o amor prático

Fonte: Pinterest
Já pararam para analisar, observar aquelas pessoas que dizem seguir um conceito moral, mas fazem o contrário? Eu sim. E aquelas que pregam a paz, a tolerância e a liberdade de expressão, mas logo ficam enfurecidas se são questionadas? Existem aos montes por aí, né? Chame do que quiser, mas eu prefiro chamar de hipocrisia mesmo! Discursos lindos, porém na prática, nunca colocados em ação. E nesse balaio de gatos de hipócritas, gosto de colocar também o amor aos filhos.

Em todo canto que olhamos, nas conversas, nas rodas e grupinhos de mães, uma infinidade de mulheres que só têm elogios a tecer sobre os filhos. Nenhum deles tem um defeito, na verdade, nós mães, nunca enxergamos ou lembramos dos defeitos dos filhos e nem alardeamos o que nos vêm à mente, na esperança de concertar tudo, aquela birra chata, a hábito de não comer legumes, a luta para colocá-los na cama... Todos comem bem e de tudo, dormem direitinho, são comportados, verdadeiros anjos. Crianças rodeadas de elogios, muitos deles, mentirosos ou exagerados, brinquedos caros, agendas lotadas que, para alguns pais é sinônimo de sucesso e amor deles para com os filhos. Para mim, sinônimo de uma infância mais curta, em que importamos da vida adulta todo o estresse e dia a dia corrido.

Em meio a tudo isso, eu me pergunto:
- Será que essas crianças sabem o quanto são amadas?

Será que o "aparentar amor" é mais importante que o amor prático? Será que não estamos substituindo o amor, aquele que demonstramos, por coisas palpáveis? E que espécie de crianças sairão de tudo isso? O que valorização?

Fui criada por uma mãe solteira, por isso, sozinha na batalha diária de cuidar dos filhos. Sempre estive próxima dos tios e tias, criada com os primos, crescendo junto. Todos ajudavam a cuidar, um pelos outros. Porém, da minha mãe, só tive convivência diária, vínculo mãe e filha mesmo, depois que nos mudamos para nossa própria casa, quando eu tinha 11 anos. Éramos só eu, minha mãe e meu irmão. Foram necessários anos e um pouco de maturidade para que eu entendesse o quanto minha mãe me amava. Ela não sabia demonstrar. Não foi criada com vínculos de afeto, não sabia como abraçar um filho, como dar um beijo de "boa noite". Nos amava profundamente, pois só uma mãe que ama muito seus filhotes para sair de um plantão de 12 horas, embarcar em outro emprego e seguir adiante para sustentar com dignidade a casa. Só uma mãe que ama muito seus filhotes para mesmo depois de trabalhar tanto, chegar em casa e nos dar atenção, cuidar de tudo e ainda cozinhar divinamente bem, só para nos agradar. Pois bem. É claro que minha mãe que amava, mas criança não enxerga esses sacrifícios que fazemos e hoje eu entendo. Demorei demais para notar o tamanho exato desse amor, coisa que vamos descobrindo aos poucos. Tive que eu mesma começar a "revolução". Demonstrar o quanto a amava diariamente com todo carinho. Já que eu cumprimentava a todos os conhecidos com beijos e abraços, por que não faria com minha mãe? O susto que ela levou quando eu lhe dei um abraço, assim do nada, valeu uma vida inteira. Azar meu foi ela morrer logo depois que comecei a me comportar diferente. Azar foi não ter aproveitado mais o tempo com ela, conversar, confidenciar segredos, papear sem compromisso, fazer algo bacana ou não fazer nada, só ficar por perto. Pude aproveitar. Pouco, mas pude.

Com base nesta experiência, crio meus filhos completamente diferente da forma que fui criada. Demonstro todos os dias o quanto os amo, digo diariamente, converso abertamente sobre todos os assuntos, digo como me sinto e o que espero deles. A caixa de brinquedos ainda está cheia, ou doamos alguns ou não compramos nada novo. Para quê enchê-los de coisas, jogos e bonecos que brincam sozinhos e não favorecem a criatividade, vídeo-games que ocupam as tardes e os deixam cegos diante da TV? Para quê? Quando saímos, é para brincar, comer algo gostoso, passar tempo juntos, só a gente. Coisa boa! Valorizo e insisto que eles aprendam o mesmo, que o tempo com as pessoas que amamos vale muito mais a pena que qualquer brinquedo caro, que o tempo bolando uma cabaninha bacana é mais legal que ficar vendo os brinquedos eletrônicos que já sabem brincar sozinhos, que fazer bagunça com os irmãos é muito mais divertido que qualquer outro amiguinho, já que terão uma vida toda para compartilhar mamãe e papai e quando eles crescerem se lembrarão com carinho de tudo isso, eu sei. Os faço pensar nas escolhas que fazem, como quando escolhem brigar com o irmãozinho.

- Quem é o seu melhor amigo, que brinca todos os dias contigo? - Eu pergunto.
- O meu irmão - É a resposta. E é exatamente isso que quero ouvir.

Como disse, não entendo essa necessidade de provarmos que amamos nossos filhos com bens materiais ou em declarações abertas nas redes sociais, que inclusive, eles nem verão. Acho lindo as declarações, eu mesma já fiz várias. No entanto, ser mãe não é só aquela maravilha. Somos mães, chatas às vezes, mandonas! Minha prioridade não é provar que os amo. Eu os amo e eles sabem disso! Não me importo de parecer uma mãe ruim, que não deixa tudo, que implica, que diz "não" sem dó nem piedade, mas é nesses atos que vejo mais amor, afinal, dói muito mais em mim cada negativa, cada bronca que dou. Sei que é melhor para eles, para que se tornem pessoas melhores, então resisto bravamente em minha chatice.

No final de tudo isso, eles crescerão, ouviremos no trajeto algumas frases feias que as crianças dizem quando os colocamos de castigo ou dizemos "não" à exigências que fazem, contudo, um dia, no futuro eles lembrarão que o relacionamento pais-filhos é construído diariamente com presença e carinho, como um castelo, feito aos poucos com tijolinhos, tudo que os ensinamos diariamente. E é na infância que está o alicerce, a fase mais complicada e importante desse projeto. Está aí a dificuldade.

Espero ter bastante tempo para contemplar minha obra, para construí-la com calma e aos pouquinhos, afinal, apesar de difícil e complicada, esta é a fase mais gratificante. Só Deus sabe o quanto fico feliz ao ver meus três bagunceiros correndo pela casa, fazendo farra juntos e felizes. Entro na farra junto. Sou daquelas mães que decoram as falas dos desenhos prediletos, que cantam e dançam junto, que jogam bola e ficam suadas brincando de correr, que participam de cada degrauzinho que sobem. Louca? Sim! Eles gostam assim e o mais importante: sabem o quanto os amo!

Boa noite!

CIDADÃO QUEM - AMANHÃ COLORIDO

O julgamento que desejamos

Fonte: Pinterest

Dos mesmos produtores do filme “Cuido como eu quero, e daí?”, do qual faço parte, vem aí o mais novo longa-metragem “Cuido como eu quero, me julguem!”.
Recentemente, tenho visto um comportamento interessante de algumas mães. Em todo lugar que vejo está hastag #mejulguem. E eu fiquei me perguntando por que cargas d’água as mães iam querer ouvir o julgamento de outras que nada tem a ver com a criação de seus filhos?

Me passou pela cabeça que talvez fosse uma espécie de profecia:

- Já que todos vão julgar mesmo, eu pelo menos, aviso que estou preparada para bafafá de sempre.

Mas será? Já que sabem que todos julgarão mesmo, afinal, todas fazemos isso sem exceção, sendo a única diferença, as pessoas que guardam para si o que pensam e possuem o filtro entre cérebro e boca, coisa necessário para se viver bem em sociedade e outras que não possuem ou não querem usar o bendito filtro e se acham no direito de se intrometer. Pois bem! Todas julgamos, algumas, porém são mais educadinhas. Sendo assim, para que se preocupar?

Pensei também que talvez fosse apenas para aparecer. Sendo assim, mesmo quem não julgaria, pelo menos pararia para pensar no assunto abordado, notando se haveria realmente motivo para o “temido” julgamento, dando a atenção para coisas que passariam desapercebidas, mas que com o “aviso” de “não me julguem/julguem” foram notadas, dada a devida e tão desejada importância. Mas será? Tanto só para chamar a atenção? Expor os filhos, a vida dessa forma? Não é possível.

A coisa ficou séria, quando percebi que além de tudo, perdiam o tempo justificando com textos tão longos quanto chatos!

Vi um vídeo de desabafo de uma blogueira famosa em que 11 das 10 frases que ela dizia era:
- Olha, eu amo meus filhos tantoooo, mas...

Como se precisasse justificar o que a aflige, o que a deixa chateada, como se devesse alguma satisfação, fosse um crime dizer o que pensava em relação à algum ponto da maternidade, coisas que também passamos, mas expor sempre foi um tabu, então tão necessário o “não me julguem, pelamor d’Deus”.

Creio que talvez eu não seja uma mãe como as outras, não mesmo! Sabe o que eu penso sobre a forma que você cria seu filho? Nada! Bom, na verdade, um “bucado” de coisa, mas nunca falarei, nem me intrometerei, a não ser que minha opinião seja solicitada. Sabe o que eu acho sobre a sua opinião em relação a criação dos meus filhos? Nada! Não estou nem aí!! Mesmo! Se vier dando pitaco, leva uma chamada daquelas ou simplesmente viro as costas e a deixo falando sozinha. Já fiz isso não apenas uma vez, diversas! Se me sinto culpada? Nem um pouco! Eu crio meus filhos como quiser e não estou interessada nem em chamar atenção, nem na sua opinião. Portanto, não me julgue! Ou melhor, me julgue sim, mas guarde para si.

Às mamães, continuo entoando o mantra “siga seu instinto”, na esperança de um mundo com menos mãe se preocupando com a opinião alheia e principalmente, menos mãe com tempo para dar pitaco na vida das outras. Bora todo mundo viver a própria vida, sem solicitar holofotes, sem temer o julgamento alheio?

#cadaUMcuidandoDOseu

Boa noite! 

Filho não pode ser sua única fonte de satisfação

Fonte: exame.abril.com.br

É complicado ser quem realmente somos quando temos filhos! Principalmente com a cobrança diária em sermos perfeitas, que criam verdadeiros anjinhos, tão educados e contidos, tão "plasticamente" fofos... O que passe disso, só depõe contra o nosso trabalho. Crianças que correm, brincam, brigam, falam alto, são taxadas de má educadas, quando na verdade, são apenas crianças! Ainda não foram moldadas para viver em sociedade, por isso, espontâneas.

Voltando ao assunto...

Você acha que eu gosto de ouvir Galinha Pintadinha o dia todo? Para aliviar o estresse das musiquinhas repetitivas, estamos fazendo a transição para o Palavra Cantada, músicas mais gostosas de ouvir, com vocabulário mais variado e letras inteligentes. Quase todos os dias é uma festa, colocamos o DVD Pé com Pé do Palavra Cantada e dançamos, cantamos, nos divertimos. Todos juntos! Até o papai não escapa da farra. Há sempre momentos assim, de descontração, para amenizar aquela faceta de mãe chata que tenho que exercer todos os dias. É mandar tomar banho, comer tudo, não bater no irmão... Tudo isso, dito às vezes, eu confesso, não com a delicadeza que eu gostaria. Fazer o quê? Parece que quando nos tornamos mãe, uma sirene cresce dentro da garganta e o volume aumenta com quantidade de filhos. Tenho 3. Já imaginou? Odeio gritar! O-D-E-I-O !!! Mas nem sempre consigo manter a calma necessária para convivermos na mais serena paz, nem sempre consigo colocar em prática os manuais, todos os manuais que ensinam dicas infalíveis em como moldar seu filho e fazê-lo uma marionete que não questiona, não pensa. Contudo, é o que todos querem, aceitam como natural. E nós mães, fadadas ao fracasso, sendo essa uma jornada impossível de continuar. Não estamos adestrando cachorros, estamos criando filhos que pensam por eles mesmos.Eu, definitivamente, não preciso viver torturada por esses manuais. Não quero.

Me perguntam sempre como consigo dar conta de três com diferentes personalidades. Bom, eu sigo minha intuição. Faço o que acho certo. Respeito a individualidade de cada um, seus sentimentos, medos, personalidade e assim, as coisas vão ficando mais calmas. Ensino respeito, educo, passo todos os valores que acredito serem importantes para se tornarem pessoas de bem. Porém, meu desejo não é moldá-los para serem como as pessoas querem que eles sejam. Passei minha vida toda sendo o que não queria ser. E não há sensação pior do que não se aceitar como realmente é.

Algumas pessoas acreditam que criar filhos seria como plantar árvores, inflexíveis, raízes grossas e firmes. Filhos livre e leves são resultado de um mal trabalho. Já eu, acredito que criar filhos é mais como plantação de bambu... rs! Ou aquelas árvores altas, flexíveis, com raízes fortes, mas que se moldam à situação, aos problemas, ao que a vida nos apresenta. Não confunda liberdade com permissividade! Não deixo meus filhos soltos, fico perto, bem pertinho acompanhando tudo, mas respeitando os limites, as diferenças entre eles. Pregamos tanto que respeitemos as diferenças com pessoas de outra cor, de outro time, nacionalidade, opção sexual, mas não queremos respeitar as diferenças dentro da nossa própria casa, aqueles detalhes que fazem cada filho ser singular. Criados da mesma maneira, mas diferentes entre si. Um gosta de beterraba e outro não. Fazer o quê? Enfiar "guela" abaixo? Não! Eu mesma não sou muito fã. Questão de paladar. Quem sabe se fizermos panquecas coloridas com beterraba, que são batidas no meio da massa, eles comeriam, sem reclamar tanto? Haveria menos estresse em casa e você respeitaria o limite de cada um. Dá para ser mais flexível? Dá!

Se as revistas dizem que "tem que fazer para que a criança se desenvolva bem" - é sempre esse o motivo - e a família não tem condições financeiras, estruturais ou de logística para aplicar o "conselho", o que fará? Se sacrificará para fazer o que "tem que fazer"? Por que não parar para pensar e analisar se realmente precisa? Será mesmo tão necessário assim? E nas gerações passadas, que as crianças não tinham tanto acesso a tudo, que as mãe não tinham noção desses "modismos" de agora, as crianças eram criadas como? E ficaram piores por causa disso? Sei lá, eu tenho percebido que as gerações passadas eram melhores. Não é dado tirado de nenhuma pesquisa, nem uma especialista que vos fala, é apenas minha opinião. E realmente, crescer antigamente era muito melhor. Será mesmo que seu filho precisa de tanto? Tantos brinquedos? Aula disso ou daquilo desde os 3 anos? Não passou pela sua cabeça que várias pessoas que contam sobre seus filhos terem amado tal produto, de ter sido imprescindível no desenvolvimento deles, são pagas para dizerem exatamente isso? Quanta inocência...

Acho graça das mamães de primeira viagem, comprando tapetinhos, cadeirão, brinquedos caríssimo que, dizem os especialistas, ajudam no desenvolvimento. Fico com pena pensando na hora que elas perceberão no desperdício de dinheiro e tempo. Largue a criança no chão, brincando com chocalhos, potes plásticos, bola e se possível, outras crianças, para você ver o desenvolvimento dela... Eu continuo afirmando que todos os marcos de desenvolvimento dos meus filhos, foram dados na casa da minha avó, sem os brinquedos caros, sem os "estímulos" que esse bando de gente palpita que seja necessário. Foi ali, no meio da terra, brincando com bichinhos, comendo fruta do pé, correndo descanso que eles aprenderam a brincar, que cresceram naturalmente, sem exigências, sem gráficos mostrando o "progresso". Eles progridem e ponto. Vão aos poucos crescendo e eu, com calma acompanhando, me divertindo também. A vida me mostrando que não preciso de sacrifícios, além dos naturais (rs!), para exercer a maternidade.

Afinal, em meio a toda essa baderna, em que o mundo se intromete na forma que criamos nossos filhos,vamos nos sacrificando, deixando de nos cuidar, de fazer coisas que gostamos ou gostávamos, antes da maternidade, antes dessas obrigações fazerem parte da nossa vida. E seu filho lá, com o quarto abarrotado de brinquedos que ele nem lembra que existem e você aqui, sonhando em passear, tirar uma noite de folga dessa rotina tão desgastante, sonhando em fazer as unhas, depilar... Todo seu dinheiro indo em coisa inúteis. Haaa... Mas não é só uma questão de dinheiro. Trata-se do tempo desperdiçado, na dedicação para as coisas que não servem para nada, enquanto seus planos, aqueles mesmos que você fez muitos anos antes, vão ficando trás. A maternidade vai ficando pesada, chata, você infeliz. E mesmo assim, provavelmente, alguns estarão me julgando por dizer tamanha atrocidade! Afinal, nem o direito de achar ruim, temos.

Mãe boa, mãe perfeita, mãe dedicada, não reclama! Acha tudo bom! Do acordar várias vezes durante a noite até o fato de não conseguir cuidar de si, tudo isso muito bom!

Me reservo o direito de ser eu mesma, ter minha personalidade intacta, meus sonhos ainda na listinha de planejamento, afinal, sou mãe, mas não deixei de ser a Sheila com meus próprios desejos para o futuro e eles, os planos, nem sempre inclui crianças como sair à noite com o marido, jantar fora e depois namorar, como minha carreira, os livros que planejo ler, que pasmem, não são sobre maternidade! Minha vida não precisa ser regida o tempo todo pelos meus filhos. São meus, são tudo para mim, mas nem toda fonte de alegria tem que vir deles! Havia sonhos e planos aqui antes de ser mãe, uai. Preciso parar de escutar as músicas que gosto? Me sentir culpada pelo cinema que às vezes planejo (nem sempre executo) ir? Me sentir mal por, ao invés de comprar o vigésimo carrinho fora de temporada, preferir ir à manicure, comprar um vestido bonito ou fazer um corte bacana no cabelo?

Acho que não! Não mesmo!

Ter filho não pode, nem nunca será minha única fonte de satisfação! E quando eles se forem? Começarem a namorar, a sair com a turma? Acabará a vida? Lá pelos 40/50 anos que você começará a viver? Por que não ser feliz agora? Saiba que mãe feliz, faz o filho ainda mais feliz!!! =)

É para pensar, viu??
Boa noite!

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MALLU MAGALHÃES - VELHA E LOUCA
 

Independência


Mãe cuida.
Mãe zela.
Mãe quer por perto.
Mãe se preocupa se estiver longe.
Mão põe embaixo da asa.
E que mal há nisso? Nenhum ué...Até o momento que interferimos no crescimento natural da independência da criança! Já pararam para pensar nisso?

Dia desses Bernardo queria por que queria carregar toda a caixa de brinquedos para a sala, mesmo sendo pesada, ele queria. Ao se deparar com o sofá que era uma obstrução que só poderia ser ultrapassada levantando a caixa, ele passou aperto. Não tinha força suficiente para levantá-la. Logo quis sair em seu socorro, mas meu irmão me barrou:
- Não!! Deixa ele tentar!!
- Mas é muito pesada para ele carregar, tadinho... - argumentei.
- Então ele dará outro jeito. Se toda hora você ir lá resolver os problemas dele, ele nunca aprenderá a resolvê-los sozinho!

E não é que ele tinha razão? Bernardo foi escorando a caixa pela lateral do sofá até conseguir  levantá-la sozinho. Achei tão inteligente o jeitinho que ele deu. Coisa que não teria feito, se eu tivesse interferido. Eles crescem, sabia? Mãe esquece disso... Mãe quer esquecer disso. Mãe se esforça para esquecer. Sei disso, porque é o que faço. Ao vê-los dormir que percebo o quanto cresceram. Quando estão sentadinhos no meu colo, não noto. Sempre os vejo de cima para baixo e na minha cabeça será assim para sempre.

Há alguns meses, deixei o Samuel no banho sozinho enquanto enxugava o Bernardo. Quando voltei, ele já tinha terminado o banho, passado condicionador e tudo. Estava de chuveiro desligado esperando a toalha que eu já estava levando.
- Ué, filho. Você já terminou? - perguntei.
- Já!!! - rindo de mim. - Eu tomei banho sozinho, lá lá lá... - me caçoando.
E eu me sentindo uma inútil, por não ter serventia nem na hora do banho! Hoje ele toma banho sozinho, escova os dentes, se veste, penteia o cabelo, escolhe a roupa, escolhe o que comer no restaurante, dá pitaco em tudo que fazemos. A frase sempre começa com um "que tal...", nem sei de onde ele tirou isso, porém percebo que ele já tem opinião e quer oportunidade de expor. Meu bebê cresceu! Até o dentinho já caiu!!!

Bernardo tem a personalidade bem diferente da do Samuel. É mais agitado, contudo, mais grudado e carinhoso. Parece com o pai. Explode quando está com raiva, mas basta um chamego que volta a mansidão. Também está se desenvolvendo bem, explorando os sentimentos de menino crescido, vendo até onde pode chegar na arte que faz, observando o limite de paciência de cada um. Super inteligente!

Luiza também já deixou de ser bebê. Oficialmente? Só em dezembro, quando completará 2 anos. Contudo, já diz o que quer e o que não quer. Toda doce e delicada, contrastando com a braveza, típica da mãe! rs!

Só sei que não há mais brinquedos de bebê espalhados, fraldas compradas são poucas, nada de ambiente quietinho, só correria. Correria e gritaria. Eles inventam as brincadeiras e todos brincam juntos! Todos! Até Luiza que já está bastante esperta para a idade.

E eu, que antes achava um absurdo, apesar de nunca externar minha opinião, mães que carregando os filhos no colo até os 4 anos, dando comida na boca e tratando como bebê crianças que às vezes parecem ter um vocabulário mais rico que dos pais, hoje as entendo. Todas queremos prolongar esses dias. Reclamamos que é uma beleza, mas queremos que dure o máximo possível.

Tenho problemas na coluna. Sinto dores horríveis nas costas. Arrumo casa por etapas, cada dia um cômodo. Depois deito de dor nas costas. Mas se alguém vem me criticar por carregar a Luiza, coisa que faço pouco pela falta de tempo, mas tem sempre um crítico que não resiste aos comentários maldosos, digo que ela nunca mais será daquele "tamaínho". Ela nunca mais caberá no meu colo como agora e provavelmente, quando crescer, não irá querer ficar.

Tenho sim que parar tudo para brincar enquanto ainda posso, enquanto eles ainda querem. Dane-se a casa bagunçada, a louça para lavar. Eu quero é ficar deitada com meus filhos brincando na cama. Eu quero é sentar no chão e brincar de cabaninha. Eu quero é ensinar do que eu gostava de brincar quando tinha a idade deles: amarelinha, pula-elástico, esconde-esconde, queimada. Assim, na terra mesmo, a poeira subindo enquanto corro e eles achando graça da mãe gordinha deles correndo feito uma louca! Não me importo com mais nada. Eu quero é brincar! Não me importa a sua opinião. Vê só se eu vou perder tempo argumentando... Enquanto argumento querendo provar que estou certa, eles crescem e isso eu não perco por nada!

Deixemos que eles cresçam, desenvolvam sua independência. Ensinemos nossos filhos a fazer tudo sem precisar de nossa ajuda, mas não percamos esses detalhes, esses momentos...

Boa noite!

PHOTOGRAPH - ED SHEERAN

A fidelidade que aprendi com meus filhos


Tenho três... Vocês sabem, né? E tenho 28 anos! Nova para tanto filho, eu sei. Todo mundo se assusta quando digo a quantidade e que foram todos planejados. Todos! Ninguém me pergunta o porquê de três, logo essa quantidade. Mas eu conto. Gosto de contar, é uma história que me comove, me trás tantas lembranças...

Éramos dois irmãos lá em casa, só dois. Com uma diferença de 7 anos. Não éramos lá muito parceiros, afinal, quando eu estava entrando na adolescência ele era o o irmão chato que dedurava tudo, enchia o saco, implicava com os namorados, poucos, ressalto. rs! Quando minha mãe veio a falecer, ele era apenas uma criança, um garotinho que precisava de ajuda, que não conseguiria ajudar ninguém, nem mesmo a irmã mais velha que estava desorientada. Me senti completamente sozinha. Por isso, decidi formar minha família tão cedo. Para ter alguém em casa me esperando, cuidar de uma vidinha linda, proteger e garantir que ela seja o mais feliz possível.

Mas desde sempre o planejado era três irmãos, para que nunca estivessem sozinhos, uma família grande. Se por acaso algo de ruim me acontecesse, eles teriam um ao outro para cuidar. Mórbido, né? Porém foi exatamente nisso que eu pensei. Lógico, sempre quis um trio, independente de qualquer coisa, acho lindo três irmão, inclusive achei que seriam todos meninos. Pensei que seria a única dama da casa, mas veio a nossa  flor Lulu para perfumar tudo!!

A diferença entre eles é de quase 2 anos. Sempre que iam fazendo aniversário de um ano, eu parava com a pílula para engravidar a tempo da diferença ser mais ou menos a mesma. Deu certo. Contudo, todo este esforço seria em vão, se eu não os ensinasse sobre fidelidade, sobre o amor de irmãos.

Lembro de uma festinha que levei o Samuel e o Bernardo. As "gangues" logo se separaram. Meninas de um lado, meninos do outro e o Bê brincando sozinho no cantinho. Samuel se juntou aos meninos e começou a correria. Não sei se vocês perceberam, Bernardo tem fama de bagunceiro e por isso, mesmo que ele não tenha feito nada, a culpa sempre recai sobre os ombrinhos dele. Sempre tenho que sair em sua defesa, para que não sofra injustiças. Ouvi o Bernardo gritando. Logo vieram me avisar que havia chilique de filho meu em algum canto. Fui ver o que era. Bom, ele estava brincando de enfileirar carrinhos, quietinho, sozinho. Como todo metódico, ele não gosta que toquem, tirem da ordem ou atrapalhem a brincadeira. Desta vez, os meninos da turminha, que incluía o Samuel, estavam passando correndo e pegando os carrinhos do Bê, só para irritar. Ele, é claro, ficou muito bravo. E todos rindo do fato dele estar tão irritado. Uma maldade. Fui atrás do Samuel e o chamei para um conversa séria:

- Filho, isso que você está fazendo é muita maldade. Ficar ridicularizando seu irmão, não se faz! Quem brinca todos os dias com você? - Samuca respondeu que era o Bê. - Pois é. E é certo você fazer isso? - Ele acenou que não - Seu irmão é o seu melhor amigo e não se faz isso com melhores amigos, esses garotos daqui você só conheceu hoje. Você deveria proteger seu irmãos dos meninos mais velhos e não se juntar a eles para fazer maldade com o seu irmão, que está com você todos os dias.

Samuel pediu desculpas e pararam de implicar com o Bê.

Todos os dias, ensino sobre fidelidade para eles e tinha muito medo que fosse uma aprendizado forçado, que o fato de brincarem juntos, fosse apenas falta de opção e não parceria e amizade genuína. Mas observando os detalhes, creio que estou no caminho certo. Veja bem:

 - Bernardo bateu na Luiza, coisa de irmão. Ela também vive batendo neles e é uma grande confusão. O coloquei de castigo sentado na cadeira. Ele chorou tanto, fez um chilique só, dramático como só o Bernardo poderia ser! O engraçado foi a Luiza sair em solidariedade. Ela foi chegando perto, ficou ao lado, bem grudadinha. Ele abriu os braços e chorou abraçado com ela! A Luiza poderia estar feliz em ver o irmão sofrendo a consequência de ter batido nela, mas não. Nem brava estava. Simplesmente, ela foi amiga dele. Com todo esse drama, logo ele pediu desculpas e voltou a brincar!

- Outro dia, ofereceram biscoito para o Samuel e ele me perguntou se poderia comer. Eu disse que apenas dois. Ele pegou três e pessoa que oferecia avisou "olha, a mamãe falou que eram só dois" e ele disse que um era para o Bernardo e saiu todo serelepe para entregar o biscoito, na empolgação.

- Bernardo ficou uma semana na casa da minha tia, só por que queria mesmo. rs! De vez em quando é assim, eles aparecem aqui e sequestram meus filhos. rs! Quando Bernardo voltou, fiquei tão feliz com a reação dele! Logo na porta, estava o Samuel, empolgado com o retorno do irmão. Se abraçaram e ficaram pulando juntos, felizes... Um amor!!!

- Minha tia foi ao supermercado com o Samuel. Ele pediu um daqueles achocolatados de caixinha. Ela deixou. Ele pegou dois. Minha tia avisou que era só um. Ele disse que o outro era para o "Inardo".

- Qualquer plano que o Samuel faça, inclui os irmãos. Se você disse que vai leva-lo a algum lugar bacana, ele logo pergunta se o Bernardo pode ir também.

- Bernardo levou um tombo daqueles!! Eu estava no outro canto da casa e corri. Quando cheguei, Samuel estava calmo ao lado do "acontecimento" e me avisou: "Calma, mamãe! Ele caiu, machucou a perna, mas eu já dei um beijo e ele agora sarou." Existe coisa mais fofa? E o engraçado era o Bê, satisfeito com a "cura milagrosa" que o beijo do Samuel proporcionou. rs!

Pois bem... Eles estão crescendo juntos não apenas fisicamente, mas de coração também. Espero que sejam amigos pelo resto da vida e nunca se esqueçam de momentos assim, das confusões, das cabaninhas feitas com lençóis na sala, dos filmes que assistem juntos, da correria na casa da minha avó brincando e aprontando. Que eles nunca se esqueçam o quanto foram felizes juntos, o quanto eram amigos. Se brigam? Claro!! O tempo todo!! Mas na hora do aperto, um protege o outro, cuidam uns dos outros.

Agora estão lá, Samuel e Bernardo, dormindo juntos. Bernardo tem sua cama, mas de um tempo para cá, tem preferido dormir na cama do Samuel e não basta só dormir junto, tem que ser no mesmo travesseiro!

Eu pensei que estava ensinando, mas tem sido o contrário!! Exercitemos a fidelidade, a irmandade, o amor e o cuidado sincero com as pessoas especiais que fazem parte da nossa vida. É exatamente isso que eles me ensinam todos os dias!!!

Bom dia!

14 BIS - BOLA DE MEIA, BOLA DE GUDE

Sobre o benefício dos joelhos ralados

Em minhas pesquisas para fazer uma festinha de aniversário para o Samuel (sim, vamos fazer e depois eu conto tuuudo!!), vi uma reportagem sugerindo um cardápio muito bacana, com comidinhas mais caseiras, a decoração simples e colorida beneficiando mais o clima de alegria do que aquela parafernália que vemos em algumas festinhas por aí. Adorei tudo, tudo... Porém, vendo as fotos com mais cuidado, me deparo com uma que me chamou a atenção: Crianças enfileiradas  cada uma com um bolinho e uma vela para soprar e a legenda dizendo que cada um tinha o próprio bolo por que todos amam soprar velinhas. Tudo certo. Mas fiquei pensando: Mas era o aniversário de 1!! E aquele um, queria o dia especial para ele. Só para ele... Caso contrário não haveria diferença entre ir a uma festinha qualquer e a dele. Pensei também no que estamos ensinando para nossas crianças...
Será que é saudável, digo emocionalmente falando, ensinar que tudo tem que ser igualzinho ao do amiguinho, quando o que mais vemos na vida são diferenças? Que tudo na vida há de ser como a criança quer, para não contrariar, afinal, todos amamos as coisas sendo feitas para nos agradar...? Será que é normal isso? 

Vi uma psicóloga contando que não se educa adolescentes. Se quisermos que nossos filhos aprendam alguma coisa, a hora certa é na infância. Nada de "não contrariar" por que é pequenininho. Temos que ensinar o caminho doa a quem doer e normalmente, dói muito mais na gente discipliná-los, eu sei.

Analisando a situação como um todo, será que estamos criando crianças mimadas demais? Vejo pais loucos atrás dos filhos em parquinhos e praças para que não se machuquem e com isso é normal ouvirmos frases como "desça daí que você vai cair", "não corre", "não pula", "não brinque assim, brinque 'assado'!". Gente, são crianças!! Elas tem que pular, correr, subir e descer, brincar da forma que acharem interessante e legal. Estamos querendo ensinar as crianças a serem crianças!! Como se soubéssemos exatamente o que fazer!! rs! É lógico que em tudo há limite! Não queremos ver crianças por aí machucadas, fazendo bobagem ou brincadeiras que prejudiquem os outros ou si mesmas, mas não vejo mal em alguns joelhinhos ralados!! 

Na casa da Vó tem balanço, brincadeira com
 terra, bagunça e muita diversão!!! 

Quando meus filhos vão para a casa da minha Avó, que eles já adotaram como deles mesmo... Eles brincam, pulam, às vezes se machucam correndo atras de bola ou subindo onde não deveriam. Claro, que eu protejo, cuido para que não se machuquem, mas percebo que todos os marcos de desenvolvimento dos meus filhos tiveram o início lá, naquele quintal, correndo, brincando com terra até a única parte limpa ser o branco dos olhos!! Foi brincando naquele quintal que meus filhos descobriram de onde vem as frutas e verduras, os insetos que machucam, as galinhas botando ovo que vira bolinho de chuva feito com todo carinho pela Vó. Dentro daquela casa, Luiza e Bernardo deram os primeiros passos, Luiza falou as primeiras palavrinhas, Bernardo passou a se comunicar melhor, Samuel aprendeu a falar o que não conseguia e aprendeu a ir no banheiro direitinho. Não, eu não moro tão perto assim da casa da minha avó. Mas todas as vezes que passo alguns dias por lá, alguma coisa boa acontece! Talvez por eu dar mais liberdade para os meus filhos experimentarem o que há de novo, talvez por eu não temer que algo de ruim aconteça, a não ser os joelhos ralados e bichos de pé que provavelmente pegarão andando descalços por aí (é normal... rsrsr!), ou por poder confiar que caso alguma coisa aconteça, tenho a minha Avó ao lado para ajudar e dar a mão na hora do sufoco.

Cresci assim. Indo passar férias na cada da Vó, comendo couve e alface colhidos na horta ao lado da cozinha, comendo bolinho de chuva no café da tarde, correndo e brincando de bola junto com os garotos, primos meus, até ficar como um tatuzinho, subindo em goiabeira e mangueira para comer fruta do pé, assim, sem lavar mesmo! Andando de bicicleta, caindo e me levantando para brincar mais. Me fez um bem...

Como posso ordenar que meus filhos parem de correr, se esta é melhor sensação do mundo, sentindo o vento no rosto? Como posso pedir que desçam da árvore, se fruta colhida na hora é muito mais gostosa? Alcançar aquelas galhos mais altos vendo tudo ali do alto é tão bom!!! Como posso dizer como brincar se eu mesma tinha uma imaginação muito mais fértil e criativa quando era criança do que eu tenho hoje!? Haaa...eu fazia teatro, compunha música, dançava, inventava brincadeiras, sem nenhuma tecnologia! E era tão mais legal!! Como posso estragar a infância dos meus filhos desse jeito? Enfiando guela abaixo o que eu acho certo, quando na verdade, estou mais perdida que tudo!! Criança não complica, sabe bem mais do que pensamos...

Criança não tem medo, por que eu tenho que impor esse sentimento que tentamos por tanto tempo abolir de nossas vida para alçar voos cada vez mais altos? Elas tem que ter acesso ao que lhes trás curiosidade para querer descobrir, ir cada vez mais longe em suas conquistas! Logo eu, que mais quero o bem, serei responsável pela poda em suas asinhas? Não, eu não!! rs!  

Pensem nisso, mamães. Nossos filhos crescerão, infelizmente, eles crescerão! E temos que ensinar o que será importante para toda vida, o que levarão consigo sempre. Nem sempre estaremos por perto para proteger, para colocar a joelheira e o capacete. Ás vezes a vida dá uma rasteira tão grande e tão rápida que não dá tempo de colocar nada para evitar o impacto. Nessas horas, coragem para se levantar do chão, ali sozinho, tem que ser a lembrança de infância mais forte na cabeça deles, a certeza que ele consegue mesmo só, ir em frente...

 E você agradecerá cada joelho ralado do seu filhinho, conquistado aprendendo a viver!
Lulu farreando da casa da Vó Maria...
 Boa noite!!
=)

Questão de afinidade...

Tenho vivido momentos hilários aqui com os meus pequenos. Eles estão crescendo e muito rápido. Com isso, tenho presenciado frases e situações que me espantam, me divertem, me fazem pensar...
Percebo bem o desenvolvimento da personalidade de cada um, suas manias, o que os irrita, deixa feliz e até mesmo por quem eles tem mais afinidade, mais simpatia, como dizemos por aqui, o santo que mais bate com o deles...rs!

Entre irmãos, percebo que o Samuel tem preferência pela Luiza, até mesmo pelo fato dela não se opor tanto como o Bernardo na hora das brincadeiras ou quando simplesmente estão juntos, atoa.

Dia desses a Lulu fez algo tão fofo que eu tive que apertar!!! rs! Samuel estava conosco e eu disse a ele:
 - Ai, Samu! A Lulu é tão fofa que eu tenho que apertar tanto, até virar suco de Lulu!!!!
E ele responde:
- Mas, mamãe... Pensa bem! Nós só temos uma Lulu que fala. Por que você não faz suco do Bernardo???
Ô dó do Bê!! rs! Ele também só é um, mas o Samuel não quer nem saber disso!! Façamos sucos do Bernardo!!!

Fomos passar o fim de semana na casa de uma tia. Minha prima teve que vir aqui me ajudar com os meninos para irmos. Quando ela chegou, a primeira coisa que o Samuel falou (ou avisou..rs!):
- Eu e a Lulu somos fáceis, o Bernardo é que é o difícil...
rs! Aguento?

Pois bem... Luiza não gosta de brincar com o Bernardo, apesar de suas tentativas em ser simpático, apertando o máximo possível a menina em seu abraço, pegando o brinquedinho dela, para mostrar com o se brinca... Apesar de todos os esforços dele em ser simpático, ela não gosta mesmo e agora ate revida as provocações! Para completar o meu drama, Bernardo e Samu não brincam juntos em paz, sabe? Isso dura uns 4 ou 5 minutos, o resto é só briga! Um implicando com o outro. Sei que muito é por causa da idade... Ambos passam por uma fase complicada de quererem se firmar perante os outros, mandar na brincadeira, mandar um no outro. Resumindo, o do meio é sempre deixado de lado, tadinho... Então ele acaba recebendo mais atenção da mamãe e do papai que ficam com pena do "excluído"....rs!

Por enquanto, tenho que separar um pouco as coisas... Eles brincam separadamente, nas horas que não posso supervisionar por completo o que fazem, afinal, são muitas coisas para fazer. Quando posso dar 100% de atenção, todos brincamos juntos. Dançamos, cantamos, corremos...sem excluir ninguém, respeitando e nos divertindo! E tento abrandar os conflitos.

Se você acha pouco o fato dos dois estarem nesta fase complicada, já reconheço traços dos "Terríveis dois" na Luiza que fará 2 anos em dezembro (Se quiser saber mais sobre essa fase, clique aqui). Sim, ela já está fazendo aquelas birras características da idade!! Quer bater nos irmãos, faz pirraça, e quando chamo a atenção, quer bater em mim também. Se está com fome, mas eu demoro um pouco para levar o leite, por pirraça, ela não aceita. Vira o rosto, joga longe a mamadeira!! rs! Só para constar, eu só acho graça aqui com vocês, por que na hora, dá um ódio!! rs!

E em meio a tantas dificuldades, eu me divirto também com as confusões de cada um, as suas escolhas... Samu ama ficar com a Luiza, que hoje mesmo estava fazendo carinho no cabelo dele. Logo depois deitou por cima e o Samuel veio com a pérola do dia:
- Mamãe, me ajuda aqui, por que já estou velho demais para isso!!!
rsrsr!
Para fechar, a Luiza ainda morde a bunda dele, só para completar o carinho...rs! Só para completar... Coisa de irmãos...rs!



Beijossss, meninas!


Coisas que ensinarei para a minha filha

  1.  Use protetor solar, sua pele agradecerá no futuro. Pena eu ter percebido isso mais tarde do que gostaria...
  2. Tudo o que mamãe fala, como dormir mais cedo, escovar os dentes e comer direitinho, não são benefícios para mim, são para a sua saúde. É por te amar demais que te enfio "guela" abaixo a comidinha...rs!
  3. Brinque o quanto puder, na verdade, o máximo que puder, pois apesar das outros acharem bonito pessoas que não "deixam a criança interior morrer" (rs!), você sempre será alvo de críticas quando quiser no auge dos seus quase 30 anos brincar de pular corda e amarelinha.      
    P.S. Essa é para a mamãe que ama brincar, mas não se importa nem um pouco com os olhares que desaprovam. Eu sei quem sou e ninguém mudará isso me olhando feio!
  4. Você não usará maquiagem e salto alto antes de ser realmente necessário e tiver idade certa para isso. Não adianta brigar, mamãe é mais teimosa que você!
  5. Ao usar saia ou vestido, coloque um short por baixo, caso contrário, terá que se comportar como uma mocinha o que fere o conselho número 1 de brincar o quanto puder! Use!!!
  6. Saiba se vestir para as ocasiões. Não adianta ir de bermudinha e sapatilha para uma festa formal, se achando a moderninha e depois colocar um vestido longo, maquiagem pesada e salto alto para ir a um churrasco em família.
  7. Tenha seu próprio estilo, porque moda vai e vem e se você não for convicta do que gosta e de quem é, será uma metamorfose ambulante. Algo que só fica bonito na música do Raul Seixas...
  8. Seja você mesma em tudo. Uma coisa que eu detestaria testemunhar era vê-la se transformando em um clone de outra pessoa ou sendo apenas mais uma no meio da multidão. Você nasceu para ser diferente!
  9. Pense! As pessoas, filha, têm medo de pensar por si mesmas e acham que temos que nos enquadrar nos padrões impostos, só porque elas mesmas não tiveram coragem para se opor. Porém, eu te criei para pensar, duvidar, questionar... Pense!! 
  10. Seja autêntica, sincera nas suas opiniões, mas lembre-se sempre que às vezes a nossa opinião pode magoar alguém ou criar um conflito desnecessário, neste caso, uma mentirinha como dizer que ficou linda aquela bermuda no seu pai, só para não magoá-lo ou deixar de expor o que se pensa é melhor, tá? 
  11. Evite conflitos desnecessários. Viver em paz é muito melhor do que estar certa. 
  12. O que as pessoas pensam ao seu respeito e falam, não dizem quem realmente você é, a não ser que você aceite isso como a sua verdade, aí sim, se tornará parte da sua vida. 
  13. Leia de tudo um pouco, não apenas como uma obrigação da escola. Há nos livros tudo o que se precisa para viver, principalmente na Bíblia, onde encontrei os melhores conselhos da minha vida e de tão enraizado em mim, é o meu guia até hoje. 
  14. Ore sempre que estiver aflita, triste, feliz ou grata. A oração move muito além do que podemos ver e nos aproxima de Deus, nosso Papai para todas as horas, né?
  15. Chantagem emocional nunca dá certo com as mães, com os pais, talvez... Mas quando tiver um namorado, será de grande valia. Eu também uso esse recurso com o seu pai, só não conta para ele, tá? Não traia sua raça!! rsrs!
  16. Faça o bem aos animais e seja contra a qualquer crueldade com os bichinhos. Mamãe já deve ter dito isso mil vezes, mas eles são anjinhos e nos ensinam muito sobre fidelidade, coisa rara neste mundo.
  17. Falando nisso, amigos vem e vão, namoradinhos tem um monte por aí, mas seja fiel aos seus irmãos, papai e mamãe. Hoje em dia pode parecer brega e a vivência em família em certo momento da sua vida será um sacrifício, eu sei. Também passei por isso! Mas irmãos, pai e mãe, são os pilares da vida. Eu sei, por que o meu ruiu quando a sua Vovó morreu e hoje em dia, o meu melhor amigo é o seu Tio Pedro, por quem nutro um amor que não cabe no peito. 
  18. A escola, principalmente, o 2º grau, não é o fim da vida. Sim! Existe vida pós-escola. Na verdade, é quando ela finalmente irá começar e os desafios serão cada vez mais difíceis. Prepare-se e não se estresse tanto com as cobranças e chatices da turma que, inclusive, nunca mais será a mesma, cada um seguirá o seu caminho e ponto.
  19. Quando mamãe e papai te abraçam em público de maneira nenhuma queremos te constranger, só demonstrar nosso amor. E lembre-se que isso um dia fará falta, quando não estivermos mais por aqui. Valorize! Só quem perdeu uma mamãe ou um papai para entender a falta que fazem.
  20. Não carregue o mundo nas costas. Você não é responsável por todos à sua volta, suas tristezas e frustrações, frutos da escolha de cada um na vida. Se você for parecida comigo ou com o seu pai, ficará sofrendo e tentará ajudar todos ao redor, mas tudo tem limite. Você não pode deixar que as tristezas do mundo tire o seu sorriso. 
  21. Mesmo nos dias ruins, esteja com um lindo sorriso no rosto, isso ajudará a resolver tudo com mais tranquilidade (Conselho da sua Tia Di...)
  22. Nunca se faça de "coitadinha". É feio, é constrangedor. Seja firme e forte, mesmo nas situações mais difíceis.
  23. Eu nunca mentirei para você. Por isso, escute os conselhos e opinião sincera que te dou, por que só vindo de mim será dado com tanto amor. As pessoas lá de fora, criticam com requinte de crueldade sem se importar com os sentimentos dos outros e você se magoará. Escute os seus pais e as pessoas que te amam, ensinamos com todo o carinho do mundo!! 
  24. Saiba que tudo o que acontece na sua vida é fruto das escolhas que fazemos. Nada vem de graça ou por sorte. Plante coisas lindas e colherá isso também.
  25. Aproveite o tempo que você tem para ficar em silêncio. É tão bom ouvir a sua própria respiração e pensar na vida. No futuro, isso será impossível, quando tiver filhos por exemplo!! rs!
  26. Seja doce e delicada, sempre! Mesmo em meio a uma guerra, isso é muito mais forte e convincente do que qualquer argumento. 
  27. Sobre o conselho anterior, tenho algo que a minha mãe me passou e hoje quero que você saiba: Se perder o controle em meio a uma discussão, gritar ou descer do salto, mesmo com todos os motivos do mundo, você perderá a razão. Ninguém leva a sério uma pessoa histérica. "Está louca" - dirão. E você nunca será ouvida. Não perca a estribeira!
  28. Nunca vá fazer um corte de cabelo quando estiver com raiva ou distraída demais. Você sairá careca ou irreconhecível!! É sério! rs! 
  29. Escolha bem os amigos, mas preste atenção se a amizade é só da sua parte ou é recíproca. 
  30. Não mendigue atenção de ninguém, amigos, namorado... Isso passará a mensagem que você sempre estará disponível para fazer o que quiserem que você faça. Esse é o pior caminho que alguém poderia escolher!
  31. Quando tiver um namorado, preste atenção na forma que ele trata a mãe e irmã. Será assim que ele te tratará no dia a dia, quando o relacionamento não for mais só paixão e cair na rotina. 
  32. Nunca aceite nada de estranhos. E isso vale quando você crescer também. Quando for a uma festa, não aceite bebidas de desconhecidos ou deixe o seu copo solto por aí. Alguém pode fazer alguma maldade e colocar alguma droga dentro e você nem perceberá.
  33. Nunca...sobre hipótese alguma, pegue carona, mesmo com colegas de trabalho ou de faculdade. Você não sabe quem a pessoa é no seu íntimo. A não ser, é claro, que ele já seja seu amigo há muitos anos, frequente a sua casa e faça parte da sua vida e você da dele. 
  34. Nunca faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você. Aquela brincadeira sem graça, a arrogância... 
  35. Seja grata por tudo de bom que fazem a você. Não importa se foi algo grande, pequeno... Um presente caríssimo ou uma bala. Seja grata! 
  36. Não faça promessas que você sabe que não conseguirá cumprir. Muito menos quando estiver com raiva ou feliz demais. Esses não são bons momentos para se tomar decisões, viu?
  37. Aprenda a cozinhar, tirar fotografias, desenhar... Nos momentos mais irritantes e estressantes, isso te acalmará.
  38. Não se perca em baladas e em relacionamentos vazios, seja de amizade ou amorosos. Busque algo mais genuíno. Divirta-se, sim! Mas pense se aquilo é divertimento ou modismo. Beber todas, fazer bobagens e no dia seguinte ganhar uma culpa do tamanho da sua dor de cabeça... Não vejo muita graça nisso! E sinceramente, espero que você também não!
  39. Vestir roupas curtas demais, expor seu corpo não é ser sensual, é ser vulgar! Pense na mensagem que você quer enviar às pessoas, principalmente os homens. Se algum rapaz gostar de você que não seja pelo decote, mas pelo sorriso. 
  40. Não se deixe levar pela aparência. Tudo na vida passa...
  41. Falando nisso, as circunstâncias também podem mudar, o mundo gira. Por isso, garanta que você esteja no time certo, das escolhas mais inteligente e que gerarão bons frutos. Ás vezes aquela turminha descolada pode ter um futuro muito triste. Ser taxada de careta, "santinha", boba...nessas horas é bom!! Você verá no futuro.
  42. Mamãe não quer te fazer passar vergonha, mas se preciso for, eu te busco na festa, sim!! Não minta sobre o lugar que você vai porque sou mais esperta que você para descobrir. Lembre-se que vinculado à minha experiência de vida, tenho na memória os macetes de adolescente!! rs! 
  43. Escute os clássicos da música, são muito melhores do que tudo o que há hoje em dia para se ver e ouvir. Eu garanto! 
  44. Não estude por que eu mandei. Fazer o dever de casa, ler o livro que o professor pediu, estudar para o vestibular, não é por mim. É por você mesma! Para que haja um futuro melhor, mais oportunidades, uma remuneração bacana, que te permitirá fazer muitas coisas legais!! Não dá, querida, para aproveitar a vida sem dinheiro para bancar ou trazer tranquilidade. Estude!!!!
  45. Respeite os mais velhos e a cultura popular. Minha avó que não teve tanta oportunidade de estudo e viveu boa parte da sua vida no interior, tem uma carga de conhecimento e sabedoria muito maior do que os "estudados" daqui da cidade. 
  46. Saiba ouvir! Ouvindo aprendemos mais, somos mais corteses, educadas e agradáveis. 
  47. Quando alguém te perguntar se você sabe fazer algo, diga que não, mesmo que você saiba. Às vezes o jeito dele é melhor do que o seu e ao afirmar que sabe, a pessoa fica sem graça ou desiste de te ensinar a outra forma de fazer. 
  48. Quando for se vestir ou maquiar, o pouco é mais. Muita maquiagem te faz parecer uma palhaça e muito penduricalho, uma cigana!
  49. Sempre esteja perfumada. Pode ser que você não esteja com vontade de se arrumar, mas cheirosa, toda mulher tem que ser, sempre!
  50. Quando comprar uma roupa nova, não espere um dia especial para vesti-la. Faça de hoje um dia especial e vista-se de alegria.
  51. Não aceite crueldade contra pessoas indefesas e mais fracas. Não se conforme com este mundo...
  52. Lute com todas as forças por suas convicções e conceitos morais. Nunca se desvie do seu caminho ou abra mão das suas raízes. Mas lembre-se, ninguém é obrigada a pensar da mesma forma e não cabe a você impor isso. Respeite! Mas há a liberdade de escolher a companhias que pensam da mesma maneira, pessoas que você se identifica. Escolha com cuidado. 
  53. Ame com intensidade a quem merece esse amor. 
  54. Não perca tempo procurando um namorado, aproveite a vida da forma que ela vier! É  feio demais meninas que moldam a sua vida, como se vestem, músicas que ouvem...tudo ao gosto dos garotos. Se você mesma não gostar de quem é, como espera que alguém goste?
  55. Tome decisões baseadas no que você realmente deseja, não na expectativa dos outros.
  56. Saiba a hora de se recolher. Quando está doendo demais ou estamos muito tristes, não é feio procurar um colo, recolher as asas para que tudo se cure, principalmente o coração. Isso dará tempo para que se acostume com alguma situação complicada, para pensar nas soluções e planejar o que fará depois. Faz um bem... E o meu colo sempre estará aqui, viu? 
  57. Não escute opiniões que não constroem, não edificam. Algumas pessoas, por não conseguirem realizar seus sonhos, gostam de frustar os nossos também.
  58. Cante! Cantar sempre me fez bem... Triste ou alegre, afinada ou nem tanto... há sempre alguma canção para o momento que vivemos! 
  59. Nunca perca o caminho de casa. Aqui estão fincadas suas raízes, você terá sempre carinho e um colo para te acolher.
  60. E, finalmente, não aceite ser menos que EXTRAORDINARIAMENTE FELIZ!!! 


Pais antipáticos

Quando nos tornamos pais, além de todas as mudanças em nossas vidas, além das coisa que abrimos mão, da correria e da loucura, acrescente "ser sociável" às multi-tarefas que aprendemos a desenvolver. Não digo apenas o "bom dia" diário ao porteiro, ao caixa da padaria... não! Não basta ser educada com todos, temos que exercer uma simpatia fora do comum com outros pais e crianças.

Explico melhor:

1. Você está passeando com os filhos em alguma lanchonete ou restaurante, do nada aparece outra criança sentada à mesa que não é sua. No meu caso, chego até a contar, para ver se não perdi a conta....rsrsrs! Mas não... a conta não bateu. Tem um à mais mesmo! E logo vem outra mãe desesperada de vergonha, internamente preocupada pensando que talvez aquela família (a sua mesmo...rs!) seja de psicopatas, tentando arrancar a criança da cadeira e ela tranquila já comendo a batata frita e tomando refrigerante!! rs! Nestas horas, damos um sorriso em solidariedade, dizemos que está tudo bem, que a criança pode até ficar por ali brincando com os seus filhos também. Só não insistimos muito para não confirmar a tese de família psicopata...rsrs! Todas pensamos do mesmo jeito!! rsrs

2. Passeando com o bebê e logo vem uma coisa pequeninha correndo em direção ao carrinho. A reação? Sei lá... pular no chão com o bebê nos braços para evitar a avalanche?? rs! Mas logo percebemos que é uma criancinha louca por outros bebês, com a mãozinha suja querendo só tocar no seu neném. Coisa boba, inocente.  Algumas mães ficam loucas de raiva, eu não! Quando percebo que é algo sincero, que não é nada de mal, aceito super bem o contato com outras crianças. Fico com o pé atrás apenas com crianças mal criadas e abusadas, no mais... tudo ok!

3. Preparamos um lanche gostoso e levamos na bolsa para quando as crianças tiverem fome no parquinho. Quando oferecemos, reparamos que há uma mãozinha à mais pegando do que foi oferecido. Aprendemos neste momento que nada é de ninguém quando oferecemos comida às crianças em público. E não dá nem para ficar constrangida se o seu filho age da mesma forma. Parece que existe uma espécie de pacto entre as mães de aceitar o que os pequenos fazem sem perceber que estão invadindo o espaço dos outros. Coisas de criança mesmo!!

Porém nem sempre é assim.

Saímos com os meninos. Fomos à Boca do Forno, aproveitando o clima gostoso de friozinho e o ambiente agradável e familiar que o restaurante proporciona. Eles fizemos uma réplica de um trem, com banquinhos menores e desenhos animados para distrair as crianças. Ficamos por lá, ocupando uma mesa apenas, apesar da prole grande!! rs!

Como é de se esperar, haviam outras crianças, famílias grandes e barulhentas. Samuel e Bernardo queriam interagir, conversar, brincar com dois meninos que estavam com essa família "discretíssima". Eles não deram a mínima. Chegaram a sentar ao lado dos meninos e nem tchum para os resmungos do Bernardo. Ainda bem que ele não é tão sentido quanto o Samuel. Logo deixou para lá e foi se distrair com outras pessoas que ele já havia interagido anteriormente.

O garoto mais novinho, que devia ter em torno de 4 anos, chegou perto da Luiza, quis passar pelo espaço minúsculo que havia entre o carrinho dela e a nossa mesa e quase virou o carrinho com ela dentro!! Sou tranquila demais quando algo assim acontece, afinal, só quem tem um sapeca em casa para entender que acidentes acontecem... Só segurei o carrinho e sorri para a criança, incentivando que continuasse a brincar normalmente. Olhei sorrindo de forma simpática para o pai esperando pelo menos a retribuição do sorriso, algum pedido de desculpas pelo incômodo, sei lá. Mas nada! Ele continuou de cara fechada, não se preocupou em tirar a criança de lá esperando que ela saísse quando e se quisesse e saiu depois de um tempo com a cara de...haa...melhor não comentar!!

Em contrapartida, ao descer uma escada e ver que uma garotinha estava subindo, Bernardo de apenas 3 anos, não apenas esperou que ela subisse com calma, como também estendeu a mão para ajudá-la na "escalada" de forma gentil e simpática. A mãe da menina ficou espantada:

- Nossa!! Que cavalheiro!!

E eu? Cheia de orgulho!! rsrs!
Bom, questão de exemplo, né? De criação...  rsrrs!

Sejamos mais leves, minha gente... please!! O mundo já está chato o suficiente!! E principalmente, dá para criar crianças menos antipáticas???? Está sofrido, viu??
=)

Meu Bernardo lindo, aprendendo com o pai a ser tão gentil... Amo!



A arte do diálogo

Sempre ouvimos que o diálogo é a base de um relacionamento sincero, firme e que realmente gera uma amizade, companheirismo. Esperamos, buscamos e até exigimos dos nossos amigos, companheiros, namorados e maridos, mas já tivemos essa mesma ideia quanto aos filhos? Sei não...

Creio que somos induzidos a pensar que "eu mando, e pronto", "eu digo e tenho razão", "eu sempre sei tudo" são as frases que norteiam a maternidade, o relacionamento mãe-filho. Quando estão pequenininhos, dá até para seguir esse conceito. Porém ao começarem a questionar as "ordens" sem nexo, o que você fará?

Sou partidária da comunicação simples e clara. Sem rodeios, sem mentirinhas. Ao deparar com um assunto que não é para a idade deles, explico que aquilo não é assunto para criança e pronto. Samuel é muito inteligente. Ele não aceita um "não" seco. Quer saber o porquê das coisas e não vejo mal nenhum nisso, ele tem personalidade, uai...Coisa mais natural, impossível!! rs!

E isso não me faz uma mãe menos firme, menos convicta do que estou fazendo. Só quero que o meu filho se desenvolva com inteligência, sem seguir ordens como um cão. Quero que pense, argumente, pergunte, questione, seja curioso. Isso o fará crescer com senso crítico, com personalidade própria e talvez até amenize a síndrome adolescente de "fazer o que todo mundo faz". Tenho um medo disso!! Fazer com que o meu filho pense por si próprio, faz do nosso relacionamento até mais interessante. Tenho que estar bem informada, responder a tudo com inteligência, por que se não o fizer assim, ele me corrige, viu?? rsrs! Corrige mesmo!! rsrs! Na frente de todo mundo....rs!

Há também a necessidade de criar esse hábito de conversar, trocar ideias, até mesmo para o futuro, quando estiverem na adolescência ou passarem por problemas. É bom saber que eles tem a quem recorrer para conversar e que ouvirá com calma sobre os problemas da vida de criança ou adolescente. E nós, muitas vezes, temos a mania de menosprezar, achar que é é besteira. Nos esquecemos que também já passamos por essas fases.

Quem aí já sofreu alguma espécie de bullying? Eu já! Foi chato demais. Fiquei envergonhada em conversar com qualquer pessoa... Mas adoraria poder contar com alguém.

Quem aí já se apaixonou na escola? Todo mundo, né? E que bom seria poder conversar com um amigo de confiança, que não irá caçoar desse problema.

Quem aí já esteve frente a frente com drogas ou outros caminhos errados? Muitas escolhas que levaram à destruição de uma vida ou de uma família, poderiam ser evitadas se houvesse um pai de cabeça aberta para ouvir antes de julgar. Bom, ainda não cheguei a esta etapa, graças a Deus! rs!

Samuel adora conversar! Ás vezes, o que ele tem para me dizer, nem sempre me interessa, afinal, a cabeça já está tão cheia de problemas, tanta coisa para pensar que a última coisa que eu quero é opinar quanto ao campeonato catarinense de futebol ou o desenho do Bob Esponja. Mas espera um pouquinho... Eu também já gostei do Bob Esponja!! E que mal tem eu parar um instante para bater papo com o meu filho, ver desenho com ele, comentar e opinar sobre o que estamos vendo, ouvir a sua opinião sobre as coisas que estão ao nosso redor? Quê mal há, hein? Nenhum!! Estou mostrando à ele que estarei sempre ali para conversar, mesmo os assuntos mais bobos!

Dia desses, assistimos o filme "Os vingadores". Eu, que sempre amei filmes com super-heróis, adorei poder conversar com o meu filho sobre o que gosto em cada personagem. Ficamos discutindo sobre quem era mais forte, o Hulk ou o Thor... Sobre quem era o mais legal, o Homem de Ferro ou o Capitão América. Engraçado mesmo foi me ver argumentando seriamente com ele sobre o assunto! rs!!! No final, brincamos de ser herói. Ele o Homem de Ferro e eu o Capitão América!

Venci!! rsrs!

Mas a maior vitória está nos momentos que passamos juntos, na gargalhada gostosa, na brincadeira e momentos leves que tivemos.

Foi tão bom!!

Exerça o poder do diálogo, Crie um vinculo muito maior que pai-filho. Crie amizade, respeito, companheirismo!

A viagem não terá sido em vão!!

Bom dia!!


Páscoa e o Consumismo Infantil

A Páscoa está chegando e com ela o assunto do Consumismo Infantil está em alta. Alias, já muito explorado, mas quero também deixar a minha opinião, ué!! rs!

É lógico que queremos ensinar o melhor caminho para os filhos, mas como já ouvi dizer por aí, "a palavra convence, o exemplo arrasta". Algumas mães passam o ano todo comprando, comprando... Enchendo a criança de roupinhas, sapatos e brinquedos desnecessários e agora querem vir com essa questão de Consumismo Infantil, tão contraditório!!! Temos que lutar contra o consumismo em relação a tudo, até na hora de negar aquele brinquedo, mesmo com todo o chilique do mundo e se segurar o máximo possível para não sair comprando tudo o que vê pela frente, principalmente as mamães de meninas, né??? rs!! Eu que o diga....rsrs! Claro que queremos dar o melhor para os filhos, vê-los sempre bem vestidos e lindos, mas há que se pensar se realmente TUDO isso é necessário.

Ressalto ainda o consumismo em relação à nós mesmas!! Se você é uma mãe neurótica (rs!) que não recusa uma promoção mesmo não precisando do produto ofertado, como irá ensinar aos seus filhos que não devemos ser levados pelas propagandas? Ovo com brinquedinho não dá, não pode. Mas se houver uma promoção de comprar 1 sapato e levar um outro acessório...haaa...aí dá! Por que? Qual a diferença?

Se quer ensinar lições preciosas aos seus filhos, que tal aproveitar o feriado para passarem um tempo juntos, fazendo alguma receita típica da data e, por que não, até o próprio ovo de Páscoa? Além de ficar mais barato, há também a certeza da qualidade dos ingredientes usados na receita. Ovos da Garoto e Nestlé são tão doces...puro açúcar!! E ainda aparecem com aquelas propagandas dizendo que tem mais leite só para enganar!!´Para compensar o leite, haja açúcar para ficar docinho... Melhor é se tivesse mais cacau, fica mais amarguinho, mas é uma delicia também.

Veja que bacana esse vídeo ensinando como fazer ovo de Páscoa recheado parecido com o Prestígio da Garoto. Já comeram? rs! Eu sim....é bom, mas creio que o caseiro fica melhor!! Eu trocaria o chocolate ao leite pelo meio amargo e rechearia com brigadeiro, ou seja, ele deixaria de ser de prestígio....rsrs! Dá para variar o recheio e o tipo de chocolate usado da forma que você preferir!!
Eu amei a receita, sem contar o bom humor das meninas ensinando!!


Agora, se você, como eu, não tem tempo ou a habilidade de um trator...rsrs! Andei pesquisando os preços e chocolates da Cacau Show por exemplo, que é menos doce, e está mais barato em comparação com as grandes marcas, dado o custo x benefício da qualidade do chocolate também. Prestem atenção nisso, por que às vezes marcas que teoricamente são mais caras, às vezes valem mais à pena, mas nem procuramos saber a diferença, né? Vale a pena pesquisar! Outra opção bem bacana são os ovos de Páscoa artesanais. Eles são feito em menor escala e por isso, bem mais gostosos e com mais qualidade. Procure saber na sua vizinhança quem faz ovos de Páscoa em casa. Tenho certeza que encontrará alguma vizinha ou amiga!!!

Com tudo isso, temos mesmo é que ensinar aos nossos filhos que datas como a Páscoa e o Natal não são para ganhar presentes! O objetivo, na verdade, é outro: passar um tempo com a família, relembrar a origem e o real significado da data. Repensar algumas atitudes, se estamos trilhando o caminho do bem e passando a mensagem certa aos nossos filhos. Deixando pessoas melhores no mundo, Semeando o que realmente dará bons frutos.

Porém, não dá para desenvolver espiritualidade na criança em apenas duas datas, dois dias por ano! Não importa a sua fé, seus conceitos morais (que afloram ainda mais nessas comemorações...), mas tem que ser um trabalho contínuo. Algo ensinado todos os dias! Bondade, sinceridade, retidão, verdade e amor, tem que fazer parte do cotidiano, não esporadicamente. A criança deve pensar que tem que ser bonzinho só nesses dias....rsrs!

Que nessa Páscoa todas as famílias estejam unidas e felizes!! Desejo casa cheia, gargalhada de criança, brincadeiras, comidinha gostosa, fé para seguir em frente, amor em tudo que fizer e chocolate para adoçar!! rs!

Abraços!


Dizer "não" também é um ato de amor

Quando vemos um bebê lindo com aquelas bochechas rosadas ou vemos uma criança correndo, sorrindo feliz, logo pensamos nos pais maravilhosos que eles têm, em toda dedicação e amor que os envolve. Nunca nos passa pela cabeça que nada disso quer dizer felicidade ou amor. É apenas um segundo de reconhecimento pelo bom trabalho dos pais, mas não retrata a realidade.

Ninguém lembra que a criança chorando por tomar uma agulhada de vacina é um ato de amor dos pais. Que o "puxar de orelhas" por causa da desobediência ou o castigo pela birra em público também é um ato de amor. Ninguém lembra que construir caráter dói, às vezes mais nos pais que nos filhos, que logo esquecem o ocorrido. Demonstramos o amor de diversas formas, porém demonstrar fazendo a parte chata de brigar, punir, chamar a atenção, envolve muito mais amor que ficar bajulando e encobrindo o erros dos filhos. Dá mais trabalho, queremos fazer que nossos filhos melhorem, aprendam... Deixar como está, é fácil e não requer esforço algum! Demonstra que não nos dedicamos à educação dos nossos filhos, é "amor negligente", se é que esse tipo existe.

É muito comum ouvirmos as frases "ô dó", "tadinho, está chorando", como se fossemos vilões que impendem a criança de ser feliz, quando, na verdade, tudo o que fazemos é para o bem dela, mesmo que momentaneamente pareça o contrário. Muitas mães, inclusive ficam com medo de fazer esse papel.

Engraçado...Eu nunca tive medo de ser a vilã da casa. Eu digo "não" até com um certo prazer (maldade, né?? rsrs), por saber que tudo tem um fundamento. É lógico que eu não fico negando tudo, só por negar, mas acho importantíssimo a criança saber ouvir uma negativa às vezes. Exercite o poder do "não"!!! Se o seu filho não ouvir essa palavrinha da sua boca, ouvirá de tantas outras pessoas e será muito mais difícil e cruel para ele que não estará preparado para isso. Temos que ensinar que o "não" é o que temos na mão, o resto a gente conquista com esforço, dedicação e trabalho.

Para exemplificar, no mês de novembro de 2013, por causa do nascimento da Luiza, estávamos saindo muito para comprar tudo o que faltava para o nascimento dela. Reparei que toda vez que íamos às compras, os meninos voltavam com um brinquedo. Parei para pensar que não é normal uma criança ganhar presentes todos os dias. O que estou ensinando ao meu filho, além de ser superficial? Nada! Ele irá entender que enquanto se tem dinheiro é para gastar! Conversando com o meu marido, decidimos que eles não ganhariam nada até que chegasse as datas que é costume dar presentes, no caso, o Natal. Mas não iríamos deixar de frequentar os centros de compras, eles que se acostumasse com o "não" de cada dia. Obviamente, não podia exigir isso do Bernardo que ainda não tinha 2 anos, mas Samuel já entendi muito bem. O que vocês acham que eu queria com isso? Ser má com os meus filhos? Claro que não! Eu só queria ensiná-los que estar com a família vivendo bons momentos é muito mais importante que ganhar presentes.

É tão feio esses jovens que brigam com os pais por que querem um celular do último tipo ou aquele tênis da marca X que os amigos têm! Tão feio filhos que mal falam com os pais por que eles não podem proporcionar o que eles acham que têm direito, como se fosse uma obrigação dos pais dar tudo "mastigadinho", só para facilitar. Seria, no caso desses jovens, falta de "nãos" curtos e grossos??? Sei lá... Eu me esforço muito para que os meus filhos sejam diferentes!

No caso do Samuel, mesmo tendo o dinheiro para comprar, eu não comprava, mesmo podendo facilitar eu não facilitava!! Hoje em dia, com 5 anos, ele sabe entrar em uma loja de brinquedos, olhar tudo. Escolhe o que acha mais bonito, me mostra todo empolgado. E eu digo o dia que poderei comprar. Ele sai todo satisfeito. E no dia combinado, cumpro a minha promessa. Quando o brinquedo é muito caro, digo para ele a minha opinião de forma sincera. E ele que já sabe ler os preços fica me perguntando "esse é caro, mamãe?". rs! Acho fofo!!!

Brigar, bater de frente, dar bronca, dizer "não", é infinitamente mais difícil que deixar para lá. Se o filho deixa o tênis jogado no meio da sala, o nosso instinto é abaixar e pegar, fácil, fácil... Muito mais complicado e trabalhoso é dar bronca para que eles mesmo arrumem a bagunça. Porém é o melhor a se fazer. Eles têm que aprender que não estaremos por perto para consertar o que fazem de errado e que, por mais perto que estivermos, não temos a obrigação de fazer tudo por eles, quando já tem idade e capacidade de cuidarem de si mesmos.

Bora criar filhos menos mimados?? rsrs!

Pensem nisso!!

Dizer "não" também é um ato de amor!


Como uma garota #LikeAGirl


Fonte: Google
Fico pensando de onde tiraram essa ideia de que ser uma garota é algo ruim, algo frágil, fraco ou medíocre, quando é exatamente o contrário?

Ao permitirmos que nossos filhos usem frases "nossa, você luta igual uma menininha" ou similares como xingamento, passamos aos meninos uma informação errada de nós, mães, de que somos fracas, inferiores por sermos meninas. E às nossas filhas passamos a ideia que ela não é alto suficiente, de que precisa de um "homem" por perto para defendê-la.

Desde pequena fui criada com minha mãe dizendo que eu era bonita, inteligente, corajosa e que podia conquistar tudo o que quisesse sozinha (até mesmo por ter o exemplo em casa...), e assim o fiz. Que as nossas palavras de incentivo aos filhos sejam essas que minha mãe usava e que eu uso também. E não frases como "pare de chorar como uma menina", "seja como aquela garota ali é", "você não conseguirá sozinha". Desta forma não estamos ajudando ou sendo sinceras com nossa filhas, estamos sendo depreciativas em relação às qualidades que elas têm.

Portanto, ao ouvir "faça como uma garota" ela tem que entender, que é o melhor possível!!! Afinal, apesar da delicadeza, da doçura e beleza, são fortes!! Muito fortes! Nós, mães, bem sabemos porque aguentamos tanto... Levantamos cedo, trabalhamos preocupadas com os filhos (porque nunca nos desligamos, né?), chegamos em casa, temos que arrumá-la, fazer o jantar, dar atenção aos filhos com o máximo de paciência possível, ensinar o dever de casa, dar banho e colocá-los para dormir, passar um tempo com o marido e tentar (eu disse TENTAR) cuidar um pouquinho do nosso bem estar. Tudo isso, achando muito bom por ninguém estar doente, principalmente você mesma, afinal, tudo pararia. E isso não é força??? Eu duvido que haja homem que tenha uma rotina como essa ou se tem mal aguenta 1 semana assim...

Nos perguntamos todos os dias porque mulheres aceitam ser maltratadas, abusadas, agredidas ou até mesmo fazer parte de um relacionamento em que só as vontades e sonhos do marido são levadas em consideração. Somos as primeiras as criticar, né? É porque essa mulheres cresceram ouvido que não eram capazes de seguir sozinhas, exatamente por ouvir a vida toda que precisavam de um homem para dizer o quanto são bonitas em vez de elas mesmas se acharem, ou terem a certeza disso.
Enfim, eu me comporto como uma garota, porque sou uma!! E ser uma garota é o melhor que eu posso ser!!

#LikeAGirl