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O dom de acolher

Fonte: maedoano.com.br
Grades nas janelas, proteção nas quinas e portas, proibido brincar perto do fogão, peças pequenas dos brinquedos escondidas para não serem engolidas, nada de correr com lápis de cor na mão ou qualquer outro objeto pontiagudo, ausência de tapetes que deslizam e causam quedas, cuidado com a TV grande que pode cair em cima do bebê caso ele tenha a brilhante ideia de subir na estante, copos e potes de vidro na prateleira mais alta e tantas outras soluções que tomamos diariamente para manter as crianças seguras.

É automático! Em todo lugar que chegamos, passamos o nosso raio-x em tudo, como um scanner e por um milésimo de segundo pensamos com a cabecinha deles, imaginando onde dá para subir, o que pode ser colocado na boca, os perigos do ambiente que adentramos. Um alarme soa em nossa cabeça, coisa que deve vir de fábrica com a maternidade, e eliminamos todo e qualquer risco aos nossos filhos. Porém eu me pergunto:

- E os seus braços? Estão sempre abertos para proteger?
- É claro! - Deve ser sua resposta imediata, sem nem pensar duas vezes.

Porém, não estou dizendo hipoteticamente. Quero falar em termos práticos. Só quem tem filho sapeca em casa para entender! Eles inventam mil novas maneiras de desafiar o scanner que fazemos do ambiente, mesmo daquele que já conhecemos bem, como o de nossa casa. Quando menos esperamos lá está uma criança estirada ao chão, chorando, pedindo por socorro.

Bernardo é assim. Inventa novas armadilhas para se machucar todos os dias. Já cismou de fazer um carrinho daqueles maiores de skate ou outros dois carrinho de patins. O que deu? Tombo, ué! E dos feios, daqueles de deixar um galo de todo tamanho na nunca! Já pulou tão alto na cama que aterrizou no chão, outro tombo. Já subiu na estante e caiu lá do alto. Foi pegar uma bola e fuçar nos livros. Torceu o pé e ficou um tempinho sem andar direito. Também já pulou embaixo do chuveiro e escorregou. E andou sem olhar para onde ia, bateu a testa bem na parede, sem dó nem piedade. E em todas essas horas, só me vem à mente uma pergunta:

- Por quê??? Por quê, Bernardo?

Minha vontade nessas horas é dar uma bronca, afinal, não é possível que ele vá repetir o feito. Impossível? Que nada! Lá vai ele todo serelepe arranjar novos "desafios" e mais dor de cabeça, não dele, minha. Volta um tempo depois com mais algum "dodói", às vezes até dá trégua de alguns dias, mas sempre paramos na mesma cena: mamãe desesperada, tentando segurar o choro e o nervosismo para acalmar a criança. Afinal, para quê dar bronca? A "punição" o resultado da sua estripulia já está ali, doendo. Nessas horas, nosso colo tem que ser o ninho onde ele irá se esconder, nossos braços, o refúgio na hora do medo e da dor. Penso não apenas na infância, mas na vida adulta, na adolescência. Que meus filhos entendam que mesmo quando fazem algo errado o meus braços sempre estarão abertos para acolher, acalmar e quando só imperar o silêncio, aí sim, vem a bronca, o conselho, as dicas, o desejo para que tudo melhore. Que eles não tenham medo, mas confiem que em mim está a segurança e verdades que necessitam ser ditas da vida, tudo com muito carinho e amor, coisa que só encontrarão nos pais ou equivalente, como avós, tias e madrinhas.

Quantas vezes estivemos em apuros e precisamos de um abraços amigo? Daqueles que não julgam, não apontam o dedo, não nos use como exemplo de nada, dê pitaco ou conselhos furados no furor da raiva de "ter que ajudar"? Inúmeras vezes estive nesta situação e depois da morte da minha mãe, é o que mais sinto falta. Se pessoas crescidas e teoricamente tão certas das decisões que tomam às vezes precisam deste colo, como julgar uma criança? Como não dar este colo, este chamego? Em quem mais eles confiarão? Onde procurarão abrigo?

Então, se seu filho te presenteou com mais uma arte daquelas de arrepiar os pelinhos da nuca, ao invés de brigar, dar chilique, apontar defeitos, falar baboseiras, torcer contra ou soltar um sonoro "bem feito", que tal dar colo? Cuidar? Ele confia em você por um motivo: é a mãe dele. Então exerça este papel com amor. Existe amor maior que acolher o filhote no ninho?

Acho que não!

MARCELO JENECI - FELICIDADE

Dermatite atópica

O que é Dermatite Atópica?


É uma doença crônica de pele que não tem cura, mas tratamento, também conhecida por eczema atópico. Geralmente começa na infância, com crianças que já tem histórico de doenças alérgicas na família, como rinite alérgica e asma. É caracterizada por manchas avermelhadas que coçam, ardem, apresentam rachaduras que descamam e até sangram. O surgimento mais comum é nas dobras dos braços, na parte de trás dos joelhos e na face. A boa notícia é que 90% das crianças melhoram com a adolescência.
IMPORTANTE: NÃO É CONTAGIOSA!!!


Origem ou Causas


A causa pode ser a má formação da camada mais externa da pele. Um problema com a FILAGRINA,  a proteína que serve para unir as células da pele e formar uma barreira de proteção. Sem essa barreira, a pele fica desprotegida podendo ter infecções e causar as lesões com a pele que de tão seca, se parte.

Fatores que podem piorar o quadro


  • Tempo seco e frio
  • Calor e transpiração
  • Estresse emocional
  • Poeira 
  • Banhos quentes e muito longos

O que fazer?


  • Evitar roupas de lã
  • Evitar tecidos sintéticos
  • Tomar banhos rápidos e mornos (quase frio) com pouco sabonete, de preferência neutro e sem usar buchas ou esfoliantes
  • Após o banho usar hidratante
  • Passar hidratante 2 vezes ao dia e toda vez que sentir a pele coçar


MINHA EXPERIÊNCIA


Poucas pessoas sabem, mas Samuel teve Dermatite Atópica ainda bebê. Certa vez, depois do banho, percebi uma machucadinho embaixo do pescoço. Pensei que fosse alguma arte. Esperei dois dias e nada de sumir, nem melhorar. Marcamos consulta com o pediatra. Ele me disse que era só uma alergia. Me receitou uma pomadinhas daquelas mais simples. Não recordarei os nomes dos medicamentos, por que faz muito tempo e essa história eu me esforcei ao máximo para não lembrar! Usei a bendita pomada e depois de alguns dias o dodói sumiu. Parei de usar, conforme ele havia me dito para fazer e ela voltou. Passei novamente a pomada e o machucado sumiu novamente e ficamos nisso. Frustrante demais!

Após algumas semanas, percebi que atrás do joelho crescia uma crosta que coçava muito. E quando mais ele coçava, piorava. Coincidiu com uma virose que ele teve e na consulta com outro pediatra sobre a virose, mostrei o machucado. O médico se alarmou e disse que era Dermatite Atópica. Apesar de ser algo sério, que exige tratamento, é muito comum nas crianças. Inclusive, todo dia ele atendia um caso de dermatite, como não havia atendido nenhum até aquele momento, já estava na expectativa! Primeira vez que vejo um médico torcer pela doença! rs!

Receitou sabonete antibacteriano, xarope para melhorar a coceira, pomada para curar os ferimentos e evitar infecções e hidratante, o Fisiogel. Mas nada, absolutamente nada melhorava. Usamos tudo, saí do emprego para cuidar dele o dia todo, por que pensei que talvez fosse resistência baixa por causa da mudança de vida que foi entrar na escolinha. Mesmo assim, não melhorou.

O pediatra havia me passado o celular dele e da mãe dele que também era médica, porém com mais experiência e disse para ligarmos se não melhorar. Ligamos e ele nos receitou 5 injeções para serem dadas uma vez por dia, todos os dias. Então, todas as noites, o levávamos para a farmácia e Samuel passava por aquilo, a dor, o incômodo, além do que ele já estava passando. E nada melhorava. Ligamos para o médico novamente, ele receitou mais 2 doses da injeção. Como disse, não me lembro do nome de nenhum medicamento, mas sei que era para melhorar a infecção da pele que já estava bastante avançada. A base do tratamento da Dermatite Atópica é a hidratação, mas antes, tínhamos que curar a infecção da pele.

Mesmo com as injeções e todo o aparato de medicamentos, não havia evolução, só piorava. Por fim, o médico me disse para procurar um dermatologista, por que havia chegado no limite que ele poderia oferecer como tratamento.

Assim, fomos encaminhados para um dermatologista. Ela, logo de cara, me deu uma bronca por não ter a procurado antes, afinal, é tão simples ser mãe, trabalhar fora, cuidar de tudo e ainda acertar sempre... Perguntei se ela tinha filhos.

- Não, ainda não! - Ela respondeu.

- Então você não entende... Quando tiver, vai ver como é na realidade. - respondi.

Ficou aquele clima horrível!!! Mulher detestável!! Sem sensibilidade nenhuma!! Eu já estava aflita com aquela situação, não precisava daquilo para me sentir pior, em vez de focar no tratamento da criança...

Pois bem... Ela receitou basicamente os mesmos medicamentos que médico anterior e mais uma pomadinha bem pequenininha, porém muito mais cara que qualquer uma das outras. Custava em torno de R$100 e durava apenas 3 dias, por que a extensão de pele machucada era muito grande e tínhamos que passar em todo machucadinho, que inclusive, já estava chegando ao rosto. Então eram as pernas, os braços, parte das costas e agora o rosto!! Desesperador, viu?

Mas o pior disso tudo, era ver o preconceito das pessoas, Saíamos com ele e as pessoas apontavam, pais afastavam seus filhos, olhavam com nojo, diziam que era câncer, me abordavam para dizer uma infinidade de absurdo, desde que eu era desleixada, até sobre religião, que era mal olhado, macumba, que havíamos feito algo de errado no passado e nosso filho estava pagando...

Me diziam que era alimentação, que por ele comer chocolate, tomar leite comum, comer biscoitinhos, que tudo isso havia desencadeado a alergia. Certa vez uma mulher me disse para fazer salada crua com cenoura, tomate, beterraba, chuchu, batata e dar somente aquilo, cru. Não usar nenhum tempero industrializado, dar leite de cabra, benzer e mais uma infinidade de loucuras. Outra falou para que dar banho com rosas brancas, sei lá para quê...

Na rua, as pessoas tinham nojo, diziam para os filhos não brincarem com ele quando iam ao parquinho, até mesmo na escolinha, apesar dos professores explicarem para os pais do que se tratava e não havia perigo de ser contagioso. Só podíamos sair com o Samuel de calça, mesmo estando sol forte, para evitar os olhares, os pitacos e o constrangimento.

E todo esse tempo, não houve um só dia que eu não tenha deixado de cuidar, medicar, tratar, hidratar a pele. Apesar de tudo, até denunciados por maus tratos fomos ao Conselho Tutelar. Dá para acreditar? Tive que apresentar provas do tratamento que ele estava fazendo, notas da farmácia, laudo médico e carteirinha do plano de saúde. No final, fomos encaminhados para o SUS, afinal, já não aguentávamos pagar os medicamentos que eram muito caros. Queríamos receber o tratamento gratuito, já que estavam dando pitaco na minha vida, que pagassem o tratamento, ué.

Samuel foi encaminhado para a consulta e lá eles receitaram exatamente a mesma coisa, inclusive a maldita pomada cara. E quando fomos procurar saber onde conseguir os medicamentos, disseram que o SUS não disponibiliza o tratamento, que não havia como conseguir as pomadas. Disseram que tínhamos que entrar com um processo judicial contra o governo.

Enquanto isso, minhas noites eram em claro com uma fraldinha de pano e toda vez que ele acordava à noite para coçar, o que causava sangramento, eu impedia colocando a fraldinha em cima e apertava para ver se aliviava a coceira. Ele mesmo, não dormia bem, tadinho. A roupa de cama tinha que ser trocada todos os dias, pois saía uma água do machucado que descia pela perninha dele que ficava em carne viva e sangrava, sujando os lençóis e a roupinha. Um sofrimento sem tamanho...

Não tínhamos tempo para aquela coisa de processo judicial, sinceramente, estávamos desesperados, falidos, cansados de tudo aquilo, fisicamente e psicologicamente.

Decidi fazer uma visita à minha avó no interior. Quem sabe, se saíssemos daquele ambiente horroroso de doença, melhorava? Minha avó pôde ver de pertinho o que ela só sabia por telefone. Ficou horrorizada. Decidiu levá-lo a uma igreja, dessas pequenininhas de cidade do interior. Tenho muita fé em Deus, mas nunca havia presenciado nenhum milagre, até aquele momento. Um pastor jovem conversou comigo, orou por ele, ungiu e me deu um óleo para ungir a casa e o Samuel todos os dias. Afirmou que dali alguns dias ele melhoraria e seria curado.

Fui para a casa não convicta, mas desesperada para que essa fosse a solução. Só Deus mesmo para resolver aquilo. E assim o fiz. Eu e meu marido que é católico, orávamos e ungíamos a casa e o Samuel todos os dias. E aconteceu o milagre!!! Ele foi curado. Não há nenhuma ferida na pele dele, nenhuma. Nem marcas de tudo o que ele passou. Sumiu, simplesmente, sumiu.

Samuel ainda tem a pele seca. Uso hidratante para ajudar, mas é um caso bem mais leve. Por ser tão branquinho, a pele lisinha ainda fica seca e às vezes, no inverno descama, porém é como a pele de qualquer criança. As feridas sumiram completamente, sem usar nenhum medicamento, sem usar nenhum hidratante especial, sem nenhuma explicação.

Quando voltei à cidadezinha fui mostrar o milagre ao pastor, a igreja estava fechada, mas minha avó depois o reencontrou e deu seu testemunho...

Quando o levo ao médico, nem tento explicar, as pessoas me achariam louca, então deixo para lá. Poucos sabem desse milagre e assim ficou guardado até agora!!

Espero que seja uma inspiração para vocês manterem a fé em Deus!!

Porém, por favor, nunca se esqueçam do tratamento, viu? Deus faz o seus milagres diários através da medicina com profissionais capacitados que vencem doenças, descobrem curas e tratamentos que ajudam tantas pessoas. Por isso, nunca desista do tratamento passado pelos médicos. O milagre, às vezes, está aí mesmo, nesses medicamentos.


E vocês? Tem alguma história de superação também? Já recebeu uma ajudinha como esta de Deus?

Beijos!

Para saber mais sobre a doença e a questão do preconceito, o programa Bem Estar fez uma reportagem muito bacana, para assisti-la, CLIQUE AQUI.

Se vocês notarem no bracinha dele, próximo ao cotovelo, está uma das machas da dermatite... É a única foto que guardo dessa época, em que alergia está à mostra... Momentos que quero esquecer.

 Fontes:
Globo.com
Tratamento Dermatite Atópica - Globo.com
Minha Vida  
Doenças de pele podem causar bullying e constrangimento

Dentinhos começando a cair...

Esse mês foi tão corrido, tão caótico que eu mal pude parar para observar as mudanças que estavam acontecendo por aqui.

Sou aquele tipo de mãe que ao ver os filhos dormir fica imaginando como eles serão daqui 5, 10 anos. Observo cada detalhe, cada curvinha do rostinho, tentando descobrir como serão, que caminho escolherão, se irão parecer mais comigo ou com o pai, como será o tom da voz e o jeitinho de conversar... E em um desses devaneios, há algum tempo atrás, quando o Samuel ainda era um bebê, eu imaginei como ele ficaria sem os dentinhos de leite. Lembro-me de ter comentado com o Mauricio de como ele ficaria lindo com aquela "janelinha". Rs!

E não é que poucos dias antes da festa, Samuel veio todo saltitante:
- Mamãããe!! O meu dente vai cair!!
Logo pensei que era acidente doméstico. Alguma briga entre irmãos que gerou um dente quebrado. Saí como uma louca correndo pela casa e quase trombo com ele no corredor exultante de alegria, com a mãozinha na boca, mostrando o dente já mole.

Como ele conhece crianças que já perderam os dentinhos, ficou muito mais calmo e agiu com naturalidade. Porém, no dia que ele viu o Luan, primo dele, sem o dentinho pela primeira vez, ficou horrorizado achando que era algo ruim. Veio me perguntar o que era "aquilo", cheio de dó do "machucado" do priminho. Expliquei que era assim mesmo, que os dentinhos de leite, que são pequenininhos, têm que sair para dar lugar aos maiores, de gente grande.

- E vai cair o meu também? - Ele perguntou.
- Claro, ué. De todo mundo cai. Aconteceu comigo também. - Respondi.
- Mas vai doer comer sem o dente, mamãe!
- Mas logo nasce outro, filho. Aí tudo volta ao normal!!

Agora ele está aqui, se divertindo mexendo com o dentinho que já está quase, quase caindo...
Uma fofura só!

Tanto tempo sonhando com momentos assim, agora torço para que o tempo passe mais lentamente!!

Ai, meu Deus... O meu menino está crescendo!!!!!!!!!!!
Que dor no coração!! rs! 




Se eu tivesse outro filho

Ultimamente estou pensativa. Andei imaginando se eu tivesse um outro filho. Como seria? Eu ficaria um pouco mais louca, seria uma mãe mais nervosa, mais estressada? Eu teria um parto diferente? Escolheria um nome esquisito ou daqueles mais clássicos? Compraria uma infinidade de inutilidades contrariando tudo o que penso atualmente, só para ter o prazer de dizer que me arrependi? rs!

Pensando em tudo isso, cheguei à algumas conclusões:

1. Sim, eu seria uma mãe infinitamente mais estressada, não pela gravidez em si, mas pela quantidade de crianças que tenho para cuidar. Já são 3, né? E dão trabalho suficiente. Eu realmente ficaria mais louca, mais nervosa. Coitado do meu marido!!! rsrs! Já tem me aguentado enquanto enlouqueço dia a dia, imagina com uma data marcada para surtar de vez?

Minha cara de estressada....rsrs! E isso por que eu tinha 1 filho só....rsrs! 

2. Por muitos anos fui adepta ao Parto Cesárea, achando que evitar a dor seria uma escolha mais coerente. Minha linha de pensamento sempre foi: "Bom, se a medicina evoluiu, por que não aproveitar, né? Eles sabem o que fazem!" Mas hoje, depois de começar a escrever no blog e conhecer tantas mães que passaram por experiências tão diferentes e tão complexas, em todo o tipo de parto, eu escolheria ter um parto normal, humanizado e domiciliar. Isso mesmo! Não sei se o meu médico pensaria nesta hipótese, não sei se eu aguentaria, mas gostaria de ter essa experiência de vida, de realmente esperar o bebê chegar. Todos os meus partos, apesar de ter sido escolha minha desde o princípio, (por medo, só por medo...) eu, na verdade, não tive escolha. Todos os exames diziam que eu não teria passagem e mesmo próximo ao dia do nascimento, não havia nenhum sinal que haveria outra escolha, senão a Cesárea mesmo. Dr. Sérgio ficou impressionado!! rs! Eu também. "Com um bumbum deste tamanho e nenhuma passagem para a saída do bebê" - Pensei.  Porém, mesmo assim, eu tentaria com mais afinco a possibilidade do parto normal.

Lulu ao nascer

3. Eu me cuidaria melhor. Durante todas as gestações que tive, sempre me preocupei com o bebê, com o bem estar dele. Lembro-me bem do Samuel. Eu definhando, passando mal, nada parava no meu estômago, emagreci 10 kg no total (todo mundo engorda, mesmo que um pouquinho, né?), mas se o bebê estivesse bem, eu nem me preocupava. Com o Bernardo, eu engordei que era uma beleza e não estava nem aí... Não é falta de vaidade, é por que realmente eu não via necessidade de tanto auê. Mas se engravidasse hoje, procuraria um nutricionista, praticaria esportes... Até mesmo para ajudar, pela minha escolha de parto. Gostaria de emagrecer, seguir uma dieta, cuidar melhor da minha saúde para ter um pós parto mais feliz, mais satisfeita comigo mesma e aquela sensação que fiz alguma coisa por mim em todo este processo.

Com o Samuel... Depois de uma gravidez difícil... 

4. Eu faria todas as festas e cerimônias possíveis. Não, eu nunca fiz um chá de bebê, de fraldas... Primeiro por que nunca me senti animada o suficiente, nunca me empolguei tanto ao ponto de querer comemorar. Afinal, sempre que qualquer um me encontrava, depois do nosso 2º filho, era para fazer algum comentário maldoso sobre quantos ainda teríamos, como se fosse problema deles, né? Fui me isolando e não desejando dividir esses momentos com essas pessoas. Mas agora, eu gostaria de fazer tudo no estilo mais "papagaiado" possível, no intuito de esfregar na cara de alguns invejosos a minha felicidade em ter os meus filhinhos, um casamento bacana e a capacidade de fazer filhos tão lindos e saudáveis!! Eu tenho o dom....rsrs! Pois bem, eu faria o chá de bebê, lembrancinha de maternidade, tiraria fotos semanais da barriga... essas coisas! rs!

Essa é a prova que eu tentei fazer chá de bebê para a Luiza, mas estava tão cansada que desisti....rsrsr!

5. Eu faria questão da presença de algumas pessoas. Quando a Luiza nasceu, estávamos bem financeiramente, programamos tudo para a chegada dela. No dia anterior, fui ao salão cuidar de mim, relaxar, fazer compras. Mas por obra do destino, minha sogra ficou doente e teve que ir para a minha casa e meu marido ficou por conta dela. Resultado: Mauricio até que assistiu o parto, mas passei 2 noites sozinha e ele apenas me visitava durante o dia. Foi desesperador! Quando comentei com uma amiga, ela me disse
- Por que você não me chamou? Eu iria ficar com você com o maior prazer!!
E eu fiquei pensando em tantas pessoas que afastei e que me fizeram falta, não apenas na hora do aperto, mas para dividir aquele momento tão bonito. Se houvesse outra oportunidade, eu faria diferente.
Meu irmão Pedro. A frequência que nos vemos nunca é o bastante para mim. Sinto tanta falta e mais ainda em momentos tão especiais quanto o nascimento de um bebê... né?

6. Eu escolheria como nome:
Menino: Rafael (não tenho tanta certeza... rs!)
Menina: Maria Flor ( Amo esse nome! É também uma homenagem a minha Vó Maria.)

Eu sempre soube o nome dos meus filhos antes mesmo de engravidar, mas quando vi o da Luiza assim, neste quadro, fiquei tão feliz com a minha escolha!! Nome lindo, lindo.

7. Eu teria que mudar de casa. A casa está pequena para tanta gente e para tantos planos. Precisamos ir atrás de outra imediatamente, ainda mais se viesse outro bebê!! rs!

Samuel e Bernardo quando nos mudamos para a casa que moramos hoje... 


8. Eu faria sessão de fotos. Isso é outro desejo antigo, mas que eu nunca realizo, não sei por quê. Eu contrataria um fotógrafo bom, e tiraria fotos dos meus filhos, da família linda que tenho, de tudo, tudo.
Sim, nesta foto eu estava grávida de 38 semanas do Samuel, mas não tirei nenhuma mostrando a barriga!! Dá para acreditar??rsrs!

9. Eu aproveitaria muito mais a gravidez. Curtiria cada momento, cada mexida na barriga, cada chute. Exibiria ainda mais o barrigão (me sinto linda grávida, sabe? rs!), andaria mais orgulhosa e satisfeita.

Momentos leves e felizes... 

10. Eu seria muito feliz. Independe do número de gestações que temos, cada filho é único em nossa vida e coração. Todos com as suas particularidades, suas manias, seu jeitinho e doçura. Pois bem, mesmo sendo a 4º gravidez, assim como todos os outros, planejaríamos, amaríamos cada detalhe dessa fase, curtiríamos o momento. Viria, com certeza, com muito amor!!! E mais uma vez eu pararia o mundo só para cuidar dos meus pequenos!



P.S. Aos idiotas de plantão, guardem as piadinhas sobre quantidade de filhos para suas esposas que devem estar precisando de um motivo para rir, entendeu? rs! Aos demais, perdão pela má resposta....rs!

Haaa...

11. Eu contaria tudo para vocês!! rs! 

Boa noite!! 



Grávidas "fitness"

Li um texto à algum tempo da Rita Lisauskas para o Estadão sobre a moda da barriga sarada das grávidas e fiquei chocada também com o que ela comentou. Não por discordar do que foi escrito mas por espanto em ver uma notícia dessa.

O texto conta sobre a modelo americana Sarah Stage que postou em seu Instagram uma foto comemorando a entrada no nono mês. Até aí nada demais, até você começar a ler os comentários que são os mais diversos.

Vão desde "Onde está o bebê?", (também me fiz essa pergunta) até outras grávidas que marcaram amigas também grávidas nos comentários, comparando o corpo da modelo ao delas que estão no mesmo período da gestação. "Veja fulana o corpo dela está melhor que o nosso!".

Não basta o milagre continuo da vida dentro de você, não basta o incômodo, os enjoos, as dores do crescimento da barriga (quase morri com isso, na época do Samuel, minha 1º gestação. É uma dor que você não sabe de onde vem, não há posição para dormir, para sentar...nada! Um horror!), os seios inchados, a cabeça à mil, ainda tenho que me preocupar com a barriga sarada para postar no Instagram?? Putz!! O cúmulo da futilidade! Ou não... Ás vezes sou eu que faço pouco em cuidar de três filhos, casa, marido, família e não conseguir chegar ao final da gravidez assim, toda malhada!! Ás vezes o erro está em mim, né? Por que não basta me desdobrar em mil, sem babá, sem empregada!! Ainda me falta ser sarada!! Ó que tristeza, quão magoada estou!!! - Sentiu a sarcasmo, né? Por que eu não estou nem aí!! rs!

Haaa... mas a moda pegou e tem brasileira entrando na "competição". A "musa fitness" (oi? rs!) Bella Falconi estava se lamentando dizendo que com a gravidez "vem a alegria, vem bunda, peitão e também celulites", lógico, não antes de postar uma foto do seu corpo "deformado" pela gravidez...


 Lógico, depois de dizer essa bobagem, ela tentou consertar: "Eu poderia fazer qualquer tratamento cosmético para melhorar a situação, mas jamais faria nada para prejudicar a gravidez em prol da perfeição quando a perfeição nada mais é do que gerar uma vida dentro de mim".

Ok!

Mesmo com toda essa "renúncia", as fotos contando quilo por quilo e os comentários das outras grávidas lamentando por não conseguirem seguir este padrão não cessaram. Há nitidamente uma competição... Engraçado, né? Normalmente, quando estamos esperando um bebê, o foco está no bebê!! Se está bem, como se desenvolveu, quando nascerá...essas coisas. O que vemos na verdade, é a barriga sarada sendo mais importante que o bebê em si.

Com tanto ibope que este assunto está dando, as revistas já começaram até a publicar matérias de "Como a barriga tanquinho de Sarah Stage é possível", ensinando como conseguir esse feito.

Olha, é lógico que temos nos cuidar, principalmente quando há uma outra vida envolvida e estamos passando por tantas transformações no corpo, mas esse obrigatoriedade de "parecer" em forma, musculosa, sarada, não vejo normalidade nisto. Vejo ego...apenas ego e vontade de aparecer!

Temos que tentar manter um alimentação boa para nós e para a criança, na medida do possível, afinal, grávidas tem suas vontades, seus enjoos e mudança de paladar, coisas que eu amava comer antes da gravidez e que depois não podia nem sentir o cheiro. Me sentirei culpada pelos quilos que ganhei? Não!! Nem tenho tempo para isso!! rs!

Por muito tempo eu lamentei, chorei, me senti inferior por não estar no padrão pregado por algumas pessoas. Isso, até ontem quando fui tomar banho com a Luiza e carregando ela em direção ao banheiro, me deparei com a nossa imagem no espelho de corpo todo (Por que tenho isso em casa, hein? rsrs!). Olhei...olhei...Analisei cada "defeito" meu. Comecei pelas pernas, estrias, barriga, olhei minha cicatriz e quando cheguei ao rosto, vi a minha princesa linda, sorrindo para mim no espelho. Aqueles olhinhos verdes mais encantadores que já vi, sorrindo para mim!!! Que amor!! Aí me veio à mente: "foi para ter esse anjo nos braços, cada cicatriz que eu permiti que houvesse em mim. Valeu a pena!"

Cuide-se sempre, preocupe-se em ser um exemplo para os seus filhos, não ensine futilidades, nem mostre aos seu filhos que tê-los não foi um prazer, que foi um erro. Imagine o que a sua filha pensaria se te visse lamentando por ter engravidado? Que absurdo!! Tanto esforço, dores, problemas, noites em claro para no futuro seu bebê se sentir mal por ter estragado a vida da sua mãe!

Nunca permita essa pensamento, sentindo-se inferior por não vestir mais o 38, nem nos seus filhos que precisam entender o valor real da vida, o valor da renúncia que toda mãe faz de si mesma ao gerar uma vida,

Boa noite, meninas!!

Se quiser ler o texto da Rita Lisauskas na íntegra, CLIQUE AQUI.



A maior beleza está em momentos como este!! 

O valor da vida

O dia começou normal. Lulu acordou cantando e com fome. Se passar muito tempo, ela chora. Então logo que acordamos, temos que dar o leitinho dela. Bernardo acorda logo depois. Lá vem ele todo fofo arrastando a cobertinha, trazendo o coelho e o travesseiro para dormir comigo. Mauricio já se levantou, começou a cuidar dos bichos, a preparar tudo para o café e o trabalho. Ás vezes tomamos café todos juntos, mas na maioria das vezes, não dá tempo. A manhã é bem corrida para o Mauricio que se dedica muito ao trabalho. Depois que ele sai as coisas se acalmam um pouco. Eu disse UM POUCO...rsrs!

No meio da tarde, eu ligo para saber como foi o dia, se deu tudo certo. Bom, para quem não conhece o Mauricio, ele vive à mil por hora. Não dessa vez, ele está calmo, estranhamente calmo. Começa a me contar que foi fazer um exame rotineiro e quando o médico tirou sua pressão, queria era chamar o SAMU de tão alta que estava. Falou ainda que era questão de tempo ele ter alguma coisa (Deus nos livre!), que se ele não se cuidasse com alimentação boa, exercícios e uma vida sem estresse, as coisas complicariam. Me contou tudo isso rindo. Eu perguntei se ele não queria ir ao hospital, sei lá, ver se está tudo bem...mas nada! E não arrasta o pé dessa resposta. Ô homem cabeça dura!!

Bom, no quesito alimentação, ele sempre foi bem. Come aqueles farelos esquisitos misturado nas frutas com gosto! Parece mais um passarinho cheio de grãozinhos em cima do mamão. Tenho que ficar de olho na comida dos periquitinhos que temos, logo logo ele come ela também. Isso sem contar os iogurtes, pães e biscoitos integrais. Tenho que brigar só um tantim por causa da salada que ele não gosta tanto.

Exercícios são o passa tempo preferido dele. Se tem um tempo livre, vai lá fazer 1000 abdominais, só porque não tem nada para fazer. Adora fazer caminhada, temos até pesos em casa e mais um monte de aparato que ele sabe usar direitinho. Herança do Exército e futebol que ele jogou por tanto tempo.

Agora, evitar o estresse é o desafio da vez. Ele é o nervosismo em pessoa! Digo sempre que não dá para levar tudo assim, que brigar, xingar não levará a nada. Mas enfim...

Ele chegou em casa sorridente, brincou com os meninos, teve paciência de Jó para me ouvir. Ajudou a guardar as compras que ele mesmo havia comprado naquele mesmo dia. Isso mesmo, ele passou no supermercado depois do trabalho e nem brigou ou reclamou. Alguma coisa estava errada.

Depois de insistir um pouco, ele me olhou nos olhos  e a fortaleza que sempre vi estava em ruínas:

- Eu não quero ter que deixar os meus "jugulugos" (como ele chama os meninos!! rs!) e a minha molola. (como ele me chama!! rsrs! Isso é constrangedor!! rsrs!). Eu amo vocês.

Realmente, nem me passa pela cabeça passar um dia se quer sem o Mauricio ao meu lado. Deus nos proteja!!

Comecei a pensar no assunto. Será que só quando vemos a vida por um fio pensamos no que vamos perder? Pensamos nas vidas que precisam de nós?

Temos que nos cuidar para que estejamos sempre aqui para cuidar dos nosso pequenos, né? Quanta responsabilidade!! O que será deles, caso algum mal nos aconteça?

Por isso, mamães e papais, às vezes, tirar um dia de folga, descansar um pouco, se dar ao luxo de dormir e comer bem, não é uma questão de vaidade ou egoísmo. É questão de sobrevivência. Temos que ter boa saúde física, mental e emocional para cuidar e mostrar o melhor caminho para os filhos, para estar presentes em sua vida o máximo de tempo possível. Quando separamos um tempo olhando para nós mesmos, estamos protegendo o futuro dos nosso filhos. Quem cuidará tão bem? Quem amará da mesma maneira ou de forma tão intensa?


Se você os ama, cuide-se!! Sempre!!


Beijossss!

Introdução alimentar da Luiza

Para quem acompanha o blog, tenho contado um pouco como foi a amamentação da Luiza, a introdução e adaptação às fórmulas infantis e agora, a introdução alimentar.

Caso não tenham lido os textos anteriores:
Amamentação da Luiza
Fórmula Infantil - Como a Luiza se adaptou

Bom, como vocês viram, a minha luta com as fórmulas foi grande, pois todas ressecavam as fezes da Lulu. E eu morria de dó em vê-la sofrendo com isso, sentido dor com algo tão banal. Mas encontrei enfim no Leite Ninho 1+ com Prebio, a solução.

Como demorei a achar o que era melhor para ela, só comecei a introdução alimentar dela com 7 meses. Comecei com as frutas, afinal, são doces como leite. Normalmente, criança tem um problema sério para se adaptar ao salgado. Tentei dar banana mas a textura (nem sei se esse termo se aplica a frutas!! rs!) não agradou e ela cuspiu fora fazendo careta. "Super normal", pensei. Tentei enfiar de novo na boca dela que abriu com certa relutância. Dessa vez ela não cuspiu. Pensei que era um milagre! rs! Mas o "milagre" foi ficando roxo e sem respirar. ela estava engasgando, fazendo ânsia de vômito. Enfiei o dedo na garganta dela e puxei o que tinha por lá. Ela cuspiu tudo para fora, graaaaças a Deus!

- Ela ainda não está pronta para isso - Pensei - melhor esperar um pouco.

Comprava biscoitinhos maizena e de polvilho para ela roer e se acostumar com os alimentos sólidos na boca, afinal, danoninho ela comia que era uma beleza!!

Depois de 1 semana, fui tentar dar comidinha para ela. Às vezes ela não gosta de fruta, né? Fiz uma sopinha toda nutritiva para ela com legumes e frango, amassei no garfo (aqueles pedacinhos pequeninhos são importantes para a estimular a dentição). Fui toda feliz e serelepe dar a comida para ela. Estava tão gostoso que até os meninos comeram! Mas ela? Que nada! O mesmo esquema: cospe, insisto, ela com ânsia de vômito toda roxa e eu desesperada.

Haaa...você venceu, Luiza!! - Comecei a chorar (já reparei que esse negócio de boa alimentação sempre me faz chorar!! rssr!)

Liguei para a minha Vó. Só ela para me salvar!!
- A Luiza não quer comer nada, Vó. O que eu faço???
- Uai (mineirês...rs!), por que você não pega abóbora e cenoura que são doces, cozinha, bate no liquidificador e tenta fazer ela beber?
E foi o que eu fiz. Deixe que ela ficasse com fome e dei bem morninho, quase frio para ela não assustar. Ficou parecendo um mingau. E não é que deu certo?? Ela tomou tudinho!! Porém no dia seguinte não quis. Percebendo que ela aceitou mais fácil por ser abóbora que era doce, comecei a fazer as papinhas com a abóbora quase pura. Ela cuspia, jogava fora, se sujava toda, mas foi comendo, aos poucos se acostumando. Está aí a foto que não me deixa mentir...rsrsr!


Depois fui misturando os outros ingredientes gradativamente e ela comendo tudinho. Hoje em dia, posso fazer qualquer coisa que ela come tranquilamente. Procuro ainda colocar a bendita abóbora porque ela adoooora, mas não é apenas isso. Ela come cenoura, batata, inhame, abobrinha, beterraba....tudo, tudo. Carne tem que ser em pedacinhos bem pequeninhos. Mesmo ela estando com 1 ano e 3 meses, a papinha ainda é pastosa com pedaços dos legumes, arroz, feijão... Sei que muitas crianças nesta idade já comem alimentos sólidos, mas cada um desenvolve de uma forma diferente e não há mal nenhum nisso.

Gostaria de ressaltar, meninas, que por mais difícil que pareça, não desistam de dar a comidinha. Se a criança não gostam de um legume ou fruta específica, tente pelo menos 10 vezes o mesmo alimento, pois eles não tem o paladar bem desenvolvido. Temos que fazer com que experimente uma variedade grande de alimentos (e várias vezes...) para que acostumem e aí sim, depois de um tempo, maiorzinhos, eles decidirão o que gostam ou não. Para vocês terem uma ideia, depois de um tempo, dei as frutas que ela havia rejeitado e ela amou!! Comeu tudo!!! Banana, maçã, mamão...

Hoje ela come, paralelo a isso, pãozinho, biscoitos, queijo, bolo, iogurtes...
E a mamãe aqui super feliz em vencer mais essa etapa!!

E com vocês? Como foi? Deu tudo certinho?? Ou ainda estou sofrendo com essa difícil adaptação? Conte-me mais!!!

bjos!!!


Mamãe doente...

Essa última semana foi complicada, viu???
Comecei com uma dor terrível na coluna, mas como a crise foi de madrugada, apesar de passar a noite em claro, não trouxe grandes problemas para mim que apenas (eu disse APENAS...rsrsr!) fiquei como zumbi no dia seguinte, mas os meninos dormiram bem, obrigada!! rs! A Luiza deu uma acordada, mas só ficou cantando como um passarinho e me fez sorrir. Depois dormiu e pronto. No dia seguinte acordei melhor. A dor passou como que em um passe de mágica... vai entender??

Ontem pela manhã, estava bem, toda feliz. Mauricio tinha trago na noite anterior um sorvete para mim,, vimos um filme, conversamos bastante e eu havia acordado super bem disposta por causa da noite mais "casal" que tivemos. Mas o dia começou com uma dor de cabeça forte. Fiz o almoço, comi duas colheres de macarronada que havia feito, Mauricio almoçou conosco e depois foi para o trabalho. Depois que ele saiu, coloquei todo mundo para descansar para que eu também tirasse uma soneca, por que achei que talvez a dor fosse por ter dormido pouco. Como sempre, Samuel ficou acordado brincando. Mas ele, que sempre fica quietinho decidiu neste dia específico atrapalhar o meu esquema (parece frase de bicheiro!! srrs). Acordou a Luiza, ficou jogando bola na sala e, sabe quando você dorme com um barulho na cabeça e acorda pior e mais cansada? Pois é... Acordei com uma enxaqueca infinitamente pior!! E com raiva!! Raiva daquela bola batendo! Briguei com ele por ter nos acordado!

A dor era tanta que liguei para o Mauricio e pedi que trouxesse um remédio para dor. Eu não conseguia nem ouvir o som da minha voz, imagine criança gritando, brincando, brigando... Uma loucura!! Quando ele chegou tomei o remédio, mas não adiantou nada!! Aí me deu um estalo. Me lembrei do maldito sorvete!!! Foi ele!!!! Sem vergonha desse sorvete!!! rs!

Gente, não sei se vocês já repararam, mas os supermercados costumam desligar as geladeira para economizar a luz. Ai os produtos descongelam durante a noite e volta a congelar de dia. Isso estraga não apenas o sorvete que fica com aquela crosta no fundo ou cristais de gelo no meio do sorvete, mas a carne também e congelados que apodrecem com esse congela-descongela-congela! Tem dias que a gente dá sorte de não fazer mal, mas faz muito mal, sim. Normalmente, sorvetes eu compro na Araújo que por ficar 24hs aberta, não desliga o freezer. Carne e congelados eu compro em supermercados um pouco mais confiáveis, mas nunca é 100%. Um sofrimento só.

Pois bem, percebi que aquela dor de cabeça era coisa do estômago. Que ódio daquele sorvete.... Aí sim, passei mal direito!! Decidi, depois de muito sofrer com os enjoos, tomar um banho e ir deitar. Coloquei as crianças na cama e fui tomar um banho calmo (oi??)... Que nada!! Bernardo ficou chorando na porta querendo entrar e eu não estava no clima de cuidar de criança, nem conseguindo eu estava. Saí do banho, vesti algo confortável.

Sentei na cama do Samuel que decidiu pentear o meu cabelo, ficou lá, alisando, alisando...rs! Logo eu que amooo que penteie o meu cabelo!! rs! Bernardo sentado no meio da minha perna quietinho. Um dengo só!! Quando eu já estava quase dormindo sentada, Samuel disse que eu estava linda e tinha que mostrar para o papai como o meu cabelo estava bonito. Me levantei, relutante. Mauricio fez os elogios costumeiros para agradar e eu fui para a cama. Como era muito cedo, pedi que ele me acordasse mais tarde para assistir alguma coisa na TV. Deitei com a janela escancarada, um vento frio entrando e balançando as cortinhas, eu descoberta (gosto de sentir friozinho...rs!), mas estava amando aquela noite fresquinha. Acordei 2hs depois com a casa toda em silêncio, eu estava coberta, as crianças na cama quietinhas, alimentadas, também cobertas e o Mauricio lá dormindo no sofá de exaustão por que havia feito de tudo para que eu descansasse em paz. Cuidou de tudo!! A dor tinha sumido e eu estava com fome!! Graaaças a Deus!! Isso quer dizer que melhorei. Fui fazer misto no forno, porque fica mais crocante, sabe?? Aquelas sanduicheiras deixam o pão murcho!! rs! Só para não perder o costume, quando fui tirar o sanduíche do forno grelhei minha mão!! Tudo bem...tudo bem!! Dormi com a bolsa de gelo na mão, mas dormi bem!!

Isso tudo só me serviu para reparar que não preciso correr para fazer tudo, não preciso ficar estressada querendo que tudo saia perfeitamente como quero. Às vezes, podemos deixar como está, que uma hora, tudo toma o seu rumo. Temos a mania de achar que é insubstituível, mas não, não somos!! O maridão daqui conseguiu fazer tudo a ainda cuidar de mim quando precisei. Samuel soube me dar atenção e me mimar quando fiquei dodói. Não ficou exatamente como eu queria, mas quem disse que o meu jeito é o jeito certo? Exitem horas que temos que deixar os rapazes se virarem sozinhos para ver que eles mesmo conseguem resolver tudo! Existem horas que quem precisa de cuidado somos nós!! Se dê ao luxo de ficar doente, de sentir dor, se sentir cansada...

Eu me permiti... e acordei ótima!!!

Bom dia!!!
Homens da minha vida que cuidam tão bem de mim!! Só falta o Samu...rs! Mas é difícil tirar foto dos três!!! rss!

Fórmula Infantil - Como a Luiza se adaptou

Como contei no post anterior sobre alimentação da Luiza, não consegui continuar com o leite materno.
Caso você queira ler sobre o que exatamente aconteceu, CLIQUE AQUI.

Mas hoje quero contar sobre a minha experiência com as fórmulas infantis.


Bom, quando decidi comprar, não sabia bem ao certo qual era melhor. Lembro-me do meu marido dizendo que o Nestogeno era bom, que era da "época dele" ou seja beeem antigo! rssrsrs! (tadinho...ele vai ler isso!!! rsrsr) Mas quando conversei com o médico ele disse que o Nestogeno parou no tempo, que a sua fórmula não evoluiu para suprir as necessidades de vitamina que as crianças de hoje tem. Me sugeriu que comprasse o Nan 1 ou o Nan Comfor. Comprei o Nan1 Pro e comecei a dar intercalando com o leite materno. Mas é lógico que a Luiza gostava mais quando eu dava a fórmula e não se esforçava para mamar no peito. O leite foi secando, secando...até que acabou de vez.

Tive que trocar de leite por que a Lulu foi ficando com as fezes cada dia mais secas. Eu comecei a reparar que fazer cocô era sofrimento. Ela, que era uma menina tão calminha, ficava reclamando, chorando baixinho, revirando no berço. Aí começava a fazer força. Fazia força e não terminava de fazer o cocô. Como eu ainda não sabia o que estava acontecendo, decidi tirar toda a roupinha para ver o que era. Quando tirei a fralda a fezes estavam presas no bumbum. Quase morri do coração!! Era muito sofrimento para ela.

Eu sou mãe daquelas que sofrem junto, sabe?? Chorei junto e tentei ajudar o quanto pude. Puxei o cocô. Sei que não é o mais indicado, mas na hora, foi o meu instinto. Comprei ameixa preta e fiz um chá para ela. Algumas mães colocam a ameixa no copo com água, deixam de um dia para outro e depois dão a água para o bebê. Mas eu não podia esperar. Fervi a ameixa e espremi tudo para extrair bem o caldo. Não coloquei açúcar, nem nada. Inclusive, não dê mel ao bebê, tá?? Faz mal. Escrevi sobre isso também AQUI. Vale a pena a leitura!


Quando dei o chá, o intestino soltou na hora. Mas ela não poderia viver disso, né? Eu, que tinha comprado uma lata enorme do leite, tive que doar. Portanto, neste processo de experimentar o melhor leite, compre sempre latas pequenas, afinal, nunca se sabe qual será melhor aceito pelo seu bebê. Mas eu não tinha pensando nisso! Decidi experimentar o Nan 1 Comfor que é o indicado para crianças que tem o intestino preso. Também não adiantou. Nos primeiros dias, o cocô ficava bom, mas depois voltava ao mesmo sofrimento, dela e meu também que odiava vê-la naquela situação.



Eu já não sabia o que fazer. Fui pesquisar na internet. Santa internet!!! rs! E li sobre os Prebióticos, que eles ajudam no bom funcionamento do intestino. Decidi procurar e experimentar os que tivessem isso na composição. Dei a ela o Aptamil 1 que soltou o intestino bem, na verdade, até demais! E havia dias que ela ficava com diarreia e outros que ela ficava dias sem fazer nada, mas quando fazia, não doía. Graças a Deus. Pelo menos ela não sofria.



Depois de um tempo, vi que lançaram o Leite Ninho 1+ com Prebio. Decidi comprar para experimentar. Ela amou!! E também fez muito bem ao intestino dela que funciona direitinho, todos os dias. Finalmente encontrei o que fazia bem a ela! Sei que também não era o mais indicado por que ela ainda não tinha feito 1 ano. Mas deu super certo. Como eu já estava introduzindo a alimentação sólida desde os 8 meses (sim, ela começou tarde, mas esse é um assunto sofrível para outro post...rs!), fiquei tranquila quanto a nutrição dela.

Bom, essa foi a minha experiência com as fórmulas infantis. Como vocês puderam ver, cada criança é diferente da outra!! Fui testando até encontrar o que era melhor para o meu bebê.


E com vocês?? Tiveram problemas parecidos???

Bjos!!!

Sheila

Amamentação que não deu certo

Quando a Lulu nasceu, eu sabia que seria difícil, afinal, eu não teria o tempo livre que eu tinha para o Samuel ou Bernardo. Ela mamava no peito. Preparei meus seios para isso e como havia amamentado o Bernardo pensei que tudo sairia bem.

Quando ela nasceu, percebi a diferença entre os meus meninos e ela. Eles, parecia que iam sugar minha alma (rsrs!), ela toda delicadinha. Mas mesmo toda essa delicadeza, feriu meus seios. Usei Lanidrat, uma pomadinha indicada pelo meu médico, muito boa. Ela curou tudo, rapidinho e o lado bom é que não precisava tirar para amamentar. E o que o você menos quer fazer com os seis feridos é esfregar!!! O preço era ótimo, em torno de R$45,00 e rendia bem.

O tempo foi passando e mesmo tendo alguém aqui para me ajudar com a casa (arrumando, lavando a louça, fazendo comida...), não tive filho para os outros criarem. Então não me sobrava tempo para nada, para fazer repouso, para curtir o novo bebê. Eu tinha saído de uma cesárea e estava cheia de pontos, precisando ficar quietinha na cama, mas não dava.

Eu levantava cedo, amamentava o bebê e no meio do processo acordava o Bernardo querendo atenção, aí eu já tinha que me levantar, cuidar das coisas, arrumar a mochila do Samuel ir para a escola, levá-lo à escola, porque no início ainda não tínhamos um escolar, ficava de tarde cuidando do Bernardo que estava morrendo de ciumes e da Luiza que era um bebezinho delicado. Depois chegava o Samu e tinha que ensinar o dever de casa e arrumar o que ainda tinha ficado para depois.
Eu tinha problemas sérios para amamentar com um casa cheia de pessoas querendo a minha opinião, minha atenção, meus cuidados. Eu nunca conseguia dedicar 100% do meu tempo para dar leite para a minha a Luiza. que não conseguia terminar um peito direito e isso a saciava por pouco tempo, já que a gordura do leite está no final da amamentação de cada peito. Bernardo chegava a subir em cima de mim só para atrapalhar. Era uma loucura!! Resultado: meu leite foi secando.

Fui ao pediatra e ele disse que, na opinião dele, eu tinha muito mais capacidade para amamentar. Eu também achava isso, só não conseguia o tempo necessário!! E me aconselhou a dar leite de 2 em 2 horas. Sinceramente, eu não conseguia dar leite de 3 em 3...imagina com um espaçamento menor?? Perguntei a ele o que faria caso ela estivesse dormindo e o conselho foi acordá-la, mesmo de madrugada!!! Ai, meu Deus...Ela, que dormia a noite toda, coisa que toda mãe sonha e eu acordando para amentar? E onde fica o meu sono?? Eu não poderia dormir o dia todo, não poderia tirar uns minutinhos para descanso. Haviam duas outras crianças  que precisavam de minha atenção e o trabalho era duro. Eu não poderia me dar o luxo de cuidar só da Luiza.

Então, uma certa madrugada que ela acordou com fome, eu desisti, saí e comprei um NAN 1 e uma mamadeira. Que alívio ver minha filhinha de barriguinha cheia!!!

Depois disso, meu leite secou de vez, por que ela não queria mais mamar em mim. Mas para mim, tudo bem. Apesar de ser uma experiência mágica, eu não sou menos mãe por isso! E tentei o máximo que pude fazer o que era o melhor para ela, mas realmente não consegui manter, só durou 3 meses!! Fazer o quê???

No próximo post eu conto como foi para escolher o melhor fórmula infantil, tá?

E com vocês?? Como foi???

Abraços!

Lulu no dia que nasceu!! Primeira vez que amamentei!!! Momento único!! 

Os perigos do Bisfenol A

O bisfenol A (BPA) é uma substância usada na fabricação do policarbonato que é matéria prima da maioria dos plásticos, inclusive, era encontrado no plástico das mamadeira. O problema dessa substancia está quando ele é aquecido ou resfriado e liberado em maior quantidade nos alimentos.
A eliminação do organismo não é tão fácil para crianças de 0 a 12 anos, por isso todo esse alarde, mas também é bastante prejudicial à saúde de qualquer um.

Ao entrar em contanto com o corpo essa substância pode trazer sérios problemas à saúde, principalmente endocrinológicos, que nada mais é que as glândulas que fabricam os hormônios, causando um desequilíbrio hormonal trazendo infertilidade, modificações do desenvolvimento de órgãos sexuais internos, endometriose, câncer e problemas cardíacos.

O NÚMERO VEM DESSE JEITO NA EMBALAGEM


Desde Janeiro de 2012 está proibida a venda de mamadeira e produtos para lactentes com o BPA, pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas creio que o problema está nos vasilhames que usamos para guardar os alimentos, as papinhas que fazemos, por exemplo. Temos que ter cuidado, evitar usar potes plásticos ou caso tenhamos em casa, observar e evitar usar vasilhas que tenham gravado embaixo ou dentro do pote os números 3 ou 7, pois podem conter o Bisfenol A em sua composição.






Fiquem atentas!!!
Espero ter ajudado!!

bjos!!







Alimentos que bebês de até 1 ano não podem consumir!!!




Toda mãe sabe que um bebê que se alimenta com o leite materno ou fórmula à partir do 6º mês não tem todas as suas necessidades atendidas só com essa alimentação, por isso, introduzimos novos alimentos.
Mas você sabe quais alimentos NUNCA devem ser dados a bebê até 1 ano de idade?? 
A Sociedade Brasileira de Pediatria revisou algumas recomendações e em 2010 liberou o consumo de peixe e ovos, que apesar de serem potencialmente alérgicos também têm um alto valor nutricional.
Porém, alguns alimentos continuam proibidos!!
Veja a lista:




Espero ter ajudado!! 
Boa tarde!!
=)

Os problemas e culpas que toda mãe tem!!!

Há alguns anos, quando o Samuel que acabou de completar 5 anos, tinha 1 ano e meio, eu comecei a trabalhar novamente e o coloquei na escola, uma bem perto do trabalho para ficar de olho quando quisesse. Depois de cuidar dele por todo esse tempo sozinha, pensei "está na hora de evoluir". Evolução para mim que ia voltar a fazer o que amava e para ele que era conviver com outras criancinhas e aprender. Mas estava enganada!

Deixe-me explicar um pouco sobre a personalidade do Samuel: ele é muito tranquilo. Eu não amamentei, não tive leite suficiente. Ele mamava mamadeira com fórmula infantil. Um certo dia, estava em nosso apartamento e senti um cheiro de queimado muito forte. Fiquei desesperada achando que era o apartamento da vizinha que deveria estar pegando fogo, cheguei a ligar para a portaria do prédio, mas meu marido me alertou que não era o vizinho, era na nossa cozinha. As mamadeiras do Samuel que estava fervendo já tinham virado "caldo" de plástico derretido! Haaa...que mãe que nunca se esqueceu de alguma coisa do fogo que me atire a primeira pedra!! O meu azar estava no fato de ser as mamadeiras (todas elas!!) do Samuel. Fiquei com tanta raiva de mim!! Saímos e compramos um copo, daqueles de treinamento, afinal, ele já tinha feito 1 ano e estava na hora de começar a tirar a mamadeira. Coloquei o leitinho dele normalmente no copo e dei. Ele bebeu tranquilamente!! Quando precisei tirar o bico, foi exatamente por causa de uma situação parecida. Não, não derreti os bicos dele!! rsrsr! Ele perdeu o último enquanto passeava e só percebemos de madrugada. O Samuel pediu e eu disse a ele que não precisava do bico mais, que já estava grande demais para isso. Ele virou para o lado e dormiu. Nunca mais pediu! Aceitou comidas sólidas e frutas com facilidade. Todos os marcos do desenvolvimento ele passou tranquilamente! Até aquela maldita escola!!!

Voltando ao assunto da escola...

Eu o levava às 7:30 e pegava 17:30. Mandava como lanche biscoitinhos, bolos, sucos, iogurte, frutas, tudo o suficiente (e ainda sobrando) para o dia todo e ainda o almoço separadinho. Mandava fraldas, roupinhas, lenços e pomadas. Toalha para tomar banho, shampoo e sabonetes. Enfim, não havia como faltar alguma coisa. Mas quando eu o pegava ele estava todo sujo, bagunçado (dava até vergonha de sair com ele assim na rua...dava mesmo!!), e a primeira coisa que eu ouvia era "mamãe, estou com fome". Como assim?? Eu abria a merendeira e não tinha nada!! Como uma criança podia comer tudo aquilo e ainda ficar com fome às 17:20 hs.??? Um absurdo!!

Aí comecei a reparar que quando chegava em casa e o colocava sentado no sofá, ele permanecia na mesma posição, sem nem se mexer, sem conversar, sem brincar. Ficava assim até o momento em que eu o pegava para dar banho e coloca-lo para dormir. Começou a ficar doente frequentemente. Tudo bem, até onde sei, é normal a criança sentir a separação da mãe. Mas eu não conseguia cumprir horário no trabalho, isso quando conseguia sair de casa!

Mas o meu limite foi no final de semana. Eu vi que ele ficava prendendo o cocô. Se esforçava ao máximo para não fazer e quando fez e fui trocá-lo como sempre fazia, ele colocou a mãozinha no rosto se escondendo, pediu desculpas e começou a chorar!! Aí não deu!! Fomos à escola, tiramos ele de lá. Brigamos mesmo!! Deu uma confusão!!!

Saí do trabalho e consegui outro mais próximo de casa. Ele passou a ficar em outra escola, mas essa era muito boa, cuidava direitinho. Já no
primeiro dia que o meu marido foi buscá-lo, ele me ligou dizendo para ir ajudar porque ele não queria ir embora. Fiquei tão feliz!! Ele participou da festa junina, dia dos pais, fizemos uma festinha de aniversário para ele e os coleguinhas. Eu via que ele era feliz lá, mas o que conseguiram estragar, não tinha volta.

Resolvi cuidar do Samuel em tempo integral. Tentar resolver os problemas, os traumas que aquela experiência trouxe para o meu filho e para mim também que me sentia tão culpada!! Por estar lá, trabalhando, toda feliz e meu filho sendo maltratado na escola. Desde então, ir ao banheiro era complicado! Ele não queria fazer cocô de jeito nenhum. Depois de um tempo, ele passou a confiar e fazia na fralda. Às vezes ainda ouvia um "você está brava comigo porque fiz cocô"? Tadinho do meu filho! Fizemos tratamento para facilitar as coisas, já que ele prendia tanto o cocô que quando fazia chegava a doer e por doer ele ficava com medo ainda mais de fazer. E não falamos nada sobre fazer no vaso, deixamos que ele se acostumasse com a ideia. E essa luta durou por anos. Dia desses, o peniquinho que vivia abandonado pelos cantos da casa, foi "visitado" sem ninguém pedir ou brigar! Ele foi lá e fez, com uma naturalidade!! Haaa...fizemos a maior festa!! Compramos até um mimo para ele e desde então, está tudo bem!!

Finalmente a minha luta acabou!! O meu menino tinha passado por mais esse marco e mesmo "atrasado" me deixou muito orgulhosa. Não só por ele, mas por mim. Sentimento de alívio ver que ele superou, que eu não havia estragado tudo como pensava anteriormente.

Se você, como eu passa por algum problema quanto a troca das fraldas pelo peniquinho, veja este artigo da Baby Center que mostra problemas e soluções para o desfraldamento.

Espero ter ajudado compartilhando com vocês não apenas as coisas boas da maternidade, mas os percalços também!!

Bjos!!

Ele chegou!! E agora?? - Como sobreviver aos primeiros dias do bebê em casa

1. Tenha tudo sempre à mão! Tudo!! Fraldas de outras marcas, caso seu bebê tenha alergia a alguma delas, lenços, pomadas contra assaduras e aquelas de tratamento também, cotonetes... Até o que você não espera usar como remédios, chupetas , o que muita gente fala que faz mal, mas salva algumas noites em que o bebê quer fazer o seu peito de chupeta para dormir, e mamadeiras. Quem não quer amamentar seu filho sem nunca precisar de dar uma mamadeira?? Todas nós, mas acontece, né? É sempre bom ter em casa caso precise...

2 . Todo mundo lembra da farmacinha do bebê, mas se esquece da farmácia das mães. Veja analgésicos para dor de cabeça, indicado pele médico porque você está amamentando, aqueles bicos de silicone e pomadas para aliviar um pouquinho a dor na hora de amamentar, hidratantes, shampoo e condicionador. Tudo o que você gosta de usar para ficar mais bonita e cheirosa. Nunca podemos deixar de nos cuidar, tá?

3. Alguns pais fazem além de chá de fraldas, chá de congelados, para fazer estoque, já que a mãe não estará muito disposta a ir para a cozinha nos primeiros dias com o bebê. Além disso, estoque o que puder. Vá ao mercado dias antes do nascimento e compre tudo o que precisará por uns 20, 30 dias. Facilitará muito as coisas!!

4. Nos primeiros dias, o bebê dorme muito, torno de 20 horas por dia, mas ele acordará e chorará às vezes sem motivo nenhum aparente. Comece a inspeção: Fraldas, se está suja ou muito apertada, frio ou calor, às vezes as mães exageram nas mantas se esquecendo que ela está no mesmo ambiente do bebê, portanto, seu bebê sente o mesmo que você, fome, afinal, ele ainda não tem uma rotina muito certinha de mamar ou é colo mesmo  que ele quer, dengo puro, neste caso, aproveite para ficar agarradinha com aquele "trenzim" lindo! rs!

5. Persista na amamentação. Como falei no item 2, um bico de silicone ajuda muito e as pomadas que, inclusive, algumas devem começar a serem usadas antes do nascimento do bebê para preparar o peito para a amamentação. Converse com o seu médico sobre isso, em como se preparar, pois apesar de ser muito linda e prazerosa, nos primeiros dias é um sofrimento!! Nunca sabemos se estamos fazendo certo, se o bebê está mamando bem... Na dúvida, pergunte para sua mãe, avós....alguém que já passou pela mesma experiência. Mas persista, viu? Amamentar é um vinculo maravilhoso com os filhos e fazem bem para a saúde do bebê e da mamãe também.

6. Os hormônios estarão te deixando louca!! Se quiser ficar de mal humor, fique! Quiser chorar, chore!! Você tem todos os direitos, afinal, independente do tipo de parto que você teve, é uma experiência muito chocante e são mudanças muito bruscas.

7. Olha, é normal você não se sentir mãe. Aconteceu comigo também. Você acha o bebê uma fofura, está ali cuidando, mas não sente aquele amor indescritível e forte que dizem. É normal! Ajuda também o fato do bebê não interagir muito, ele parece que está em outro mundo...tadinho!! rs! Mas ele está ali, às vezes olhando para você, se acalmando quando ouve a sua voz e reconhece que é a mesma que ele ouvia quando estava na barriga... Portanto, não se preocupe com isso, ok?? Logo você perceberá que aquele pacotinho deitado no berço é a sua vida! =)

8. Por mais que a gente ache que consegue fazer tudo e parece que queremos provar isso ao mundo, de que somos mães dedicadas, não precisamos ser assim. Deixe para lá as opiniões e discursos sobre mães perfeitas dos livros que você leu e seja você!! Limitadamente você!! Se precisar de ajuda, peça! Não tenha vergonha de pedir que alguém lhe faça um lanche, que vá ao mercado se faltar alguma coisa, delegue funções para familiares mais próximos e ao maridão. Não se desgaste por pouco.

9. É normal aparecerem especialistas em maternidade em quem menos esperamos, um cunhado palpiteiro, por exemplo ou aquela tia desbocada. Então, confie em seu instinto materno. Se achar que o bebê está com calor e vierem dando pitaco, mende todos às favas, e faça o que quiser e achar melhor para o seu filho. Luiza nasceu em dezembro, um caloooor de matar e quando eu a vestia de camisetinha e shorts todo mundo (todo mundo mesmo!) me parava para fazer algum comentário. No início, eu até que respondia educadamente. Mas no final era "nossa, ela deve estar com frio!" Resposta: Sorte a dela se estiver, porque todo mundo está quase derretendo de calor!!" rrss!!

10. Para o bebê não criar hábitos errados quanto ao sono, já vá acostumando os seus olhinhos com o dia e a noite. Mesmo quando ele estiver cochilando, ele tem que saber que é dia, deixe as cortinas um pouco mais abertas e à noite, tente não acender muitas luzes para mamada da noite. Um abajur ajuda muito nessas horas!!

11. Durma o quanto puder, porque é exatamente como dizem. Seu sono além de ficar mais leve de preocupação com o bebê, será interrompido muitas vezes durante a noite. Deixe seus afazeres de casa para lá ou contrate alguém para te ajudar por 1 mês, 2...o quanto precisar.

12. Por mais que você queira exibir o seu bebê, não exagere nas visitas. Por experiência própria, eu digo, isso atrapalhará e muito o sono do bebê. Ele fica agitado, excitado e cansado demais de tanta gente tirando fotos, falando alto, alterando a rotina dele, e a criança, quanto mais casada e estressada fica, mais luta contra o sono. Todos vão embora, deixando um bebê estressado, casa bagunçada e você mesma exausta, com uma looonga noite pela frente!

13. Não tenha medo nem vergonha de ligar para o pediatra, quando achar necessário. Febre, dor forte,  constipação ou diarreia são alarmantes.

14. Por falar em cocô, sim ele é preto mesmo nos primeiros dias!! E tem até nome: mecônio! Então não se preocupe. Para saber mais sobre o cocô do bebê e o que é normal ou não, acesse o site da Baby Center. Tem até galeria de fotos para ajudar na comparação!

15. Neném amamentado no peito não costuma ter tanta cólica, mas varia de bebê a bebê. Os meus filhos, mesmo os que foram amamentados com fórmula, nunca tiveram cólicas. Graaaças a Deus!! Mas dizem que pode vir mais ou menos aos 15 dias de vida e durar até os 3 meses.

16. Umbigo não é nada de terrível. É natural que sua mãe e sua avó fiquem com medo e fiquem fazendo "terror", mas lembre-se que elas são de uma época em que se enrolava o bebê com aquelas faixas enormes e o bebê ficava imóvel, época em que se demorava 15 dias para eles abrirem os olhos. Hoje em dia, falta pouco para nasceram falando. Pergunte para às enfermeiras que dão o primeiro banho na maternidade e siga à risca... sem medos!! Eu cuidei sozinha dos meus 3 filhos e foi super tranquilo!!

17. Por mais molinho e delicado que o bebê pareça, ele não quebra, tá??  Pode mexer à vontade, trocar fraldas, dar banho, segurar tranquilamente.

18. Não ignore as suas dores. Sabemos que quem precisa de cuidado é o bebê, mas não podemos deixar de lado a sua saúde. Principalmente, se o parte foi cesárea. Qualquer dor, ligue para o médico. A cirurgia não te deixa de cama, dá mais medo é de se movimentar, mas não é dor, exatamente.  Eu tomei banho sozinha já no primeiro dia. Dói um pouco, é claro, mas não é nada absurdo. O que passar de "tolerável" deve ser comunicado ao médico. isso vale também para a amamentação. Quando é o primeiro filho, pode chegar a ferir, mas se as pomadas e bicos de silicones não estiverem funcionando, converse com o médico também.

19. Não se desespere com o choro do bebê. Vá fazendo as tentativas que falei anteriormente, até acertar. Você não tem obrigação de saber resolver tudo, mesmo que seja seu segundo filho. Cada um é diferente do outro!!

20. Os primeiros meses, são os mais complicados. Depois de um tempo, você começa a conhecer melhor a personalidade do bebê e se adapta (você e toda a casa) , seguindo uma rotina que seja boa para todos,

21. Dica: não há nada mais gostoso para a mãe e o bebê do que colocá-lo para dormir em cima do seu peito. Ele se acalma porque ouve o seu coração e respiração, da mesma forma que ouvia quando estava no útero, se sente aconchegado e você mais próxima dele com aquele cheirinho gostoso, típico de bebês!! Faça isso! É uma delícia!

22. Aproveite cada momento, cada detalhe porque é único e dará saudade no futuro!

Qualquer dúvida, converse comigo que descobrimos a resposta juntas!!!

bjos!!!

Normal X Cesárea - Novas regras do Ministério da Saúde.

No dia 7/1 saiu uma resolução do Ministério da Saúde e da ANS (Agencia Nacional de Saúde Suplementar) com a finalidade de reduzir as cesáreas na rede privada e estimular os partos normais. Sendo assim, todo médico terá que se explicar (bem explicadinho mesmo...) o motivo da escolha pela cirurgia e mesmo assim, os planos de saúde poderão se recusar a cobrir o procedimento.
Disseram que foi para diminuir o número de cesárea desnecessárias afinal, apenas 16% dos partos feitos pelos planos de saúde são normais.

Desta forma as mães poderão pedir aos planos de saúde os percentuais de cesáreas dos  hospitais e médicos, as operadoras terão que fornecer um cartão de gestante com tudo relacionado à gravidez e o bebê para facilitar o acesso às informações quando iniciar o trabalho de parto e anexada a esse cartão, uma cartilha sobre os riscos de se realizar uma cesárea desnecessária. Os médicos e todos envolvidos, deverão usar o partograma que além das informações sobre o paciente e o bebê (frequência cardíaca, dilatação do colo de útero e contrações uterinas) terá registrado tudo o que acontece durante procedimento, para facilitar. (Já não deveriam fazer isso?? Duvida cruel...)

Essas foram as informações que estão no site da Pais e Filhos (Ministério da saúde anuncia novas regras para estimular Partos Normais).

Agora, a minha opinião:

Sinceramente, acho um absurdo o governo querer ditar as regras como eu devo ter meus filhos. Fico pensando quem lucrará com isso, Vejamos: é lóóógico que a Cesárea é muito mais cara para os planos, portanto, acho que eles farão um esforço muito maior pelos partos Normais, não porque querem o bem estar do paciente, mas do seu bolso. Há no site do Reclame Aqui uma matéria dizendo que só no ano de 2014, foram 16 mil reclamações em relação os planos de saúde, sendo a maioria, exatamente porque não querem fazer algum procedimento que é direito do contratante. Imagina agora, que por lei eles poderão se negar?

Existem aqueles que dirão que é para o bem das grávidas. Desculpe-me os que pensam assim, mas um governo que oferece o SUS do jeitinho que é para o seu povo, pode realmente, querer mandar em nós que graças a Deus não dependemos do sistema privado?
São muitos os relatos de pessoas que passaram pelo parto Normal da rede publica e sofreram horrores. Conheci uma mulher que ficou em trabalho de parto por 18 horas, sem qualquer tipo de anestesia, sem ser acompanhada por médicos e quando ela já não aguentava mais, ele abriram com um bisturi mesmo, sem nenhum tipo de medicamento que anestesiasse o corte. Claro que existem pessoas que foram bem atendidas e fizeram um parto humanizado no SUS, mas é raridade, viu??
Se querem incentivar o parto normal, que tal fazerem um bom trabalho na rede pública primeiro antes de ir atras de quem conseguiu escapar desses açougues que vocês chamam de maternidade? Invista nos seus hospitais e em realmente ver a necessidade da gravida, acompanhar de perto, sem olhar para próprios bolsos? Não tenho essa pesquisa em mãos, mas posso apostar que o número de mortes no SUS por erro médico em partos normais são muito maiores que número de mortes na rede privada. Portanto, porque não resolver os problemas da casa, antes de ir criticar a vizinhança?
Li relatos de mulheres, mesmo na rede privada, que perderam seus bebês por que não foram tirados à tempo. Eles esperam até o ultimo momento em vez de fazer a cirurgia, e às vezes o ultimo momento é a morte do bebê ou da mãe.

Não, ninguém pode me dizer o que fazer com o meu corpo, ainda mais quando estou pagando!! Um absurdo sem limites! Toda mulher tem o direito de escolher o que é melhor para ela. Eu fiz 3 cesáreas, por que não tinha passagem, mas mesmo se tivesse, escolheria a cirurgia. Não doeu nada, confiava no meu médico (inclusive, quem quiser indicações, viu? rs! Ele é excelente!!), fui para a maternidade sabendo o dia e hora que ia sair e todos os meus filhos têm a saúde perfeita! Ninguém é menos mulher por escolher a cesárea. Se a sua escolha foi parto normal, parabéns! Deixo registrada a minha admiração profunda, porque sinceramente, eu não aguentaria e não acho que tenho a obrigação de aguentar, assim como nenhum mulher tem que ser forçada a fazer um procedimento desnecessário. Tudo é questão de escolha!

Deixo aqui a minha total indignação em relação às regras absurdas de um governo que em vez de investir na saúde, na estrutura hospitalar e no acompanhamento das grávidas e de todos os outros pacientes também, querem tirar o meu direito de escolha!!!

Tenho até uma sugestão: Criaram na Holanda um aparelho que mostra para os papais como é dor do parto. Acho que todo politico homem que decidiu se intrometer na escolha de parto das mulheres deveriam experimentar!! Vejam o vídeo...




Haaa...chocada com essas mamães que se acham melhores porque tiveram parto normal, como se nós que fizemos cesárea fossemos menos mães ou fracas!!

Respeite as escolhas de cada uma!!

Nas fotos a mãe desnaturada aqui que escolher fazer duas cesárea...
Nascimento da Luiza

Nascimento do Bernardo